Minha vida sentimental é um misto de tragédia e comedia, com
picos de ilusão e sonhos.
Não sei ao certo como o todo acontece, mas é sincero quando
digo que tudo me surpreende.
Toda experiência negativa deixou fantasmas que me sopram aos
ouvidos, mas eu não me permito traumatizar, prefiro crer que um dia irá surgir
em minha vida alguém que me fará entender porque nunca deu certo antes e quando
isso acontecer a reciprocidade será o sinal de que o caminho segue rumo a
eternidade.
Historias se repetem de maneiras distintas, mas com as
mesmas sensações, as mesmas incertezas, com isso o medo anestesia meu eu e meu
ser não vê meios de agir, assim vou deixando que o tempo revele o que for
verdadeiro e leve o que não for sincero.
O lado abstrato, ingênuo, grita por uma loucura, por uma entrega
sem analises, apenas vivendo a intensidade do momento.
O lado racional, dotado de experiência, grita por
ponderação, por um olhar mais malicioso e dotado de precaução.
É a dualidade do ser versos o eu que não se cansa de guerrear
jamais, nem mesmo quando há paz.
Sentimentos devem ser vias de mão dupla e mais me sinto fora
do trem que vagando sozinha, mesmo assim há receio.
Começo a acreditar que conheço meus limites, conheço meu eu,
mas talvez ainda precise aprender muito sobre meu ser.
Me sinto tao preparada para tudo, no entanto a simples
possibilidade me assusta.
O que antes era tentar agora é loucura.
O arriscar se tornou vacina.
Como viver o desejo se quando a possibilidade surge opto por
me afastar por medo?
Talvez ter medo seja buscar sofrimento. Talvez o evitar seja
prolongar as desilusões.
Se acredito que um dia acontecerá porque não posso crer que
seja no hoje?
Nem sei quanto tempo durará o futuro, sendo assim porque não
viver o futuro que é hoje?
Tenho percebido que a opinião das pessoas a meu respeito
incomodam mais que gostaria.
Tenho percebido que talvez eu viva tudo que renego.
Não quero mascaras. Não quero fantasias. Não quero
armaduras.
Quero viver meu eu em sintonia com meu ser, mesmo que isso
custe minha sanidade.
Quero sentir a felicidade que me causa bem, mesmo que isso
custe meu sorriso diário.
Quero viver minha verdade, mesmo que isso custe as ditas
amizades.
O dia a dia apresenta as pessoas ao meu eu, mas meu ser é quem
seleciona quem irá ficar.
Estou longe de ser perfeita, em nada me alegro comigo mesma,
mas o simples fato de assumir minhas falhas me causa alegria, pois assim mantenho
a esperança de evolução.
Quero muito que seja real...
As estratégias ainda se revelarão, mas até lá vou seguindo
pensante sem fim.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.