sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Macumba? Deus desfaz!


Mesmo com a consciência tranquila o fato de não estar caminhando em santidade às vezes me assola.

Essa noite tive um daqueles sonhos que não sei dizer ao certo se foi apenas reflexo do cansaço ou se foi uma revelação.

Ví nítidas ruas nas quais nunca estive, mas me eram familiar. Estava indo ao encontro de uma amiga que há tempos não vejo. Essa estava na casa de um casal de amigos, a qual a esposa estava dentro da casa separando algumas peças de roupas e o marido no quintal brincando com o filho, enquanto minha amiga estava sentada em uma cadeira no quintal, olhando o pai brincar com o filho e aguardando a esposa descer as roupas.

O mundo dos sonhos é como um filme 3D em tecnologia avançada, ao mesmo tempo em que se está em uma cena se é transportado para outra, e foi isso que aconteceu. Paralelo ao que acontecia dentro da casa, na rua, mais precisamente na calçada ao lado da casa, havia uma mulher, quase uma senhora na aparência visto a expressão sofrida, porem estava bem arrumada e maquiada, o que confirmava ser jovem. Essa olhava fixamente para a casa e repetia “rezas”, fazia danças estranhas. Não podia me ver, mas eu estava observando tudo, onde percebi que se tratava de um tipo de macumba. Não consegui ouvir o que ela dizia, mas estava oferecendo as peças de roupas e lenços ao diabo. Vejo nítido em minhas lembranças cada peça, eram lindas, as quais eu usaria sem receio. No entanto essa mulher deixa as peças ali, quando observo estão sobre as galhas de uma arvore.

De repente sou levada novamente para a casa, mas agora minha amiga já está no quarto vestindo as roupas que a outra havia separado. Uma blusa dourada de mangas e colo rendada e uma saia preta com zíper na frente e nos bolsos dourados. Cós alto deixando a blusa como que um top. Então vem a peça final, um belo lenço verde com desenhos geométricos, como que fossem chineses. Nesse momento percebo que as peças foram as que a mulher havia amaldiçoado. De alguma maneira me vejo novamente na calçada, a arvore está lá, mas as peças sumiram, volto ao quarto e minha amiga já está com o lenço em volta do pescoço e só então vejo que a amiga dela, esposa, mãe da criança, dona da casa, que estava lhe emprestando as peças era eu.

Eu me vi nitidamente. Agia naturalmente e de bom grado, não sabia o que estava acontecendo. Tentei então repreender, quebrar o que quer que tivessem colocado naquelas peças. Não queria que minha amiga sofresse o que quer que fosse por usar aquelas roupas, mas eu não conseguia orar. Estava atônita pela situação. Pedia a ela que orasse comigo. Dizia que Deus é maior para quebrar qualquer maldição, desfazer qualquer macumba, mas ela não me ouvia. Estava sorridente e amando o look. E quanto mais ela sorria e se admirava em frente ao espelho, a mulher que havia lançado o feitiço mais se felicitava do lado de fora. Pude ver o brilho negro no olhar da mulher, a satisfação por conseguir que minha amiga usasse a roupa, mas que na verdade era minha, mas a satisfação não era por usar as peças e sim porque eu não conseguia quebrar a maldição que continha nelas.

Eu orava, pedia, mas eram palavras vindas da mente, não do coração. Como se eu soubesse exatamente o fazer, desejasse fazer, tivesse fé para fazer, mas não tivesse força suficiente. A surpresa de me ver como a dona da casa que fazia o empréstimo das peças amaldiçoadas me deixou tão perplexa que não conseguia quebrar a maldição.

Tudo estava tão perfeito, tão bem, mas eu pressentia que algo iria acontecer. Não sei dizer que seria com minha família ou com minha amiga, mas algo ruim aconteceria, porque não conseguimos determinar a libertação naquela situação.

Acordei assustada, com o coração acelerado, como se tivesse de fato vivido tudo isso. Demorei para conseguir orar e repreender, e na verdade ainda não consegui discernir. Mas creio que Deus é poderoso para livrar nos de todo mal.

Pode ser que haja pessoas tentando contra nós, mas Deus é nosso protetor e nenhum mal nos atingirá. Assim como nos livra das garras do leão que ruge ao derredor e nos livra do saqueador também bloqueia qualquer obra de macumbaria, magia negra, oferenda.

Reconheço meus pecados e os assumo diante Cristo, que é meu salvador. Me arrependo verdadeiramente, clamando ao cordeiro Santo perdão. Sei que sei sangue me lavou, me purificou e sobre mim nenhuma acusação há. Estou certa de que para toda ação há uma reação, por isso me faço humilde. Maior é o que habita em mim que o que está no mundo.

Podem amaldiçoar minha vida com palavras, podem costurar boca de sapo, podem matar galinha preta, podem ir para encruzilhada, podem invocar todos os demônios que nunca vi, podem prometer oferendas, podem me presentear com ofertas roubadas de satanás, que creio que nada disso terá efeito sobre mim. Meu ser foi selado. Eu tenho a marca da promessa. Minha história é de revelações. Quando estou fraca Cristo me faz forte. Quando caiu Ele me segura nos braços. Quando canso Ele me carrega no colo. Quando choro Ele enxuga minhas lágrimas. Nada nem ninguém, nem desse mundo ou de qualquer outro plano espiritual e/ou material, pode atentar contra minha vida e meu ser, pois Ele é comigo. Podem tentar me confundir, podem tentar me alienar, mas tudo é permitido para me aproximar da Verdade, o que me faz exaltar e engrandecer o nome de Jesus Cristo. Cada experiência sobrenatural com a luz ou com o oculto faz parte de um projeto perfeito de Deus. Cada loucura aos olhos humanos é insanidade Santa vinda de Deus.

Prefiro a loucura dos que se santificam as entregas vãs do que vivem cegos pela futilidade cotidiana. A essência de meu ser é quem de fato sou, simples e fiel.

Um bebê diante o Pai, mas guerreira a frente da batalha do Senhor diante os inimigos.

Um duelo invisível há tempos guerreia em meu interior, mas é chegado o fim da batalha. Sinto que o tempo se vinda. Não há mais como fugir ou esconder. As armas se tornaram inúteis, ainda funcionam, mas perderam a potencia. O eu está fraco e cansado e o ser que tanto esperou calmamente o momento certo pede licença para ficar.

Na mente lembranças do eu fazem sorrir a saudade, mas as possibilidades do ser acalmam o coração. O eu é externo, é reação diante as situações. O ser é intimo, é a identidade, é o desejo real.

Escuto o chamado, sei a direção, conheço o caminho, mas a estrada ainda está fosca, no entanto algo está mudando. Não sei exatamente o que ou como, mas em breve tudo será diferente.

Vejo um belo jardim, imenso que perde de vista. Com grama verde, altas arvores que fazem grandes sobras, algumas frutíferas, com frutos que nunca vi ou sequer provei. Canteiros de diversas espécies de flores causam tumulto entre as borboletas, joaninhas e beija-flores.  Um riacho que desemboca de uma bela cachoeira, posso ouvir o som da água, posso sentir a brisa suave e fresca. Um belo cavalo branco descansa sobre as patas, alguns coelhos brancos pulam alegremente. Esquilos cavam a grama. Formigas fazem festa. O céu azul recebe um sol forte porem de calor suave, um belo arco ires o colore. Sinto falta de pássaros, até os escuto cantando, mas não consigo vê lós. No riacho não há peixes ou outras vidas, ele é apenas o cursor das águas. É tudo belo, vejo tudo nitidamente, mas não estou ali. De alguma forma sei que há muito mais que tudo isso, sei que isso é apenas esboço das maravilhas que estão atrás das altas montanhas. Desejo ultrapassa las, sei que conseguirei, algo me diz que além de tudo aquilo é meu lugar. Um lugar ainda mais lindo, que nem mesmo minha imaginação consegue alcançar. Sei que chegarei lá, pois esse é meu destino, mas não me apresso em ir, pois é brando admirar esse lugar. Tanta calmaria, é agradável, mesmo sabendo que não posso estagnar aqui, que preciso ir além me alegra esse jardim.

Por agora me basta o conforto do som suave das águas, o canto fino dos pássaros, a luz do dia, o colorido dos detalhes, a beleza do conjunto. Mesmo não me vendo ali saber que algo melhor está por vir me motiva a seguir.

Deus é o foco e a santidade a direção.

Que seja para honra e glória!

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