quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

E os pesadelos não cessam...


Dormir está se tornando uma viagem ao desconhecido que se faz redundante. Mesmo contexto, no entanto diferente e com personagens distintos. O mais estranho é que surgem pessoas conhecidas que não vejo há muito tempo e outras que nunca vi, mas que se tivesse o dom de desenhar de memória às faces sairiam perfeitas. Outro detalhe que me assusta é cruzar com alguém na rua que eu sei bem que nunca vi, mas esse alguém me saudar com um sorriso ou cumprimento como se me conhecesse e após o arrepio inexplicável me lembrar que o rosto esteve em meus sonhos. Será esse o inicio da tão temida alienação? Será o inicio de uma síndrome de perseguição? Porque os sonhos não cessam? Porque é contínuo noite após noite? Terá alguma revelação oculta? O que o sobrenatural quer me dizer? Escuto vozes, mas não consigo discerni o que dizem...

Nessa noite estava em uma sala que parecia mística. Os tecidos estavam lá por toda parte. Não sei se era uma loja, ou uma sala de cursos. Além de mim haviam mais umas 15 pessoas. Estávamos sentados em circulo ouvindo uma senhora falar. Não consigo dizer como era o rosto dela, mas vi claro que ela era gorda e usava saia longa, com bata larga, tudo em tom avermelhado com bege.

Dentre as pessoas que estavam a minha volta conversei muito com uma moça magra e de pele negra. Havia outra que chamava atenção pelo jeito extravagante de se mover e falar. Era branca de longos cabelos negros, magra, trajava uma calça jeans skiny de cintura baixa e blusinha frente única branca. Ela não precisava falar nada que só sua presença chamava atenção. Não era linda, mas havia algo que a tornava diferente, assim todos os olhares eram dela.

Comentei com a morena sobre o fato dessa jovem ser tão chamativa, afirmando ainda que eu era o oposto, não gostava de chamar atenção,  no entanto ao olhar para a senhora que explicava não sei o que, e me virar para o lado novamente(lado esquerdo) era como se fosse outro dia, as pessoas já estavam sentadas em lugares diferentes e usando outras roupas, só eu continuava no mesmo lugar e com as mesmas roupas.

Ao observar que era um novo dia pude também ver a bela jovem magra de pele clara falar algo sobre mim, não sei exatamente o que era, mas me recordo que fiquei furiosa e parti para cima dela na frente de todos. Eu esbravejava questionando qual era o problema dela comigo, visto que eu nunca havia conversado com ela, nem nos conhecíamos e ela não dizia coisa com coisa, mas a cada palavra eu me enfurecia mais. Todos assistiam a cena sem nada dizer e a ‘professora’ não parou as explicações, continuou como se nada estivesse ocorrendo, e eu a essa altura já segurava a garota pelos braços, sacudindo a e questionando qual era o problema. Foi então que a morena disse que eu havia dito que ela era extravagante e gostava de chamar atenção. Confirmei a história, porque de fato era verídica, essas palavras haviam saído de minha boca, mas sem maldade, apenas comentários vazios, porem a morena destilava um veneno ao narrar o que eu havia dito que de repente já estava esbravejando contra ela, dizendo que isso tudo era por ser negra...começou então uma discussão sobre racismo, onde custei deixar claro minha opinião sobre isso.

Na cena seguinte eu já estava em um banheiro, que tem a porta atrás de uma cortina de miçangas e apetrechos alternativos. Já estava saindo quando a jovem que chamava atenção por onde passava entrou. Nesse momento começamos novamente a discutir e eu dizia que nem nos conhecíamos porque de toda aquela amargura? E então dizia a ela o quanto a achava bela, uma beleza diferente que ia além da aparência que era normal e comum, mas ela tinha algo que incitada sedução, algo que fazia com que as pessoas ficassem hipnotizadas. Eu dizia que não sabia ao certo o que era, mas sentia que era algo muito diferente, e que podia sentir também que além desse poder que ela possuía de sedução eu podia ver em seus olhos muito potencial de ‘ser’. Podia ver que ela era uma guerreira e que iria vencer, iria conseguir alcançar algo que não me era possível discernir. Nesse momento ela me olha com os olhos repletos de lagrimas e me pede desculpas, diz que não me conhece e por isso não tinha o direito de falar de mim e de me provocar. Então percebi que o brilho que sempre existiu em seus olhos ficou fosco, e ela me chamou para sair daquele lugar.

Passamos juntas pela turma rumo à porta de saída do que parecia ser uma loja de tecidos indianos. Pude notar muitos lenços, cangas, belas estampas e pedrarias. As pessoas cochichavam sobre estarmos saindo juntas, e a senhora que ensinava, não sei o que, veio ao nosso encontro e disse palavra que não consigo me lembrar, mas me recordo que senti um grande arrepio e então saímos. As ruas eram de paralelepípedos, as construções eram coladas uma nas outras, não havia muros, apenas paredes as separavam, as paredes na calçada já eram das salas ou afins. Como se fosse arcaico, mas me parecia bem normal. Na calçada pude ver que onde estávamos tinha uma longa extensão, como se não houvesse esquina, mas a frente havia uma esquina que formava um triangulo, ali havia um mercado. A rua a frente era o inicio de uma grande ladeira, e ali muitas pessoas caminhavam para lá e para cá, como que normalmente em suas rotinas. Algumas crianças passavam em suas bicicletas, modelos antigos e cheio de ferrugem.

A jovem então me puxa pelo braço e cochichando me pede para não parar. Vamos pela esquerda, mas então ela avista um homem negro, alto e forte, que usava algo preto na cabeça que me impedia de ver seu rosto, ela me puxa para o sentido contrario dizendo que aquele era o Aiporé. Sem entender questiono porque estamos correndo dele e ela chorando começa a me contar, enquanto caminhávamos, que aquele homem havia oferecido a ela uma chance de ser vista como bela por onde passasse. Eu pergunto, como? E ela me diz que ele se dizia um anjo que dava as pessoas o que elas queriam, e que ele havia pego um pintinho e um filhote de gato rasgado lhes o peito, e derramado todo o sangue em sua bunda, mas o sangue que escorria ele aparava em um copo branco o qual a mandou beber na sequencia. Segundo ela era como se ela estivesse em transe e fez tudo conforme ele ordenou. E desde então ela era notada por onde passava como sendo sedutora e linda. Dizia que até estava gostando porque ninguém nunca havia questionado nada sobre ela, mas que quando eu a olhava havia duvida no meu olhar, era como se eu soubesse o que ela havia feito e a estivesse acusando.

Dizia a ela que eu não acusava ninguém, que cada um faz a escolha que julga correta, que meu ser era muito diferente de tudo isso e que eu jamais faria algo semelhante...enquanto dizia sobre coisas existencialistas do ser e do eu ela chorava incessantemente, mas não parava de caminhar. De repente estávamos de frente a uma casa simples, essa já possuía muro baixo e um portãozinho, na frente um alpendre de chão vermelho, em torno da casa quintal de terra, e foi pelo quintal à direita que entramos.

No fundo da casa havia uma grande mesa de madeira com muitos ingredientes sobre ela. Não sei ao certo o que era, mas a mulher era a mesma que ensinava algo anteriormente, agora usava uma saia longa branca e uma bata estilo de saco, com cordas amarradas ao que seria a cintura, não fosse por toda gordura. A mulher mexia um grande caldeirão insistentemente e não parou nem para nos saudar, na verdade ela já nos aguardava.

A jovem entrou para a casa, onde haviam outras muitas pessoas, pelo que me pareceu ser as mesmas que estavam na ‘aula’. Haviam muitos gatos espalhados pela casa, indo e vindo todo o tempo. Tinham a pelagem de todas as cores, brancos, bege, marrom, pretos. A senhora amava seus gatinhos, mas eles eram mais que animais de estimação, eram partes dos ingredientes da receita.

Eu ficava alheia observando tudo como se não estivesse ali, mas eu sabia que estava. Sentia que a jovem precisava de mim, que me pedia socorro, mas eu não conseguia entrar na casa. Cheguei na porta e vi dois gatos comendo ração, mas eles me olhavam furiosos e ‘rosnando’ para que eu não entrasse, então peguei um pedaço de carne que vi e joguei para eles, mas um deles abriu a boca e engoliu inteiro, assim engasgou e eu chamei a senhora que veio correndo e começou a apertar a barriga do gato, que cuspiu a carne e saiu tonto do lugar. A senhora me olhou dentro dos olhos como que me advertindo, mas eu não me dizia nada, podia ver ódio em seus olhos por eu estar ali, mas ela não tinha permissão para me dizer nada.

Eu não conseguia entrar naquele lugar, ouvia a jovem me chamar, não como os ouvidos, mas sentia que ela me pedia socorro, mas não conseguia me mover. Então a senhora anuncia que a comida está pronta e todos vem para fora, nesse momento vejo uma pessoa que já foi intima a mim falar sobre meus filhos e discutir o futuro deles como se eu não estivesse ali(o pai deles), enquanto se servem de uma espécie de sopa, um liquido condensado marrom com pedaços de carne que sabia eu ser dos gatos. Tento responder, mas eles não me escutam. A senhora então começa a me defender, e no meio dessa discução a bela jovem sai da casa e vem em minha direção. Era como se só ela pudesse me ver ali, ela então me puxa pelo braço novamente e saímos da casa rumo à rua. Agora já era um lugar diferente, ainda com ruas de paralelepípedo e com grandes declínios, mas haviam muitas casas de muros baixos cercadas de quintal.

A jovem estava muito agitada e nervosa, dizia que era tarde de mais e que nada podia ser feito, que ela precisava encontrar o tal Aiporé e fazer algo para mudar aquilo. Eu tentava dizer a ela que ele era um ceifador do diabo, que nada podia fazer para ajuda La, mas ela estava alienada e não me escutava. Eu tentava falar de Deus e ao ouvir ela caminhava ainda mais rápido pelas ruas, como que barata tonta que não sabe para onde vai ao avistar perigo. Então percebi que falar não adiantava, foi quando chegamos em um terreno vazio. Por onde eu olhava só via terra com umas poucas gramas, eu avistei uma poça de sangue e ela então ela me disse que ali havia tomado o banho no sangue e o bebido depois, mas se o tal Aiporé (que não era nome mas uma profissão) não estava ali ele estaria onde tudo começou. E voltando para em um cruzamento onde percebo ser de frente para minha casa, então ela me diz que aquele havia sido o lugar determinado pelo Aiporé para o sacrifício dos animais. Então vejo como que em uma cena de filme os dois de madrugada no meio da rua, enquanto ela segurava o gato ele com um punhal furava o peito do pintinho deixando as primeiras gotas cair no chão e o restante reservando em um copo branco. Então ela entrega a ele o gato e ele faz o mesmo, colocando fogo em ambos após retirar lhes o sangue. Então os dois seguem para o lugar deserto para o banho de sangue e a ingestão do mesmo.

Enquanto essas cenas me são reveladas ela chora por não encontrar o tal Aiporé, pois acredita que ele poderá fazer algo para tirar dela a culpa que estava sentindo. Nesse momento percebo que não há o que eu possa dizer para mostrar a ela que o que quer que faça irá complicar mais a situação, e ciente de que com o sobrenatural não se brinca começo a orar palavras sem nexo, ela escutando me pergunta: você não acredita no diabo? Ao que respondo: Acredito de uma maneira diferente, a mim ele é apenas escoria, não creio que tenha poder indestrutível. Ela continua: então você acha que ainda há salvação para mim? Respondo: Desde que você reconheça Cristo como seu Senhor e Salvador. Ela: Mas como? Eu: Acima de aprender sobre Ele procure senti Lo.

Nesse momento começo a orar, me são nítidas as palavras: “Eu reconheço Deus Pai como Senhor e Criador do universo,que se fez humano como filho, vivendo em santidade para nos deixar o exemplo a seguir, assim reconheço Jesus Cristo como Salvador, que como cordeiro entregue a sacrifício derramou seu Santo sangue para me livrar do pecado. Reconheço ser falha e em tudo pecadora, mas creio que fui lavada pelo sangue de Cristo e sobre mim nenhuma acusação há, pois o que é capaz de me livrar e salvar também é bom para esquecer e apagar minhas transgressões. E ainda que eu tenha andado no vale da morte, e tenha brincado com a vida e ignorado a existência, acredito que Ele é capaz de mudar minha história e me permitir um novo destino. Só Jesus que como homem foi crucificado e morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia e está sentado a direita de Deus Pai Todo Poderoso pode me libertar. Eu posso sentir o mover de Seu Santo Espírito que me deixou para manter a intimidade de Sua presença.”

Essa foi a ultima palavra que disse, pois nesse momento me vi em um lugar desconhecido, era muito escuro, a penumbra quase não me permitia enxergar, e havia goteiras caindo não podia ver de onde, não via nem mesmo o chão, mas sentia muita umidade, um vapor quente subia no ar, mas entrava em choque com o frio que descia, e assim formava muita fumaça no ambiente. Não podia ver ninguém, mas sentia muita gente precisando de socorro e as ouvia me chamar, mas de certa forma não ouvia com os ouvidos, era como se sentisse com o coração. Então percebi que estava em um barquinho de madeira, não havia remo, mas ele ia não sei em que sentido sempre à frente, se movia devagar, mas a cada centímetro que avançava ouvia novas vozes gritar por socorro. Então na fumaça surgiram diferentes faces de demônios, como cães raivosos que rosnando tentavam me atacar. Eu me sentia muito assustada e com medo, mas não recuava, nem me movia, olhava dentro de seus olhos sem estremecer e ao passo que o barquinho seguia novos demônios surgiam. Sentia dentro de mim a fúria que estava contra mim, assim sentia muito medo, mas estava segura que nenhum mal me aconteceria. Então vi a jovem no meio do cruzamento, sentada e chorando sem cessar, eu estava em outro plano, via tudo como que um filme, mas podia sentir que ela estava recebendo o melhor do Senhor naquele momento, que ela estava tendo um encontro, o primeiro amor, e senti que ela estava livre de todo laço maligno que havia feito anteriormente. Me senti feliz por ela, mas então me lembrei que não sabia como voltar, como sair daquele lugar e na agonia de tentar descobrir, passando por entre demônios que tentavam me atacar e pessoas que não via mas as ouvia pedir socorro, acordei.

Estranhamente não acordei assustada, mas sentindo um certo alivio. Talvez já esteja acostumada com esses sonhos estranhos, isso porque tenho evitado filmes de terror, a fim de que não alimentem minha imaginação, mas ainda assim os sonhos são tão reais,é como se minha alma de fato estivesse em todos aqueles lugares, com aquelas pessoas.

Que Deus tenha piedade de minha alma. Que Sua misericórdia me socorra na terra e Sua graça me conduza a Vida. Evito pensar no oculto, mas tudo me lembra ele. Monumentos históricos na cidade, acontecimentos bizarros, as agressões assistidas nos jornais, os crimes inexplicáveis, os desaparecimentos... O Apocalipse está acontecendo, não consigo discernir as mensagens codificadas, mas sei que algo está preste a ser revelado, no tempo do Senhor que muito difere do humano, mas algo está ocorrendo.

Penso muito em Jó. Perder tudo, família, bens, saúde, mas ainda assim ter paciência. Aceito os fatos como são, porque aprendi na trajetória da vida que nada é como gostaria, mas tudo ocorre como tem que ocorrer. Todas as escolhas que fiz foi pensando que eram certas, foi arriscando conseguir, mas muitas me fizeram andar em círculos e me deixaram consequências que mudaram meu destino, mas ainda assim acredito que tudo é estratégia de Deus.

O diabo até pode brincar comigo, Deus até pode permitir que ele me tente, me confunda, me provoque, mas Deus nunca permitirá que os planos de roubar minha vida se conclua. Deus conhece os desígnios de meu coração, porque são despertados pela voz dEle. Se meu desejo não for o que Deus planejou rogo para que Seus planos prevaleça, pois nessa vida terrena já perdi tudo que tinha pra perder, já provei todas as dores que me foram permitidas, mas tudo isso só aumentou minha fé em dias melhores. Sei que por pior que seja ou esteja Deus está comigo. Sei que quando Ele não caminha ao meu lado é porque me pega no colo.

Nos piores momentos posso sentir o mover do Espírito acalmando meu ser, é como se Seu toque me completasse de paz, então percebo o equilíbrio voltando. Vejo o alvo, tenho foco, mas vejo varias estradas e não consigo discernir o caminho. Já estou cansada de errar, estou farta de arriscar, não quero mais perder tempo...

Seja como for seja para honra e glória do nome de Jesus.

Mais que ser instrumento e isca, desperta em meu peito uma vontade ser luz. Sem forma, sem cor especifica, sem face, sem beleza, mas um raio de luz que emana paz por onde passa, que tenha a presença notada não por ser vista, mas por ser sentida, por deixar no ar a sensação de leveza. Viver meu ser acima de meu eu, matar o lado humano e caminhar no sobrenatural, me tornar assassina de mim mesma e viver a vida de Deus, devolver a Ele o que é dEle. Mas em meio às futilidades e superficialidades do dia a dia conseguirei manter a essência acima da aparência? Conseguirei prezar a santidade a popularidade? Conseguirei ressaltar o positivo em meio à tempestade negativa? Conseguirei calar as palavras autoritárias enquanto escuto esbravejar a mentira e a discórdia?  Conseguirei superar as fofocas das bocas malditas que tudo tentam destruir? Conseguirei me entregar a Vida enquanto vejo tudo caminhando para a morte?

A salvação é pessoal e intransferível então porque guerrear pela massa? Se me é outorgado pregar o faço de bom grado, sei que aquele que me criou me capacita. Me faço isca. Levanto louvores. Sirvo aos irmãos. Nego o pecado. Encaro as dores. Zelo pelo ser. Busco despertar. Aceito a guerra contra meu eu, mas ainda assim preciso guerrear face a face contra o oculto?

Noite anterior sonhei que caminhava na rua e uma jovem ao me ver ficou possessa e me atacou, eu orava reconhecendo meus pecados, declarando os e pedindo perdão, ciente de que sobre mim nenhuma acusação havia e que no poder do nome de Jesus Cristo eu ordenava que aquele espírito imundo se retirasse daquela jovem, mas ele mesmo sem conseguir me atingir zombava de mim, dizendo que aquela oração estava pronta havia séculos, que eu sempre a repetia e expulsava os da face da terra, mas ele lançava sobre mim a duvida, questionando se eu de fato acreditava no que estava dizendo. E quanto mais ele falava mais meu coração se enchia de duvidas e ele sorria e zombava de mim, como que se deliciando com meu lamento. Então acordei assustada e ofegante, e assim houve varias outras noites que pessoas que nunca vi ficavam possessas e me atacavam, mas que ao tentar ordenar que o espírito imundo se afastasse ele colocava duvida no meu coração e eu sem força para continuar acordava assustada sem nem mesmo conseguir orar. Então me questiono: qual a direção?

Semana passada vivi um pesadelo onde descobri que todas as revelações me foram permitidas, pois havia sido criada de fato para servir, para ser pescadora de homens, para liderar uma grande nação, mas não de Deus como anseio e sim do diabo. Vi o homem que em outros momentos se apresentou a mim, com o mesmo terno preto e camisa azulada me dizer que toda guerra espiritual era para me mostrar que de fato ambos os lados tem poder, porem comigo o oculto seria ainda mais poderoso, que eu era a peça chave para fortalecer as tropas de satanás, que eu era a líder que eles estavam preparando para vencer a luz. E a cada revelação o resumo de meus dias passava como filme, cada momento de conflito que vivi, cada fase, sempre havia um demônio me guiando. Eu já estava acreditando que aquilo era verdade, que eu era filha de lúcifer e deveria servi ló, mas meu coração não aceitava e como não me importa o que vejo ou escuto e sim o que sinto não autorizava o me manter ali, dizia a ele que se assim fosse muito mais me seria revelado na terra, ele docemente sorria tentando expressar tranquilidade e paz, mas eu sentia muita agonia e desespero, e assim nessa loucura acordei.

O medo da infância volta a me atormentar, será que estou ficando humanamente louca? Não aceito a depressão, não aceito a alienação, mas porque os sonhos me perturbam tanto? Porque não consigo fazer o que desejo e tenho tanta facilidade de atrair o que quero evitar? Qual é o propósito de tudo isso afinal? Qual é o dom que tanto me dizem? Como perceber esse tal talento e o desenvolver?

Direção já Senhor, estou contigo e sei que és comigo, mas rogo, tire a trava de meus olhos, me permita ver além de enxergar, destrave meus ouvidos para ouvir alem de escutar. Me dê discernimento acima de revelação. Amém

 

4 comentários:

  1. Querida não sei quem Vc eh...mas algo te digo, o chamado de Deus p Vc eh p libertar vidas da escravidão do inferno, porém satanás tá tentando confundir Vc....fzd Vc até
    Pensar q está louca mas Vc n está...repreenda isso, consagre se a Deus cd dia mais e Ele vai t usar

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  2. Vc não eh a única a passar p isso, mas Vc deve lutar contra sua carne em primeiro lugar...qdo Vc diz q se sente bem ao atrair o q n deve eh justamente pq a carne milita, luta, briga c o espirito o tpo todo entende? Isso tá escrito em Romanos...leia essa carta de Paulo vai t ajudar mt...ore, jejue, diga em voz alta q n aceita nenhum plano das trevas p sua vida. Nesta luta interior q todos nos temos, a luta do bem e o mal, o q for mais alimentado eh o q vai vencer...então alimente mais sua vida com Deus. Peça ao Espírito Santo p te guiar e mtas coisas q Vc pedir ao Senhor nesse sentido, evite proferir....apenas diga em pensamento pq na sua mente o diabo n pode saber o q se passa...procure uma igj onde a vdd da Palavra d Deus seja fielmente seguida....e preocupe se mais em negar sua carne e fzr a vontade de Deus do q c as ameaças do diabo....a Palavra diz p resistir ao diabo e ele vai fugir....q a paz de Jesus inunde sua vida cada dia mais!

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  3. Que assim seja... obrigada pelas palavras de incentivo. A única certeza que tenho é de que não há nada mais importante que servir a Deus... Ele é comigo e eu sou com Ele...mesmo errante!!! Muita paz, que Deus o(a) abençoe.

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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