Complicado os momentos em que tento me ver em um ângulo diferente.
O desejo de evolução me ensinou a não guardar rancor e principal a nunca deixar
assuntos mal acabados.
Há certas situações nas quais me vejo tão egoísta. Respeito às
opiniões alheias e tento analisar me colocando no lugar, mas sempre percebo que
eu teria uma atitude bem diferente. Não que esteja esperando que as pessoas
ajam como eu agiria, mas o mínimo seria inverter a situação.
O fato de ser sincera me deixa vulnerável a ilusão de que
todos o são, no entanto quando algo me incomoda não resito o questionamento e
perceber divergências me parecem confissão de culpa.
Não acredito em erros e acertos, tudo depende do
referencial, assim como tudo é escolha.
Há muito tempo escolhi não guardar rancor em meu peito e
esvaziar as magoas até mesmo de minha mente. Independente do que me façam só é possível
com minha permissão, assim toda consequência é de minha responsabilidade.
Meu dia fluiu tão bem, a agradável solidao me fez companhia,
dividindo minha atenção enquanto aguardava.
Estou em uma fase tão zen que fatos que antes me tirariam o equilíbrio
agora simplesmente me fazem olhar para o futuro, o que gera inúmeros questionamentos.
A identidade única de cada individuo se torna inatingível quando
esse não é capaz de assumir outro referencial, desse modo uma barreira bloqueia
a evolução e paralisa o trajeto. Mesmo com princípios inquestionáveis é necessário
abertura para a lapidação.
Costumo escrever muito sobre as que fui e as que poderia
ser, mas nesse momento só consigo pensar em quem eu sou hoje.
Talvez acreditar que seja o tempo de restituição pode ser um
tanto pré-maturo. Assim como há detalhes que me motivam e inspiram outros
contrariam o todo.
A vida e as situações se tornaram tão simples desde que
optei por resolver as questões e deletar o problema, o resultado é suficiente
para que eu guarde na memória. Isso é resultado da intensidade que escolhi
viver.
Se tiver que chorar eu choro, se tiver que me humilhar o faço,
se tiver que sofrer sofro, me entrego a dor, ao martírio da nostalgia, as
crises da solidao, mas curto cada momento sabendo que ele será passageiro e
assim não me desespero.
Não abro mão de manter o equilíbrio e ao menos que seja algo
redundante prefiro ignorar.
Ainda me surpreendo com a capacidade que o ser humano tem de
armazenamento, pena que só utilize o conteúdo que lhe é favorável.
Me dizem que não sou de falar de mim e de meu passado a não
ser que seja questionado, nunca neguei esse fato. O passado a mim é apenas
lembrança para não me permitir esquecer as lições e novamente errar. Me
questionar o futuro talvez abra um leque de possibilidades envoltas em ilusões,
pois por mais que me conheça nunca neguei a falta de direção. Mas a verdade é
que vivo o hoje.
Durante muito tempo tentei abraçar o mundo, acreditei que
podia fazer acontecer, tomei decisões que imaginei ser para sempre, mas o
sempre chegou a escolha findou e apenas consequências me restaram, com isso
aprendi o sempre também pode ter data de validade e é assim em qualquer área da
vida. Ninguém é capaz de prever o futuro, pode sim haver uma projeção, uma alusão
geral, mas prever como será é impossível.
Acredito que se as pessoas conseguissem se colocar no lugar
das outras seriam capaz de reconhecer seus erros, mas isso talvez seja utopia
para muitos.
Penso e por mais que minha vida esteja complicada a vejo tão
simples. Desempregada, sem um tostão furado, todos aproveitando a vida da
maneira que acreditam ser melhor enquanto eu, ilhada no meu mundo, apenas curto
a fase de equilíbrio do meu ser com meu eu.
Talvez seja redundante temer o isolamento. Talvez seja
redundante temer a mudança. Talvez seja redundante deixar que as coisas
aconteçam por si mesmas. Mas ainda assim será.
Prefiro ser eu à submissão de me anular para encenar alguém agradável.
Na verdade nunca comparo uma pessoa à outra, até porque sei bem que cada pessoa
é única, tão menos tento reviver situações ou resgatar relações passadas. É possível
que eu cometa erros parecidos em situações diferentes, mas a cada momento sou
eu, não me preocupando com erros e acertos, simplesmente sendo eu.
Não pondero minhas ações me preocupando com o que podem pensar,
se muito as faço quando há possibilidade de magoar alguém, assim uso o bom
senso para não ferir.
Não entendo porque há pessoas que insistem em conhecer o
passado, dizendo desejar conhecer uma historia, e na primeira oportunidade usam
o contexto contra a outra.
Por que é tão difícil acreditar que há pessoas que de fato são
desprendidas de passado e que não tem desejos reprimidos ou assuntos mal
acabados?
Quem me conhece sabe quem de fato sou e não duvida de minha
personalidade.
Vivo em sociedade por isso respeito opiniões e procuro me
adaptar ao meio, mas sinceramente criticas ofensivas nada me agregam. Gosto sim
de criticas destrutivas, que me levam a pensar, me faz analisar o todo e muitas
vezes a repensar meu comportamento, minhas ações, mas ofensas apenas me
afastam.
Sinto que a intolerância que me assolava me abandonou. Ainda
não sei ao que deu lugar, mas sei que estar bem tem me feito ainda melhor e não
quero abalar isso. É como se a cruz estivesse de pé, de forma plana, com o peso
distribuído igualmente em cada parte.
Consigo notar minha falha onde mesmo desejando abro mão, mas
ainda acredito ser melhor seguir por mim que insistir e correr o risco de no
futuro ser culpada pelas frustrações.
Conheço minha força mesmo arriscando ultrapassar meus
limites, sei que o tempo tudo transforma. Já tentei ultrapassa ló, já tentei
confundi ló, já tentei burla ló, mas ele é incorruptível, não aceita os
enganos, nem mesmo as confusões como desculpa e pacientemente segue seu curso,
o que é excelente visto saber exatamente do que precisamos em cada momento.
Seja como for será e eu estou pronta para ser!
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.