Lá fora o timbre autoritário do vento uiva sorrateiro e
voraz.
Me vejo um pássaro sem ninho, perdida na tempestade. Tenho
asas, mas não consigo voar. Sei cantar, mas o som não sai. Acuada, amedrontada.
O som da sociedade se torna distante diante a ferocidade do
vento. Um tambor ao fundo é batido ritmado, os cachorros acompanham com os
latidos, é como uma grande festa.
Carros vem e vão, mas o vento não cessa.
Sinto fome, sinto sede, sinto frio, mas tudo é insignificante
diante o medo.
Pássaro saudável que não pode voar, canto suave que não pode
se revelar.
Fatores externos ditando momentos.
Tempestades, ventos, tormentas.
Estou no leu, ao céu aberto, jogada, largada, mas com fé de ser
intocável.
Há medo sim, mas a fé predomina.
A tempestade pode perdurar, pode insistir em ficar, mas eu
creio que a bonança virá.
Aguardo calma e pacientemente.
Sem vergonha, sem receio, sem lamento, apenas usando a imaginação
em meio à esperança.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.