sábado, 26 de janeiro de 2013

Bebidas, dinheiro e perfumes


Mais uma noite em que os sonhos são tão reais que me assustam.

Bom seria conseguir descrever os detalhes...

Tudo começou na casa da minha mãe, na verdade na esquina da casa. Bem, a verdade é que as roupas estavam novamente lá.

Estava em casa a procura de um chinelo do meu filho, mas não encontrei, então no caminho da casa de minha tia que mora ao lado percebi que um par de sandálias estava na calçada em meio a um monte de areia, me abaixei para pegar a sandália e vi que havia um cano colocado reto dentro da calçada, de forma que ficava profundo. Vi dentro dele um par de tênis branco do meu filho, não entendi porque ele teria colocado ali, os vizinhos me olhavam e comentavam que ele sempre trazia as coisas e colocava ali e quando alguém perguntava porque ele não respondia. Quando retirei o tênis percebi que haviam outros calçados e quando mais eu tirava mais calçados apareciam, todos os calçados dele, os meus, os da minha mãe, tudo estava ali. Uma visinha me disse para olhar em um espaço quadrado e fundo que estava a direita, era uma espécie de contêiner mas enterrado, quando olhei percebi que minhas roupas estava lá. Entrei para retirar as peças, me assustei quando peguei uma blusa preta que havia usado no dia anterior. O que aquilo significava? Porque meu filho iria pegar as coisas em casa e joga las lá? Enquanto eu retirava as roupas lá de dentro os vizinhos comentavam que meu pequeno devia estar louco, o que morava em frente a onde estava tudo saio e ao me ver disse que não tinha deixado o lixeiro levar porque não sabia ao certo se era arte do meu filho ou se de fato tudo aquilo devia ser jogado fora, mas como ele viu que as roupas eram novas preferiu esperar. Quando terminei de retirar as roupas vi que no fundo havia várias caixas com documentos, mas quando as retirei eram documentos de trabalho da minha irmã, mas esses ela realmente havia jogado fora, mas então um homem, que não consegui ver seu rosto surgiu, olhando esses papeis ele disse: - Não foi seu filho quem trouxe tudo isso pra cá. Eu não estava entendendo mais nada e questionei quem havia sido. Nesse momento começou a chover e a água que caia no papel formava letras. Então no papel apareceu escrito ‘Fui eu, Gabriel’. Eu não sabia de que Gabriel se tratava, não conheço nenhum Gabriel, ainda mais que tenha morrido, porque era fato que aquele era um espírito tentando se comunicar. Assim o homem ia virando as paginas e a chuva continuava a molhar o papel, onde apareciam frases que o Gabriel estaria escrevendo. Eu não o vi, mas pude senti ló, era como se ouvisse a sua voz. Após várias folhas escritas com chuva (no sonho eu vi folha por folha, cada frase, cada palavra, tudo claro) entendi que seria um homem que eu havia conhecido em uma festa, mas que não dei moral algum e ele havia se apaixonado e por isso havia morrido, não sei se de depressão, não sei se havia se matado e nem fiquei para descobrir, peguei o que consegui e voltei para casa de minha mãe.

Cheguei e tudo que fiz foi me arrumar para ir a igreja. Como sempre me produzi como que dando meu melhor, porque para mim Deus merece o meu melhor. Estava usando uma blusa branca com detalhes preto e com um grande zíper que fazia um V na frente e uma saia preta, a mesma do pesadelo com minha amiga (http://panmellajanaina.blogspot.com.br/2013/01/macumba-deus-desfaz.html). Sai correndo, pois queria chegar logo na igreja, no entanto não estava mais na cidade da minha mãe, a igreja era um templo enorme rodeado por grama verde e um lago, só havia uma entrada e na frente uma fila imensa aguardava para entrar, aflita furei a fila, mas fui barrada por um segurança que disse que eu devia esperar no fim da fila, tentei dizer que estava aflita, que precisava conversar com um pastor, mas não teve jeito. Vi na fila alguns rostos conhecidos, que não tenho contato, que nunca fui amiga, mas que conheço por conhecer alguém que conhece, essas pessoas são da cidade da minha mãe e cidade pequena todo mundo já se cruzou na rua.

Sai para tentar dar a volta e entrar pelos fundos, foi ai que percebi que a igreja era cercada como que por fazendas, muita grama e um lago impediam me de passar. Não desisti, diante a multidão que tentava entrar era mais fácil enfrentar a distancia que esperar o povo. Quando fui dar a volta já havia muito comercio, passei por algumas igrejas que não conhecia de nomes diferentes IBTZEL, HERCALUZ, entre outras. Não parei, corria muito rápido, queria entender o que estava acontecendo, no caminho pessoas indo e vindo em seus afazeres cotidianos, carros passando nas ruas, do lado esquerdo alguns galpões com funcionários na porta conversando, fumando e sorrindo. Do lado direito havia uma longa calçada, mas não havia casas, só mato. Estava correndo muito, queria chegar logo a igreja,precisava falar com um pastor, mas minha pressa diminuiu quando passei por uma moeda e brilhante de 5 centavos.

Eu nunca tive o habito de pegar dinheiro quando encontro, independente da quantia sempre acreditei que quem perdeu voltaria pelo caminho que fez para tentar encontrar ou Deus guiaria quem estivesse precisando mais, mas um dia quando ainda caminhava em santidade estava passando por dificuldades financeiras e o Senhor me chamou a atenção para isso, dizendo que as vezes a ajuda podia ser para mim e eu ignorava, que independente do valor eu deveria pegar e receber como benção visto que não havia ofendido ninguém para ganhar. Na época não entendi, mas obedeci, isso já faz muito tempo e desde então sempre encontro moedas de 5 centavos, que em menos de um mês rendeu para meu cofre cerca de uns 90 reais. Quando Deus manda não procuro entender, apenas obedeço e chega o dia em que a revelação vem. No entanto pouco depois desse fato estava trabalhando muito e o dinheiro começou a multiplicar, mas com ele o desejo por conhecer as futilidades da vida e assim embarquei em uma fase de descobertas do inútil, um mundo de glamour que só tem fachada, a essência se perde em devaneios e os princípios são engavetados. Uma noite um rapaz, que havia conhecido na balada, ao me deixar retira algo da carteira e coloca na minha mão, ele a segura fechada e diz: - Minha avó fez isso para mim em uma fase difícil que estava precisando de dinheiro, me ajudou e agora quero que fique com ele, coloque em sua carteira e nunca lhe faltará dinheiro. Era um paninho costurado formando um quadrado. Devia ser branco, mas já estava encardido pelo tempo, dentro havia algo que faço ideia do que era, mas nitidamente devia ser algum tipo de amuleto ou algo semelhante. Aceitei de bom grado, não pelo significado, mas pela ação dele ao me entregar. Foram poucos e intensos os meses em que vivi como a massa, gozando da futilidade sem me importar com a Verdade, mas logo meu ser não conseguiu mais se calar e gritou ao meu eu não mais suportar aquela situação. Do que adianta toda noite em baladas está cercada de companhia se na hora da dor, da doença, não há um para lhe oferecer um sorriso ou uma palavra de consolo? Bem o resumo é que o jovem que me dei o ‘mimo’ logo perdeu o emprego e passou por uma crise financeira, comigo não demorou muito para acontecer o mesmo...

Assim como acredito no bem creio no mal, já vi os dois lados e por isso me entreguei a luz Verdadeira e plena de Jesus Cristo, a tal luz da manhã não passa de distorção da Verdade, mas respeito quem crê, seja no bem ou no mal o importante é ter fé.

Voltando ao sonho, ia passando pela moeda de 5 centavos que parecia nova, mas senti que devia pega La. Voltei, quando abaixei para pega La percebi que ao lado havia 2 santinhos como que de ouro, não sei dizer que santos apareciam na imagem, pensei em pegar também os santinhos (para que não sei pois tenho pavor de imagens) só que percebi que aquilo ali estava marcando o lugar que três pessoas haviam morrido ou sido enterradas não sei ao certo. Me assustei e não quis pegar a moeda, pois estava oferecida aquela alma, então olhei para frente e ao longo da calçada haviam muitas outras coisas pelo chão. Não peguei a moeda e fui devagar observando tudo, havia varias fotografias como que pequenas tumbas espelhadas e em frente a elas havia moedas de ouro, moedas de real, varias medalhas de santos, olhei e percebi que talvez ali fosse um cemitério, continuei caminhando quando me deparei com vários litros de wisques espalhados pela calçada, diferentes marcas, mas tudo nobre. Não entendi o que aquilo fazia ali, até passar por alguns perfumes importados, fiquei tentada a pegar tudo aquilo, afinal não tinha dono, estava tudo lacrado e largado ali. Conseguia ver a frente cerca de uns 1000metros o fundo da igreja, assim voltei ao meu foco principal entender o que o tal Gabriel queria comigo, mas de repente vi um perfume que gosto muito 212sexy, não resisti e o abri para sentir o aroma e definir se era original, nesse momento, quando abri e senti a fragrância desejei leva ló para mim, se estivesse ali de presente a alguma alma que havia partido eu oraria e abençoaria, neutralizando assim o que quer que fosse, mas quando senti o perfume línguas estranhas começaram a sair da minha boca, e não era língua dos anjos, era como se não fosse oferecido a uma alma e sim a um demônio, e esse, a quem aquele perfume havia sido oferecido estivesse tentando se apoderar de meu corpo. Foi ai que entendi que as bebidas, o dinheiro novo e belo, os diferentes perfumes, tudo era dedicado ao diabo, deixado ali como oferenda ou agradecimento a algo. Então tentei orar, mas não conseguia, estava sufocada como que possuída pelo demônio, só conseguia dizer:' misericórdia Senhor.'

Sai correndo e parei em um lugar que depois identifiquei como sendo o fundo de um hospital, tentei trocar de roupa, mas acabei mantendo a mesma. Havia ali 3 homens, depois surgiram 2 moças, não reconheci nenhum dos rostos. Eu estava aflita e agoniada, mas falava de Deus o tempo todo. De repente uma das moças, caiu no chão e possessa começou a falar palavras desconhecidas e fazer barulhos estranhos, percebi que ela estava possuída pelo mesmo demônio que tentou se apoderar de mim, começei a orar e repreender para expulsa ló e ele resistia. Repeti as palavras: “Eu reconheço meus erros, tenho ciência das minhas falhas, mas creio que Deus como homem santo que foi Jesus Cristo me perdoou e lavou meus pecados com seu próprio sangue. Se fez cordeiro em sacrifício para me libertar, logo sobre mim nenhuma condenação há e Seu Espírito Santo ficou para me guiar e cuidar e é Ele que move em mim. Assim pelo Santo nome de Jesus Cristo que morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia e está sentado a direita de Deus Pai, pela autoridade e poder que me foram outorgadas eu ordeno saia dessa mulher.” Assim o espírito imundo se foi e ela chorava muito sem conseguir orar, eu disse a ela apenas para dizer Jesus, chamar Jesus, repetir o nome Jesus, ela tentava e quando dizia ela completava dizendo obrigada. Como que um feche eu me vi deitada ali sem conseguir orar e apenas agradecendo dizendo obrigada Jesus, como aconteceu de fato a unas 9 anos atrás, no entanto foi uma lembrança, a moça ainda estava lá. Eu dizia a ela para apenas dizer Jesus e dar glória, glória, glória, e assim ela de repente recebeu o batismo pelo Espírito Santo e as línguas estranhas voltaram, mas agora era língua dos anjos e de alguma forma eu podia entender cada palavra. Ela se levantou, enxugou as lagrimas e foi saindo com a amiga, elas  me chamaram para ir até a igreja delas que era a Luz para os povos, pois elas queria contar tudo que havia se passado ali, eu disse que qualquer hora iria, mas agora iria para a minha, que de alguma forma eu acreditava ser a Bola de Neve. Só que o templo era muito maior que as que eu havia conhecido. Eu ainda falei com elas sobre o risco da caminhada, disse que elas ficariam tentadas ao longo do trajeto, mas que deviam seguir sem parar ou olhar para trás e assim chegariam ao destino imune. (Nem mesmo eu sei ao certo o que quis dizer, sei que estava falando sobre as bebidas, o dinheiro e os perfumes no caminho.)

Os 3 homens que estavam lá assistiram a tudo de forma natural, como se aquilo fizesse parte do cotidiano deles, estavam fumando e sorrindo e assim continuaram, mas um deles que apresentava ter na faixa de uns quase 40 anos não fumava, nem gargalhava como os outros. Ele observava tudo calado e discreto. Quando fui saindo ele disse algo que não me recordo ao certo o que foi, mas sei que tentou me convencer a não continuar, nesse momento senti que aquele era o tal Gabriel, a voz era dele, o olhar profundo, autoritário, confiante, mas eu nunca o havia visto antes, e quando o escutei ele era apenas um espírito que usava das gotas de chuva como que fossem tintas para escrever a mim. Mais do que rápido corri, cheguei até a grama verde que ficava ao fundo da igreja e saltava grandes espaços como em desenhos animados com super poderes, dava saltos longos, mas quanto mais saltava mais distante ficava o templo. Via a multidão na frente entrando e quanto mais pessoas entravam mais a fila crescia, não diferente quanto mais eu chegava perto mais distante o templo estava, e quando estava saltando sobre o riacho, após ele já estava a igreja, acordei cansada e assustada.

Ainda tonta e sem entender bem o sonho abri o guarda roupa e dobrada logo à frente estavam varias das roupas com as quais havia sonhado, as quais por algum motivo haviam sido separadas. É verdade que há dias venho dizendo que quero separar umas roupas para doação, ainda não o fiz, mas as roupas que apareceram no sonho não estão no planejamento de doação, são roupas que gosto e ainda uso.

O que de fato está martelando em minha mente é:

1° Porque novamente a tal saia preta?

2° Porque bebidas, dinheiro e perfumes?

3° Se não consegui abençoar o que teria sido oferecido ao diabo porque consegui expulsa ló?

4° Porque tanta gente querendo entrar na igreja?

5° Porque não consegui entrar na igreja?

São tantas perguntas, tantos porque, tenho medo de buscar as respostas. Ao contrario da vida real dessa vez não tive medo do diabo, o enfrentei confiante e corajosamente, estava certa de que ele nada podia fazer contra mim visto que eu havia sido forte no desejo de pegar o que era dele, mas consegui negar, assim ele não podia me acusar de nada, eu respeitava seu espaço desde que ele respeitasse o meu.

Levantei, tomei um banho e organizei algumas coisas dos meus filhos, pois a avó paterna e o pai passariam aqui para buscar... o problema é que ao ir rumo o corredor para descer com as coisas uma mulher surgiu. Não pude ver seu rosto, mas sei que vestia vários panos enrolados no corpo, sem nexo, não formava vestido, saia, ou coisa alguma, eram apenas panos despontados e caídos, ela estava descabelada, como se os cabelos estivessem molhados, estavam grudados uns nos outros e soltos em frente ao rosto, o que me impediu de ver sua face. Ela simplesmente me olhou, não diretamente, estava de cabeça baixa e precisou olhar para cima para me ver, mas quando me olhou cruzou os braços e sumiu. Confesso que meu coração acelerou e minha respiração ficou ofegante. Temo o que verei ao longo do dia, pois quando começa assim sei que algo se revelará. Não quero temer, mas rogo a Deus que me revele em sonhos, pois ouvir essas vozes já me deixa alienada, ver é como sentenciar minha insanidade. Ficar sozinha já não me dá o mesmo prazer de ontem, mas eu creio que Deus é mais que qualquer outro ser.

Os pesadelos se tornam cíclicos, é como se fossem continuações, há sempre detalhes do anterior, pessoas, roupas, objetos, palavras proferidas... ainda não me aconselhei com ninguém sobre isso, até porque tenho medo de ser tachada como louca, mas seja como for será. Meu destino está entregue nas mãos de Deus que me move e não tenho nada a temer, afinal de uma forma ou de outra todo mundo tem que morrer um dia, seja na vida humana ou no sobrenatural.

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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