sábado, 7 de dezembro de 2013

O corpo físico reflete as dores da alma

As vezes me pego inventando desculpas para mim mesma. Logo eu que sempre achei tão errado a omissão, que nunca aprendi a mentir. Do que adianta querer enganar o mundo se para isso minto para mim mesma? Talvez o doce da ilusão de quem se fecha em um mundo de fantasia seja mais agradável, mas quando a verdade se revela o doce vira fel. Do que adianta viver de estórias e momentos, se contos não passam de lendas? Quero escrever fatos, narrar histórias, deixar minha marca. 

E de repente percebo que é fácil falar sobre o que foi superado, difícil é admitir pra mim mesma o que causou as feridas que ainda sangram...
Impossível mensurar o que é maior a vergonha ou a culpa...
Como evoluir se o passado é um câncer impregnado em mim?
Talvez o tratamento paliativo seja apenas sintomático...
Vezes ou outra o corpo físico manifesta as dores da alma e as lembranças voltam a reclamar!
Por que não consigo simplesmente me vestir de quem hoje sou e esquecer quem um dia fui? Se o presente é meu melhor momento por que não olhar apenas em frente? Por que sou prisioneira de mim mesma e ainda me faço de carcereira? Sendo eu vítima porque me faço vilã?
Há dias em que o anseio por insanidade é voraz e avassalador, dilacera minh’alma e sufoca minhas entranhas, rasga-me o peito e atinge de cheio o coração, deixando me embriagada de tudo que evito.
Paro de respirar o máximo que consigo, o primeiro minuto me sinto inútil, pequena diante a existência, diante as pessoas, diante o mundo, mas no minuto seguinte a falta de ar já começa a inquietar... e assim, pelos milésimos de segundos seguintes, onde a agonia por ar pede vida, eu me sinto fortalecida, dona do poder de escolha,  pois nesse instante tenho a ilusão de poder negociar com a morte.
Tenho vivido uma fase que ainda não identifiquei, não sei discernir se de aprendizagem ou livramento, mas estou despertando para a necessidade de não mais me sabotar.
É tão difícil acreditar que coisas boas podem acontecer comigo que se acontecem eu logo desconfio, e por muito questionar coloco tudo a perder.
Como aprender a ser escritora de meu próprio destino? Como me olhar fora de mim mesma? Como tirar a vestimenta de derrotada e me vestir de guerreira? Como sair da zona de conforto e ir pra frente da batalha?
Sempre acreditei que em cada estrada alguém me acompanharia na jornada, agora percebo que fui mais confiante quando caminhei sozinha. Ter companhia torna a trajetória mais animada, mas também pode torna la mais lenta!
Tenho me sentido perdida em meu mundo...perdida em mim mesma. Por hoje permitirei que a lua me leve a ponderar e analisar, mas que com o nascer do sol minhas energias sejam renovadas e grandes decisões tomadas.

Que assim seja...

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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