domingo, 8 de dezembro de 2013

Redescobrindo o amor próprio (balanço de 2013)

O ano de 2013 foi um ano muito diferente, em resumo me aproximou de meus pais, de meus filhos e de minha irmã, no entanto me afastou de tudo que me faz bem, como a independência e a falsa liberdade.
Após muito avaliar percebi que se eles estiverem felizes isso basta. Afinal de contas eu já me acostumei a conviver com a dor, com as criticas, com a depressão.
As duas ultimas semanas me conduziram a uma viagem pra dentro de mim mesma, e por mais que eu tente enxergar algo positivo só vejo destruição.
É incrível como consigo admirar qualquer pessoa diferente de mim. Me peguei enaltecendo um morador de rua, afinal ele tem coragem suficiente para encarar o olhar social e ainda seguir adiante, já eu...
Sempre soube que há várias em mim, minha luta nunca foi contra a sociedade ou contra pessoas. Vivi 28 anos acreditando que minha maior guerra era espiritual e hoje, neste exato instante entendi que estive errada todo esse tempo.
Minha guerra é contra mim mesma, é contra a personalidade que luto para não ser, é contra a depressão que luto para não viver, é contra o medo que tenta me dominar, é contra as vozes que tentam me calar...olho pra tudo isso e vejo que se resume em mim.
Reconheço meus erros, assumo minhas falhas e ainda assim não consigo acertar.
Percebo que, por mais que eu tente agir diferente, não importa o quanto minha maneira de pensar mude, as reações continuam iguais.
É como se dentro de mim existisse uma garotinha que vive presa em seus traumas, que chora compulsivamente, que não quer sair por medo. Mas ao lado tem uma mulher guerreira, que desconhece o impossível, que acredita que lutar é a saída. Essa mulher busca encontrar essa garotinha e resgata-la, mas ela está tão encolhida de pavor que ninguém a vê, as pessoas passam por ela e não a percebem. Esse é o ponto fraco da guerreira, sem a garotinha ela se sente sozinha, é como se não fosse possível continuar a jornada, pois a força da garotinha depende da coragem da mulher, e a atitude da mulher depende da companhia da garotinha.
A mulher grita, chama, mas a garotinha está apavorada de mais pra responder. Por vezes a mulher tenta encontrar em outras pessoas a motivação que a garotinha deveria dar, mas nada passa de empolgação e logo surge tanta inquietação que a faz desistir e voltar novamente para dentro de si. Então ela vê sinais de que a garotinha ainda está lá, amedrontada, aterrorizada, desejando se libertar, ser livre, mas ela procura e não a encontra. Analisa toda história, refaz cada cena do passado e tudo que consegue é retornar a dores já superadas. As feridas voltam a sangrar, a dor volta como no primeiro instante... A presença da garotinha fica mais nítida, mas ela não está em lugar algum, é como se estivesse em corrente com o rio de sangue que sangra. A mulher entra em devaneio, não sabe como se orientar, em que direção olhar. Pensamentos surgem e a conduzem a lugares sombrios, fétidos. Ela vê as piores possibilidades, tragédias, catástrofes e chora um choro doloroso, como quem sente a morte lenta roubar o ar dos pulmões.
A mulher olha para todos os lados desejando socorro, mas ela continua sozinha. Nesse momento ela sabe exatamente como sente a garotinha. É como se finalmente elas estivessem juntas... como se houvesse uma luz.
No entanto quando o equilíbrio retorna tudo novamente perde a forma, a garotinha é sugada como se fosse pó diante um tornado, e novamente as duas estão separadas, recomeça toda jornada.
Quanto mais analiso a vida mais me decepciono com a espécie humana. Não entende essa selvageria social. Não entendo tanta diferença social. E principalmente não entende como as pessoas ainda conseguem mentir, trapacear, enganar...
Já não basta a loucura consciente de quem governa? Já não basta a indiferença dos desconhecidos?
A primeira semana de dezembro 2013 me marcou de duas maneiras, a primeira foi quando tive a oportunidade de reencontrar uma pessoa que apesar dos pesares sempre me surpreende. Não positiva ou negativamente, até porque nunca gero expectativas referentes a ela, mas sempre consegue me encantar e fazer analisar o todo de outra maneira. Depois de esperar por mais de duas horas, já desistindo de sair de casa, a pessoa chega. Estava tão à vontade, tão disposto, tão aberto que relaxei. As surpresas começaram pelo passeio, que foi inédito, duvido que a situação se repita um dia, mas o que realmente fez diferença foi perceber que por traz de tanta marra, de tanta pose, de tanta “sinceridade declarada”, há um colecionador de decepções. Todo egocentrismo se revelou apenas uma forma de defesa, toda hostilidade se revelou uma mascara. Posso estar enganada, afinal meu coração nos últimos meses me provou errar com frequência, mas por algum motivo vi o que meus olhos nunca haviam visto, vi com o coração. Horas de conversa, compartilhando conhecimento, duvidas anseios... Breve momento onde percebi que de repente a garotinha às vezes tocava na mulher e ela nem se quer notava.  Instante mágico registrado na memoria...
A segunda maneira aconteceu de forma curiosa. Aprendi da pior maneira que dores da alma de fato se manifestam no corpo físico. Não importa quão boa saúde você tenha se os pensamentos negativos tiverem voz ativa cedo ou tarde eles irão te atingir, ainda mais se o céu resolver desabar na sua cabeça quando o chão sob seus pés não estiver solido. Cansada, com o corpo dolorido, estado febril, a cabeça parecendo um balão de ar prestes a estourar, depois de dias ido e vindo de hospitais, sem que os médicos conseguissem diagnosticar exatamente o que tinha, dizendo apenas “é possível que seja uma virose”. Virose pra mim define tudo que eles não conseguem definir, mas tudo bem, já me acostumei com essas enfermidades inexplicáveis que às vezes me abraçam, de certo modo acredito que elas manifestam no físico para que minha mente se ocupe com a dor e dê um descanso para a alma. Na situação já se passava das 22 horas de uma noite de sexta feira, voltava da faculdade. Como de costume no primeiro ônibus pude desfrutar da companhia de um amigo que gentilmente sempre me acompanha, já no segundo a companhia era uma multidão difícil de contabilizar, visto que o ônibus é biarticulado e sempre anda acima da sua capacidade de lotação. Nessa noite tive sorte, nem estava tão lotado assim e logo que entrei uma jovem se levantou, aproveitei para sentar, apesar de que não demoraria a descer, mas a dor no corpo era tamanha que qualquer minuto de pé parecia uma eternidade. No banco de traz uma pessoa começa a gritar palavras de felicitações à outra, em tom alto, mas não vibrante e sim de deboche. Pelo contexto da fala imaginei se tratar de um travesti que acabará de sofrer algum tipo de preconceito ou algo do tipo, mas isso até o homem que estava ao meu lado começar a indagar a “mulher” sobre um rapaz que estava um pouco mais a frente. A “mulher” dizia que não estava com raiva, que ele teria o que merecia, que era muito homem na frente das pessoas, mas que em casa ele teria o que merecia, porque lá quem mandava era ela e sem dúvida iria acertar as contas com ele. Dizia tudo isso aos berros, mas ainda assim pude escutar os bochichos dos outros. Alguns pareciam sorrir da situação, outros estavam tão perdidos quanto eu, alguns pareciam indignados. Fiquei pensando na discrepância entre os seres humanos, em tese são todos seres pensantes, mas em nada se assemelham uns aos outros.
Eu por exemplo, faço de tudo para passar despercebida onde quer que seja. Odeio chamar atenção. Mesmo com raiva ou furiosa evito escândalos, sou incapaz de ofender alguém intencionalmente, tento dosar minha sinceridade, e principalmente, vejo uma via pública como uma via coletiva, onde meu espaço vai até onde começa o do próximo, sendo assim o quanto mais quietinha ficar melhor, afinal pessoas desconhecidas não precisam saber da minha vida, muito menos de meus problemas.
Mergulhada nessas observações meus pensamentos foram silenciados por outra mulher que gritava ainda mais alto ao fundo do ônibus. Um homem tossia sem parar, alternando a tosse com ânsia de vômitos e a mulher gritava “Isso mesmo meu filho. Tosse. Coloca pra fora.” Repetia isso sem parar e aos gritos. Não vou mentir, no primeiro momento senti muito nojo. Questionei a mim mesma onde perdera as rédeas de meu destino para precisar viver tal situação. E tentando encontrar os erros que me conduziram a realidade atual me coloquei a pensar, não com pesar, não com lamento, mas de forma curiosa, até porque naquele momento eu estava melhor que muitos, apesar de me sentindo mal e com dores físicas eu estava sentada no ônibus.  
Faltava apenas um ponto para chegar até meu destino e a tosse foi ficando mais perto, se chocando com a da “mulher” que reclamava dos preconceitos da vida, eu ainda estava perdida em meus pensamentos quando o desespero da mãe me despertou. Ela gritou “meu filho está doido? Não segura ai não. Quer contaminar todo mundo?” Nesse momento olhei para traz e vi a uma distância de um metro um homem de aparência cansada, não devia ter mais de 30 anos. Usava calças largas, camiseta, um jaleco por cima, segura uma bolsa higiênica e uma mascara no queijo. A mulher trajava uma legue florida, uma blusinha com estampa diferente, uma bolsa de lado, na mão direita um vidro de álcool líquido e na esquerda um rolo de papel.
Olhei a cena como quem não acreditava no que via. O ônibus parou, a “mulher” desceu, o homem que carregava uma mochila de quem ela parecia estar falando, que possivelmente era seu caso indefinido ficou olhando sem acreditar no que ela havia feito. Ele olhou para confirmar se ela havia descido e ela caminhou do lado de fora para que ele pudesse ver, olhando como que o convidando a descer, mas ele balançava a cabeça como que dizendo não e ao menos tempo se negando a acreditar. Ela então sapateou como pode e começou a chorar no instante que o ônibus saiu. Ele virou pra frente e se fechou em seus pensamentos. Ele já não era mais o centro das atenções, o homem que tossia e sua mãe agora assumiam o palco principal.
A mãe continuava a gritar “meu filho não encosta ai. Sai, sai. Deixa a mamãe passar álcool. Depois vem alguém e segura ai. Você está louco? Quer contaminar alguém? Não segura não, vem pra cá.” Convidando-o a se equilibrar no meio do ônibus, como se esse oferecesse alguma estabilidade. O jovem continuava a tossir e mãe gritava “meu filho coloca essa mascara. Não pode ficar sem ela não. Oh meu filho, o que você está pensando?” E ele respondia “é muito ruim pra conversar. Me sufoca. Não aguento mais isso.” E ela “ eu sei meu filho, mas precisa. Não pode andar sem ela.”
Engraçado como nessas situações o tempo parece parar. Milésimos de segundos são suficientes para nos conduzir a diferentes contextos. Meu pensamento se elevou a Deus, como se Ele pudesse me recolher dali e me tele transportar para um lugar seguro, mas ai me dei conta de que não estava segura nem sozinha comigo mesma. Nessa altura o ponto onde iria descer já estava perto. As pessoas corriam rumo à porta empurrando umas as outras, feito loucas, como se uma bomba fosse explodir a qualquer momento.
Me levantei pacientemente, afinal não importava a velocidade com que eu saísse dali, já havia respirado o mesmo ar que aquele homem, o que quer que eu tivesse que pegar já estaria nos meus pulmões. Enquanto caminhei até a porta novamente pensei em Deus, pedi perdão por ser incapaz de oferecer ajuda, por não ter condição de fazer algo por alguém que precisava. Senti vergonha, pois quando entrei no ônibus cheguei a pensar que fosse algum teatro que estivesse acontecendo, esperei que a qualquer momento aquelas pessoas começasse a falar que estava ali demonstrando algo ou coisa do tipo, mas confirmei que não quando a “mulher” desceu chorando e deixando o homem visivelmente perdido, e quando olhei para o homem que tossia sem parar e vi em sua fisionomia a expressão de dor contracenando com o desespero de sua mãe.
Estava anestesiada em meus pensamentos, o ônibus mal parou, a porta ainda nem havia se aberto completamente quando fui grosseiramente empurrada para fora. As pessoas estavam desesperadas para sair de perto daquele homem.
Comecei a questionar não apenas a humanidade das pessoas, mas a fé. Não fiz nada para ajudar aquelas pessoas, até porque estava me sentindo tão debilitada, mas de alguma forma senti que Deus falava comigo. A intensidade do desespero das pessoas foi o tom das minhas orações. Estava ali reclamando da minha situação, das minhas dores e de repente me coloquei no lugar daquele homem que estava visivelmente mais debilitado do que eu, me coloquei no lugar daquela mãe que estava desesperada tentando cuidar do filho ao mesmo tempo que tentava proteger as pessoas. Todos os olhavam com nojo, com medo, viam a doença, mas não viam o ser humano por traz dela.
Não posso dizer que não senti medo, mas no lugar de correr, de apontar, de condenar, apenas orei, pedindo a Deus que fortalecesse a fé deles, que os desse a exata carga que seus ombros pudessem carregar. Enfrentei um breve duelo entre oferecer ajuda ou deixar de respirar. Não fazia ideia do que aquele homem tinha que podia ser assim tao contagiante como sua mãe fazia questão de evidenciar, mas sabia que o que quer que fosse eu não me contagiaria se não fosse da vontade de Deus, pois eu estava ali não por vontade, mas por necessidade, bem como aqueles dois.
Desci tentando entender o que havia acontecido naquele trajeto. E enquanto caminhava até o ponto onde deveria aguardar o terceiro e ultimo ônibus que me conduziria pra casa me lembrei de quando tinha por volta dos 9 anos de idade e me vi em uma situação similar. Havia contraído catapora e precisei faltar alguns dias de aula, mas quando elas começaram a secar fui autorizada a ir novamente. Lembro-me que todos meus amigos (a) corriam de mim, gritavam pra eu ficar longe, que não queriam pegar catapora, até minhas melhores amigas que me acompanham até hoje se afastaram, com exceção de uma que não apenas me fez companhia, mas também dividiu o lanche comigo sem medo. Lembro-me de ouvi-la dizer as outras “que bobeira se tiver que pegar vai pegar de qualquer jeito, não adianta, mas se não for da vontade de Deus você não pega”.
“Se não for da vontade de Deus”... essa minha amiga não faz parte do meu cotidiano, na verdade ainda na adolescência nos afastamos, nossas vidas tomaram rumos diferentes, mas ainda assim sou grata a muito que ela me ensinou. A base Cristã que alimentei durante minha infância, devo a ela, que pacientemente me esperava e me motivava. Sei que ela está muito bem, com uma família linda e muito feliz, bem como sei que ela merece tudo que Deus pode ofertar.
Voltando aquela curiosa sexta feira o ônibus não demorou a passar, pouco depois já estava em casa. Egoistamente me despi ainda na sala e já levei minhas roupas e meu sapato para a área de serviço, afinal não fazia ideia do que aquele homem tinha, não que eu me importasse com que o pudesse acontecer comigo, mas não queria arriscar contaminar as pessoas da minha família.
Desde então tenho pensado sobre a vida. Não a existência, a espiritualidade, mas a vida em si. O corpo humano, o pulsar do coração, o sangue. E quanto mais penso mais perdida me vejo.
As pessoas passam a vida inteira buscando ter, buscando acumular, buscando um conforto, uma estabilidade. Durante o percurso fazem amizades, se divertem, se apaixonam, algumas formam famílias, outras simplesmente têm filhos. Algumas estudam, outras trabalham. Algumas nascem em berço de ouro, outras precisam roubar pra sobreviver. Algumas roubam por se sentirem mais expertos, outras omitem por se sentirem poderosos.
Valores discrepantes. Anseios alucinantes.
De repente percebo que por mais que eu evolua nunca será o suficiente. Não importa quantas vezes eu desça a terra, jamais conhecerei a essência do homem.
Costumo dizer que fomos feito por amor e para o amor, mas até onde isso é verdade? Não será essa apenas uma utopia que me ajuda a ter esperanças?
Se o mundo é tão desigual, se há tanta diferença social, porque insistir?
Sinto como se estivesse me afogando em um mar de mentiras criados por mim mesma. Que na verdade não existe esse lado bom da vida que escolhi acreditar e que essa personalidade que eu optei por alimentar na verdade é uma marionete que hora está nas mãos da garotinha amedrontada e hora está nas mãos da mulher corajosa. Assim não importa o quanto eu corra, não importa a direção em que eu caminhe, nunca encontrarei o que de fato procuro, puro e simplesmente porque só existe na minha imaginação.
Talvez acreditar no amanhã seja mesmo desejar um céu cor de rosa e estrelas em formato de coração.
Talvez acreditar que as pessoas possam ser melhor seja mesmo tentar transformar fel em mel.
Talvez acreditar que fazendo minha parte posso conquistar a “salvação” seja o mesmo que tentar prender a respiração até a chegada da morte.
Talvez a vida seja de fato não pensar e apenas viver, sem me preocupar com o amanhã, nem com o próximo. Já fui assim, já vivi assim e talvez tenha sido o período que me senti feliz...mesmo que entorpecida por drogas químicas, mas pelo menos os pensamentos não me incomodavam, a realidade não doía.
Mas hoje sou tão diferente da que fui. Será que se voltasse aqueles instantes conseguiria ter as mesmas sensações?
Minha consciência hoje é outra.
Quero a liberdade que anseio. Quero a verdade que busco. Quero o equilíbrio ditado pela paz.
Como calar a inquietação? Como abrandar a revolta? Como acreditar na vida e nas pessoas? Como me conformar? Como me aceitar?
2013 chega ao fim sem que eu pudesse concretizar nada do que planejei, mais um ano se vai sem produtividade. As sementes não germinaram. No balanço geral não há lucros, o saldo é demasiadamente negativo.
Não sei que verdade alimentar.
Não sei quem apoiar, a garotinha amedrontada ou a mulher corajosa?
Demorei 28 anos para entender que a guerra não é espiritual e sim pessoal. Demorei 28 anos para aprender que não importa os outros só importa meu ‘ser’. Demorei 28 anos para aceitar que eu me basto e que cabe a mim as emoções que vou sentir, os sonhos que vou gerar, os desejos que vou alimentar, os planos que vou administrar, as ilusões que vou calar, e tudo mais que possa ou não incomodar.
No entanto quanto mais analiso mais percebo que esse ‘eu’ é nada, que tudo é vazio, é estranho, é frio. E sou conduzida de uma forma inexplicável ao gozo da fé. Vejo que o que me conduz é a esperança, não em dias melhores, não em uma dita salvação, mas em mim mesma. E essa voz interior que grita silenciosa, me leva a ver que a garotinha não pode viver sem a mulher e a mulher não pode viver sem a garotinha, mas pode ser que elas nunca se encontrem, que nunca olhem nos olhos uma da outra, mas ainda assim elas precisam estar juntas, em sintonia.

Há dias em que tudo que gostaria era de ter um colo pra deitar, um ombro pra chorar, alguém com quem pudesse de fato conversar, mas isso pede laços de alma que nem mesmo meus pais ou filhos conseguem me ofertar. São nesses momentos que me vejo de outro mundo. Só mesmo escrever me faz aliviar. 

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