As vezes as coincidências me assustam.
Estou aqui a lamentar, evitando até mesmo pensar.
Decido então fazer um limpa no meu PC, foi quando encontrei
o texto (que segue) e comecei a ler.
Eu e minha mania de desabafar em linhas... não havia relido,
mas assumo me que trouxe alívio.
Foi escrito no dia 10 de março de 2013 não consegui lembrar
o que me levou a relatar, mas pelo conteúdo posso imaginar.
De fato as aparições não voltaram a me rondar, mas isso é
outra história pra contar.
Se sentir bem nem sempre está ligado a estar bem.
Muitos dizem que felicidade não traz dinheiro, eu
digo que a compra, mas assim como tudo ela é passageira.
O ser humano tem uma grande capacidade de se
acostumar com tudo. Seja odor, seja situação, seja o que for ele é capaz de
suportar, mas nem todos superam.
Exerce-me um grande fascínio as psicoses da mente.
Talvez porque eu sempre me vi perturbada, talvez porque às vezes eu me vejo
alienada, mas o fato de escolher a sanidade me revela uma linha tênue entre a
razão e a imaginação.
Dominar a razão é escolher diferenciar situações em
certo e errado e assumir atos diante elas, no entanto certo e errado é apenas
ponto de vista diante as inúmeras opções do mundo humano envolto no
sobrenatural.
Às vezes vejo os humanos apenas como fantoches na
mão dos seres sobrenaturais, como ratinhos de laboratórios sendo induzidos a testes.
Às vezes vejo os humanos como bichinhos de
estimação sendo educados pelos seres sobrenaturais.
Às vezes vejo os humanos como a criação perfeita em
busca de evolução e eternidade, em outras os vejo como o projeto que falhou e o
sobrenatural precisa descobrir o erro.
Ou talvez seja tudo isso, o que mostra tanta
distinção entre um humano e outro.
Está envolto em um corpo físico não significa
humanidade, ser humano é ser pensante, mas nem sempre é sinônimo de ser
racional.
Uma pessoa que sofre qualquer níveo de psicose não
tem domínio de sua sanidade, logo apesar de ser pensante não é racional, esse
ser então é considerado pela lógica visual humano, mas e pela mental?
É a velha questão de que nem sempre o que se vê é o
que parece. Não se pode confiar apenas nos olhos, no visual, há muito além.
Como explicar seres humanos que tem prazer em
torturar e ver a dor de outros? Como entender que alguém seja capaz de sentir
prazer em causar dor?
Criação, educação, traumas, contexto social, tudo
está envolvido sim, mas algumas pessoas têm demências de personalidade. Tudo
está ligado à mente não ao corpo físico, sendo assim como tratar uma doença que
não se pode ver?
Tenho visto tantos casos de vícios evoluírem nos
últimos anos. A desculpa é sempre o contexto social, a falta de condições
financeiras, mas a verdade é que as drogas ilícitas ou não está cada vez mais
inserida na classe dita nobre. O que pode ser percebido recentemente no caso do
cantor Chorão. Como explicar um homem formado, na dita idade do lobo, aos 42
anos perder para os vícios?
Vejo vicio como fuga. A pessoa que permite se
dominar por qualquer tipo de vicio está tentando fugir de algo. Digo qualquer
porque entra outros vícios como sexo, compras, acumulação, coleção, etc.
O ser humano nasce nu e sem bens, o instinto é de
sobrevivência ao desenvolvimento. O contexto social influencia nos sonhos e
ambições. Traumas podem influenciar no comportamento, mas nunca na
personalidade.
Nunca pesquisei nem me aprofundei no quesito, mas
acredito que a personalidade está ligada a mente e não ao convívio social.
Mesmo uma pessoa tendo tudo de bom e melhor, tento todas as oportunidades, se a
mente desvia a atenção, se ela vê e ou sente fantasmas, vozes surgem
inconscientemente e uma psicose pode surgir.
Sou curiosa do sobrenatural em paralelo as psicoses
humanas porque em diversos momentos me vi diante situações insanas, mas fui
capaz de encontrar o equilíbrio e voltar à razão. E se eu fui qualquer um é.
Quanto mais avalio e tento entender situações consideradas insanas mais vozes
me surgem.
Nos últimos dias não tenho tido visões claras, no
entanto as vozes estão mais claras e próximas, tão próximas que parecem sair de
mim.
Escuto pedidos de socorro, pessoas que precisam de
ajuda, as sinto perto, algumas me tocam, mas o medo me impede de vê las. Fecho
meus olhos na esperança de que elas se vão, e é como se eu fechasse a porta. As
vozes estão tão nítidas, está claro a diferença entre homens e mulheres, e não
são seres disformes, são humanos.
Ciente da consciência humana de crer no que vê eu
estaria então louca por ver o que ninguém mais consegue?
Há momentos em que meu corpo parece anestesiado,
não sinto nada, é como se estivesse presa em um universo paralelo, mas também
não vejo nada. Por vezes sinto frio e medo, em outras um calor suave me aquece
e me permite ficar calma. São apenas minutos terrestres, mas meu corpo frágil e
humano fica estranho e dolorido. Busco nas lembranças algo que explique o que
aconteceu e tudo se faz um sonho que não pode ser lembrado. Eu sei que
aconteceu, eu quero me lembrar o que foi, mas a memória não permite.
Se não tivesse plena consciência de minha fé no
Criador eu temeria por minhas ações, mas mesmo estando em território de perigo
sei que Cristo é comigo.
Minha mente e meu coração estão aliados em buscar a
luz de Jesus quando não sei onde estou e é como se a encontrasse quando clamo
por socorro.
A vida é feita por vários estágios que vão além da
idade cronologicamente humana. Os estágios estão ligados à evolução mental, que
faz parte da espiritual.
Vejo que a Verdade é revelada apenas há um pequeno
grupo que não se vendeu ao comercio da religião, que não se corrompeu com as
ilusões do oculto, que não se privou de experiências sobrenaturais a fim de ser
não só aprendiz, mas exemplo.
A Verdade vai além da visão humana, além da fé
escolhida, além da interpretação traduzida, além da influencia gerida, além dos
dogmas impostos, além da imaginação, além da ilusão.
Existir é uma oportunidade de Conhecer. É a chance
de Despertar.
Os planetas são sombras do que deveriam ser, onde
os seres são esboços do que será um dia.
Equilíbrio mental está ligado à
evolução espiritual. Não importa religião, não importa padrão, o que importa é
ter fé, é crer.
Mais
que ação e reação, mais que merecimento, é missão.
Incrível o quanto utilizei a palavra além, que de repente me
surge não só como sinônimo de posterior, mas como um fato oculto.
Vai ver o fato do sobrenatural “brincar” comigo é que tenho
essa curiosidade no ‘além’, afinal ele é uma incógnita ao humano. Talvez seja
um tipo de devaneio inconsciente.
Se assim for está justificada minha psicose ao escrever.
Desde que me vi serial killer nos contextos tento entender porque meus
personagens sempre morrem, será que com essa luz haverá mudanças?
Irei refletir, quem sabe um novo livro surja a partir daqui.
O lamento começa a desistir de me perseguir...
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