Muitos falam de dons e
talentos, eu não tenho nenhum, que desalento.
Queria saber tocar algum instrumento, que
fosse de corda, sopro ou qualquer outro. O importante é o ritmo, mas nunca
consegui aprender, me falto persistência, mesmo admirando e vendo toda beleza.
Queria saber cantar em
qualquer entonação, qualquer que fosse a canção, pois a musica toca o coração,
mas eu também não tenho timbre não.
Queria aprender a compor,
letras falando de amor, não me importa falar da dor, pois a alegria predomina
no fim, mas eu não sou boa assim.
Queria escrever poemas,
daqueles com estrofes pequenas, mas por mais que tenha inspiração falta rima e coesão.
Queria publicar artigos,
fazer critica sobre o todo, mas meu gozo é aceitar que a opinião é distinta e não
cabe a eu ensinar a pensar, cada um sabe exatamente aonde quer chegar.
Queria manter as amizades,
mas o tempo só deixa saudade, do que foi bom enquanto durou. O presente se faz
avassalador e separa todos mesmo tendo amor.
Queria seguir sem pensar,
mas o raciocinar não pode parar.
Queria fugir de mim, mas
meu eu não me deixa fácil assim.
Queria me entregar, fazer
algo e para a realidade mudar, no entanto não consigo outra saída enxergar, senão
me colocar a pensar e sonhar.
Ideal seria um dia ter um
cantinho pra ceder, onde as pessoas pudessem ir para ler.
Eu estaria sempre lá,
disposta a conversar, como quem faz voto de silencio, sem nada poder contar,
mas sempre aberta a ajudar.
Ouvir faz mais bem que
falar, e nesse papel iria me colocar, ouvinte, confidente, aliviando o coração
de muita gente.
Um lugar com paredes de
livros, prontos para serem lidos, ali ou em qualquer outro lugar, desde que o
gosto pela leitura aprendesse a desfrutar.
Quem lê aprende a viver,
se toca que ser nada tem haver com ter.
Antes eu comprava livros e
emprestava, mas não recebendo os de volta parei de emprestar, foi quando me vi egoísta
pelo conhecimento privar. Mudei minha visão, me devolvendo ou não passei a
emprestar, afinal quero outras vidas abençoar e parece que funcionou, mais
livros passei a ganhar e com isso uma nova coleção comecei a montar.
Meu mundo se torna mais agradável
quando estou com livros do lado.
Seja de ficção, romance ou
policial. Seja terror, auto ajuda ou espiritual. Não importa o segmento, o que
importa é imaginar o momento que o autor viveu.
Precisou de tempo,
imaginação, experiência e solidão para compor a obra e tudo isso que me
encanta.
Gente louca essa que
escreve, que cria contos e estórias, que gera personagens com traços de si,
mesmo ocultos, que relata suas historias, com cronogramas aleatórios.
Sã são os escritores, que
publicam e tem editores, esses são lidos, relidos, corrigidos, mas e os anônimos
que vivem escondidos?
Gente louca essa gente que
brinca com as palavras, não vive no mundo de verdade, estão sempre buscando um
fim no infinito. Vivem um mundo alelo, paralelo, adjacente, que não tem muita
gente. Alimentam a imaginação com esperanças e sonhos. Vivem a fusão da vida
com a imaginação. Não sentem os pés no chão, estão sempre visitando outra
dimensão.
Gente louca essa que
escreve, que faz das letras material, que as cruza de forma tal que se torna
fora do normal. O alfabeto se faz material bruto na mão do artesão, que
escritor vai lapidando e dando forma a criação, seja ela coerente ou não.
Gente louca essa que escreve,
e eu que me sentia diferente de tanta gente...
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.