sexta-feira, 14 de junho de 2013

Gente louca que escreve pra desabafar, pra encantar, pra registrar...

Muitos falam de dons e talentos, eu não tenho nenhum, que desalento.
 Queria saber tocar algum instrumento, que fosse de corda, sopro ou qualquer outro. O importante é o ritmo, mas nunca consegui aprender, me falto persistência, mesmo admirando e vendo toda beleza.
Queria saber cantar em qualquer entonação, qualquer que fosse a canção, pois a musica toca o coração, mas eu também não tenho timbre não.
Queria aprender a compor, letras falando de amor, não me importa falar da dor, pois a alegria predomina no fim, mas eu não sou boa assim.
Queria escrever poemas, daqueles com estrofes pequenas, mas por mais que tenha inspiração falta rima e coesão.
Queria publicar artigos, fazer critica sobre o todo, mas meu gozo é aceitar que a opinião é distinta e não cabe a eu ensinar a pensar, cada um sabe exatamente aonde quer chegar.
Queria manter as amizades, mas o tempo só deixa saudade, do que foi bom enquanto durou. O presente se faz avassalador e separa todos mesmo tendo amor.
Queria seguir sem pensar, mas o raciocinar não pode parar.
Queria fugir de mim, mas meu eu não me deixa fácil assim.
Queria me entregar, fazer algo e para a realidade mudar, no entanto não consigo outra saída enxergar, senão me colocar a pensar e sonhar.
Ideal seria um dia ter um cantinho pra ceder, onde as pessoas pudessem ir para ler.
Eu estaria sempre lá, disposta a conversar, como quem faz voto de silencio, sem nada poder contar, mas sempre aberta a ajudar.
Ouvir faz mais bem que falar, e nesse papel iria me colocar, ouvinte, confidente, aliviando o coração de muita gente.
Um lugar com paredes de livros, prontos para serem lidos, ali ou em qualquer outro lugar, desde que o gosto pela leitura aprendesse a desfrutar.
Quem lê aprende a viver, se toca que ser nada tem haver com ter.
Antes eu comprava livros e emprestava, mas não recebendo os de volta parei de emprestar, foi quando me vi egoísta pelo conhecimento privar. Mudei minha visão, me devolvendo ou não passei a emprestar, afinal quero outras vidas abençoar e parece que funcionou, mais livros passei a ganhar e com isso uma nova coleção comecei a montar.
Meu mundo se torna mais agradável quando estou com livros do lado.
Seja de ficção, romance ou policial. Seja terror, auto ajuda ou espiritual. Não importa o segmento, o que importa é imaginar o momento que o autor viveu.
Precisou de tempo, imaginação, experiência e solidão para compor a obra e tudo isso que me encanta.
Gente louca essa que escreve, que cria contos e estórias, que gera personagens com traços de si, mesmo ocultos, que relata suas historias, com cronogramas aleatórios.
Sã são os escritores, que publicam e tem editores, esses são lidos, relidos, corrigidos, mas e os anônimos que vivem escondidos?
Gente louca essa gente que brinca com as palavras, não vive no mundo de verdade, estão sempre buscando um fim no infinito. Vivem um mundo alelo, paralelo, adjacente, que não tem muita gente. Alimentam a imaginação com esperanças e sonhos. Vivem a fusão da vida com a imaginação. Não sentem os pés no chão, estão sempre visitando outra dimensão.
Gente louca essa que escreve, que faz das letras material, que as cruza de forma tal que se torna fora do normal. O alfabeto se faz material bruto na mão do artesão, que escritor vai lapidando e dando forma a criação, seja ela coerente ou não.

Gente louca essa que escreve, e eu que me sentia diferente de tanta gente...

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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