sexta-feira, 14 de junho de 2013

Humildade, assim como a felicidade, é uma escolha diária

Como qualquer outra pessoa sou dotada de inúmeros e grandes defeitos, alguns piores que outros, mas quanto mais o tempo passa mais me felicito, pois me lapidando descubro valorosas qualidades.
Me auto analisar é me afogar em um mar de cobranças, onde nada está como deveria, onde há sempre o que melhorar, mas me apetece ouvir outras pessoas fazer a analise, ainda mais quando não peço por ela.
Passei minha vida trabalhando minha humildade, e apesar de acreditar conseguir tenho uma amiga que vive me dizendo que sou soberba por andar sempre bem arrumada e por usar produtos de marca. A meu ver humildade não tem nada haver com a maneira de se vestir e sim com a maneira de ser, mas após tanto debater me assumi eu independente de ser humilde ou não.
Sou muito simples, para não dizer que sou pobre. De família com pouca condição financeira, mas que na tentativa de viver a diferença sempre investiu em meus estudos, o que me proporcionou boa educação e o convívio com a dita classe média, a alta, a muito alta e assim por diante...
Eu na verdade vejo todo mundo igual, dessa vida nada se leva a não ser a vida que se vive, que fica nas lembranças, como experiências, que nada mais é que um estágio da evolução.
Humildade não tem haver com assumir uma posição social e sim com assumir a humanização.
Claro que ter discernimento me permite estar em qualquer lugar e me portar como fruto do meio, até convivo com pessoas que nasceram em berço de ouro, que não sabem o que é passar necessidade, que nunca viram uma dificuldade, diferente da que ter que escolher qual viagem fazer ou que carro novo pegar. Mas preciso confessar que me sinto bem mesmo é no meio de pessoas simples como eu, que lutam para conquistar os objetivos, que vencem pelo seu próprio trabalho, que sentem o alivio na noite por mais um dia concluído, que veem na manhã uma nova oportunidade.
Essa semana algumas pessoas esporadicamente (vai ver foi o sobrenatural me levando a refletir) falaram sobre o quanto sou humilde e apesar de lutar para conquistar tal feito não havia parado para analisar, então parei para pensar e conclui que se ser humilde é se aceitar e se respeitar eu de fato o sou.
E essa consciência, mesmo inconsciente, é que me permite viver o meu melhor de maneira que ninguém me corrompe ou me ilude. Sou quem desejo ser e posso até mudar, mas será por mim, de acordo com meus princípios.
Não tenho vergonha de minha situação ou de minha simplicidade, valorizo mais minha personalidade. Costumo dizer que sou mais conteúdo que embalagem.
Sou do tipo moleca que brinca com todo mundo, que sempre faz piada de tudo, mas sei falar serio e até fazer mistério quando necessário. Não convenço pelo autoritarismo e sim pela persuasão, Não estou sempre certa e nem sempre tenho razão, mas procura coerência até mesmo no vão.
Procuro mais ouvir que falar e só respondo se me perguntar. Não dou concelhos, pra não precisar receber, mas se me vejo perdida não tenho vergonha de a alguém recorrer.
Converso com todos sem distinção, do faxineiro ao patrão, tudo é questão de ocasião.
Não me vejo melhor que alguém, nem por status ou condição, procuro sempre ser melhor que eu mesma, isso sim considero evolução.

Dentre minhas qualidades, as mais valorizadas são, discernimento e bom senso, o que procuro ter em qualquer situação, talvez isso faça de mim humilde então. 

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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