Como qualquer outra pessoa
sou dotada de inúmeros e grandes defeitos, alguns piores que outros, mas quanto
mais o tempo passa mais me felicito, pois me lapidando descubro valorosas
qualidades.
Me auto analisar é me
afogar em um mar de cobranças, onde nada está como deveria, onde há sempre o
que melhorar, mas me apetece ouvir outras pessoas fazer a analise, ainda mais
quando não peço por ela.
Passei minha vida
trabalhando minha humildade, e apesar de acreditar conseguir tenho uma amiga que
vive me dizendo que sou soberba por andar sempre bem arrumada e por usar
produtos de marca. A meu ver humildade não tem nada haver com a maneira de se
vestir e sim com a maneira de ser, mas após tanto debater me assumi eu
independente de ser humilde ou não.
Sou muito simples, para
não dizer que sou pobre. De família com pouca condição financeira, mas que na
tentativa de viver a diferença sempre investiu em meus estudos, o que me
proporcionou boa educação e o convívio com a dita classe média, a alta, a muito
alta e assim por diante...
Eu na verdade vejo todo
mundo igual, dessa vida nada se leva a não ser a vida que se vive, que fica nas
lembranças, como experiências, que nada mais é que um estágio da evolução.
Humildade não tem haver
com assumir uma posição social e sim com assumir a humanização.
Claro que ter
discernimento me permite estar em qualquer lugar e me portar como fruto do
meio, até convivo com pessoas que nasceram em berço de ouro, que não sabem o
que é passar necessidade, que nunca viram uma dificuldade, diferente da que ter
que escolher qual viagem fazer ou que carro novo pegar. Mas preciso confessar
que me sinto bem mesmo é no meio de pessoas simples como eu, que lutam para
conquistar os objetivos, que vencem pelo seu próprio trabalho, que sentem o
alivio na noite por mais um dia concluído, que veem na manhã uma nova
oportunidade.
Essa semana algumas
pessoas esporadicamente (vai ver foi o sobrenatural me levando a refletir)
falaram sobre o quanto sou humilde e apesar de lutar para conquistar tal feito
não havia parado para analisar, então parei para pensar e conclui que se ser
humilde é se aceitar e se respeitar eu de fato o sou.
E essa consciência, mesmo
inconsciente, é que me permite viver o meu melhor de maneira que ninguém me
corrompe ou me ilude. Sou quem desejo ser e posso até mudar, mas será por mim,
de acordo com meus princípios.
Não tenho vergonha de
minha situação ou de minha simplicidade, valorizo mais minha personalidade.
Costumo dizer que sou mais conteúdo que embalagem.
Sou do tipo moleca que
brinca com todo mundo, que sempre faz piada de tudo, mas sei falar serio e até
fazer mistério quando necessário. Não convenço pelo autoritarismo e sim pela
persuasão, Não estou sempre certa e nem sempre tenho razão, mas procura
coerência até mesmo no vão.
Procuro mais ouvir que
falar e só respondo se me perguntar. Não dou concelhos, pra não precisar
receber, mas se me vejo perdida não tenho vergonha de a alguém recorrer.
Converso com todos sem
distinção, do faxineiro ao patrão, tudo é questão de ocasião.
Não me vejo melhor que
alguém, nem por status ou condição, procuro sempre ser melhor que eu mesma,
isso sim considero evolução.
Dentre minhas qualidades,
as mais valorizadas são, discernimento e bom senso, o que procuro ter em
qualquer situação, talvez isso faça de mim humilde então.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.