quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aparência: juiz ou advogado?

Me pergunto qual a real essência do ser humano.
As pessoas, digo em geral porque me incluo nelas, carregam em si, mesmo que inconscientemente, o lado sombrio do egoísmo, do preconceito, da ignorância.
Olhe para dentro de si e me diga quantas vezes já concluiu uma ideia em relação a alguém sem nem ao menos ter trocado uma palavra. Baseado na vestimenta, no comportamento, na aparência, etc.
Quantas vezes já fez mal jus de uma pessoa e depois se sentiu levemente incomodado?
Se for capaz de assumir para si mesmo que isso já ocorreu é um bom sinal, significa que ainda há esperança de evolução para sua alma.
Eu me pego diariamente tentando moldar meu ser e há momentos que me sinto tão incoerente ao ponto de ser ridícula.
Me policio e luto para manter minha humildade independente da posição que esteja ou do que tenha, procuro sempre me colocar no lugar da outra pessoa, tento agir como gostaria que agissem comigo, mas as vezes se aproxima de mim uma pessoa com aparência degastada, sofrida, com trapos no lugar de roupas, suja, infeliz e minha primeira reação não é ter compaixão é sentir medo.
Isso é reflexo da brutalidade que vivemos no dia a dia. Infelizmente o subconsciente está treinando para se defender e não para se doar. Mas como mudar isso?

Acredito que seja impossível, pois nessa sociedade selvagem e sem escrúpulos que vivemos não se pode diferenciar pela aparência caráter, até porque se pudéssemos não elegeríamos tantos bandidos. 

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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