sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mais um sonho a lembrar

Essa noite tive um daqueles sonhos que de tao reais me impede de dormir, o que me fez acordar mais cansada do que deitei.
Meu corpo amanheceu dolorido, minha cabeça doendo, mas sei que tudo foi apenas um sonho...
Era meio de semana e fui buscar meu filho na escola.
Ele estuda em uma escola vista como a melhor da cidade, ao menos tem que ser visto que é uma das mais caras, mas no sonho a escola ficava em uma zona rural, e ao passo que as crianças saiam algumas estavam demorando, e meu pequeno era um deles, foi quando resolvi entrar para procurar.
No pátio da escola tudo era normal, mas após as salas havia uma zona destruída, parecendo cenário de guerra, com muitas construções ao chão, muita terra, em meio a muitas arvores.
Eu podia ouvir a voz dele e de outras crianças, as professoras diziam que estavam ensaiando uma peça, mas algo me dizia que não e eu queria descobrir...
Quanto mais eu caminhava mais responsáveis pela escola tentavam me parar, mas eu caminhava entre os escombros e eles não conheciam me encontrar. As vozes de repente cederam lugar para um adulto, era um homem, aparentemente um padre, dizia coisas estranhas sobre uma nova geração, uma geração que era pura, que veio resgatar a alma dos demais, e falava línguas estranhas, que davam espaços a gritos e gemidos confusos, até que escutei gritos do meu pequeno.
Nesse momento percebi que estava seguindo o eco e não de fato os sons, e mudei a direção, até que parei em frente a uma construção na qual a metade estava ao chão, mas parte dela estava de pé, era arredondada, as paredes eram de tijolos, não havia janela, apenas duas portas enormes.
Enquanto observava o lugar uma mulher se colocou atrás de mim sem nada dizer, apenas me olhando como que pedindo para que eu não entrasse, mas agora eu havia encontrado as crianças que faltavam e sabia que ali estava meu pequeno, pois podia ouvir sua voz.
Caminhei a passos lentos, pois queria antes de mais nada ver o que estava acontecendo. O padre falava coisas sobre revolução, sobre guerra, e falava coisas que meus ouvidos humanos não podiam entender, mas ao me aproximar maior foi minha surpresa.
Havia três adultos no que posso chamar de altar, estavam disposto como que formando um triangulo e o que estava vestido de padre era quem gritava os ideais. Nos bancos apenas crianças entre 5 e 9 anos, todas vestidas como adultas, mas surpresa maior foi olhar meu pupilo.
Ele estava com os cabelos emanados em gel, partido para o lado, o rosto muito maquiado, na cabeça um veu e usava vestido longo rodado branco com grandes rosas vermelhas.
Olhei para ele e perguntei o que era aquilo e ele sorrindo dizia que era uma peça de teatro da escola, mas eu sabia que não.
Aqueles homens estavam confundindo a mente das crianças, fazendo uma lavagem cerebral em um ritual macabro que só não se concretizou porque eu cheguei, mas ele não se conformaram tao fácil.
Ao me ver saíram para me pegar, mas foi quando eu me vi ali, fora de mim, diante uma situação que não tinha solução. Eu não podia pegar meu filho sair correndo e deixar para traz todas aquelas outras crianças, até mesmo porque ele mesmo não queria vir, estava contente acreditando que tudo aquilo era uma brincadeira, o que eu via como estar enfeitiçado.
 Eu precisava fazer algo e quando os outros dois que estavam na base da pirâmide vieram tentar me segurar, com tochas de fogo na mão, que tive uma ideia. Gritei alto para todas as crianças que era hora de brincar de pega, empurrei o homem e corri o mais rápido que pude para fora daquele lugar.
Fui seguida por todas as crianças, que logo encontraram seus pais e os abraçaram.
Não vi os homens novamente, mas acredito que eles devem ter queimado junto aquele lugar macabro.
Não nos vi voltando para casa, mas me vi chorando por não conseguir livrar meu filho dos meus tormentos e assim comecei a orar, clamando para que ele não tivesse as mesmas guerras espirituais que eu, para que não se deixasse enganar por qualquer pessoa que fala em nome de Deus ou de quem for, que siga apenas com seu coração quebrantado e muita fé, pois a salvação é pessoal e medida segundo o coração.
Uma forte dor no estomago me fez voltar como que com um forte sopro ao meu corpo, ou seja, me fez despertar, mas as dores físicas estão presente, como se eu tivesse malhado e meu estomago ainda doe...

Não entendo esses sonhos quando são assim, tao reais ao ponto de amanhecer cansada, mas sei que me levam a orar e isso me basta saber. Se for preciso maior discernimento o Criador me permitirá ter no momento exato. 

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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