Essa noite tive um
daqueles sonhos que de tao reais me impede de dormir, o que me fez acordar mais
cansada do que deitei.
Meu corpo amanheceu
dolorido, minha cabeça doendo, mas sei que tudo foi apenas um sonho...
Era meio de semana e fui
buscar meu filho na escola.
Ele estuda em uma escola
vista como a melhor da cidade, ao menos tem que ser visto que é uma das mais
caras, mas no sonho a escola ficava em uma zona rural, e ao passo que as
crianças saiam algumas estavam demorando, e meu pequeno era um deles, foi
quando resolvi entrar para procurar.
No pátio da escola tudo
era normal, mas após as salas havia uma zona destruída, parecendo cenário de
guerra, com muitas construções ao chão, muita terra, em meio a muitas arvores.
Eu podia ouvir a voz dele
e de outras crianças, as professoras diziam que estavam ensaiando uma peça, mas
algo me dizia que não e eu queria descobrir...
Quanto mais eu caminhava
mais responsáveis pela escola tentavam me parar, mas eu caminhava entre os
escombros e eles não conheciam me encontrar. As vozes de repente cederam lugar
para um adulto, era um homem, aparentemente um padre, dizia coisas estranhas
sobre uma nova geração, uma geração que era pura, que veio resgatar a alma dos
demais, e falava línguas estranhas, que davam espaços a gritos e gemidos
confusos, até que escutei gritos do meu pequeno.
Nesse momento percebi que
estava seguindo o eco e não de fato os sons, e mudei a direção, até que parei
em frente a uma construção na qual a metade estava ao chão, mas parte dela
estava de pé, era arredondada, as paredes eram de tijolos, não havia janela,
apenas duas portas enormes.
Enquanto observava o lugar
uma mulher se colocou atrás de mim sem nada dizer, apenas me olhando como que
pedindo para que eu não entrasse, mas agora eu havia encontrado as crianças que
faltavam e sabia que ali estava meu pequeno, pois podia ouvir sua voz.
Caminhei a passos lentos,
pois queria antes de mais nada ver o que estava acontecendo. O padre falava
coisas sobre revolução, sobre guerra, e falava coisas que meus ouvidos humanos não
podiam entender, mas ao me aproximar maior foi minha surpresa.
Havia três adultos no que
posso chamar de altar, estavam disposto como que formando um triangulo e o que
estava vestido de padre era quem gritava os ideais. Nos bancos apenas crianças
entre 5 e 9 anos, todas vestidas como adultas, mas surpresa maior foi olhar meu
pupilo.
Ele estava com os cabelos emanados
em gel, partido para o lado, o rosto muito maquiado, na cabeça um veu e usava
vestido longo rodado branco com grandes rosas vermelhas.
Olhei para ele e perguntei
o que era aquilo e ele sorrindo dizia que era uma peça de teatro da escola, mas
eu sabia que não.
Aqueles homens estavam
confundindo a mente das crianças, fazendo uma lavagem cerebral em um ritual
macabro que só não se concretizou porque eu cheguei, mas ele não se conformaram
tao fácil.
Ao me ver saíram para me
pegar, mas foi quando eu me vi ali, fora de mim, diante uma situação que não tinha
solução. Eu não podia pegar meu filho sair correndo e deixar para traz todas
aquelas outras crianças, até mesmo porque ele mesmo não queria vir, estava
contente acreditando que tudo aquilo era uma brincadeira, o que eu via como
estar enfeitiçado.
Eu precisava fazer algo e quando os outros
dois que estavam na base da pirâmide vieram tentar me segurar, com tochas de
fogo na mão, que tive uma ideia. Gritei alto para todas as crianças que era
hora de brincar de pega, empurrei o homem e corri o mais rápido que pude para
fora daquele lugar.
Fui seguida por todas as
crianças, que logo encontraram seus pais e os abraçaram.
Não vi os homens
novamente, mas acredito que eles devem ter queimado junto aquele lugar macabro.
Não nos vi voltando para
casa, mas me vi chorando por não conseguir livrar meu filho dos meus tormentos
e assim comecei a orar, clamando para que ele não tivesse as mesmas guerras
espirituais que eu, para que não se deixasse enganar por qualquer pessoa que
fala em nome de Deus ou de quem for, que siga apenas com seu coração
quebrantado e muita fé, pois a salvação é pessoal e medida segundo o coração.
Uma forte dor no estomago
me fez voltar como que com um forte sopro ao meu corpo, ou seja, me fez
despertar, mas as dores físicas estão presente, como se eu tivesse malhado e
meu estomago ainda doe...
Não entendo esses sonhos
quando são assim, tao reais ao ponto de amanhecer cansada, mas sei que me levam
a orar e isso me basta saber. Se for preciso maior discernimento o Criador me
permitirá ter no momento exato.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.