quinta-feira, 18 de julho de 2013

Perca de tempo ler 4

Essa noite, tive um daqueles sonhos reais...
Minha memória se lembra de estar dando banho em uma criança pequenina, na casa dos 2 anos. Era uma menininha magrinha de curtos cabelos lisos.
Me recordo do carinho que alimentava por ela, mesmo sabendo que não era minha filha biológica. Enquanto a ensaboava levantava pensamentos positivos, devotos de afeto pela ternura daquele pequeno ser.
Soube que se tratava de um sonho quando uma voz me soprou que aquela criança era filha de meu marido com outra mulher, mas que não havia sido fruto de traição, e sim concebida antes de nossa união. Meu coração despunha de um amor incondicional aquela garotinha, até porque de algum modo eu sentia que ela precisava mais de minha atenção que meus próprios filhos.
Da cena do banho já fui direcionada a uma grande sala dupla, onde móveis de bom gosto estavam distribuídos. Havia ali muitos rostos conhecidos, amigas da infância, familiares e pessoas que não reconheci, mas que me cumprimentavam com intimidade, demonstrando muita amizade.
Percebi que era dia de festa, estamos nos reunindo para comemorar o aniversario da pequenina. Havia muitas pessoas, fui até a área externa da casa, que ficava como elevada, tinha um corredor cercado com grades em sua volta e uma grande escada que descia ao quintal. Parecia mais uma chácara, e inúmeros carros estavam estacionados ali. O clima era de festa e descontração, até que alguém, que não pude ver quem era, chegou.
Senti que um carro se aproximava, não pude vê lo, mas o senti ainda longe. Entrei na casa a fim de me colocar em pensamentos positivos, mas antes que pudesse me dirigir ao meu lugar de oração uma vibração negativa muito forte me incomodou. Essa me abalou de forma tal que me lançou ao chão.
Me vi caída ao chão, atrás da porta da entrada, então me sentei, abracei meus joelhos de forma a abraçar entre eles minha cabeça enquanto meus pensamentos diziam que eu devia ser forte e não sucumbir aquelas vibrações. Algumas pessoas me olhavam com pensamentos de força e coragem, pois sabiam o que estava acontecendo. Era como se eu ao passo que estivesse sentindo as vibrações estivesse também ouvindo os pensamentos daquelas pessoas amigas ao mesmo tempo que estava alheia ao todo, apenas assistindo a cena.
Mesmo me sentindo fraca diante vibrações tão fortes que me enfraquecia consegui tranquilizar meus pensamentos e eleva los a coragem e fé. Comecei a repetir que não estava pronta para ajudar, que antes precisaria me fortalecer, mas que havia muitas pessoas disposta e prontas para prestar socorro e levar luz.
Nesse momento meu pensamento foi direcionado a casa de estudo que tem me acolhido quando busco por respostas e senti que as vibrações pararam, mas sabia que não havia terminado, pois ainda me via alheia a realidade do momento e ligada espiritualmente aquela sensação. Conseguia me comunicar em pensamento com o que acredito ser um espirito sobrecarregado de dor e lamentações. E bombardeando o com pensamentos de amor e carinho, revisando que aquelas pessoas estavam se reunindo ali para comemorar mais um ano de vida da pequena Paulie ou Julie, não me recordo ao certo o nome, o espirito se rendeu ao arrependimento e assim pude, em meus pensamentos, ver que ele estava sendo socorrido.
O mais estranho é que eu reconheci a voz de quem veio socorre lo, era o homem que há mais de 30 anos tem trabalhado em prol do amor e da caridade, ajudando na revelação da Verdade e do Bem Maior, com respeito e atenção, dispondo de todo carinho e dedicação.  Não sei exatamente como chamar o papel que ele presta na casa de estudo, mas ele é uma espécie de ‘presidente’ nos trabalhos, a menos foi o que me disseram.
Não pude vê lo chegando ao resgate, nem poderia visto que até ali a única manifestação física do espirito havia sido as vibrações que me lançaram ao chão, e visto também que o tal guia como eu possuía apenas a faculdade do pensamento para se comunicar.
Sei que ao passo que meus pensamentos lançavam amor sobre o espirito, ele se rendia ao arrependimento e uma forte luz guiava meus pensamentos até os irmãos que se dispõem a guiar os espíritos vagantes a essa luz, assim ouvi quando esse guia chegou para busca lo, dizendo que ele não devia mais lamentar, que o tempo de sofrimento havia findado, que agora ele iria conhecer outra realidade, que lhe seria revelado a Verdade conforme ele nunca havia visto.
O guia o envolveu em uma luz tao branca que refletia um tom de azul desconhecido por mim e entre palavras de apoio e carinho eles se foram na luz.
Nesse momento voltei a mim e consegui abrir o olhos, vendo que estava cercada pelas pessoas que estavam me mandando bons pensamentos. Me sentia fraca, mas a voz me alegrava dizendo que eu havia sido muito forte, havia conseguido conquistar o objetivo de ajudar uma alma perdida e vagante.
Pedi a uma amiga que me ajudasse a ir novamente para fora da casa, queria ver quem havia chegado no carro que vinha distante. Sabia que aquele espirito desequilibrado a tempos incomodava aquela pessoa especificamente, mas quando cheguei a área externa da casa fui informada que a pessoa não havia terminado de chegar, que de repente simplesmente virou o carro e se foi.
Fiquei me perguntando quem seria. Nem mesmo meus pensamentos conseguiam imaginar. Cheguei a perguntar a tal voz que sempre me revelava algo importante, mas ela se fez silenciosa e me guiou a outro lugar.
Não sei exatamente a ordem cronológica dos fatos, mas me vi em uma espécie de plataforma aguardando o trem. Havia muitas pessoas ali, mas quem me acompanhava era o mesmo guia espiritual que havia resgatado o espirito no outro cenário. Dessa vez pude vê lo.
Sabia que havíamos acabado de sair de uma das reuniões e conversávamos sobre o todo, quando ele me disse que deveria anotar alguns telefones e entrar em contato a fim de conseguir trabalho na minha área.
Era como se o jornalismo estivesse começando, ainda sofresse represálias e afins. Entrei em contato com o primeiro numero e uma mulher muito educada e gentil atendeu, dizendo que infelizmente não haviam vagas para meu perfil. Telefonei para o segundo numero e um homem ríspido e mal educado disse que se queria o emprego devia ir até lá conversar. Disse que isso que eu planejava, gostaria de marcar o horário e o dia, pois um amigo quem estava me indicando ao trabalho e que dizia muito bem do tal jornal, quando o homem disse que eu podia esquecer tal indicação, pois ali todos começavam de baixo e cresciam por seus esforços. Me lembro da sensação que tive nesse momento, por um breve momento me faltou o equilíbrio ao passo que respondi rispidamente e isso era tudo que queria, uma chance de começar e mostrar meu trabalho, pois não tinha duvidas que assim em pouco tempo estaria ocupando o melhor cargo na empresa.
Sei que desliguei o telefone enfurecida pela audácia do homem por pensar que eu queria imediatamente um cargo elevado, sentia em uma voz uma autoridade hostil e desnecessária que causava me a sensação de inferioridade, assim, após desligar o telefone fui narrar ao guia a conversa. Sei que acabei não me interessando pela vaga e incomodada com o desequilíbrio fui guiada a um terceiro cenário, onde estavam algumas amigas e minha irmã.
Não sei dizer que época era nem tao pouco qual ocasião, sei que estávamos vestidas para ir ao que hoje chamamos de balada. Era um evento noturno, estávamos com vestidos longos e rodados, como que usados antigamente.
No grupo lembro me bem que um ex namorado de uma das meninas dirigia o carro (hoje ela é casada e ele namora uma conhecida dela, mas todos se respeitam e se dão bem), enquanto a tal amiga que era sua namorada ia a frente e nós outras atrás.
Não me recordo muito do evento, sei que estava repleto de gente, não reconheci outros rostos além dos que me acompanhavam. Também não vi o desenrolar do evento, lembro me apenas que quando estávamos voltando para o carro a rua estava estreita, pois haviam carros estacionados com duas rodas sobre a calçadas e outras duas na rua. Eram tantos carros que perdiam de vista. Quando nos aproximamos pudemos ver que havia uma notificação de multa no para brisa. Não era uma multa convencional como as de hoje em dia. Era um papel comprido, em tom azulado.
Pudemos constatar que todos os outros carros haviam sido multados também, e assim sem lamentar, mas nos perguntando porque daquelas multas entramos no carro.
É clara a cena de minha irmã mostrando para a amiga que ia a frente o valor da multa a ser paga e elas começaram a cochichar entre si, o que me causou muito incomodo e mais uma vez ia sentindo meu equilíbrio se perder. Foi quando perguntei pelas outras amigas...
Retornamos para busca las, mas nesse momentos elas já não usavam mais longos vestidos de festa e sim calças justíssimas e blusinhas que deixavam a mostra a barriga. Questionadas se não iriam embora conosco elas diziam que a festa estava apenas começando.
O que mais me marcou nesse ultimo cenário foi os números que não saiam da minha mente. Na trajetória de volta, enquanto minha irmã e sua amiga cochichavam, meus pensamentos me guiavam ao mundo dos números, onde percebi que o carro com capacidade para 5 pessoas havia na verdade comportado 7 facilmente. Lembro me de ter visto o numero 59 na multa e o numero 2 e 4 apareciam do nada, foi em meio aos números que novamente o cenário mudou.
Já estava onde de fato estou, na casa de minha mãe, deitada e dormindo. Meus pensamentos viram meus filhos também dormindo, bem como minha mãe. Enquanto os olhava, ouvi gritos, vindos da rua, que diziam sobre a presença de dois ladroes. Diante o susto que levei pelos gritos voltei a mim rapidamente, como se meu espirito estivesse vagando pela casa e de repente voltasse, pude sentir até mesmo o impacto.
Levantei e fui conferir a porta da frente, pois meu pai tem o habito de sair de manhã e deixa la destrancada, como de fato estava. Passei a chave e quando retornava para o quarto ouvi um barulho vindo da cozinha. Fui até lá ter certeza do que se tratava, quando algo passou por mim como um vulto. Sabia que podia ser, talvez a preocupação estivesse criando tal situação, mas esses pensamentos se foram quando vi um rapaz alto e magérrimo correr, passando por traz da geladeira em direção a sala.
Sabia que a porta estava trancada e ele não teria pra onde ir, então fui atrás na preocupação de que ele não chegasse ao quarto das crianças, mas quando me coloquei de frente a ele o vi tirar da cintura uma grande faca, que inclusive havia pego na cozinha de casa. Ele ameaçava me furar caso não abrisse a porta, mas eu só conseguia imagina lo machucando meus filhos e em uma ação sem pensar gritei para que minha mãe ligasse para policia.
Ela acordou assustada e disse que o telefone estava em outra sala, a qual para ter acesso precisaria passar pelo rapaz. Esse era muito magro, usava roupas velhas e sujas. Apresentava seus vinte e poucos anos e demonstrava total desequilíbrio. Estava muito nervoso, com medo de ser preso.
Percebi que carregava em uma das mãos uma maça que havia roubado também da nossa cozinha. Na verdade não havia pego nada de valor, apenas a maça para se alimentar e duas facas para se defender.
Procurei manter minha calma e era como se pudesse ouvir seus pensamentos. Enquanto ele investia sobre mim com a faca eu percebia que seu interior não era dotado de maldade e sim ferido pela desigualdade. Ele tentava me acertar com a faca, mas em uma de suas tentativas eu segurei a lamina da faca de maneira que essa se dobrou como papel. Acabei me cortando superficialmente, mas ao passo que dobrava a lamina elevava meus pensamentos de forma positiva a envolver o jovem em um amor que ele jamais havia sentido e assim, aos poucos todo nervosismo que ele sentia foi dando lugar a duvidas.
Aproveitei a vulnerabilidade e comecei a conversar, dizendo lhe que entendia o que ele estava tentando fazer, sabia exatamente que esse mundo não era justo, que muitos eram excluídos. Aos poucos as duvidas cederam lugar a curiosidade e ele me entregou as facas e a maça. Eu disse que gostaria que ele comece a maça e que se quisesse a partir daquele dia eu deixaria uma maça para ele todos os dias na porta de casa, para que ele passasse e pegasse.
Nesse momento meu pensamento me guiou aos sonhos que tive há dias atrás, onde vi uma espécie de maça que desconheço, era a mesma maça...
Ele então sem saber o que fazer, como agir, e repleto de medo de ser preso caiu em choro, demonstrando arrependimento. Pedi a minha mãe que não ligasse para a policia, pois antes queria conversar com aquele jovem e tentar entender o que o levou a cometer tal ato, bem como tentar encontrar um meio de ajuda lo. Assim caminhamos até a área onde nos colocamos a conversar. Em resumo aquele jovem havia aceitado a responsabilidade por seus erros e queria pagar por eles, recebendo a punição que lhe fosse imposta pela lei dos homens e dizendo que aproveitaria esse tempo de reclusão para estudar e se aproximar de deus. Fiz o compromisso de acompanha lo de perto sempre que possível, perguntei a ele se ele sabia ler e tendo recebido resposta positiva lhe deu um livro de presente, o qual vi o titulo ‘Porquê estou assim? Pedro Santiago’, e disse que sempre que findasse a leitura eu lhe presentearia com um novo.
Nesse momento vi passar diante meus olhos as vezes que nessa passagem terrestre me vi refém do medo ao tentarem me assaltar (o que já narrei em alguns testemunhos), nos quais a certeza de ter um anjo ditando minhas palavras fizeram toda diferença na situação.
Em meio as lembranças retornei ao meu quarto, onde percebi que tudo tinha sido um sonho, mas que a conclusão de que minha vida é deveras valiosa,  não só por ser poupada, mas por ser usada para levar luz onde as trevas tenta cegar.
Não sei ao certo o significado dos sonhos, ainda mais quando esses me parecem tao reais, como sendo uma viagem do espirito enquanto meu corpo descansa, mas independente de como seja me alegra quando os resultados são positivos, pois assim me elevo ao agradecimento e não ao desespero como quando são pesadelos.

Observação.: Não tenho habito de jogos, para não mentir devo ter feito umas 3 apostas no decorrer dessas quase 3 décadas, mas acordei com uma louca vontade apostar nesses números, vontade essa que precisou ser canalizada em pensamentos de humildade para se desfazer. Afinal conseguiria meu ser se manter simples tendo uma alta quantia de valores? Estará meu espirito preparado para ao invés de desfrutar dos prazeres vãos da futilidade dedicar tudo que receber em prol dos necessitados? Terá finalmente chegado o momento de revelar ao meu eu que meu ser não depende de fatores externos para se alegrar e assim praticar o bem sem olhar a quem, dedicando meu tempo integral em prol da caridade?
Quero reler o livro que vi nitidamente no sonho, ‘Porque estou assim?’, nem mesmo me recordo de seu conteúdo.
Contudo isso, acordei pensativa e o velho desejo de simplicidade me abraçou carinhosamente, me permitindo ser ainda mais grata por tudo que tenho, pois mesmo não tendo muito diante as pessoas, tenho muito mais que o necessário a minha sobrevivência e isso basta para me felicitar.
Agradeço aos amados que se dispõe a me compartilhar comigo essa trajetória que em diversos momentos se faz insano.

Que a graça de Jesus esteja com vocês e que a paz os acompanhe no caminho da luz. 

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