sábado, 20 de julho de 2013

Francisco Xavier? Quem me dera te lo conhecido...


Essa noite outro sonho me deixou pensativa...
Já era madrugada e eu estava saindo de um lugar. Não sei ao certo se era uma festa ou o que era, recordo que ficava como um setor de indústrias.
Já sonhei com esse lugar outras vezes, as ruas parecem ser em círculos e há empresas coladas umas nas outras, empresas grandes, de vários segmentos, até inúmeros motéis.
Já estive perdida por ali outras vezes e nunca encontro a saída, ando pelas ruas e sempre retorno para o ponto de partida e as pessoas que estão por lá estão trabalhando e não podem me ajudar.
Há sempre um homem alto, muito musculoso e cheio de malicia que se disponibiliza, mas com medo fujo dele e procuro a saída sozinha, o que além de perdida me deixa nervosa, pois temo encontra lo no meio do caminho, o que sempre acontece, visto que retorno sempre ao mesmo lugar.
Nada de ruim me acontece, nem hoje nem nas outras vezes que sonhei com esse lugar, essa noite o que me deixou pensativa foi o fato de que após muito caminhar encontrei um lugar que parecia me familiar e entrei.
Era uma sala ampla, cercada por vidros. No interior havia apenas alguns tamboretes de madeira. Na entrada alguns degraus de escada dava acesso à sala.
Já caminhava há um certo tempo e quando vi as escadas não tive duvida de que aquele lugar estava me chamando, então entrei. Havia ali um senhor conversando com uma jovem e uma senhora o aguardava, mas quando ele me viu entrar abriu um largo sorrindo dizendo: ‘finalmente você chegou’.
Não o reconheci de imediato, mas me vi sorrindo carinhosamente e tomada por uma imensa paz. Sei que já nos conhecíamos, era como se aquele senhor fosse meu conselheiro.
Ele terminou de falar com a jovem e ela se foi, ele então pediu que a senhora o aguardasse por mais alguns minutos, pois desejava me dar um abraço. Assim, se levantou e veio em minha direção, quando se aproximou nos abraçamos fraternalmente e só nesse momento o eu observador pode ver que era Chico Xavier.
Puxou um banco e pediu que eu o aguardasse só um momento que ele atenderia a senhora que estava precisando de uma palavra amiga e em seguida conversaríamos, pois ele tinha muita coisa para me dizer.
Fiquei observando o carinho com que ele atendia aquela senhora e meu coração se enchia de compaixão. Após alguns minutos de conversa eles se despediram e ela se foi.
Então ele se sentou na minha frente e segurando firme minhas duas mãos, começou a dizer que eu devia acalmar meu coração, ficar menos ansiosa e acreditar no tempo. Me olhava carinhosamente dizendo que eu estava no caminho certo, que não estava perdida e sim aprendendo tudo que havia no percurso e que surgiria pessoas tentando me assustar, mas eu não podia desistir. Então eu disse a ele que havia tantas perguntas que gostaria que ele me respondesse ao que ele me disse que responderia o que pudesse, mas que muito me seria revelado no tempo certo.
Assim comecei a questionar sobre minha vida estar sempre estagnada no mesmo lugar e antes que ele pudesse responder foi como se fossemos transportado pelo tempo pretérito, onde pude rever as fases que vivi. Revi minha infância carente, porém cheia de vida, minha adolescência rebelde onde achar ter sempre razão, minha juventude inconsequente onde acredita tudo saber, minha maturidade sofrida onde acreditei ser o fim dos sonhos até aquele momento, onde parecia ser o recomeço.
Sem que me dissesse uma palavra ouvia sua voz afirmando que nada havia sido acaso, mas também não havia seguido o projeto do Criador. Eu havia escolhido meu caminho e de fato algumas escolhas haviam sido contrarias ao que devia, mas mesmo diante as adversidades meu ser sempre esteve carregado de luz e por isso nunca deixou de brilhar.
Como em um piscar de olhos voltamos para a sala onde nos encontramos, acho que nem chegamos a sair de lá, foi tudo imaginação talvez, não sei discernir.
Ele me olhava nos olhos demonstrando contentamento e felicidade, dizendo que eu não podia mais estagnar, devia aprofundar nos estudos e que o anseio não era apenas curiosidade e sim parte do processo de despertar.
Segundo ele muitos precisavam de mim, mas eu devia estar preparada ou não conseguiria ajudar.
Quando ele disse isso novamente fomos transportados para meu passado, onde revi os momentos em que me achava insana com todas as visões, e assim ele me dizia que eu devia ter me preparado antes, mas como sempre temi e neguei aos poucos as visões foram ficando superficiais, se tornando intensas apenas quando estava em desequilíbrio emocional, pois assim ficava mais sensível, mas que agora devia ser forte e ter domínio, pois era preciso resgatar o tempo.
De acordo com que ele falava cada visão do passado se mostrava revelada, com detalhes que nunca havia percebido, mas dotado de lógica.
Não me sentia mal por ter perdido tempo, ao contrario, me sentia em paz por em cada fase ter conseguido moldar minha personalidade.
Acho que ele sentiu meus pensamentos, pois nesse momento ele dizia que inconscientemente eu sempre fazia as orações de forma correta, mesmo indo contra o que meu eu pedia, meu ser sempre quis a Verdade, por isso valorizava tanto o despertar.
Novamente na sala ele me alertou apenas para o ego, dizendo que  adquirir humildade não significava não ter ambição e sim ser ambicioso suficiente para desejar o bem do próximo e me alegrar com sua vitória.
Assim me vou permitido ver algumas pessoas que fizeram e fazem parte de minha vida, no entanto as vi não como elas se mostram e sim como seu ser de fato é. Algumas com status, diplomas, poder, bens, no entanto eram vazias, outras com uma vida dita normal, trabalhadoras felizes, mas que simplesmente estavam passando nessa vida, pois estavam frias, outras tao simples, sem muitas perspectivas, com historias tristes e trágicas, mas repletas de vida, pois era possível ver a luz que as envolviam. O mais surpreendente é que o que eu vi em nada coincidia com o que imaginava normalmente, não era nada do que a pessoa demonstrava, era como se a pessoa encenasse um personagem continuo, tentando negar a realidade até para se mesma, mas sem o processo do despertar não conseguia lapidar o ser e assim apenas passava na vida.
Já não sabia mais o que pensar, nem mesmo sobre mim. Me senti privilegiada, o que me deixou a sensação de egoísta.
Como que lendo meus pensamentos ele sorrio carinhosamente e afagou minha face esquerda, dizendo que eu não devia me cobrar tanto, que devia alimentar a paciência, pois no momento certo eu perceberia que todas as sensações que tenho seriam esclarecidas, pois cada vibração fazia parte do processo.
Mesmo sem saber exatamente o que ele dizia meu coração era aquecido e se acalmava na certeza de que um dia tudo ficaria límpido.
 Meu coração então se lembrou de uma pessoa que tem se revelado especial (DAS) e essa lembrança foi como questionamento sobre o afeto carnal que estava alimentando, permitindo me envolver sentimentalmente e gerar laços de alma. Ele com o mesmo sorriso carinhoso e confiante me disse para seguir meu coração, que o código que eu mesma havia criado estava em alerta.
Nesse instante uma grande paz me abraçou, como que me motivando a ir adiante e de forma que não sei descrever senti que muito ainda aconteceria para ajudar na minha lapidação. Não sei explicar, mas foi como se tivesse a permissão de continuar, desde que consciente de que tudo é para aprendizado, pois o que de fato importa na trajetória é me sentir feliz diante qualquer situação. 
Assim, enquanto ele me dizia palavras de motivação e conforto despertei. O relógio marcava 3:09hs. Senti um calor inexplicável, como se estivesse diante um fogo ardente. Precisei ligar o ventilador para tentar me refrescar. Confesso que de imediato não me lembrei do sonho, voltei a dormir e não voltei a sonhar, só horas depois, enquanto assistia a uma comédia romântica, a imagem do homem tão bondoso que não pude conhecer em vida, Chico Xavier, me apareceu.
Ele surgiu sorrindo carinhosamente, como que querendo me dizer algo e seu sorriso sincero me fez lembrar do sonho como que revendo um filme...
Tenho pensado em estudar sobre a história de alguns santos. Quem me conhece sabe que admiro o contexto histórico das santidades, apesar de não suportar a imagem em si, mas quanto mais penso a respeito mais sinto que talvez o estudo me traga esclarecimentos que ainda não me foram revelados.
Já aceito o fato de que não se trata de adoração, é apenas uma forma das pessoas objetivarem suas orações. Um meio de direciona las. Quanto mais penso a respeito disso mais revejo a imagem da santa que me apareceu na infância... não esquece seus olhos fixos em mim com olhar de tristeza, bem como não me esqueço do tom vermelho vibrante quando ela deixou lagrimas de sangue rolar...
Que meus sonhos são reais não é novidade para quem ‘me lê’, seria bom conseguir explicar em palavras a sensação que causam. É indescritível a veracidade com que tudo acontece e inenarrável a sensação que me causa.
Mais uma vez me vejo incrédula diante a força da minha imaginação!

De sonhos como esse não gostaria de acordar, tamanha paz me envolve. É um amor que nunca senti, um carinho que nunca recebi. 

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