quinta-feira, 25 de julho de 2013

Hoje

Nada melhor que amanhecer com fé na vida e esperança no futuro...
O clima fresco e agradável me inspira vida e harmonia.
Há tanto a ser feito, aprendido, repassado...
O peso da Verdade se torna leve diante as infinitas possibilidades.
A aceitação de que o passado é experiencia deixa evidente as estratégias do sobrenatural e nos detalhes percebo a grandeza do todo.
Porque nós, seres humanos, gostamos tanto de complicar tudo?
A vida é simples, desde que a aceitemos como de fato ela é...

Hoje os pensamentos estão positivos, repletos de luz e cores, o brilho é tamanho que mal posso me conter...

Vamos que vamos, avante e além, porque hoje é só o inicio do amanhã.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Rascunhos são encontrados no momento exato...

Nada melhor que ver tudo dando errado e ainda assim ter esperanças.
Quanto mais analiso pior o todo fica, mas ainda assim encontro uma brecha para sonhar...
Por traz de toda decepção há sempre uma razão.
Toda perca traz consigo a possibilidade de um novo começo, bem como o fim representa inicio.
Nem sempre é possível corrigir os erros que foram cometidos, muitas vezes o estar bem consiste em simplesmente aceitar.
Novamente repito, não se trata de certo ou errado a questão está mais ligada ao espiritual, ao que se aceita como fé, ao que se sente, ao que se escolhe viver.
A linha entre o bem e o mal é tênue e quanto mais procuro a Verdade mais confusa ela fica.
Toda minha existência nessa passagem terrestre foi em prol de conhecer meus limites e por mais que o todo pareça insanidade ao meu ‘eu’ meu ‘ser’ sente paz.
A guerra é invisível e não cessa, o duelo é voraz e avassalador, mas independente da forma que observe me felicito, pois vejo nítido o ‘despertar’, mesmo sem coesão, mesmo sem discernimento.
Olho minha trajetória e sinto que já experimentei tanto do sobrenatural que tudo me soa comum, tenho certas sensações obvias, como o ar que punciona meus pulmões, como o sangue que percorre minhas veias, e ainda assim me vejo leiga.
Talvez o conhecer seja mais que ver, ouvir, sentir, mas sendo assim  que é então?
As vezes me pergunto se tudo até aqui não foi devaneio da imaginação fértil que alimento, mas se for, como explicar as manifestações, os avisos, as confirmações?
Quanto mais tento entender mais percebo que o saber foge a capacidade humana.
O ponto de equilíbrio é a razão.
Descobri que do sobrenatural o que mais me interessa saber é como doutrinar meu ‘eu’.
Do que vale ‘ser’ se é o ‘eu’ que as pessoas pesam conhecer?
É mais que o sentir é o demonstrar, é o viver a realidade que o ‘ser’ anseia.
Pode ser que a minoria insana seja de fato a melhor porcentagem, pois é a porção que ‘despertou’...
Aprendendo a ver imagens como focos e não como santos. ‘Só os loucos sabem...’


Observação.: Texto escrito em rascunho  01/07/2013, o encontrei hoje 22/07/2013 e acredito confirmar certo sonho... (CX)

Oração do dia

Reconheço minha fraqueza, mulher de pouca fé
Interceda por mim, ouça meu coração
Se nada faço que eu seja então intercessora dos que não oram, bem como de minha família
Que seja instrumento de direção, levando luz aos que necessitam
Nada faço para merecer tantas graças, mas certa de tamanha misericórdia firmada em amor, clamo por cura as feridas
Que os traumas sejam apenas lembranças afim de se perceber o quão melhor é o presente, mas que não cause dor nem lamento
Que as famílias sejam unidas em paz e amor, e que assim seja também com a minha
Que os amigos se reconheçam mesmo sem se conhecer, que o carinho emane bons fluidos mesmo que inconsciente
Que o óleo perfumado caia dos céus e que eu esteja sob ele
Que o aroma santo da unção guie quem está vagando sem direção
Que meu ‘ser’ permaneça em vigília mesmo quando meu ‘eu’ se cansar
Que minha luz emane paz e irradie harmonia
Que as tentações sejam vencidas
Que eu seja para o próximo o que desejo que ele seja comigo
Que eu saiba entender as estratégias e respostas por traz dos acontecimentos
Que eu possa identificar e entender meu dom, se é que sou merecedora de tal, para que possa equilibrar minha vida pessoal no âmbito: espiritual, sentimental, financeira e profissional
Não importa onde eu esteja, seja no leste, sul, norte ou oeste, esteja comigo
Que eu perceba a vitória, não para elevação de meu ego, satisfação pessoal ou reconhecimento social, mas que para testemunho e agradecimento.
Conserva em mim um coração com fogo e quebrantado
Cria em mim uma fé inenarrável com esperanças inabaláveis
Que a curiosidade se torne devoção
Que o servir seja em gratidão
Que o amor tome conta do meu coração.
Que assim seja
Observação Ler na Bíblia Mateus 7.7-8
Indicação de leitura Manual sobre o Espirito Santo, Mike Murdock editora central


Ler ainda me permite esse privilegio, discernir de acordo com minha fé. Continuo afirmando que não importa o nome que as pessoas deem ao Criador, não importa a religião, não importa o meio de culto, o que de fato importa é a conduta moral, a fé, o Bem querer. Resumindo, o que importa é o AMOR. 

Meu 'eu' e as imagens de santos

Era uma noite qualquer, quando percebo que uma mulher além de ter no dedo um anel com a imagem de uma santa carrega no pescoço um escapulário (corrente com imagens de santo na frente e atrás).
Curiosa sobre as historias dos santos católicos, tentando entender um pouco mais sobre a fé individual de cada um, pergunto a mulher quais santos eram aqueles e ela simplesmente me responde: não sei.
Insisto: - Você não sabe que santo está carregando no pescoço?
Ela responde já nervosa, como que querendo encerrar o assunto: - Não, não sei.
Até iria perguntar sobre a imagem no anel, mas a resposta me deixou tao pasma que não consegui.
Como uma pessoa se diz católica, frequenta semanalmente um grupo de oração do qual diz está gostando muito, até revela traços de melhoria em sua personalidade, discute quando ouve criticas sobre as imagens e os santos, mas quando questiono sobre o escapulário que carrega no pescoço nada sabe me dizer?
Que fé é essa que a faz carregar uma imagem da qual não sabe nome, não sabe a historia, sabe apenas que é dito santo?
Podia estar carregando uma imagem do satanismo ou qualquer outra religião que não faria diferença.
É isso que não entendo nas pessoas, dizem que a fé move montanhas e sem duvida acredito nisso, mas a fé direcionada.
Diante esses fatos me vejo ainda mais egoísta, pois concluo que minha forma de pensar não está no todo errada. Não que eu não reconheça a importância de almas evoluídas, não é isso, eu mesma quero muito chegar no além e me encontrar com Paulo, com Jó, com Maria Madalena, há tanto pra conversar, são personagens que respeito e admiro, mas não carrego sua imagem no peito.
Há uma cruz de madeira a qual as pessoas oram que essa é o primeiro crucifixo que admiro, pois há a silhueta de um homem ali, mas os cabelos cobrem seu rosto. Quando vi esse detalhe me lembrei das inúmeras vezes que recebi as resposta do Criador, onde Cristo me aparecia nitidamente em Sua imensidão, mas mesmo O vendo, mesmo O sentindo, mesmo me tocando, nunca me permitiu ver Seu rosto.
Não é fácil me dispor a rever meus conceitos e há muda los quando tudo confirma que mesmo na contra mão do mundo, mesmo sozinha na jornada, ainda estou na direção certa. Talvez a fé não seja coletiva como acreditamos e sim pessoal e singular. Eu acredito que posso estar onde minha fé pode me levar e isso independe de santo e imagens, está além de anjos e demônios, é mais profundo que certo e errado e mais sublime que ‘ser’ ou ‘estar’.

Finalmente percebo que essa temporalidade terrestre é apenas detalhe... Ainda tenho medo porque quanto mais claro fica a Verdade menos me apego ao mundo e a tudo que ele me oferece. As vezes me sinto alheia a realidade, sem grandes dores mesmo em grandes tormentas, como se tudo fizesse sentido e fosse racional. Como se estivesse aqui apenas de passagem, como um viajante que para a fim de descansar antes de seguir caminho. 

Lembranças e percepções em cada detalhe...

22/07/2013
Acabo de me recordar do tempo em que usava o sinal da cruz como proteção.
Já estava na igreja evangélica, mas ainda assim quando surgia medo, insegurança, fazia o sinal, como que elevando uma oração ao céu. Um dia, não me recordo exatamente como ocorreu, se foi em sonho ou uma voz, fui alertada para esse gesto, que me parecia tao importante.
Comecei a indagar em meu interior o que de fato representava para o ‘eu’, ao que me foi ‘inspirado’, digamos assim, que era apenas um gesto como qualquer outro, talvez uma mania. Dizia para mim mesma que era como um amuleto, me protegia, então escutei a pergunta: e o homem que não tem mãos ou braço, esse não receberá proteção por não conseguir fazer o sinal da cruz?
Nesse instante percebi que de fato o todo está em demasia ligado a mente, talvez seja porque é nela que a alma tem liberdade.
Diante tudo isso volto a questão das imagens. Não sei falar da grande maioria porque não conheço o contexto, por isso falo de Jesus Cristo.
Quando penso em Jesus não penso em um homem cabeludo de olhos claros, não penso de imediato na cruz, mas sim no milagre de como carne ser Santo, concebido por uma virgem, um homem que soube esperar o momento certo para se revelar e que mesmo em Sua grandeza suportou humilhações, venceu tentações, tudo para nos deixar o exemplo e isso porque? Porque Ele é orgulhoso e queria aparecer, se destacar? Não! Jesus nunca se impôs, sempre respeitou  o livre arbítrio de cada um, por onde passou pregou a Verdade, mas nunca impôs que as pessoas a seguissem, pelo contrario, sempre deixou claro que todos ouviriam, mas apenas os que estivessem preparados entenderiam as parábolas.
Observando assim fica nítido porque não gosto de velórios. Claro que essa cultura é antiga e ainda predomina, mas quando meu corpo físico morrer não quero que as pessoas me vejam dentro de um caixão. Velar um corpo começou com a ideia de que a alma poderia voltar a qualquer momento, por isso o corpo deveria ficar aguardando, a partir daí surgiu a mumificação, que conservava esse corpo caso a alma demorasse, mas hoje está claro que o único capaz de ressuscitar dos mortos é Cristo Jesus, que morreu, ressurgiu e retornou ao espaço, sendo assim, porque desejar que as pessoas se despeçam de um corpo já sem vida? Quando meu corpo físico morrer quero que tudo seja doado, tudo mesmo, cada órgão, a pele, até o cabelo se houver interessado. Após doarem tudo quero que os restos seja cremado e as cinzas jogadas em agua corrente, preferencialmente ao mar, onde vivi minha primeira experiência de quase morte, onde escuto demasiadamente o sobrenatural me falar, onde percebo a grandeza de Deus (há outros textos falando sobre isso). Não quero choro, lamentações, quero muita alegria, se possível quero que minha família e amigos façam festa, afinal, finalmente meu espirito terá retornado para casa e só meu ‘ser’ sabe o quanto ele deseja isso... Diante tudo isso concluo que quero que as pessoas se lembrem de mim alegre, cheia de vida, claro que muitos me conheceram no processo do ‘despertar’ e não puderam contemplar as fases de metamorfoses, muitos me conheceram na fase rebelde, muitos em tantas outras fases pela vida, todos esses podem analisar a embalagem, mas quem me conheceu de verdade, quem percebeu meu ‘ser’ acima de meu ‘eu’ terá certeza que esse será o momento mais feliz e assim, se recordará de mim sempre com palavras de conforto e carinho.
Na minha trajetória não procurei colecionar amigos, sempre procurei evitar ter inimigos, mas há sempre aquelas pessoas que mesmo em poucos contatos acabamos criando afinidades tao grande ao ponto de gerar muito bem querer. Comigo acontece muito isso, pessoas que não vejo há anos e que seria praticamente impossível rever, mas que deixou no coração muitas alegres lembranças, um afeto que é repleto por carinho, e se consegui despertar isso em alguém, é isso que quero que a pessoa guarde. É muito fácil quando alguém não pode se defender as pessoas apontarem defeitos, tentarem justificar o que quer que seja, mas ninguém conhece o outro ao ponto de saber como ele se sente, ninguém conhece as batalhas interiores de outra pessoa. Muitos não conhecem nem as suas próprias...
Talvez por desejar que seja assim comigo inocentemente faço assim com Cristo. Reconheço seu sofrimento para me lavar do pecado, para me ensinar o que é o bem e o que é o mal, mas creio que não foi fácil carregar a cruz na qual foi crucificado, a cruz que representa o pecado tento um peso muito maior que o da madeira grossa, desse modo não quero lembrar dele na cruz, até porque o sinto vivo em meu coração. Não sei explicar, me falta sabedoria para conseguir transmitir como O vejo, mas sei que Ele está a postos, sempre orientando.
Não me importa se Jesus era preto ou branco, se tinha cabelos claros ou escuros, lisos ou emaranhados, assim não me importa a imagem, me importa senti Lo. Talvez eu não passe de uma mulher de pouca fé, mas creio que a mim cabe olhar Seus exemplos e ensinamentos. Ele já carregou a cruz por mim, porque devo agora refazer isso? Porque carregar no peito a representação da dor e do sofrimento de Cristo?
Até tenho tentado entender tudo isso, tenho tentado aceitar e respeitar as imagens, mas para eu é o mesmo que pegar a foto de qualquer pessoa que nunca vi e quanto mais tento aceitar mais me vejo incrédula. Tento levantar orações, mas sempre a faço de forma geral, só penso em Cristo e em tudo que fez por mim.
Será por não conseguir adorar imagens, por não aceitar o fato de que as pessoas as usam como amuletos, que não me sinto digna de orar pedindo benções especificamente para minha vida? Mas o que são imagens? Retrato, estatuas, tudo tão banal, frágil, a santidade está tão além de tudo isso. Acredito sim em pessoas de espirito elevado que se serviram ao bem enquanto viviam no plano terrestre, mas daí a serem santas? Santo só Cristo é, e ainda assim não consigo adorar a imagem que dizem ser ele. É como se meu coração fosse cego e só enxergasse com os sentidos, assim não vejo a imagem de Cristo, mas sinto Seu cheiro, Sua presença, Sua proteção, Seu calor. Sei que Ele é real, que existe, mesmo sem poder vê Lo. Não dá pra explicar...
Engraçado que minha vida não está como gostaria, há uma grande insatisfação diante meu eu, mas de algum modo meu ‘ser’ não se sente no direito de pedir por mim, é como se no silencio me dissesse que tudo está como deve e assim o conformismo me abraça.
Não posso negar que há momentos que desejo desistir de tudo, fugir desse mundo, cair em um sono profundo e esperar que a Verdade se revele de forma direta, mas mesmo em meio a lagrimas meu ‘ser’ sorri, confiante que tudo está dentro do planejado.
Não tenho clareza do todo, mas espero que tudo se revele...
Meu ‘ser’ acaba de me indagar algo interessante. Tenho sofrido na vida profissional por não gostar de rotina, trazendo isso pra vida espiritual porque rezas prontas e rituais me incomodam tanto? Porque sou tão medrosa ao ponto de ser incrédula?
Pela logica é mais fácil apenas seguir o roteiro que tentar entende lo.
Faz parte da falta de fé querer saber o porque de tudo?  Querer conhecer a historia de casa personagem dito santo ou evoluído que seja? Não conseguir adorar a quem ‘não reconheço’? Como saber se estou no caminho certo?
Me assustei quando conheci o satanismo, mesmo admirando o contexto bem elaborado, mas porque teme lo, porque identificar seus sinais se diante o que me é revelado ele nada mais é que enganação.
O mau não existe como obra do Criador, como defende o livro negro, e sim como livre arbítrio dos espíritos frágeis e perdidos.
Obs.: Estava escrevendo enquanto os trabalhos da noite eram preparados. Tento elevar meus pensamentos em prece, mas fica difícil, visto que não sei exatamente como minha luz chegará ao céu. Não consigo pedir por mim, mas desejo ardentemente o bem coletivo e ao ‘eu’ desejo apenas o que há anos venho pedindo: discernimento. Sei que aos poucos o véu está se rasgando, minha vida até aqui é marcada por esses momentos onde se é possível perceber, mas ainda me vejo uma mulher de pouca fé, pois mesmo com todos os sinais, mesmo com todas as confirmações desejo mais, desejo ir além, talvez até muito além do que minha consciência humana consiga alcançar e imaginar, mas algo dentro de mim diz que há muito mais. Observo cada detalhe, cada gesto, o traçado, os desenhos, tudo parece inocente e sem grande significado, mas a meu ‘eu’ que muito já viu, ouviu e leu, tudo está repleto de conteúdo, e esse muito mais complexo que pode imaginar qualquer mente ignorante. Bom mesmo é quem nunca se perdeu no caminho, quem nunca ouviu historias diferentes, quem nunca conheceu outros pontos de vista, quem nunca se fez curioso pela Verdade. É muito mais fácil aceitar a Verdade imposta e segui la que tentar encontra La por traz de tudo. É muito mais fácil viver na fé que viver as revelações do sobrenatural.
Recordo me de um desenho da  (Caverna do dragão), onde havia um senhor sábio chamado mestre dos Magos e um cavaleiro malévolo chamado vingador...quem assistiu o final sabe do que estou falando...
O mais impressionante é que o sobrenatural (como gosto de chamar) continua me constranger. Diante essa confusão mental tudo que busco é confirmação de que independente de doutrina, credo, religião, até mesmo independente de imagens e rezas prontas o caminho ao Bem Maior, que conduz a Verdade é o Amor. Em sonhos tenho tido grandes revelações que estão me trazendo inúmeros aprendizados, talvez esteja fazendo um curso intensivo e não sei, mas como mulher de pouca fé estou sempre desafiando a ser ouvida, assim sempre faço perguntas diretas, algumas vezes até dito a resposta, ao passo que quando me é dito conforme esperava fico atônita.
Como já disse não se trata de certo ou errado e sim bem ou mal, não nego que talvez seja apenas mais confusão, mais se é porque os sinais estão tão nítidos? Claro que há inúmeros detalhes que descordo e não consigo seguir, mas é como em qualquer outro lugar. Os homens, por melhores que sejam, são falhos e todos estamos longe da perfeição, por mais que tentemos busca la. Desse modo confirmo que não sou dessa geração, talvez minha vinda para terra seja uma missão tao complexa que nem eu ainda identifiquei, ou talvez minha falta de fé seja o castigo, ou até mesmo pode ser que o que vejo como pouca fé seja a certeza de que a fé como todos veem é pequeno de mais diante a grandeza do sobrenatural, afinal não preciso de cruz, não preciso de imagens, não preciso de velas, não preciso de nada material para elevar meus pensamentos ao céu, preciso sim de muita paz, de muito equilíbrio, de muito amor. Com isso tenho certeza que independente de forma física, de sexo, de raça, de credo dos santos e/ou afins, minhas orações são ouvidas.
Sei lá, posso estar em tudo errada, mas não duvido da certeza que me move e me diz que esse não é meu lugar.

Estou longe de ser quem gostaria, pois ainda percebo traços de egoísmo, de vaidade, de superioridade, mas pouco a pouco vou lapidando meu ‘eu’ em concordância com meu ‘ser’ e daqui até a data prevista muito acontecerá...

Desejo de morte

Anseio pela morte pode significar a memoria esquecida tendo voz ativa, pois o corpo físico estando morto o espirito fica livre.
Se assim for, a Verdade se torna clara e o que era confuso se confirma obvio.
Se de fato é assim, o espirito se sempre prezo, acuado em um corpo físico, e assim deseja liberdade. A morte do corpo físico pode parecer o fim da jornada, mas é o inicio de uma nova e assim o véu se rompe e o insano se revela lembranças.
Livre do corpo físico o espirito tem liberdade, logo o ‘ser’ pode se fazer valer, o ‘eu’ finda com o corpo.
Entender e acreditar em reencarnação talvez seja o ponto mais sensível do ‘despertar’, ao passo que o desejo pela eternidade nos molda ao bem, a fim de evoluir e então auxiliar o próximo com os ensinamentos adquiridos.
É um processo continuo. Despertar- buscar orientação – se doutrinar – entender – discernir – acreditar – aprender e finalmente se doar enquanto o corpo físico aguentar.
O não entender sempre me fez prisioneira de mim mesma. Traumas, medos, ações limitadas, pensamentos cíclicos, questões redundantes. Onde meu ‘ser’ esteve todo esse tempo? Sufocado pelo ‘eu’...
Não é difícil entender que a relatividade da liberdade é dita pelo livre arbítrio. Ou você assume seus compromissos encarando as responsabilidades aceitando as consequências ou vira refém de si mesmo.
Ninguém está sempre certo bem como nunca estará em todo errado. Vai além de oportunidade, é questão de percepção e escolha.
Texto escrito em meados do mês 07/2013 após a leitura do livro Intercambio ( Luiz Sérgio ) que foi seguida pela leitura do livro A pétala vermelha (lindo romance revelando as ‘coincidências’ da vida.)

Conclusão: Tenho boicotado minhas relações criando muralhas ao invés de pontes. É preciso amar para derrubar aquelas e construir essas.

domingo, 21 de julho de 2013

Por hoje não quero mais chorar

As vezes me sinto ainda mais estranha que o normal.
Por mais que a situação esteja suportável as feridas não se fecham e vez ou outra voltam a sangrar...
Sinto uma ancora que me puxa para baixo, procuro e não a encontro...
Tenho tanta vontade correr, mas o peso é insuportável e meu corpo se vê sem forças, está cansado.
Tento parecer normal, seguir o curso do destino, deixar que o tempo coloque tudo no lugar, mas há momentos que tudo parece indiferente.
Não importa minha reação diante os fatos, nada é como gostaria que fosse e não faço ideia de como deveria ser, sei apenas que como é em nada me agrada...
Falo tanto do valor da família, da importância de cultivar o amor e respeito primeiramente em casa, mas nesses momentos até isso parece inútil.
Valorizo tanto a presença da solidão, mas até ela me sufoca quando os ‘tais momentos’ surgem.
Desejo gritar e me falta voz. Desejo correr, mas o peso não permite. Desejo chorar, mas as lagrimas caem como fogo queimando a face. Desejo dormir, mas a dor arde em meu peito incomodando-me. Desejo conversar, mas me faltam palavras.
As vezes gostaria de ser do tipo de pessoa sem senso, que sai por ai reclamando da vida com o primeiro que se abre pra ouvir. Falando o que tem vontade, sem o mínimo de receio. Desabafando os medos, os traumas, as dores, pois assim ao menos conseguiria me aliviar, mas até para mim mesma é difícil me abrir.
Não é que eu tenha vergonha de minha história, a questão é que não aceito todo negativismo que os ‘fantasmas’ tentam me impor.
Prefiro acreditar que o que passou, passou, a partir de hoje é uma nova história e se não gostei do começo não tem problema, pois sou eu quem escrevo meu destino, desse modo posso mudar agora mesmo e começar novamente. Começo quantas vezes forem preciso.
Me sinto egoísta por pensar que já senti os piores sofrimentos que a vida podia me oferecer, sei que em cada situação a sensação varia e por isso aceito o que passou e sou grata por ter superado e chegado até aqui.
Sei que ainda sofrerei, não gosto disso, mas é inevitável, no entanto a dor é lapidação do ser e tudo que venha a acontecer é respostas as minhas orações...
Já consegui mudar em suma minha personalidade, mas ainda há muito a ser melhorado. Meu ‘ser’ me cobra ser uma pessoa melhor, talvez não consiga da maneira que ele gostaria, mas tenho convicção que morrerei tentando.
As vezes penso conhecer tanto da vida, em outros momentos penso nada saber...
Nesse instante há tantas dentro de mim... Não apenas o ‘eu’ e o ‘ser’, mas os ‘porquês’, os ‘se’, etc.
Minha mente corre rápido, muito rápido, parece voar. Vai pra longe, bem distante, procurando a inercia do não pensar, mas a imaginação não para e a ansiedade chega pra ficar, no coração dura sensação de medo vê a insegurança se instalar.
Porque não posso seguir dormindo, sonhando um sonho sem fim? Que sejam pesadelos.
Quando estou dormindo é o único momento que me sinto normal, responsável por mim mesma e por meus atos, sem interferência de terceiros.
Me surge uma pergunta, se nos meus sonhos posso ir para onde minha imaginação quiser porque nunca vou para um lugar bonito, ou pra outro país? Porque me vejo sempre perdida e revivendo minhas histórias ou tentando entende las? Porque converso com pessoas que nunca vi, outras que já morreram e essas estão sempre me alertando para algo? Porque quando encontro alguém mais esclarecido espiritualmente eles me dizem para continuar que estou no caminho certo?
Caminho certo? Que caminho é esse que não leva a lugar algum? Não vejo nada mudar. Nada acontece. Percebo a diferença no ‘eu’, no entanto no mais nada muda.
Meu anseio por me isolar só aumenta, pois a solidão é a única que me entende. Com ela posso ser quem de fato sou. Não preciso de armas, mascaras. Não tenho medo, nem duvidas. Posso lamentar o que passou, e ainda assim ela me apoia a sonhar...

Que o amanhã venha pronto para me motivar!

Quanta confusão

Desejo escrever, mas minha mente está confusa e não me deixa saber...
Há tantos ‘se’, ‘e’, ‘porque’, que nem a razão consegue entender.
Tudo diferente do que devia
Estrada vazia
Vagando sozinha
Sem nada conhecer.
Pensamentos vem
Nada em vão
Só sem direção.
Desejo ardente
Vontade inconsequente
Tomando decisão.
Sem certo ou errado
Tudo arriscado
Procurando coesão.
Dias trazendo o destino
Brincadeira de menino
‘Cupido trapalhão’.
Requer coragem
Tamanha responsabilidade

Não é simples sim ou não.

sábado, 20 de julho de 2013

Francisco Xavier? Quem me dera te lo conhecido...


Essa noite outro sonho me deixou pensativa...
Já era madrugada e eu estava saindo de um lugar. Não sei ao certo se era uma festa ou o que era, recordo que ficava como um setor de indústrias.
Já sonhei com esse lugar outras vezes, as ruas parecem ser em círculos e há empresas coladas umas nas outras, empresas grandes, de vários segmentos, até inúmeros motéis.
Já estive perdida por ali outras vezes e nunca encontro a saída, ando pelas ruas e sempre retorno para o ponto de partida e as pessoas que estão por lá estão trabalhando e não podem me ajudar.
Há sempre um homem alto, muito musculoso e cheio de malicia que se disponibiliza, mas com medo fujo dele e procuro a saída sozinha, o que além de perdida me deixa nervosa, pois temo encontra lo no meio do caminho, o que sempre acontece, visto que retorno sempre ao mesmo lugar.
Nada de ruim me acontece, nem hoje nem nas outras vezes que sonhei com esse lugar, essa noite o que me deixou pensativa foi o fato de que após muito caminhar encontrei um lugar que parecia me familiar e entrei.
Era uma sala ampla, cercada por vidros. No interior havia apenas alguns tamboretes de madeira. Na entrada alguns degraus de escada dava acesso à sala.
Já caminhava há um certo tempo e quando vi as escadas não tive duvida de que aquele lugar estava me chamando, então entrei. Havia ali um senhor conversando com uma jovem e uma senhora o aguardava, mas quando ele me viu entrar abriu um largo sorrindo dizendo: ‘finalmente você chegou’.
Não o reconheci de imediato, mas me vi sorrindo carinhosamente e tomada por uma imensa paz. Sei que já nos conhecíamos, era como se aquele senhor fosse meu conselheiro.
Ele terminou de falar com a jovem e ela se foi, ele então pediu que a senhora o aguardasse por mais alguns minutos, pois desejava me dar um abraço. Assim, se levantou e veio em minha direção, quando se aproximou nos abraçamos fraternalmente e só nesse momento o eu observador pode ver que era Chico Xavier.
Puxou um banco e pediu que eu o aguardasse só um momento que ele atenderia a senhora que estava precisando de uma palavra amiga e em seguida conversaríamos, pois ele tinha muita coisa para me dizer.
Fiquei observando o carinho com que ele atendia aquela senhora e meu coração se enchia de compaixão. Após alguns minutos de conversa eles se despediram e ela se foi.
Então ele se sentou na minha frente e segurando firme minhas duas mãos, começou a dizer que eu devia acalmar meu coração, ficar menos ansiosa e acreditar no tempo. Me olhava carinhosamente dizendo que eu estava no caminho certo, que não estava perdida e sim aprendendo tudo que havia no percurso e que surgiria pessoas tentando me assustar, mas eu não podia desistir. Então eu disse a ele que havia tantas perguntas que gostaria que ele me respondesse ao que ele me disse que responderia o que pudesse, mas que muito me seria revelado no tempo certo.
Assim comecei a questionar sobre minha vida estar sempre estagnada no mesmo lugar e antes que ele pudesse responder foi como se fossemos transportado pelo tempo pretérito, onde pude rever as fases que vivi. Revi minha infância carente, porém cheia de vida, minha adolescência rebelde onde achar ter sempre razão, minha juventude inconsequente onde acredita tudo saber, minha maturidade sofrida onde acreditei ser o fim dos sonhos até aquele momento, onde parecia ser o recomeço.
Sem que me dissesse uma palavra ouvia sua voz afirmando que nada havia sido acaso, mas também não havia seguido o projeto do Criador. Eu havia escolhido meu caminho e de fato algumas escolhas haviam sido contrarias ao que devia, mas mesmo diante as adversidades meu ser sempre esteve carregado de luz e por isso nunca deixou de brilhar.
Como em um piscar de olhos voltamos para a sala onde nos encontramos, acho que nem chegamos a sair de lá, foi tudo imaginação talvez, não sei discernir.
Ele me olhava nos olhos demonstrando contentamento e felicidade, dizendo que eu não podia mais estagnar, devia aprofundar nos estudos e que o anseio não era apenas curiosidade e sim parte do processo de despertar.
Segundo ele muitos precisavam de mim, mas eu devia estar preparada ou não conseguiria ajudar.
Quando ele disse isso novamente fomos transportados para meu passado, onde revi os momentos em que me achava insana com todas as visões, e assim ele me dizia que eu devia ter me preparado antes, mas como sempre temi e neguei aos poucos as visões foram ficando superficiais, se tornando intensas apenas quando estava em desequilíbrio emocional, pois assim ficava mais sensível, mas que agora devia ser forte e ter domínio, pois era preciso resgatar o tempo.
De acordo com que ele falava cada visão do passado se mostrava revelada, com detalhes que nunca havia percebido, mas dotado de lógica.
Não me sentia mal por ter perdido tempo, ao contrario, me sentia em paz por em cada fase ter conseguido moldar minha personalidade.
Acho que ele sentiu meus pensamentos, pois nesse momento ele dizia que inconscientemente eu sempre fazia as orações de forma correta, mesmo indo contra o que meu eu pedia, meu ser sempre quis a Verdade, por isso valorizava tanto o despertar.
Novamente na sala ele me alertou apenas para o ego, dizendo que  adquirir humildade não significava não ter ambição e sim ser ambicioso suficiente para desejar o bem do próximo e me alegrar com sua vitória.
Assim me vou permitido ver algumas pessoas que fizeram e fazem parte de minha vida, no entanto as vi não como elas se mostram e sim como seu ser de fato é. Algumas com status, diplomas, poder, bens, no entanto eram vazias, outras com uma vida dita normal, trabalhadoras felizes, mas que simplesmente estavam passando nessa vida, pois estavam frias, outras tao simples, sem muitas perspectivas, com historias tristes e trágicas, mas repletas de vida, pois era possível ver a luz que as envolviam. O mais surpreendente é que o que eu vi em nada coincidia com o que imaginava normalmente, não era nada do que a pessoa demonstrava, era como se a pessoa encenasse um personagem continuo, tentando negar a realidade até para se mesma, mas sem o processo do despertar não conseguia lapidar o ser e assim apenas passava na vida.
Já não sabia mais o que pensar, nem mesmo sobre mim. Me senti privilegiada, o que me deixou a sensação de egoísta.
Como que lendo meus pensamentos ele sorrio carinhosamente e afagou minha face esquerda, dizendo que eu não devia me cobrar tanto, que devia alimentar a paciência, pois no momento certo eu perceberia que todas as sensações que tenho seriam esclarecidas, pois cada vibração fazia parte do processo.
Mesmo sem saber exatamente o que ele dizia meu coração era aquecido e se acalmava na certeza de que um dia tudo ficaria límpido.
 Meu coração então se lembrou de uma pessoa que tem se revelado especial (DAS) e essa lembrança foi como questionamento sobre o afeto carnal que estava alimentando, permitindo me envolver sentimentalmente e gerar laços de alma. Ele com o mesmo sorriso carinhoso e confiante me disse para seguir meu coração, que o código que eu mesma havia criado estava em alerta.
Nesse instante uma grande paz me abraçou, como que me motivando a ir adiante e de forma que não sei descrever senti que muito ainda aconteceria para ajudar na minha lapidação. Não sei explicar, mas foi como se tivesse a permissão de continuar, desde que consciente de que tudo é para aprendizado, pois o que de fato importa na trajetória é me sentir feliz diante qualquer situação. 
Assim, enquanto ele me dizia palavras de motivação e conforto despertei. O relógio marcava 3:09hs. Senti um calor inexplicável, como se estivesse diante um fogo ardente. Precisei ligar o ventilador para tentar me refrescar. Confesso que de imediato não me lembrei do sonho, voltei a dormir e não voltei a sonhar, só horas depois, enquanto assistia a uma comédia romântica, a imagem do homem tão bondoso que não pude conhecer em vida, Chico Xavier, me apareceu.
Ele surgiu sorrindo carinhosamente, como que querendo me dizer algo e seu sorriso sincero me fez lembrar do sonho como que revendo um filme...
Tenho pensado em estudar sobre a história de alguns santos. Quem me conhece sabe que admiro o contexto histórico das santidades, apesar de não suportar a imagem em si, mas quanto mais penso a respeito mais sinto que talvez o estudo me traga esclarecimentos que ainda não me foram revelados.
Já aceito o fato de que não se trata de adoração, é apenas uma forma das pessoas objetivarem suas orações. Um meio de direciona las. Quanto mais penso a respeito disso mais revejo a imagem da santa que me apareceu na infância... não esquece seus olhos fixos em mim com olhar de tristeza, bem como não me esqueço do tom vermelho vibrante quando ela deixou lagrimas de sangue rolar...
Que meus sonhos são reais não é novidade para quem ‘me lê’, seria bom conseguir explicar em palavras a sensação que causam. É indescritível a veracidade com que tudo acontece e inenarrável a sensação que me causa.
Mais uma vez me vejo incrédula diante a força da minha imaginação!

De sonhos como esse não gostaria de acordar, tamanha paz me envolve. É um amor que nunca senti, um carinho que nunca recebi. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Escrever tem valor terapêutico a mim.


Incrível, como as palavras escritas me desarmam, deixam minhas vestes espalhadas pelas salas do consciente e sem vergonha passeia livremente pelas minhas emoções, chegando até a imaginação.

Poder redigir, mesmo que palavras desconexas, mesmo que com grotescos erros de grafia, com vergonhosos erros de concordância, mesmo narrativas amadoras e fúteis, me apetece sobremaneira a aliviar qualquer tensão por pior que seja.
Quando não consigo calar os pensamentos escrevo.
Quando não consigo controlar a emoção escrevo.
Quando não consigo acalmar a felicidade escrevo.
Quando não consigo discernir os acontecimentos escrevo.
Quando não consigo encontrar direção escrevo.

Quando não consigo expressar meus sentimentos escrevo.

Escrever é minha melhor terapia

Incrível o poder da escrita diante meus pensamentos...
Em dias como o de hoje sinto um desejo imenso de sair por ai sem direção, sem documento, sem qualquer razão, apenas caminhando um passo seguido do outro, sem muito pensar e agir, apenas sentindo o existir, esperando que o destino me guie a sorte da vida, mas então após as lagrimas queimarem meu rosto e os pensamentos negativos assolarem minha alma, procuro escrever a fim de encontrar o alivio necessário. E esse nunca me falta.
O simples fato de poder transcrever minhas aflições e agonias já me alivia, o processo onde os pensamentos se tornam palavras escritas causa uma sensação de alivio, sinto o equilíbrio retornar tao intensamente que quase é tangível.
Ainda me preocupa valorizar tanto minha solidão...
Quero moldar esse meu lado sentimental, pois como humana sou abstrata, mas os detalhes fazem tamanha diferente que ao mesmo passo que me inunda de felicidade me cega de ansiedade.
Por mais que haja metamorfose, por mais que deseje e me empenhe na evolução, ainda me vejo a mesma, sempre rodeada por pessoas, mas sempre sozinha.
Porque para alguns a vida parece tão simples, como se flutuasse leve e já para mim tudo tem um peso inenarrável?
Não sei o que me falta, não sei o que me incomoda mais, não sei o que de fato desejo.
O duelo interior é feroz e há dias que está mais agressivo que o normal, causando assim novas feridas.
As cicatrizes sumiram, mas novas chagas aparecem, e porque?
Não sei dizer... está tudo como devia estar... há tanto pra realizar... por onde começar?
Tenho nutrido uma vontade voraz de correr rápido, rumo a um penhasco, ao ponto de voar.
Me jogar de uma ponte, mesmo sem saber nadar, a fim de mergulhar em novas descobertas.
Uma sensação de impossível critica os limites.
A certeza do racional pondera o emocional.
Por mais que minha mente tente me confundir, meu coração não me deixa sucumbir.
Por mais que esteja difícil a paz não me abandona e já começo a temer que talvez ela esteja mais ligada a certa acomodação que a situação... será que ter duvidas faz parte do processo de transição?
Sim ou não, nem sei, mas é certo que continuarei...
E quanto mais às circunstancias me dizem não, mais forte o sim grita dentro de mim.
As portas se fecham e percebo cadeados trancados, mas não há fechadura que não tenha chave... vou buscar, não vou me cansar, nem que no fim do arco íris tenha que buscar.
Escrever é filtrar os pensamentos.
A melhor terapia sem duvida é desabafar, mas muitas vezes minha consciência é quem vem me aconselhar, outras é a própria solidão. Em momentos de crise ou de decisão nada melhor que ouvir o próprio coração.
Aos poucos retorno para meu ponto de equilíbrio...

Sinto a paz me envolver em um caloroso abraço fraternal e o desejo de sair por ai sem rumo dá espaço a uma calmaria sem fim... 

Perca de tempo ler 4

Essa noite, tive um daqueles sonhos reais...
Minha memória se lembra de estar dando banho em uma criança pequenina, na casa dos 2 anos. Era uma menininha magrinha de curtos cabelos lisos.
Me recordo do carinho que alimentava por ela, mesmo sabendo que não era minha filha biológica. Enquanto a ensaboava levantava pensamentos positivos, devotos de afeto pela ternura daquele pequeno ser.
Soube que se tratava de um sonho quando uma voz me soprou que aquela criança era filha de meu marido com outra mulher, mas que não havia sido fruto de traição, e sim concebida antes de nossa união. Meu coração despunha de um amor incondicional aquela garotinha, até porque de algum modo eu sentia que ela precisava mais de minha atenção que meus próprios filhos.
Da cena do banho já fui direcionada a uma grande sala dupla, onde móveis de bom gosto estavam distribuídos. Havia ali muitos rostos conhecidos, amigas da infância, familiares e pessoas que não reconheci, mas que me cumprimentavam com intimidade, demonstrando muita amizade.
Percebi que era dia de festa, estamos nos reunindo para comemorar o aniversario da pequenina. Havia muitas pessoas, fui até a área externa da casa, que ficava como elevada, tinha um corredor cercado com grades em sua volta e uma grande escada que descia ao quintal. Parecia mais uma chácara, e inúmeros carros estavam estacionados ali. O clima era de festa e descontração, até que alguém, que não pude ver quem era, chegou.
Senti que um carro se aproximava, não pude vê lo, mas o senti ainda longe. Entrei na casa a fim de me colocar em pensamentos positivos, mas antes que pudesse me dirigir ao meu lugar de oração uma vibração negativa muito forte me incomodou. Essa me abalou de forma tal que me lançou ao chão.
Me vi caída ao chão, atrás da porta da entrada, então me sentei, abracei meus joelhos de forma a abraçar entre eles minha cabeça enquanto meus pensamentos diziam que eu devia ser forte e não sucumbir aquelas vibrações. Algumas pessoas me olhavam com pensamentos de força e coragem, pois sabiam o que estava acontecendo. Era como se eu ao passo que estivesse sentindo as vibrações estivesse também ouvindo os pensamentos daquelas pessoas amigas ao mesmo tempo que estava alheia ao todo, apenas assistindo a cena.
Mesmo me sentindo fraca diante vibrações tão fortes que me enfraquecia consegui tranquilizar meus pensamentos e eleva los a coragem e fé. Comecei a repetir que não estava pronta para ajudar, que antes precisaria me fortalecer, mas que havia muitas pessoas disposta e prontas para prestar socorro e levar luz.
Nesse momento meu pensamento foi direcionado a casa de estudo que tem me acolhido quando busco por respostas e senti que as vibrações pararam, mas sabia que não havia terminado, pois ainda me via alheia a realidade do momento e ligada espiritualmente aquela sensação. Conseguia me comunicar em pensamento com o que acredito ser um espirito sobrecarregado de dor e lamentações. E bombardeando o com pensamentos de amor e carinho, revisando que aquelas pessoas estavam se reunindo ali para comemorar mais um ano de vida da pequena Paulie ou Julie, não me recordo ao certo o nome, o espirito se rendeu ao arrependimento e assim pude, em meus pensamentos, ver que ele estava sendo socorrido.
O mais estranho é que eu reconheci a voz de quem veio socorre lo, era o homem que há mais de 30 anos tem trabalhado em prol do amor e da caridade, ajudando na revelação da Verdade e do Bem Maior, com respeito e atenção, dispondo de todo carinho e dedicação.  Não sei exatamente como chamar o papel que ele presta na casa de estudo, mas ele é uma espécie de ‘presidente’ nos trabalhos, a menos foi o que me disseram.
Não pude vê lo chegando ao resgate, nem poderia visto que até ali a única manifestação física do espirito havia sido as vibrações que me lançaram ao chão, e visto também que o tal guia como eu possuía apenas a faculdade do pensamento para se comunicar.
Sei que ao passo que meus pensamentos lançavam amor sobre o espirito, ele se rendia ao arrependimento e uma forte luz guiava meus pensamentos até os irmãos que se dispõem a guiar os espíritos vagantes a essa luz, assim ouvi quando esse guia chegou para busca lo, dizendo que ele não devia mais lamentar, que o tempo de sofrimento havia findado, que agora ele iria conhecer outra realidade, que lhe seria revelado a Verdade conforme ele nunca havia visto.
O guia o envolveu em uma luz tao branca que refletia um tom de azul desconhecido por mim e entre palavras de apoio e carinho eles se foram na luz.
Nesse momento voltei a mim e consegui abrir o olhos, vendo que estava cercada pelas pessoas que estavam me mandando bons pensamentos. Me sentia fraca, mas a voz me alegrava dizendo que eu havia sido muito forte, havia conseguido conquistar o objetivo de ajudar uma alma perdida e vagante.
Pedi a uma amiga que me ajudasse a ir novamente para fora da casa, queria ver quem havia chegado no carro que vinha distante. Sabia que aquele espirito desequilibrado a tempos incomodava aquela pessoa especificamente, mas quando cheguei a área externa da casa fui informada que a pessoa não havia terminado de chegar, que de repente simplesmente virou o carro e se foi.
Fiquei me perguntando quem seria. Nem mesmo meus pensamentos conseguiam imaginar. Cheguei a perguntar a tal voz que sempre me revelava algo importante, mas ela se fez silenciosa e me guiou a outro lugar.
Não sei exatamente a ordem cronológica dos fatos, mas me vi em uma espécie de plataforma aguardando o trem. Havia muitas pessoas ali, mas quem me acompanhava era o mesmo guia espiritual que havia resgatado o espirito no outro cenário. Dessa vez pude vê lo.
Sabia que havíamos acabado de sair de uma das reuniões e conversávamos sobre o todo, quando ele me disse que deveria anotar alguns telefones e entrar em contato a fim de conseguir trabalho na minha área.
Era como se o jornalismo estivesse começando, ainda sofresse represálias e afins. Entrei em contato com o primeiro numero e uma mulher muito educada e gentil atendeu, dizendo que infelizmente não haviam vagas para meu perfil. Telefonei para o segundo numero e um homem ríspido e mal educado disse que se queria o emprego devia ir até lá conversar. Disse que isso que eu planejava, gostaria de marcar o horário e o dia, pois um amigo quem estava me indicando ao trabalho e que dizia muito bem do tal jornal, quando o homem disse que eu podia esquecer tal indicação, pois ali todos começavam de baixo e cresciam por seus esforços. Me lembro da sensação que tive nesse momento, por um breve momento me faltou o equilíbrio ao passo que respondi rispidamente e isso era tudo que queria, uma chance de começar e mostrar meu trabalho, pois não tinha duvidas que assim em pouco tempo estaria ocupando o melhor cargo na empresa.
Sei que desliguei o telefone enfurecida pela audácia do homem por pensar que eu queria imediatamente um cargo elevado, sentia em uma voz uma autoridade hostil e desnecessária que causava me a sensação de inferioridade, assim, após desligar o telefone fui narrar ao guia a conversa. Sei que acabei não me interessando pela vaga e incomodada com o desequilíbrio fui guiada a um terceiro cenário, onde estavam algumas amigas e minha irmã.
Não sei dizer que época era nem tao pouco qual ocasião, sei que estávamos vestidas para ir ao que hoje chamamos de balada. Era um evento noturno, estávamos com vestidos longos e rodados, como que usados antigamente.
No grupo lembro me bem que um ex namorado de uma das meninas dirigia o carro (hoje ela é casada e ele namora uma conhecida dela, mas todos se respeitam e se dão bem), enquanto a tal amiga que era sua namorada ia a frente e nós outras atrás.
Não me recordo muito do evento, sei que estava repleto de gente, não reconheci outros rostos além dos que me acompanhavam. Também não vi o desenrolar do evento, lembro me apenas que quando estávamos voltando para o carro a rua estava estreita, pois haviam carros estacionados com duas rodas sobre a calçadas e outras duas na rua. Eram tantos carros que perdiam de vista. Quando nos aproximamos pudemos ver que havia uma notificação de multa no para brisa. Não era uma multa convencional como as de hoje em dia. Era um papel comprido, em tom azulado.
Pudemos constatar que todos os outros carros haviam sido multados também, e assim sem lamentar, mas nos perguntando porque daquelas multas entramos no carro.
É clara a cena de minha irmã mostrando para a amiga que ia a frente o valor da multa a ser paga e elas começaram a cochichar entre si, o que me causou muito incomodo e mais uma vez ia sentindo meu equilíbrio se perder. Foi quando perguntei pelas outras amigas...
Retornamos para busca las, mas nesse momentos elas já não usavam mais longos vestidos de festa e sim calças justíssimas e blusinhas que deixavam a mostra a barriga. Questionadas se não iriam embora conosco elas diziam que a festa estava apenas começando.
O que mais me marcou nesse ultimo cenário foi os números que não saiam da minha mente. Na trajetória de volta, enquanto minha irmã e sua amiga cochichavam, meus pensamentos me guiavam ao mundo dos números, onde percebi que o carro com capacidade para 5 pessoas havia na verdade comportado 7 facilmente. Lembro me de ter visto o numero 59 na multa e o numero 2 e 4 apareciam do nada, foi em meio aos números que novamente o cenário mudou.
Já estava onde de fato estou, na casa de minha mãe, deitada e dormindo. Meus pensamentos viram meus filhos também dormindo, bem como minha mãe. Enquanto os olhava, ouvi gritos, vindos da rua, que diziam sobre a presença de dois ladroes. Diante o susto que levei pelos gritos voltei a mim rapidamente, como se meu espirito estivesse vagando pela casa e de repente voltasse, pude sentir até mesmo o impacto.
Levantei e fui conferir a porta da frente, pois meu pai tem o habito de sair de manhã e deixa la destrancada, como de fato estava. Passei a chave e quando retornava para o quarto ouvi um barulho vindo da cozinha. Fui até lá ter certeza do que se tratava, quando algo passou por mim como um vulto. Sabia que podia ser, talvez a preocupação estivesse criando tal situação, mas esses pensamentos se foram quando vi um rapaz alto e magérrimo correr, passando por traz da geladeira em direção a sala.
Sabia que a porta estava trancada e ele não teria pra onde ir, então fui atrás na preocupação de que ele não chegasse ao quarto das crianças, mas quando me coloquei de frente a ele o vi tirar da cintura uma grande faca, que inclusive havia pego na cozinha de casa. Ele ameaçava me furar caso não abrisse a porta, mas eu só conseguia imagina lo machucando meus filhos e em uma ação sem pensar gritei para que minha mãe ligasse para policia.
Ela acordou assustada e disse que o telefone estava em outra sala, a qual para ter acesso precisaria passar pelo rapaz. Esse era muito magro, usava roupas velhas e sujas. Apresentava seus vinte e poucos anos e demonstrava total desequilíbrio. Estava muito nervoso, com medo de ser preso.
Percebi que carregava em uma das mãos uma maça que havia roubado também da nossa cozinha. Na verdade não havia pego nada de valor, apenas a maça para se alimentar e duas facas para se defender.
Procurei manter minha calma e era como se pudesse ouvir seus pensamentos. Enquanto ele investia sobre mim com a faca eu percebia que seu interior não era dotado de maldade e sim ferido pela desigualdade. Ele tentava me acertar com a faca, mas em uma de suas tentativas eu segurei a lamina da faca de maneira que essa se dobrou como papel. Acabei me cortando superficialmente, mas ao passo que dobrava a lamina elevava meus pensamentos de forma positiva a envolver o jovem em um amor que ele jamais havia sentido e assim, aos poucos todo nervosismo que ele sentia foi dando lugar a duvidas.
Aproveitei a vulnerabilidade e comecei a conversar, dizendo lhe que entendia o que ele estava tentando fazer, sabia exatamente que esse mundo não era justo, que muitos eram excluídos. Aos poucos as duvidas cederam lugar a curiosidade e ele me entregou as facas e a maça. Eu disse que gostaria que ele comece a maça e que se quisesse a partir daquele dia eu deixaria uma maça para ele todos os dias na porta de casa, para que ele passasse e pegasse.
Nesse momento meu pensamento me guiou aos sonhos que tive há dias atrás, onde vi uma espécie de maça que desconheço, era a mesma maça...
Ele então sem saber o que fazer, como agir, e repleto de medo de ser preso caiu em choro, demonstrando arrependimento. Pedi a minha mãe que não ligasse para a policia, pois antes queria conversar com aquele jovem e tentar entender o que o levou a cometer tal ato, bem como tentar encontrar um meio de ajuda lo. Assim caminhamos até a área onde nos colocamos a conversar. Em resumo aquele jovem havia aceitado a responsabilidade por seus erros e queria pagar por eles, recebendo a punição que lhe fosse imposta pela lei dos homens e dizendo que aproveitaria esse tempo de reclusão para estudar e se aproximar de deus. Fiz o compromisso de acompanha lo de perto sempre que possível, perguntei a ele se ele sabia ler e tendo recebido resposta positiva lhe deu um livro de presente, o qual vi o titulo ‘Porquê estou assim? Pedro Santiago’, e disse que sempre que findasse a leitura eu lhe presentearia com um novo.
Nesse momento vi passar diante meus olhos as vezes que nessa passagem terrestre me vi refém do medo ao tentarem me assaltar (o que já narrei em alguns testemunhos), nos quais a certeza de ter um anjo ditando minhas palavras fizeram toda diferença na situação.
Em meio as lembranças retornei ao meu quarto, onde percebi que tudo tinha sido um sonho, mas que a conclusão de que minha vida é deveras valiosa,  não só por ser poupada, mas por ser usada para levar luz onde as trevas tenta cegar.
Não sei ao certo o significado dos sonhos, ainda mais quando esses me parecem tao reais, como sendo uma viagem do espirito enquanto meu corpo descansa, mas independente de como seja me alegra quando os resultados são positivos, pois assim me elevo ao agradecimento e não ao desespero como quando são pesadelos.

Observação.: Não tenho habito de jogos, para não mentir devo ter feito umas 3 apostas no decorrer dessas quase 3 décadas, mas acordei com uma louca vontade apostar nesses números, vontade essa que precisou ser canalizada em pensamentos de humildade para se desfazer. Afinal conseguiria meu ser se manter simples tendo uma alta quantia de valores? Estará meu espirito preparado para ao invés de desfrutar dos prazeres vãos da futilidade dedicar tudo que receber em prol dos necessitados? Terá finalmente chegado o momento de revelar ao meu eu que meu ser não depende de fatores externos para se alegrar e assim praticar o bem sem olhar a quem, dedicando meu tempo integral em prol da caridade?
Quero reler o livro que vi nitidamente no sonho, ‘Porque estou assim?’, nem mesmo me recordo de seu conteúdo.
Contudo isso, acordei pensativa e o velho desejo de simplicidade me abraçou carinhosamente, me permitindo ser ainda mais grata por tudo que tenho, pois mesmo não tendo muito diante as pessoas, tenho muito mais que o necessário a minha sobrevivência e isso basta para me felicitar.
Agradeço aos amados que se dispõe a me compartilhar comigo essa trajetória que em diversos momentos se faz insano.

Que a graça de Jesus esteja com vocês e que a paz os acompanhe no caminho da luz. 

Perca de tempo ler 3

16/07/2013 9:23 hs
Nos últimos dias tenho sentido que todo equilíbrio que busquei deveras está presente. Por algum motivo que desconheço a vontade caminhar em paz me abraça tão carinhosamente que cala minhas ambições financeiras, fazendo nascer em meu coração um amor inenarrável pelas pessoas, sobremaneira que um novo despertar me toca: a caridade.
Quando pensava em caridade imaginava doação de objetos, de dinheiro, de algo material, no entanto é como se uma voz soprasse aos meus ouvidos que eu nasci para caridade, mas no sentido emocional, de ouvir um desabafo, de liberar palavras de incentivo, de narrar minhas dores como exemplo de superação, a fim de que o despertar chegue, pois muitas vezes uma simples conversa é o melhor remédio, ou o simples ouvir, ou o simples motivar, acreditar... em fim, há tanto amor brotando dentro de mim que preciso compartilha lo, em atitudes de carinho, em gestos de bondade.
No resumo geral das minhas experiências sobrenaturais sei que Jesus sempre me protegeu e guiou. Tenho observado que independente de religião toda criança cresce escutando alguém falar sobre o ‘anjo da guarda’ e pelo que tenho lido de fato eles existem e estão sempre a postos para nos influenciar ao bem e nos acalmar quando necessário, é o famoso 6° sentido talvez, sendo assim tenho orado pedindo ao Bem Maior que me permita se não ver ao menos sentir meu anjo da guarda, assim como diversas vezes vi diversos rostos gostaria de vê lo, mesmo que não vendo com os olhos e somente sentindo com o coração. Esse pedido ainda não me foi atendido, talvez porque por mais que eu deseje ainda não esteja preparada...
Começo a crer que minha curiosidade sobre o passado está relacionado com algum compromisso que assumi e não me é permitido recordar, bem como o indescritível desejo pela morte, no entanto tudo isso aos poucos vai perdendo seu valor e a grandeza passa a ser acreditar na força do ser.
Aquela velha vontade de abandonar tudo e todos, de ficar reclusa em um casebre no meio do nada passa a ter novo sentido... Talvez minha boa relação com a solidão se dê por sempre ter me sentido contraria a essa sociedade capitalista e desprovida de Verdade. Opto sempre pela companhia da solidão porque ela me conhece como ninguém, sabe meus medos, meus traumas, minhas fraquezas, meus sonhos e ainda assim sabe me ouvir, até fala quando necessário, há momentos que é tao ríspida que beira a me desmotivar, mas quando ela percebe me abraça calorosamente e juntas choramos um choro sentido, mas muito produtivo, que emerge da reflexão de meus atos e assim me permite moldar minha personalidade. Talvez na escolha da vida a companhia mais sabia que devemos ouvir seja a solidão, desde que saibamos como ponderar suas criticas e avaliar seus elogios, ou seja, desde que façamos uso do bom senso.
O que ainda não consigo compreender é porque sempre que minha vida espiritual está modificando a sentimental pega rabeira. Na maioria das vezes a sentimental atrapalhava a espiritual, pois tirava o foco e me confundia, assim como mulher de pouca fé e movida pelo lado abstrato sempre me afastava da busca por conhecimento e me entregava a um relacionamento que no fim se mostrava infundado.
Hoje diante a forma com que tenho observado, vejo que até mesmo esses detalhes foram planejados pelo Criador estrategicamente, pois tudo isso que contribuiu para meu eu se fortalecer e meu ser se tornar o que é hoje.
Por mais que tenha perdido tempo sou grata, pois hoje tenho nítido como de fato tudo se dá, e se esse tudo for apenas ilusão a minha mente errante humana sei que Deus perdoará, pois Ele é quem me capacita e abre as portas do caminho. Ainda mantenho vivo o código que em tantos momentos foi confirmado.
Talvez dentre todas as vezes que tentei viver o despertar essa seja a que tenho maior convicção, pois sinto meus pés no chão. Não me vejo perdida e desorientada como tantas outras vezes. Pode ser que isso se dê porque após estudar tantas culturas e religiões finalmente entendi que a Verdade independe de nomes e afins. O Bem Maior é visto pelo amor e caridade, não importa quem ensina. O sobrenatural clama por humanização dos homens.
Acredito que a nação está deveras desequilibrada, com tanta marginalidade, assassinado, promiscuidade, abandono de criança, aborto de feto, vícios, mafiosos no poder, governo ladrão, etc, por desamor. A cultura terrestre se perdeu em meio as futilidades sociais, em meio a guerra por poder, por dinheiro, em meio as zombarias por aparência física, ao passo que o endeusamento corporal cresce. No lugar do amor é o ego quem dita as ações. Há uma busca pessoal, um anseio pelo ter, pelo acumular, pelo mostrar.
Estamos passando na terra por um processo de revolução, mas a maioria das pessoas ainda não percebeu isso, porque estão preocupadas de mais com seus afazeres diários, estão preocupadas de mais em acumular além do que necessitam e isso aumenta ainda mais os guerreiros despreparados da revolução, os que gostam de vida fácil custe o que custar. É uma era onde a vida vale um bem qualquer, talvez um celular, um carro, um bocadinho de dinheiro, ou quem sabe um simples aliviar no momento de tensão, um extravasar em momentos de ciúmes... assim se dão as fatalidades que temos assistido nos telejornais.
Alguns me perguntam onde está Deus em tudo isso, se ainda assim eu acredito que Ele exista. E tudo que posso responder é que esses são os sinais de Sua existência.
Deus tudo criou, tudo formou, logo todo o universo é repleto de perfeição, inclusive sua melhor criação: o homem. Fez cada um dotado de bondade onde o objetivo a ser conquistado é o amor, por Ele, pela vida, por si mesmo, pelos irmãos, no entanto Deus é um pai de amor. Ele nos ensina o caminho a seguir, mas nos permite escolher sozinhos, pelo livre arbítrio, que direção traçar e o problema é que durante séculos a grande maioria dos jovens veem se desviando no percurso, procurando caminhos menores, mais rápidos, menos cansativos, e assim pouco a pouco os valores foram e continuam se perdendo.
Ontem ouvi uma velha frase conhecida, mas que soou diferente aos meus ouvidos, dizia: “no amor e na guerra vale tudo”. Nem precisei meditar a afirmação para dizer que não concordava. Acredito que diante esse pensamento que vemos tantos filhos matando pais, com a ajuda do companheiro (a). Tantos pais matando filhos. E mesmo assaltos, roubos, impaciência, ciúmes, brigas que acarretam em brutais assassinatos, que são tentativas de se livrar do que consideram problema ou busca de alivio ao desequilíbrio, mas tudo isso se baseia nessa errônea frase.
Por mais que uma mãe ame um filho ela não deveria se unir a ele para matar alguém ou cometer algum crime, ela jamais deveria ser comparsa no que quer que fugisse aos  princípios morais que ela deveria ensinar e dar exemplo, bem como o filho não deveria se unir aos negócios clandestino do pai, ou de um irmão, ou de companheiro (a), em fim, o bom senso e a razão deveriam ser sempre levados em consideração, mas houve tanta mudança no campo físico que os valores ficaram perdidos no espaço tempo e assim temos criado uma geração de delinquentes sociais que se escondem atrás de inteligência e persuasão.
Por muito tempo critiquei minha própria geração, mesmo em muitos momentos fazendo parte da massa, mas hoje acredito que tudo isso faz parte do projeto do Criador, pois para que aja mudança é preciso revolução e como concertar os erros se eles ainda não foram revelados? Toda essa guerra interna que a sociedade vive é proveitosa, pois permite o despertar, mesmo que superficial dos que adormeceram na trajetória. Identificar o que consideramos falha nos permite caminhar no sentido oposto, buscando o que acreditamos ser certo.
‘No amor e na guerra vale tudo”, não a meu ver. Seja em que situação for, seja onde for, seja como for, é preciso bom senso para ponderar e discernimento para agir. Tudo é contido de partes que isoladas falam por si e que em conjunto geram consequências, logo ‘no amor e na guerra vale tudo’ desde que respeite princípios e limites.
Por mais difícil que a vida esteja, por mais que me falte condições financeiras para concluir os objetivos, por mais que a independência esteja em uma areia movediça, ainda assim estou em paz. Há um amor imensurável queimando meu coração. Não estou ansiosa e querendo desbravar o mundo como antes, estou apenas com o anseio de dar um passo de cada vez para não me perder novamente, para não cair nas armadilhas do destino, para não me enganar com aparências.
Tenho seguido confiante que o amanhã será melhor que hoje e que o passado me serve apenas como experiência que trouxe a evolução. Não mais lamento, não mais reclamo, não mais me contamino. Escolhi deixar de me boicotar e assim despertei para o Bem Maior. Escolhi deixar de aceitar influencia de pessoas que se diziam amigas, afinal eu sempre acabo caminhando sozinha.
Como sempre disse que a vida é feita de fases, reafirmo, e sei que agora estou entrando na fase onde o equilíbrio conquistado se confirma com a paz espiritual. E diante essa situação não há forma melhor de demonstrar minha gratidão ao sobrenatural que emanar essa paz.
Ainda ontem meu ego me colocava em duvida, mas por hoje consegui vence lo e espero que seja assim os dias que sucedem...
Ainda há muito que aprender, quero muito o saber e sei que esse não cessa. Essa é em demasia uma crescente constante que quero viver, assim como Amor e Bem Querer.
Obrigada a todo Reino Celestial por me permitir tal despertar.

Meu coração se felicita com tanto amor. 

Perca de tempo ler 2

14/07/2013 as 17:17hs
Hoje na casa de minha mãe recebemos a visita de duas tias, sendo que uma delas eu não via desde meus 8 anos de idade.
As melhores recordações que tenho de minha infância, ou que ao menos imagino ter, são na presença dela.
As diversas férias já narradas em outros textos, onde passada dias em na roça sem me preocupar com nada, ouvindo as historias que mais pareciam contos, comento biscoitos assados no forno de barro na folha de bananeira...
Não sei exatamente o grau de parentesco que temos, me foi ensinado chama la de tia.
A historia de vida de minha mãe é um tanto confusa para eu, não sei ao certo como se deu. Em resumo ela foi criada como filha dos avós, por ser fruto de uma traição entre empregada e o filho do patrão.
Apesar de saber que as tias que me foi permitido ter são irmãs de coração a minha mãe nutro um imenso carinho por cada uma, até porque elas fazem parte de minha história. Me alegro poder revê los, mas quando a visita chega ao fim me deixa uma sensação de ingratidão.
Não cultivo muito laços sanguíneos, não que tenha alguma magoa, na verdade talvez eu não saiba cultivar amizades, pois mesmo a família escolhida pelo coração eu não mantenho muito vinculo.
De certo modo acredito que devemos manter boas lembranças a fim de liberarmos pensamentos bons e boas vibrações aquela pessoa, mesmo que ela esteja distante, mesmo o tempo passe sem que a vejamos. Assim não me perturba me afastar das pessoas e ficar anos sem vê las,  o que de fato importa é que quando nos reencontrarmos o respeito e o carinho estejam vivificados.
Me disponho a ajudar não só a família e os amigos, mas a quem quer que me procure. De certo modo vejo que todo orgulho que nutria vem sendo minimizado pela dependência que tenho vivido. Tento me manter calma, não demonstrar muita indignação, mas no meu intimo adoraria ter minha liberdade financeira de volta, mas aceito a situação como ensinamento, na verdade é resposta a minha oração sobre humildade.
Voltando as visitas que recebemos houve um momento que me deixou um tanto pensativa, precisei me segurar para não demonstrar o instante magico de aprendizados que estava tendo.
Estávamos em casa meus pais, meus filhos e eu, quando chegou minhas 2 tias, uma prima e sua filha, e um primo, filho da outra tia. Esse estava com o lado direito imperfeito, caminhava com a ajuda de uma bengala e não movimentava o braço direito, a face desse lado também sofria certo desnível.
Todos conversávamos e brincávamos muito, quando ao tentar roer uma azeitona senti uma grande dor nos dentes e me coloquei a reclamar. Há dois dias havia feito manutenção nos aparelhos, quando me foi outorgado usar uma liga, a fim de alinhar os dentes superiores e inferiores. Após um ano de tratamento pude concluir que essa era uma das fases mais dolorosas. Para comer podia tirar a liga, mas os dentes pareciam estar moles, como se fossem cair a qualquer momento e mastigar era uma tarefa dificílima e delicada.
A liga era colocada apenas do lado direito, logo mastigava apenas com o lado esquerdo. Quando tentei roer o caroço de azeitona a dor foi tamanha que não consegui segurar a careta, ao passo que minha priminha perguntou o que eu tinha. Respondi que meu dente estava doendo e narrei o ocorrido, fechando a narração com um comentário infeliz onde disse: ‘nossa, é horrível mastigar usando apenas um lado da boca’.
Acho que ninguém observou o que eu disse, estavam atentos a dor que eu havia sentido e não as minhas palavras em si, mas nesse instante uma cortina caiu diante mim.
Meu primo estava sentado na minha frente, comia devagar e educadamente, foi quando o observei e um filme se passou em minha mente.
Na verdade também não o via há muitos anos e ele nem de longe se parecia com o homem de minhas lembranças. Em outrora era um homem forte, cheio de vida, robusto. Recordo me que era festeiro e estava sempre metido em confusão. Agora estava debilitado, com expressão de cansaço, com uma aparência talvez mais envelhecida que sua real idade cronológica, com um lado paralisado, apesar de já ter evoluído o tratamento físico.
Senti uma grande pesar me acusar, estava ali reclamando por ter dificuldades em me alimentar utilizando apenas um lado da boca enquanto ele já comia assim há anos.
Lembrei de minha outra tia que sofreu um AVC a 8 meses e está com o lado esquerdo paralisado, dependendo de outra pessoa até mesmo para sua higiene pessoal.
Não demonstrei minha lamentação diante a fragilidade da vida, mas inúmeros pensamentos me surgiram.
Como humanos nos sentimos donos do mundo, acreditamos que o mundo nos serve, que tudo podemos e tudo nos cabe. Nos sentimos onipotentes diante a vida. Sabemos que a morte virá, mas nunca esperamos por ela. Sabemos que qualquer um é suscetível a sofrer algum problema de saúde, mas nunca imaginamos que aconteça conosco ou próximo de nós. E pensando assim passei o resto da tarde.
Nos últimos dias minha condição de dependência financeira tem me incomodado muito, sei que é um período de tratamento no qual estou recebendo respostas de orações, mas me sinto inútil e sempre que tento reverter à situação algo acontece que impede meu progresso. Há momentos que desejo que essa fase passe logo, pois não sinto mais forças para continuar com tanta inutilidade, no entanto uma voz interior me diz para cultivar a paciência.
Me vi tao impotente diante aquela situação. O primo que em minhas lembranças infantis era tão cheio de vida, de energia, agora estava ali, abandonado as consequências da vida, com expressão sofrida, como quem apenas espera a hora de partir. Percebi nele, apesar da fragilidade, certa conformidade com a situação e um apego incondicional com Deus.
Meu coração se compadeceu de amor ao vê lo, mesmo entre as infinitas conversas de todos, orando silenciosamente em seu intimo, ao findar cada refeição, até mesmo a sobremesa. Quando algo lhe era oferecido ele agradecia dizendo: ‘obrigado, Deus abençoe’.
Nem sei dizer como me senti, me vi inútil, mesmo gozando da perfeição aos olhos humanos estou vivendo como paralitica. Não consigo encontrar meios de evoluir a vida terrestre, de sair da condição de dependente física, de conseguir caminhar sozinha meu destino. Há anos não sei o que é trabalho voluntario, não tenho praticado a caridade em suma, não percebi nenhum bem em mim e meu coração chorou um lamento desconfortante.
Pouco depois do almoço as visitas partiram e fui ler o livro de Chico Xavier Paz e Renovação, ditado por diversos espíritos, o qual me deixou ainda mais convicta de que não preciso entender minha missão e sim cumprir minha obrigação que é praticar o amor ao próximo.
Em meu peito um desejo por reclusão se fez ainda maior. Porque mesmo desejando desbravar o mundo do conhecimento, desejando conhecer as belezas físicas da terra eu ainda mantenho esse louco desejo de reclusão?
No meu mais intimo acredito que meu gosto pela natureza se dá ao fato da fixação. Uma grande arvore por exemplo, ela cria raízes profundas e fica anos em um mesmo lugar, crescendo no seu máximo e suportando a intempereis do tempo. Assim que quiser desfrutar de sua sombra, ou necessitar de suas folhas, que vá até ela.
Gostaria de ser uma grande arvore frutífera que além de adoçar a vida de muitas pessoas ainda oferecesse descanso e repouso, mas não posso de um tronco sem vida, jogado ao leu, o qual o vento leva para onde bem quer e ao invés de oferecer desfrute se torna um peso inútil.
Me sinto neste exato minuto reduzida ao pó. Um ser desprovido de forças, mas repleta de fé e é essa fé que me diz que mesmo como pó em algum momento ei de encontrar agua e ganhar forma.
Apesar do tempo ter se esvaído não vejo impossível para os sonhos que estavam adormecidos.
Até mesmo para amar encontrei novo sentido.
Mais uma vez repito que hoje não sou a mesma de ontem e estou longe de ser a mesma amanhã. Cabe a cada dia seu próprio peso, o que me permite novos aprendizados, assim aprendo não apenas com o que me dizem ou com o que leio, aprende ainda além com o que penso e sinto, o que comprova o código que há entre eu e o sobrenatural, bem como confirma o poder da mente e a intuição do coração, que são eles um só.
Passei a vida acreditando que não praticar o mal, usar o bom senso e procurar entender o sobrenatural bastava, hoje começo a crer que sem a caridade, a compaixão e o amor nada tem valia.
Rogo para que os céus entendam a prece de meu coração e conduza minha vida em direção ao Bem Maior, que eu possa servir alegremente, que tenha discernimento e que acima de tudo o Amor prevaleça sempre.
Me assusta a fragilidade humana, hora a saúde é inabalável hora ela se vai como gás solto ao vento. E assim é tudo nessa passagem, hora somos imbatíveis, hora estamos totalmente a mercê da sorte. Revejo a formiga como melhor exemplo, hora são minúsculas e as pisoteamos, de repente, com o corpo já sem vida, são elas que nos pisoteiam.
Do que vale alimentar o corpo e se esquecer da alma? Do que vale demasiada preocupação com a aparência, com vestimenta, com apresentação, se a alma está poluída com magoas, rancores e desamores? Do que adianta demonstrar uma vida perfeitamente estável se seu interior está em total desequilíbrio?
Antes de tudo é preciso que cuidemos do espirito, pois assim o corpo físico responde de forma positiva aos cuidados, mas se for o contrario dores físicas podem reclamar atenção e o dia a dia acaba nos cegando a visão e assim procuramos apenas tratar as dores e não os males que nos conduzem a elas.
Sejamos todos pacientemente compassivos, saibamos ouvir o momento do despertar de forma a dar vazão ao novo aprendizado e não desprezemos os ensinamentos, pois cada momento é ideal para um passo a mais rumo à evolução.
Há lições que nos surgem como simples pensamentos vãos, que se ignorados simplesmente passam, por isso precisamos estar atentos e com o coração quebrantado para identificar, mesmo sem entender, e assim tirar desde instante magico o melhor proveito.
Que os anjos me guie rumo à luz, que a Paz e o Amor de Jesus me conduza a Verdade e que eu jamais me distancie dela, passe o que passar e venha o que vier.
Que eu consiga desenvolver o trabalho ao qual que comprometi mesmo inconscientemente, e que além dele eu possa auxiliar há muitos que precisam de apoio e atenção.
Que meu lamento seja vivicação de fé, que minhas dores sejam conforto, que as lagrimas sejam emoção e que a esperança seja vida!
Gratidão ao Amado Mestre e desejo de muita luz a todos.
Que as bênçãos estejam presentes no dia a dia, que Seu reino venha a nós.
Graça e Paz.

Ps.: ao findar ao findar a escrita o nome Severino me veio à mente. Não sei porque. 

Perca de tempo ler 1

14 de julho de 2013
São 7:40 hs de um domingo, ainda estou com sono, mas os sonhos me despertaram. Na verdade essa seria a terceira noite seguida de pesadelos que me atormentam a mente, caso no todo o resumo fosse assustador. Que me lê desde o inicio desse blog tem acompanhado de perto meu desespero quando tenho pesadelos 3 noites seguidas. Algo sempre acontece.
Bom mesmo é quando os sonhos são claros e me dizem exatamente como agir, deixando apenas meu bom senso em concordância com o livre arbítrio e a fé decidir o que fazer.
De quinta para sexta os sonhos foram tão intensos que acordei cansada. A principio estava em uma bela casa, onde as paredes eram branquíssimas. Era tudo de muito bom gosto, os moveis, a decoração, mas o sonho se passou na cozinha, onde o branco era tão branco que ao invés de acalmar inquietava. Eu recepcionava algumas amigas, todas sorriam muito em alto e bom tom. A casa era minha e eu estava fazendo um almoço (como temos o abito algumas amigas e eu chamamos esses almoços só para mulheres de       ‘o clube das luluzinhas’ é quando as que são casadas podem ter seu momento de independência sem fazer nada de errado, apenas sorrindo e falando bobeira com as amigas). Recordo me que deixei minhas amigas sorrindo e conversando na cozinha e fui colocar o lixo pra fora, onde passei por um belo jardim florido de grama verdinha. Olhei a arquitetura da casa e vi que era não só de muito bom gosto como também revelava um status elevado.
O que mais me assusta nesses sonhos não é a veracidade dos fatos, mas eu estar lá e ainda me ver como telespectadora. É como se em alguns momentos eu estivesse diante uma imensa tela de cinema interativa, de repente fosse a personagem do filme.
Como toda brasileira que se prese tenho em mim o sonho da casa própria, mas nem em minhas piores ou melhores, dependendo do ângulo de visão, crise de ambição ansiei uma casa tao grande e bela como aquela, mas a sensação de saber que ela era minha era formidável. Não sei descrever o que sentia. Satisfação aliada a orgulho, uma felicidade descomunal, realização pessoal.
Ao jogar o lixo na caçamba me virei para voltar para casa, mas nesse momento já estava diante a minha tao bela e luxuosa casa. Estava em um imenso escritório, com muitos livros e pilhas de papeis para todo lado.  Havia muitas pessoas indo e vindo ali dentro, todos sorriam para eu, brincavam entre si, mas estavam todos trabalhando, apesar do clima descontraído.
Percebi que era meu trabalho também. Estava me sentindo leve, bem, uma sensação de satisfação abraçou me. Quando tentava fixar minha mente na nova situação surge um homem, cujo o rosto não pude identificar e me entrega uma cesta de frutas. Recordo me que haviam maças, mangas, laranjas e mexericas. As que mais me chamaram atenção foram às maças, que era de uma espécie que eu não conhecia e fiquei me perguntando de onde vinham, nesse momento fui transportada para uma linda plantação, era um grande pomar a perder de vista, e pude entender que o meu patrão, o dono do escritório era também o dono daquele lugar e vendia para o mundo todo tais frutas.
E cada qual pareciam suculentas e tive vontade devora las, mas nesse momento a voz grave do homem seguida pela voz estridente da moça ao lado me chamou atenção. Ele entregou a ela uma sacola também com frutas, mas ela precisou pagar por elas.
Fiquei constrangida e pensei em devolver as frutas ou oferecer pagamento por elas, não entendia porque eu havia ganhado e minha amiga de trabalho precisava pagar por elas. Pensei até em dizer a ela para não compra las que eu dividiria as minhas com ela, afinal eu havia ganhado mesmo, mas não consegui dizer nada, pois a sensação de desfeita me tomou só de ter tais pensamentos.
Não me via melhor que ela para ganhar as frutas sendo que ela precisava pagar por elas, estava me sentindo um tanto constrangida com a situação e a convidei para almoçarmos. Ela aceitou prontamente. Pude perceber que éramos muito amigas e sempre estávamos juntas.
Caminhamos por entre as mesas do escritório e quanto mais andava mais me surpreendia com tantos papeis. Não sei ao certo se se tratava de um escritório de advocacia ou contabilidade, também podia indicar um escritório de publicidade ou afim.
Saímos do grande galpão e percebi que do lado de fora a empresa não apresentava tao grande quanto de dentro. Na verdade ficava ao fundo em uma viela.
Minha amiga e eu caminhávamos quando um gato surgiu no caminho. Ela correu gritando assustada, não entendi o porque, até olhar o gato e ver que seus olhos eram vermelho como sangue e brilhavam uma forte luz. O gato grunhiu como que querendo me atacar e continuei a caminhar. Alguns passos dali e ratos correram de um lado para o outro da rua, alguns passaram sobre meus pés e percebi que seus olhos também estavam vermelhos e brilhantes. No trajeto ate o restaurante algumas poucas pessoas cruzavam meu caminho e todas tinham os olhos vermelhos.
Olhei ao redor e percebi que as construções eram medievais, não haviam muros, era uma construção na outra. As janelas e portas eram de madeiras e não havia fechaduras como as que vemos hoje.
Mais alguns passos e pude ver a uns 50 metros dali um lote cercado com arame, onde havia uma casinha (na verdade não sei nomear, eram 4 estacas como base e o teto de telhas), dentro dela havia um cão branco com inúmeras pintinhas negras. Distante pude observar que o cão era um filhotinho, mas seu tamanho parecia fora do normal. A casinha devia ter em torno de uns 4 metros de altura, ou mais, não faço ideia da largura, sei que pelo telhado se percebia um quadrado, mas o cão estava deitado encolhido, como um filhote que tenta se aconchegar em uma caixa de sapatos.
Caminhei em direção a ele, pois queria ver de perto todo seu tamanho, mas quando estava perto minha amiga surgiu agitava me dizendo para correr o mais rápido que eu pudesse. Não lhe dei ouvidos, afinal porque correria, o cão era muito fofo e eu queria entender porque de todo seu tamanho. Parecia um prédio de uns 20 andares de perto.
De repente ela me disse que eu nem precisaria me aproximar mais, pois ele já havia me visto e agora era tarde de mais, pois ele iria atrás de mim onde quer que fosse. Nesse momento surge ao lado do cão um homem que me causou calafrios. Não sei ao certo porque, mas nesse momento ela correu e me puxou pelo braço direito, o que me levou a correr também, até que em determinado momento percebemos que vários animais e pessoas diferentes estavam atrás de nós. Apenas o enorme cão não estava entre eles. Nesse momento ela disse que eu devia correr o mais rápido que pudesse e não parar nem olhar para traz, que ela tentaria retarda los. Mas questionei porque ela não viria comigo e ela disse que eles não fariam nada a ela, pois eles queriam a mim. Ela ficou um pouco para traz e de fato eles passavam por ela como se não a visse, senti que eles queriam de fato a mim, mas não queriam me matar propriamente dito, queriam minha energia vital.
Nesse momento revi quando olhei o cão e vi seus olhos vermelhos, minha fisionomia estava refletida neles, de alguma forma eu entendi que o erro havia sido olhar em seus olhos.
Fiquei me perguntando o que era aquilo, se era um vírus mortal ou se algum tipo de extra terrestre havia passado ali, mas correndo confusa e perdida nesses pensamentos fui conduzida a um lugar escuro, onde a penumbra criava um clima gelado. Não conseguia ver muito, mas percebi que ali estavam varias frutas jogadas pelo chão e eram as mesmas frutas que eu havia ganhado.
Uma sensação estranha me tomou, não sei se medo ou desespero, era como se tivessem me dado frutas oferecidas, mas quem me deu parecia gostar de mim...
Acordei assustada e muito cansada, foi quando percebi que já eram 10 horas da manhã, havia dormido mais de 12 horas seguidas e parecia que não havia fechado os olhos nem por 1 minuto. Foi quando percebi que ainda estava na mesma posição que havia deitado. Meu filho de 5 anos disse que me gritou a noite toda, segundo ele meu pai levantou e atendeu seu pedido e eu não ouvi nem vi nada, logo eu que normalmente tenho sono leve e acordo com o menor ruído. Foi como de tivesse desligado do mundo físico e entrado em um transe no mundo espiritual.
Não consegui orar, nem mesmo liberar pensamentos positivos, estava me sentindo aérea, como que perdida no espaço tempo.
Durante o dia os afazeres domésticos me roubaram a atenção e aos poucos a estranha sensação passou.

Era noite de sexta para sábado e estava disposta a dormir tarde, fiquei assistindo filme até quase meia noite. Quando me deitei apaguei. Os sonhos voltaram com força total, mais uma vez me vi em um local desconhecido, mas agora estava em uma cidade que não conhecia. A principio estava aguardando para fazer uma entrevista em uma empresa grande e bonita, mas fiquei perdida e comecei a caminhar sem destino certo, foi quando parei em frente a um grande muro que parecia esconder um grande galpão. Havia uma passagem e pude ver que na verdade escondia um pequeno barracão. Entrei e de certo modo senti que aquele seria o lugar que eu alugaria para morar, mas estava sem as chaves e muito cansada, pois era uma noite muito fria e eu estava sem agasalho, por isso me deitei no chão ao lado da parede, mas  o frio era tanto que não me permitiu ficar ali por muito tempo e novamente sai a procura de um lugar conhecido.
As ruas estavam desertas e o vento uivante, a sensação térmica parecia cortar minha pele e caminhava em busca de abrigo, quando percebi que estava andando em circulo, pois retornei a porta da empresa que deveria ter feito entrevista (não sei porque não fiz). Tentei entrar, mas o segurança me disse que pelo avançar da hora ninguém mais podia entrar.
Havia uma moto preta na calçada e ele questionou porque eu não havia levado, foi quando entendi que a moto era minha, mas eu não estava usando bolsa, logo não tinha as chaves. Percebi que estava também sem celular e a única pessoa pra quem eu podia ligar era o meu namorado.
Nesse momento minha mente me levou ao inicio daquilo tudo.
Havia ido conhecer a cidade do meu namorado e o peguei abrindo a empresa. Era um grande galpão de grades brancas. Imaginava que seria uma academia, visto que ele era professor de luta, no entanto quando ele abriu as grades o que vi foi uma grande lanchonete. Não era de fato uma lanchonete normal, pois o cardápio era bem diferenciado, tudo preparado para dar mais potencia aos atletas. Minutos após ele abrir a lanchonete os atletas começavam a chegar. Lembro me que pedi um açaí, mas enquanto conversávamos o açaí derreteu e  nem pude consumi lo.
Já tinha a entrevista agendada e ele me levaria, pois caso conseguisse o emprego moraria ali e não voltaria, visto que já havia concluído a faculdade, mas a lanchonete estava tão lotada que eu não permiti que ele me levasse, disse que iria sozinha e foi quando tudo aconteceu.
De repente lá estava eu novamente, andando sem direção na noite. Pensei em pegar um telefone emprestado e ligar para ele, mas as pessoas corriam de mim quando eu me aproximava, como se eu fosse uma andarilha. De certa forma me sentia assim, era como se aquela situação tivesse se arrastado por anos, mas ao mesmo tempo minha mente revelava que era apenas uma noite...
Parei em um bar, onde havia dois rostos conhecidos da infância, mas não me reconheceram. Percebi que brigavam entre si e não disse nada. Havia uma terceira pessoa que eu não conhecia e a dona do bar. Pedi para usar o telefone, foi quando ela me disse que cobrava 0,40 centavos por minuto, levei a mão no bolso e vi que tinha umas moedas, e assim fiz a ligação.
De alguma forma eu sabia o numero de cor e liguei para meu namorado que já estava preocupadíssimo e questionou onde eu estava. Não sabia que lugar era aquele, então perguntei a dona do bar o endereço e passei para ele. Ele me disse para não sair de lá que ele já estava a caminho, mas o bar já ia fechar e novamente me coloquei a andar.
Andava em linha reta, pois se ele aparecesse me veria, as em uma esquina cruzei com uns rapazes que pareciam morar na rua e quando atravessava a rua uns policiais surgiram e prenderam todos, inclusive a mim. Eu dizia que não tinha nada haver com eles, mas os policiais ironizavam dizendo que é o que todos diziam. Os jovens estavam amedrontados, sabiam que estavam encrencados, pois estavam com muita droga.
Eu olhava para eles e para mim e não via diferença, estamos sujos iguais, fedíamos igual, tínhamos aparentemente a mesma idade, mas uma coisa estava bem diferente, eu estava muito calma, em paz por ter a consciência tranquila, por saber que agora teria um lugar quente para dormir e porque de alguma forma eu via que aquilo ali era estratégia do sobrenatural.
Sentia um equilíbrio que jamais senti antes, me preocupando apenas com avisar meu namorado que agora estava em segurança, pois mesmo presa me sentia mais segura que nas ruas.
Comecei a conversar com os jovens na esperança de acalma los e de certo modo estava conseguindo, pois até o policial antes áspero já nos tratava com mais cordialidade. Os jovens demonstravam arrependimento por consumir e vender drogas e diziam que queriam mudar de vida. Não sei ao certo o que conversávamos, mas sei que o policial já estava me perguntando onde eu queria ficar e assim uma grande satisfação me tomou.
Acordei cansada, mas suspirando aliviada. Mais uma vez percebi que dormi a noite toda sem nem me mover.
Minha tarde não passou tao tranquila quanto a anterior, apesar do sonho ter acabado mais brando. Vários vultos me incomodaram, mas não dei brecha para o medo e o desespero, apesar de estar preocupada. Orei para que não tivesse uma terceira noite de sonhos indefinidos, pois como disse no começo, ter 3 noites de pesadelos consecutivos sempre precede algo.
Me deitei no sábado pedindo para ter uma boa noite de descanso, sem pesadelos e se esses surgirem que viessem acompanhados de discernimento. Não sei dizer ao certo se meu pedido foi atendido...
A noite estava fria e por isso me embrulhei com dois edredons. Deitei e logo adormeci. A principio me vi indo e vindo de um lugar a outro, não me via exatamente, nem tao pouco o lugar, era como se estivesse vagando no espaço de nada em nada, mas no nada havia a sensação de tudo, como se fosse de suma importância eu estar ali.
Sabia que me remexia na cama, virava de um lado para outro e sentia um frio tremendo me abraçar, mas não precisava me cobrir, pois minha mente aquecia minha alma.
De repente estava eu ali, no vazio, como se meu pensamento estivesse ali. Me vi escrevendo lindas frases de incentivo, de força, de revelação. Sabia que estava dormindo e que aquilo era um sonho, sentia que alguém me soprava tudo aquilo e desejei acordar para escrever, mas também sabia que ao despertar não conseguiria lembrar tao belas palavras. Desejei ter um gravador para gravar tudo que escrevia e tive a sensação de estar dizendo tudo aquilo em voz alta.
Sentia muita paz ao escrever e apesar de não ver sabia que aquelas palavras estavam ajudando muitas pessoas que de alguma forma as ouvia e/ou lia.
Meu duelo interior começou a gritar confundindo meus pensamentos. Parte de mim queria continuar ali ajudando aquelas pessoas, parte de mim queria encontrar um meio de registrar tudo que estava ouvindo e escrevendo. Eram palavras tao puras, tao cheias de vida, retratavam a Verdade que sempre busquei, mas nesse conflito em continuar o que estava fazendo e tentar encontrar uma nova forma de revelar tais dizeres ao mundo acordei.
Nesse momento o frio me incomodou a pele, ainda sentia a calmaria daquele momento, no entanto as belas palavras haviam se apagado. Levantei meio tanta e fui ao banheiro, foi quando vi sair das paredes inúmeros coros, como de arroz podre. Branquinhos, pequeninos e muito agitados. Caiam da parede como agua corrente. Firmei o olhar e eles continuavam lá, até que fechei forte os olhos, dizendo para mim mesma que aquilo era devaneio da imaginação, que estava acordada e que aquilo não estava acontecendo. Quando abri novamente os olhos os coros foram sugados pela parede como se fosse uma esponja sugando agua e tudo estava normal.
Não senti medo, nem incomodo, nada anormal, talvez porque o sol ainda não havia saído por completo e ainda estava sonolenta, mas busquei entender o que aquilo representava.
Não sei se os sonhos terão alguma representação. Não sei se algo acontecerá. Enquanto escrevia esse texto uma tia que não vejo desde minha infância ligou dizendo que está vindo almoçar aqui. Ela e outra tia que não vem a casa de minha mão há no mínimo uns 15 anos. Elas são unidas e amigas, mas por morarem longe e terem empresas pequenas que precisam de cuidados permanente quase não saem da cidade e desse modo nós que vamos muito até lá. Será que de certo modo isso tem haver? Será que algo irá acontecer?
Não sei e está longe o saber, se tudo está interligado ainda não consegui ver a coerência, mas de alguma forma a palavra que me foi dita na semana retrasada diversas vezes por pessoas diferentes começou a ser questionada em meu subconsciente. Um desejo de estudar e querer entender a tal psicofonia começa a despertar.
Veremos o que acontecerá e como o todo se dará. Sei que quanto mais tento entender essa passagem terrestre mais me perco na razão.
É como se tudo isso aqui fosse tão passageiro. Como sempre disse a única certeza que temos da vida é a morte, talvez por isso eu sempre a ansiei, mas começo a pensar que talvez esse meu desejo pela morte seja saudade de outro lugar, o lugar que talvez seja de fato meu lugar, talvez nesse lugar eu de fato me sinta em casa, talvez nesse lugar eu me sinta de fato acolhida...
Não sei ao certo, gostaria de saber qual escolha me trouxe aqui, mas talvez essa curiosidade de saber que me prenda no ponto de partida, talvez essa curiosidade que não me permita evoluir.
Cresci com medo das visões, fugia delas, me escondia, mas agora que não as temo elas estão se tornando distantes. Não me encaram mais, não dispersam sorrisos. Apenas passam.
As vezes me pergunto se a cortina entre o mundo físico e o espiritual as vezes não cede, deixando um em contato com o outro.
Pensei que sabia tanto, tinha tantas certezas, agora vejo que nada sei. O que muitos chamam de dom, que eu nunca identifiquei nitidamente e cheguei a crer que estava mais para maldição, não tem mais a mesma força.
De certo modo tudo se revela apenas confusão.
Uma pessoa muito sabia me disse após alguns minutos de conversa que a forma com que vejo o mundo físico e sobrenatural é visto como universalismo e que essa é uma tendência da humanidade, mas que ainda levará gerações para que cheguemos nesse estágio. Não sei certamente se assim é ou se assim será, mas mesmo em momentos me vendo insana ainda acredito que estou na direção correta. Na verdade não preciso estar certa, preciso estar em paz.
Rogo para que o amor de Jesus transborde meu coração de forma a me manter em equilíbrio e paz, pois sei que só assim conseguirei encarar o mundo e suportar tudo que me é proposto.
Como sempre estou aberta para a luta, mesmo que seja invisível aos meus olhos humanos.
Revelações, profecias, regressão, não consigo identificar a sequencia dos sonhos, mas seja como for sou grata a Deus, assim como sou grata por tudo até aqui, principalmente pelas dores e sofrimentos, pois eles que me moldaram a ser quem hoje de fato sou.
Sei que aprendo diariamente e amanhã não serei a mesma de hoje, desse modo viver é uma crescente constante do aprender e a aceitação faz parte do processo de evolução.
Obrigada Senhor por Seu amor e misericórdia. Mesmo distante de Ti, Tu nunca me desamparou. Esteve sempre a minha espera, mesmo quando fugi do caminho e desviei meu olhar Tu estava a me esperar. Pacientemente, sutilmente, Teu amor me acolheu e hoje estou novamente diante Ti sem entender claramente Tuas estratégias, mas certa de que tudo segue o projeto perfeito. Mesmo que no percorrer do destino seja preciso mudar algo é excelente e perfeito, pois vem de Ti Senhor, logo não há falhas.

Meu coração está leve e brando em agradecimento. 

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