quinta-feira, 16 de maio de 2013

Transporte coletivo em Goiás "..." ( problema nacional )


Goiânia apesar de tanta evolução ainda é vista por alguns estados como a capital rural, via esse fato com certa indignação, acreditando que isso fosse ignorância de quem assim imaginava, visto que a cidade é bem desenvolvida, no entanto começo a entender porque pensam assim.
A questão é cultural. Atualmente a discussão na mídia é sobre o aumento das tarifas do transporte coletivo, que no ano passado era R$2,50 subiu para R$2,70 e agora pode chegar a R$3,00.
Essa discussão não é novidade, assim como os protestos e a indignação da população também não, no entanto nada é levado em consideração.
Há duas semanas os usuários do transporte coletivo sofreram com a paralização do serviço, pois os motoristas em greve reclamavam aumento salarial, que após muita negociação foi firmado em 9%, mas e agora quem paga esse aumento? O usuário.
A inflação existe em tudo, apesar de hoje ser bem maquiada, mas a questão que quero frisar não é o aumento do salario dos trabalhadores do transporte ou o aumento da tarifa, porque isso acontecerá a população querendo ou não. A questão é a qualidade desse serviço.
Recordo-me anos atrás quando ainda existiam vãs, as ruas era uma loucura, havia muito transporte clandestino, mas ao menos havia opções de transportes.
Recordo-me também quando decidiram tirar os cobradores e inserir o sit pass. Todo bem tem um pouco de mal e vice e versa, logo duas vertentes me surgiram na época:
1° Muitos trabalhadores perderiam seus empregos para máquinas.
2° Seria um meio de evitar a criminalidade, pois cessaria os assaltos.
Após alguns anos a conclusão que chego é que não importa quanto Goiás evolua, não importa quanto o governo mude a forma do transporte, está mudando apenas a fachada, não está tratando o problema.
Volto a citar a questão básica da educação. Os goianos são vistos como roceiros não pela cultura agropecuária ou pela musica sertaneja que exporta, mas pela falta de educação.
A tarifa do transporte coletivo subindo para R$3,00 se torna a tarifa mais cara do país, passando até a da capital do estado do Paraná, onde o serviço é referencia.
Não tenho duvida que se trata de educação cultural porque tive a oportunidade de conhecer ambos os sistemas.
Em Goiânia os ônibus não respeitam os horários programados, por vezes o usuário aguarda de 30 a 40 minutos pela saída do ônibus, ou até mais tempo, e quando esse chega é um empurra, empurra. A pessoa que está na frente se não se apressar pode até ser pisoteada, pois ninguém respeita o espaço de ninguém, todos estão com pressa para chegarem aos destinos e assim não olham quem está à frente, não importam se é criança, gestante, idoso.
Os ônibus tem bancos preferenciais, mas são meros enfeites, algumas pessoas acreditam que servem apenas para variar o estofado, pois sentam e se surge alguém que se enquadra na necessidade, no direito de usar o banco, finge que estão dormindo ou algo semelhante. Isso é o que? Falta de educação. É a herança cultural do estado de Goiás, onde o egocentrismo grita até nos pequenos detalhes, mas é possível cobrar das pessoas que seja diferente se o problema começa do alto? A questão vem do sistema que é falho. Das empresas de transporte coletivo que não respeitam o usuário, agem como quer, pois quem de fato precisa do transporte não tem outra opção, assim seja como for o lucro está garantido.
Em Curitiba acontece bem ao contrário. Os terminais são organizados, o população aguarda em fila a chegada dos ônibus, que respeitam os horários do cronograma fielmente. Quando esse chega não há tumulto, empurra, empurra, nem pessoas duelando para entrar. Todos entram educadamente, e o ônibus por mais que encha não vai com pessoas exprimidas na porta como se fossem embaladas a vácuo. Caso lote, o usuário aguarda pacientemente o próximo ônibus, que virá no tempo programado. Um sistema referencia no Brasil,  que ainda utiliza o cobrador na liberação de entrada.
Contudo o que posso concluir é que de fato o goiano perde sempre pela educação cultural que desenvolve, pois é uma educação cada vez mais xucra. É verdade que comparando goiano ao curitibano a questão que irá surgir é que os goianos são sociáveis, unidos, amigos, já os curitibanos são frios, soberbos, antissociais, mas isso também é cultural. Quando no seu meio os curitibanos são tao agradáveis quanto qualquer outro, mas não são dados como os goianos que abrem suas vidas em qualquer fila para quem quer que seja.
Não me canso de dizer que a primeira mudança que devia existir não só em Goiás, mas no Brasil é a educação. E não digo sobre investir em professores para que trabalhem na alfabetização, como o governo vem frisando não, mas investir em educação que devia vir de berço, mas como há gerações isso não vem acontecendo os pais não estão passando para os filhos. E não os culpo, pois como ensinar o que não se aprendeu?
É necessário a inclusão de respeito, de bom senso, de cidadania nas disciplinas escolares. Ao invés de aprender religião que acaba desimano em religiosidade é preciso ensinar humanização.
A grande massa, que é a maioria carente, não tem voz ativa para mudar as imposições do governo, mas com educação tem meios de desfrutar com o mínimo de dignidade das migalhias que ele oferece.
O aumento da tarifa para R$3,00 confirmar a tarifa mais cara do país e talvez a com pior qualidade, e o que isso importa para os órgãos e o governo? Estão preocupados em ter de onde tirar para pagar o aumento salarial dos motoristas, mas qualidade já é outra discussão.
Quem utiliza o transporte coletivo hoje? Justamente o assalariado, que não tem condição de ter um veiculo próprio. Com o aumento o valor compromete certa de 23% do salário mínimo, ai me vem a pergunta então esses trabalhadores não poderão mais adquirir bem algum? Pois os economistas, os orientadores financeiros, sempre aconselham as pessoas a nunca comprometer mais que 30% de seus salários. E quem mora de aluguel? Como vai ser?
O Brasil trabalhando dando tiro no escuro, pois as decisões tomadas sempre acarretam em novos projetos sociais que visam melhorar a situação das famílias carentes, são tantas bolsas diferentes, o governo inventa tanto auxilio, mas tudo isso é para remendar os estragos que já veem há muito tempo.
É preciso que haja revolução, que o sistema seja renovado, e não digo tirar o poder de determinadas mãos e passar para outras, mas sim o sistema funcional de toda legislação.
O governo tenta maquiar os problemas liberando benefícios e divulgando na mídia, o pior que consegue e tudo isso por que? Porque a massa não tem a devida educação. São levados ao conformismo. Não sabem pensar além, ou questionar o sistema.
Quem dá algo de graça a alguém? Todo beneficio criado tem interesse por traz, seja politico ou financeiro.
Todos os problemas enfrentados no Brasil, seja em Goiás ou qualquer outro estado, tem o mesmo culpado: A EDUCAÇÃO.
Queria ver como seria se a minoria, os que tem o poder, os que tem dinheiro, utilizassem o sistema publico para tudo, como a grande massa. Saúde, ensino, transporte, como se portariam? Suportariam ao menos um mês a lastima de depender de um sistema que oscila entre ruim e péssimo? Que politico que se dispõe em viver como cidadão comum, sem privilégios, ao menos um mês? Conhecendo a realidade do dia a dia, dependendo dos órgãos públicos de atendimento?
Mas pensar nisso me traz de volta a questão da educação, pois é a massa que elege seus representantes, assim nós somos os coautores do caos declarado, mas silencioso que existe.
Me acabo de rir quando pessoas que são tipicamente brasileiras, com malandragem, com malicia, ganham eleições. Pessoas sem o mínimo de cultura, sem conhecimento especifico para tal, mas pessoas populares, que estão na mídia, que são engraçadas ou polemicas. É a típica embalagem ganhando o mercado sem importar o produto.
São vereadores, deputados, ministros. Estão à frente das decisões que muitas vezes nem sabem do que se tratam, ou se sabem tem apenas uma ideia superficial por ouvir falar, mas tem voz ativa de decisões. Esses são os inteligentes, pois sabem aproveitar a ingenuidade da massa, que na verdade é a futilidade maquiada pela simplicidade que beira a ignorância. Diante isso porque investir em educação, se isso pode levar a massa a pensar e mudar o sistema?
É melhor que tudo continue como está mandando quem pode obedecendo que tem juízo e se revoltando quem nada pode opinar.
Do que adianta protestos se tudo que acontece são consequências das escolhas da massa?
O conformismo social do cotidiano tem que refletir é nessas situações, pois quem sabe assim a população não percebe a necessidade de mudança? Ah, me esqueci, a massa é apenas um movimento no espaço, a minoria pensante é um seleto grupo de privilegiados.

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