Quando falo em educação quero dizer conscientização,
humanização.
Minha existência sempre se resumiu em guerras espirituais, e
com isso pude estudar diversas religiões, culturas e seitas. Cada uma delas me
agregou valores e me permitiu discernimento. Tenho uma opinião pessoal e
especifica sobre o todo, mas acima disso respeito cada uma.
No planeta terra os seres racionais são ditos humanos,
independente de nacionalidade, cor da pele, classe social, cultura, a certeza é
a mesma para todos: A MORTE.
Alguns acreditam em paraíso, outros em inferno, há os que
acreditam na evolução do espirito, mas enfim, para que qualquer lugar ou
estagio seja conhecido é necessário antes que a morte aconteça.
Para algumas culturas a morte é uma dádiva recebida após
certa evolução espiritual, para outros é castigo. Alguns a veem como honra e a
buscam, outros a temem, mas a questão é que a morte é sempre a morte. É a paralisação
do corpo físico, é a perca dos sentidos humanos.
Diante esse fato me pergunto, por que tanta religiosidade no
mundo?
Sou exemplo nato de que a fé é mecanismo que move o
espirito, logo alimenta a esperança que move o corpo, mas fé nada tem haver com
religiosidade.
Se as pessoas respeitassem a fé umas das outras a
religiosidade não existiria, mas a questão é que não há respeito, logo uma
guerra fria se armou há séculos e não cessa.
Desde que difundiu o evangelho no mundo, por exemplo, igreja
virou um comercio. Grandes ministérios se sentem especiais, pois é frequentado
pela nobreza, recebem altos valores em ofertas e dízimos, organizam super
eventos gospel. E a essência cadê?
As pessoas estão se convertendo por modismo, porque
determinada igreja é legal, determinado líder é liberal, porque em tal lugar há
gente bonita, porque ali posso conseguir alcançar o que almejo, mas a essência não
é observada.
Onde você está colocando seu coração?
Um clamor não é feito por determinada religião e sim por
pessoas que tem um objetivo comum e como você chama esse objetivo não interessa.
Minhas experiências sobrenaturais, tanto com o bem como com
o mal, me permite dizer que independente da confusão humana o BEM MAIOR é único.
O Criador é apenas um, que assim como a discrepância na
linguagem entre as nações há a discrepância na cultura das religiões, mas não interessa
se os rasta chamam de Jah, se os testemunhas chamam de Jeová, se os Judeus
chamam de Yahveh, se os israelitas chamam de Alá, pior são os indianos, por
exemplo, que estão tão perdidos que aceitam muitos com medo de excluir algum ou
errar na escolha... e assim por diante.
Não importa a religião, não importa o nome, o que importa é
o BEM MAIOR, é a criatura reconhecer a excelência do Criador e respeitar a
Verdade. Mas que Verdade? Se cada religião, cultura, seita, ensina algo? A
Verdade do Criador, do Amor, do Respeito, da Caridade.
Quando falo em educação coloco um tom de utopia, pois a
educação que me refiro é a humanização. Seria uma espécie de universalismo
contido no cotidiano refletido nas ações populares, ou seja, a junção do todo
em tudo resultando no equilíbrio geral, mas diante essa situação me surge à
questão que se tudo fosse equilíbrio o existir seria pleno e o viver perderia a
graça.
Sendo assim educação seria respeito, ou seja, tolerância mesmo
nas diferenças.
Ao invés de ensino religioso as escolas deviam incluir
disciplinas como bom senso, discernimento de limites, princípios e valores
morais, tudo isso é a dita educação que tanto preso.
A realidade humana é tao discrepante com a proposta que,
independente de idade, a falta de senso gera o desamor, o desrespeito, o
egocentrismo.
O humano é dito racional, mas age irracionalmente na maioria
das adversidades, o que acarreta em uma avalanche de intolerância, de rebeldia,
de corrupção.
É preciso ponderar, analisar os valores, identificar os princípios,
o auto conhecimento, pois só assim as pessoas saberão que existe limites que
devem ser respeitados, que cada ser tem um espaço delimitado no universo,
podendo até ultrapassa lo, mas com consentimento de quem habita aquele espaço
excedente.
Falar nesse tipo de educação pare demasiadamente imaginário,
como um conto sem fim, como fé na perfeição, mas não é, é apenas acreditar no
homem como humano. É manter viva a esperança do Despertar. É acreditar que a
evolução espiritual não é privilegio de poucos e sim opção a todos.
Quem diante uma adversidade não procura um meio de sair ileso?
Quem em qualquer dilema não presa seu lado? Quem não prefere acumular pensando
no amanhã a compartilhar hoje?
O ser humano é um ser corrompido desde o ventre. Emoções, pensamentos,
tudo passa da mãe para o filho ainda em formação, e tudo fica tatuado no
inconsciente.
É como o vicio que passa pelo gene e pode se desenvolver ou não.
A única maneira de mudar essa realidade é inserindo mudança na
educação, de forma que não haja imposição e sim conscientização. É necessário ensinar
as crianças a pensar, não só mostrar o passado como história a ser gravada, mas
como contexto a ser analisado, a fim de que caso necessário possam buscar a
mudança no futuro.
Leis existem não para serem seguidas, mas para serem
respeitadas, logo se com a alienação social o contexto se difere porque não mudar
as leis?
A mudança não significa aceitação, nem tao pouco fraqueza,
significa apenas que a compreensão chegou ao nível da evolução.
É preciso que os humanos sejam humanizados.
É preciso que o ser social se torne racional.
É preciso que o Amor domine o Ego.
É preciso que o querer faça valer.
É preciso a união da globalização na conscientização do Despertar.
Tudo que levamos dessa vida são as experiências vividas.
A única certeza do ser, independente de credo, raça, cor, religião,
doutrina, cultura, seita, e afins, é a morte. Pra que perder tanto tempo com
futilidades se tudo será apenas historia? Haja paraíso ou não a eternidade é
certa, agora, onde, como, e com quem é uma incógnita que jamais será de todo
esclarecida, pois é pessoal a cada individuo como ser.
Vamos ser feliz independente de fatores externos. Vamos dar
as mãos e cantar a mesma canção que inspire vida. Vamos abraçar calorosamente.
Vamos sorrir verdadeiramente. Vamos amar inconsequentemente. Vamos viver, pois
morrer cedo ou tarde iremos, é a única certeza sã.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.