quinta-feira, 16 de maio de 2013

Religiosidade

Quando falo em educação quero dizer conscientização, humanização.
Minha existência sempre se resumiu em guerras espirituais, e com isso pude estudar diversas religiões, culturas e seitas. Cada uma delas me agregou valores e me permitiu discernimento. Tenho uma opinião pessoal e especifica sobre o todo, mas acima disso respeito cada uma.
No planeta terra os seres racionais são ditos humanos, independente de nacionalidade, cor da pele, classe social, cultura, a certeza é a mesma para todos: A MORTE.
Alguns acreditam em paraíso, outros em inferno, há os que acreditam na evolução do espirito, mas enfim, para que qualquer lugar ou estagio seja conhecido é necessário antes que a morte aconteça.
Para algumas culturas a morte é uma dádiva recebida após certa evolução espiritual, para outros é castigo. Alguns a veem como honra e a buscam, outros a temem, mas a questão é que a morte é sempre a morte. É a paralisação do corpo físico, é a perca dos sentidos humanos.
Diante esse fato me pergunto, por que tanta religiosidade no mundo?
Sou exemplo nato de que a fé é mecanismo que move o espirito, logo alimenta a esperança que move o corpo, mas fé nada tem haver com religiosidade.
Se as pessoas respeitassem a fé umas das outras a religiosidade não existiria, mas a questão é que não há respeito, logo uma guerra fria se armou há séculos e não cessa.
Desde que difundiu o evangelho no mundo, por exemplo, igreja virou um comercio. Grandes ministérios se sentem especiais, pois é frequentado pela nobreza, recebem altos valores em ofertas e dízimos, organizam super eventos gospel. E a essência cadê?
As pessoas estão se convertendo por modismo, porque determinada igreja é legal, determinado líder é liberal, porque em tal lugar há gente bonita, porque ali posso conseguir alcançar o que almejo, mas a essência não é observada.
Onde você está colocando seu coração?
Um clamor não é feito por determinada religião e sim por pessoas que tem um objetivo comum e como você chama esse objetivo não interessa.
Minhas experiências sobrenaturais, tanto com o bem como com o mal, me permite dizer que independente da confusão humana o BEM MAIOR é único.
O Criador é apenas um, que assim como a discrepância na linguagem entre as nações há a discrepância na cultura das religiões, mas não interessa se os rasta chamam de Jah, se os testemunhas chamam de Jeová, se os Judeus chamam de Yahveh, se os israelitas chamam de Alá, pior são os indianos, por exemplo, que estão tão perdidos que aceitam muitos com medo de excluir algum ou errar na escolha... e assim por diante.
Não importa a religião, não importa o nome, o que importa é o BEM MAIOR, é a criatura reconhecer a excelência do Criador e respeitar a Verdade. Mas que Verdade? Se cada religião, cultura, seita, ensina algo? A Verdade do Criador, do Amor, do Respeito, da Caridade.
Quando falo em educação coloco um tom de utopia, pois a educação que me refiro é a humanização. Seria uma espécie de universalismo contido no cotidiano refletido nas ações populares, ou seja, a junção do todo em tudo resultando no equilíbrio geral, mas diante essa situação me surge à questão que se tudo fosse equilíbrio o existir seria pleno e o viver perderia a graça.
Sendo assim educação seria respeito, ou seja, tolerância mesmo nas diferenças.
Ao invés de ensino religioso as escolas deviam incluir disciplinas como bom senso, discernimento de limites, princípios e valores morais, tudo isso é a dita educação que tanto preso.
A realidade humana é tao discrepante com a proposta que, independente de idade, a falta de senso gera o desamor, o desrespeito, o egocentrismo.
O humano é dito racional, mas age irracionalmente na maioria das adversidades, o que acarreta em uma avalanche de intolerância, de rebeldia, de corrupção.
É preciso ponderar, analisar os valores, identificar os princípios, o auto conhecimento, pois só assim as pessoas saberão que existe limites que devem ser respeitados, que cada ser tem um espaço delimitado no universo, podendo até ultrapassa lo, mas com consentimento de quem habita aquele espaço excedente.
Falar nesse tipo de educação pare demasiadamente imaginário, como um conto sem fim, como fé na perfeição, mas não é, é apenas acreditar no homem como humano. É manter viva a esperança do Despertar. É acreditar que a evolução espiritual não é privilegio de poucos e sim opção a todos.
Quem diante uma adversidade não procura um meio de sair ileso? Quem em qualquer dilema não presa seu lado? Quem não prefere acumular pensando no amanhã a compartilhar hoje?
O ser humano é um ser corrompido desde o ventre. Emoções, pensamentos, tudo passa da mãe para o filho ainda em formação, e tudo fica tatuado no inconsciente.
É como o vicio que passa pelo gene e pode se desenvolver ou não.
A única maneira de mudar essa realidade é inserindo mudança na educação, de forma que não haja imposição e sim conscientização. É necessário ensinar as crianças a pensar, não só mostrar o passado como história a ser gravada, mas como contexto a ser analisado, a fim de que caso necessário possam buscar a mudança no futuro.
Leis existem não para serem seguidas, mas para serem respeitadas, logo se com a alienação social o contexto se difere porque não mudar as leis?
A mudança não significa aceitação, nem tao pouco fraqueza, significa apenas que a compreensão chegou ao nível da evolução.
É preciso que os humanos sejam humanizados.
É preciso que o ser social se torne racional.
É preciso que o Amor domine o Ego.
É preciso que o querer faça valer.
É preciso a união da globalização na conscientização do Despertar.
Tudo que levamos dessa vida são as experiências vividas.
A única certeza do ser, independente de credo, raça, cor, religião, doutrina, cultura, seita, e afins, é a morte. Pra que perder tanto tempo com futilidades se tudo será apenas historia? Haja paraíso ou não a eternidade é certa, agora, onde, como, e com quem é uma incógnita que jamais será de todo esclarecida, pois é pessoal a cada individuo como ser.
Vamos ser feliz independente de fatores externos. Vamos dar as mãos e cantar a mesma canção que inspire vida. Vamos abraçar calorosamente. Vamos sorrir verdadeiramente. Vamos amar inconsequentemente. Vamos viver, pois morrer cedo ou tarde iremos, é a única certeza sã. 

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