Eu tento compor uma canção ou qualquer coisa falando de
amor, mas é em vão.
Procuro inspiração, foco a atenção e nada acontece.
Relembro cenas, cartas e poemas.
Onde o amor estará?
Como o encontrar?
Onde procurar?
O simples complicou.
Não conheço o amor.
Foi tudo ilusão, devaneio da paixão.
O amor terá cor, forma ou sabor?
Onde estará?
Como o encontrar?
Onde procurar?
Procuro inspiração, mas nada sente o coração.
Estou vazio.
Sem amor e sem desamor.
Nada de apego e atenção.
O carinho é momentâneo a ocasião.
Toda noite é uma surpresa.
Revelação de muita beleza.
A embalagem valoriza o produto.
O conteúdo que em nada convém.
Futilidade, moralidade forçada.
Ainda haverá alguém que se convença?
Meras e vãs tentativas.
Esperança de conquista.
O tempo se faz e tudo fica pra trás.
Cadê o amor?
Onde ficou?
Nem se revelou!
Não há tempo, não há chance.
Era da intolerância.
Da arrogância.
Da competitividade.
A lei está para oferta e não para procura.
Uma loucura.
Dias normais.
Noites desiguais.
Pra que conhecer?
O importante é viver, hoje, aqui, agora, já.
Por isso o amor faltou.
Não se cumpriu.
Não existiu.
E aqui estou, sozinho sem
amor.
Ah amor, quero você.
Seria bom te conhecer.
Perfeito pro ‘eu’.
Mas não existe perfeição,
essa é a razão.
Utopia, ideais e sonhos
conversam entre si.
Valores distintos.
Princípios perdidos.
Geração fria.
Eu que pensei que tudo
conhecia...
Vida vazia.
Caminhar sem direção.
Seguir sem razão ao
coração.
Um dia, uma noite.
O tempo se faz e não volta
atrás.
Um dia espero o amor conhecer.
Olhar em seus olhos e
dizer: sempre esperei por você.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.