“Beleza
não se coloca à mesa”
Tal
afirmação nem de longe tem validade, primeiramente que se colocado no sentido
de alimento à beleza dos pratos, das frutas e do que quer que seja conta muito.
O ser humano se alimenta com os olhos.
Se
comparado à beleza humana ainda assim não vale, pois de nada importa a pessoa
ser bonita e não ter educação, cultura. É a discrepância entre conteúdo e
embalagem.
Hoje
estava me recordando a infância, quando na escola estudava o hino nacional,
quando estudava sobre historia, geografia, ciência. Quando admirava o Brasil
por ser um país rico em belezas naturais, por ter a maior bacia de agua fluvial
do mundo.
Um país
que evita guerra, de clima tropical, pessoas hospitaleiras, que representa
calor humano, samba, carnaval.
De
acordo com o ângulo de visão posso dizer com todas as letras: orgulho de ser
brasileira. Povo da miscigenação, sem preconceitos, sem imposições de tradições
ou religiosidade.
No
entanto toda liberdade é confundida com libertinagem.
País
democrata, mas as leis só se aplicam a maioria menos privilegiada, pois a minoria
que governa ou opina manipula as leis de acordo com suas necessidades.
Eu não duvido
da índole dos políticos, ao contrario acredito realmente que existam políticos nobres
que tenha boas intenções, mas duvido muito que após assumir qualquer que seja o
cargo seja possível continuar honesto.
Há uma máfia silenciosa que age
dianoturnamente e, ou se entra no jogo ou as perseguições iniciam.
Não se trata de vicio e sim de
habito.
Falar da politica no Brasil é
atentar para todos os ângulos que envolvem desenvolvimento humano. Não se pode
negar a evolução e investimentos tecnológicos e em exportação, no entanto tudo
favorecendo a classe alta, pois apesar do índice de pobreza diminuir fica cada
vez mais difícil os trabalhadores sobreviverem com o salario mínimo. Fato que
deve ser levado em consideração ao se analisar o índice de criminalidade.
A atual presidenta bate no peito
com orgulho por ter aumentado o salario mínimo, divulga a diminuição das taxas
de energia elétrica, no entanto não comenta a alta da cesta básica.
Famílias tem que optar por
moradia e alimentação ou segurança e moradia, pois se morarem em um local
relativamente seguro não terão condições de se alimentar, para isso precisam
morar nas periferias, onde conseguem pagar alugueis, mas não tem a mínima segurança.
Onde trafico é o principal comercio, onde as crianças ao invés de brincar nas
ruas crescem aprendendo a comercializar, seja produtos falsificados,
sejam drogas, sejam produtos roubados.
Sem falar na discrepância entre o
índice de natalidade e de mortalidade por idade. As 'crianças' estão cada vez
mais sendo colocando outras crianças no mundo e muitas vezes sem se preocupar
com o futuro dessa vida, afinal mal conseguem ver o presente como imaginar o
futuro? São adolescente sem a menor perspectiva de melhoria, que aceitam sua situação como normal e apenas existem.
Os idosos estão vivendo o
abandono, em total desrespeito não só a experiência de vida e sua fragilidade
como muitas vezes desrespeito humano. Sendo mal tratados, humilhados e até
mesmo agredidos por cuidadores ou pessoas afins.
Até bem pouco tempo a moda da
bandidagem era cometer crimes e ter certidões de nascimento falsas, assim se
fossem pegos alegavam ser menor de idade e ficaria por isso mesmo, porque a lei
não permite que uma pessoa menor de 18 anos responda por seus atos.
Que lei é essa que não vê o menor
apto a assumir a responsabilidade por seus atos? Que não permite que ele
aprenda a arcar com as responsabilidades de suas escolhas? Você também não
sabe? Eu te digo: é a lei consciente, que sabe que o sistema prisional é
universidade da malandragem. Sabe que um menor preso ao invés de se reabilitar
irá se especializar no mundo do crime.
Sendo assim o que é mais viável a
sociedade: aguentar que esse jovem aprenda lentamente cometendo seus crimes no
dia a dia ou tira lo do mercado por alguns anos e depois recebe lo de volta
profissional?
Seja como for não devia ser.
Um país onde os governantes criam
bolsa alimentação, auxilio gás, e todo tipo de plano que dê para desviar
verbas. Que acredita ser mais viável pagar R$915 por cada presidiário, que roubou,
que matou, que estuprou, não importa, mas que está lá, preso, sem fazer nada,
apenas sendo amparado pelos direitos humanos. Que aprova e libera a verba
mensal de R$1.350 por dependente químico em tratamento e em paralelo paga aos
trabalhadores um salario mínimo de R$678.
Imagino quantas clinicas abrirão a partir daqui...
Imagino quantas clinicas abrirão a partir daqui...
Que país é esse? Que cultura
queremos alimentar? Que cidadãos estamos formando?
Sou leiga e infelizmente não
posso mudar nada na realidade, mas não há quem possa calar meus pensamentos nem
silenciar minha revolta.
A verdade é que a classe dita média
do Brasil se acostumou com olhar sempre quem está pior. Não olham como
poderia ser. Ignoram os salários dos políticos, o conforto no qual vivem com o
dinheiro dos cofres públicos, enquanto a massa não tem saúde publica de
qualidade, os professores das redes publicas de ensino temem entrar nas salas
de aula, pois além dos baixos salários ainda não são respeitados pelos jovens
que deveriam lhe ser gratos.
Verdade seja dita, brasileiros
são verdadeiros baderneiros que se unem em campanhas motivacionais, se unem em
pedidos de paz, se unem em manifestações, mas quando tem que colocar a boca no
mundo e gritar sobre os problemas reais e cotidianos, quando tem que fazer
valer o direito do voto e eleger pessoas dignas, que mesmo roubando façam
diferença, preferem se omitir. Preferem se calar, não participar, isso sem
falar nos que se vendem...
Baderneiros sim. Enchem a boca
para fazer valer seu direito como consumidor, criam caso pelo menor problema
que seja, mas não tem coragem de gritar por melhores condições.
Há sempre manifestações isoladas
de classes especificas de trabalhadores, já pararam para pensar como seria se
todas as áreas resolvessem parar no mesmo dia. Saúde, segurança, comercio,
transporte, as pessoas ignorando tecnologia, apenas vendo o dia passar diante
seus olhos? Um dia apenas seria suficiente para alarmar as autoridades, pois
dia a dia o comercio movimenta o Brasil.
Vivemos no país dos impostos e
não é coincidência ser o país que mais tem feriados anualmente. Pagamos caro em
tudo que adquirimos para poder ter os tao desejados feriados, pagamos caro pela ilusão de recebermos vantagens, mas isso é parte da nossa cultura. Furar fila,
receber um troco a mais, comprar mais barato por não precisar da nota,
pechinchar, brasileiro sempre dá um jeitinho. Seja uma verbinha aqui, molhar a
mão de outro ali, é a cultura do povo brasileiro.
A conclusão que chego é que hoje
O Brasil é um país de turismo, é um país bonito em sua formosura, porque
trabalhadores pagam na verdade apenas pela liberdade de ir e vir, visto que um presidiário
recebe mais que quem trabalha honestamente sol a sol.
O Brasil é de fato gerido por
grandes cérebros que geração após geração conseguem manipular a massa a seu favor,
para que assim continuem guiando a nação de acordo com o ideal antissocial.
O povo brasileiro são verdadeiros
equinos de viseira, que não conseguem ver a força da união, que até conseguem
gritar, mas não conseguem levantar um brado de mudança. São pombos urbanos que
se conformam com migalhas que sobram de outros.
Vejo em quem se acha nobre, nos
que se dizem da classe alta por ter bens, por estarem acima do salario mínimo,
esses são os que mais me enojam, pois dentro de seus carrões com os vidros
fechados ignoram os pedintes e fingem nada ver. Trancados em seus escritórios no
ar condicionado não conseguem ver a vida dura de um trabalhador que lida no campo, na produção, nas ruas...
Médicos que passaram anos estudando para salvar vidas estão mais preocupados em quanto vale o tempo que passará atendendo o paciente que se o paciente ficará bom. Enquanto isso professores arriscam suas vidas para ensinar o básico da educação para os jovens. Assistentes sociais tentam sua sorte em todo tipo de situação. Bombeiros arriscam suas vidas por pessoas que nem se quer sabem a historia.
Médicos que passaram anos estudando para salvar vidas estão mais preocupados em quanto vale o tempo que passará atendendo o paciente que se o paciente ficará bom. Enquanto isso professores arriscam suas vidas para ensinar o básico da educação para os jovens. Assistentes sociais tentam sua sorte em todo tipo de situação. Bombeiros arriscam suas vidas por pessoas que nem se quer sabem a historia.
Realmente o Brasil é um país mil,
mil faces, mil interpretações.
O que me revolta não é a questão social
ser tão discrepante, o que me revolta são as pessoas acreditarem que evolução é
sair no nível de estrema pobreza devido as diferentes bolsas do governo,
passando para o índice de pobreza apenas.
É digno uma família receber
apenas o suficiente para sobreviver e ainda assim encontrar motivos para
sorrir? De fato é, mas isso é conformismo.
O que falta na população é indignação.
É força na voz. É liderança. É revolução.
Pior que a pobreza existencial
imposta pelas condições externas é a pobreza intelectual que o governo quer
ocultar.
É fácil passar melado na boca de
uma criança para cala la, pois o choro pode incomodar e se incomodar algo pode
acontecer.
Não é viável para a pequena parte
que lidera que a maioria tire a viseira, pois assim pode se ampliar os
horizontes e isso dificulta a guia.
Se a maioria for levada a
questionar não haverá resposta suficiente.
Se a maioria se unir não haverá
força que supere.
Se a maioria decidir não haverá
lei que valha.
Mas união de um povo que duela
entre si é utopia. Porque é isso que acontece com o brasileiro. Vivem uma
batalha invisível constante, querendo cada vez ter mais, acumular mais, não para
si, mais para o outro, e o pior é que não é para ajudar o outro e sim para
mostrar que ele é melhor, que tem mais, que pode mais.
Onde iremos parar?
Se o governo quisesse mesmo
ajudar investiria principalmente na educação, que é onde tudo começa. Moldando
o caráter do cidadão desde os primórdios, para que as temperanças do dia a dia
não o contamine, para que ele faça diferença onde estiver e não que seja mais
um no conformismo.
É preciso ensinar a criança a
sobreviver no meio modificando o a seu favor e não apenas suportando as
adversidades do clima. Claro que muitas vezes não se pode parar a chuva, então
será preciso aprender a dançar nela, esconder pode até evitar que nos molhemos,
mas cedo ou tarde o suprimento cessará e a lei da sobrevivência falará mais
alto.
Como brasileiros estamos nos
escondendo da chuva, estamos sobrevivendo com o estoque que temos armazenado em
casa, pode até ser que o tempo seja voraz e que não soframos tanto com a
tempestade, mas e nossos herdeiros? O que deixaremos para eles?
Quanto mais penso na população mais
vejo fantoches. Minha imaginação insana me leva a uma viagem interdimensional
onde a vida é apenas uma brincadeira da evolução, onde os dias são cartas
magicas e só vai para o estagio seguinte quem desvendou os mistérios. No
entanto há camadas na evolução e elas são em demasia discrepantes.
Quanta futilidade na modernidade.
A valorização da globalização se concretizou distorcida. Era da
superficialidade, dos desamores, das ilusões, das depressões.
É a evolução tecnológica,
cientifica, cultural que nada evoluiu existencialista mente e por isso volta ao
inicio, mas ninguém percebe, ninguém vê. Estão todos ocupados demais gritando
suas conquistas e avaliando o que juntaram para analisar o que deixaram de
observar.
As pessoas estão tão inseridas na
batalha do cotidiano, que nem se dão conta que não conhecem as regras do jogo. Querem
é jogar e seguir, pois conhecer pode levar tempo e dar o trabalho de faze las pensar.
Eu me coloco dentre essa maioria
que tudo vê e nada diz, pois mesmo daqui, da zona de conforto, do lado
desconexo da razão que se une a imaginação, assisto tudo de camarote, pois me
sinto de mãos e pés atados. E não é por medo, vergonha ou receio, é
simplesmente por não ver esperança nessa geração.
Pode ser que algum dia haja algum
revolucionário que sozinho faça o movimento libertador valer, que crie algum
meio de ser ouvido, mas por hora isso me parece insanidade. E só me resta a amargura
de ter que aceitar tudo como é, colocar a viseira e seguir como é preciso, pois
diferente disso seria apenas uma formiga no caminho dos lobos.
De fato sou tão responsável quanto
qualquer outro, mas eu nunca quis ser nem me sentir melhor, mas o fato de fazer
parte não me faz ser igual. Apenas vivo a lei da sobrevivência imposta aos que
gritam silenciosos na imensidão escura e fria.
Podem calar minha voz, podem
torturar meu corpo, mais jamais aprisionarão minha alma ou cessarão meus
pensamentos.
Minha imaginação é remédio pra
loucura ou fertilizante da insanidade, isso irá depender de que ângulo se
analisar.
Sou muitas, não sou nenhuma, sou
várias, sou nada, posso ser quem você quiser ou quem eu desejar, depende do que
for analisar.
Por hora sou essa voz silenciosa
que grita por socorro enquanto desfruta dos prazeres sociais.
Sou a energia que vibra em calor
e aquece com esperanças a fé da população.
Sou eu,
uma entre tantas, tanta em uma querendo
ser ouvida, querendo ser vista, querendo fazer diferença sendo diferente, mas
segue eloquente sem muito discernir da massa de gente...
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.