quarta-feira, 17 de abril de 2013

Há sempre duas perspectivas de analise.



Há algum tempo li o livro Autoliderança e Gerente Minuto de Ken Blanchard, Susan Fowler e Laurence Hawkins. Apaixonei-me na escrita simples, porem repleta de alertas sobre o modo de analise do todo, logo desde então desejava o Gerente Minuto (Ken Blanchard), mas sem tempo para ir a uma livraria resolvi perguntar ao diretor da empresa que trabalho se ele conhecia o livro, prontamente disse que sim e se prontificou a me emprestar.
Fiquei feliz, pois economizaria e absorveria o máximo da leitura.
Menos de uma semana depois o cobro o livro e ele diz que irá trazer, esqueceu, mas no mesmo dia aparece com um livro na mão, então questiono: - Ué, foi buscar? E ele responde:- Não, comprei pra você.
Como sempre digo há sempre mais de um ângulo de visão a ser analisado.
1° O primeiro ângulo é sempre o positivo.
Olhei sem graça, com um sorriso surpreso agradeci emocionada e pedi uma dedicatória.
Ponto de observação: Quanta gentileza comprar o livro que desejo tanto ler e me presentear, esse ato demonstra sensibilidade e carinho.
2° O segundo ângulo é sempre o pessimista.
Por fora a expressão era de contentamento, mas por dentro a vergonha condenava o ato de ter cobrado o empréstimo que havia sido prometido, pois o fato dele ter comprado um livro podia significar, de forma sutil, que ele estava dizendo: - Garota não me peça mais nada emprestado, se quer algo compre.
Ponto de observação: Quanta sutileza comprar o livro que desejo tanto ler e me presentear, deixando a mensagem subliminar de que não gosta de emprestar seus livros.
Segundo ele preferiu comprar porque não fazia ideia de onde o dele estava. Desculpa clássica. O mesmo que declarar: - Não quero emprestar.
Vem-me a questão, será que líderes têm dificuldades de dizer não?
Houve um tempo em que também não emprestava meus livros, até porque nunca os via de novo e tenho uma relação afetiva com cada um. Uma vez uma amiga pegou um livro emprestado comigo e ficou com ele durante uns 8 anos, já nem tinha mais esperança de vê lo quando ela o outro. As folhinhas já estavam amarelinhas, mas as paginas estavam intactas. Ela pediu muitas desculpas e agradeceu muito, disse que a leitura havia sido engrandecedora, que ela havia lido e relido varias vezes. Nesse dia voltei a emprestar livros, pois se aquele havia retornado a mim depois de tantos anos poderia acontecer o mesmo com os outros.
Na verdade passei a ter uma visão diferente sobre os livros, passei a vê los como pessoas que passam em minha vida, aceitando o fato de que se absorver o conteúdo da leitura e praticar o que for produtivo aquele livro terá cumprido sua lição, assim ficará sempre em minhas lembranças ou seja, é melhor que o deixe ir edificar a vida de outra pessoa. Desde então o sonho de ter uma grande biblioteca se tornou utopia, visto que voltei a emprestar meus livros, mas desses ainda não vi nenhum novamente. Claro que lamento por não poder rele los quando tento recordar algo especifico, mas ao invés de me magoar prefiro acreditar que ele está transformando vidas por ai, porque o lado negativo me leva a imaginar que ele está simplesmente abandonado no fundo de um baú, o que sem duvida é perder oportunidades.
Livros são como pessoas, me “diz” o que quero ouvir, me surpreende, me encanta, me conquista,  me ensina, ajuda a transformar meu eu, ganha meu tempo e atenção, gera laços, ganha espaço na lembrança, me deixa a vontade, talvez os livros sejam a melhor companhia que tenho.
Talvez as pessoas tenham ciúmes de seus livros como tive um dia, seja como for entendi o recado, logico que fiquei muito feliz com o presente, mas jamais pedirei emprestado a ele outra vez!



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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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