quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entender sentimentos é aceitar o processo do despertar!


Tento entender os sentimentos.
Emoções aliadas ao desejo, ansiedade gerando ilusões, empolgação definindo escolhas.
Tudo é tão complexo. É o sim ou o não delimitando espaço de tempo, ou o talvez protelando o.
Arriscar se é tentar. Nem sempre sinto segurança quando me arrisco, mas me permitir viver fatos inéditos traz adrenalina pelo desconhecido e mistério pelo inesperado.
Quanto mais evoluo, na missão de viver a existência, mais percebo que muitos conceitos que ainda tento nutrir são apenas utopia.
Ser humano é animal que precisa ser domesticado, mas quem deveria domesticar não tem feito isso e o que deveria ser racional est á dando lugar ao devaneio.
Após o meu despertar sempre afirmei que a vida é simples, nós como humanos que a complicamos. De fato acredito nisso como verdade, no entanto começo a acreditar que para os ‘despertos’ é ainda pior.
Quem despertou não vê o copo meio vazio e sim meio cheio. Não pontua as dificuldades da situação e sim os aprendizados que essa está trazendo. Não vê barreiras no objetivo e sim um longo caminho a ser percorrido, no qual pode haver curvas e quebra molas. Não vê o passado como peso e sim como escola da evolução que trouxe o louro do despertar.
As pessoas tem por sua natureza serem competitivas, desejam se destacar e vencer, mas não entendem a essência do todo. A competição não é contra tudo e todos,  é contra si mesmo. É preciso ser melhor a cada dia, a cada momento, mas para isso não é preciso ser melhor que ninguém, basta superar a si mesmo diariamente.
Um dia um professor me disse “A força deve aumentar em proporção da carga. (Cristiano Póvoa)” Na época ele era um professor muito diferente, era alto, gordo, usava cabelos longos e se vestia de preto, mas pouco depois conheceu uma jovem, se apaixonou e mudou não só o visual como também o guarda roupa. Ele tinha a teoria de que dormir era perca de tempo, dormia sentado 4 horas por noite e tentava diminuir essa marca para 2. Perdi o contato com ele e já não sei se após se casar manteve essa teoria, duvido muito.
O amor muda pessoas, muda conceitos, muda rotina, muda crenças e tudo isso por quê? Pelo simples fato de amar? Não, pelo simples fato de olhar por outro ângulo de visão e se permitir mudar de opinião. Ser flexível.
Nada na vida é imutável. Nem mesmo a humanidade vista com fé, independente da religião, todos creem que em algum momento a alma voltará a vida, no paraíso ou não, mas voltará. Grande maioria acredita porque foi condicionada a isso desde criança, outra parte crê porque sentia suas carências serem sanadas em algum ministério e inúmeras outras por inúmeros outros motivos, no meu caso acredito no que me é revelado e isso me traz de volta aos sentimentos.
Ainda na imaturidade juvenil me permiti percorrer caminhos distintos dos que almejava, precisei viver situações condenáveis e em muitos momentos cheguei a dizer que isso havia me feito perder tempo, mas talvez eu ainda estivesse despertando...
Sou exemplo vivo de que palavra tem poder, por isso tento policiar até mesmo meus pensamentos. Tudo que critico de certa forma acabo vivendo, por isso não critico nem mesmo em pensamento, tento olhar por outro ângulo e entender o que a pessoa pensou.
Hoje sei claramente que não preciso viver determinada situação para conhece la, mas não posso negar e faze la traz não só a convicção de como é, mas o sentimento da experiência. Sentir está acima do saber. Por mais que um médico diga saber como é cruel a dor de um câncer ele nunca conhecerá de fato a sensação se nunca tiver vivido, então ele apenas pressupõe, mas não sabe de fato, pois nunca sentiu. O sentir não é apenas físico, mas também emocional e é isso que leva ao despertar.
Ontem estava assistindo ao jornal quando começou a matéria sobre um jovem que ama esportes radicais, inclusive ganhava a vida fazendo rapel, lavando prédios gigantes em São Paulo. Ama esportes e adotou como meio de condução a bicicleta, na qual percorria mais de 50 km por dia. Em um desses dias um jovem estudante de psicologia o atropelou, acidente no qual arrancou seu braço direito na hora. Em choque ele desmaiou e o jovem fugiu com seu braço dentro do carro, poucos km dali jogou o braço em um rio. Deus já havia preparado o lugar e outro rapaz com experiência em primeiros socorros prestou os primeiros atendimentos até que os paramédicos chegaram. O que me emocionou na história foi ver que o jovem mesmo sem o braço direito não desistiu da vida. A família estava muito mais abalada que ele. O próprio médico que o atendeu disse que no dia seguinte ao acidente, ainda no hospital ele pegou um papel e um lápis e começou a escrever com a mão esquerda, curioso o médico perguntou o que ele estava fazendo, e ele respondeu: - a vida continua não é? Preciso praticar!
Quantas pessoas passam dificuldades muitos menores e pensam em desistir, se desesperam, se sentem mortas por dentro? Vejo diariamente amigos e amigas que rompem um namoro e dizem que a vida perdeu o sentido. Casais que se separam e entram em uma guerra sem fim. Pessoas que descobrem uma doença e entregam os pontos.
Deus trabalha de forma ímpar na vida de cada um, mas tudo tem uma razão de ser. As estratégias estão aliadas a personalidade. Muitos de nós somos cordeiros eleitos ao sacrifício. Assim como o jovem da historia acima, que sem dúvida é exemplo de força, coragem e determinação para sua geração. Ele poderia simplesmente se entregar a dor da perda, lamentar o que perdeu, mas ao invés disso ele preferiu se levantar e encontrar uma nova maneira de seguir.
Cada pessoa é reflexo de outra e espelho para outra, por isso o despertar é tão importante. Mudar o mundo não cabe a massa e sim a cada um individualmente. Se todo mundo fizer um pouquinho o mover se transforma em avalanche e a obra acontece.
Essa geração está precisando de um milagre, mas não um milagre do sobrenatural, está precisando de um milagre de humanização.
Tenho acompanhado de perto a evolução de uma pessoa muito próxima e querida, posso dizer que muito ainda precisa acontecer, mas assim também é comigo e com qualquer outra pessoa. O estagio da evolução nunca cessa, posso senti lo movendo meu ser, mas contempla lo em outra pessoa aquece meu coração e me faz ter esperanças em um futuro mais desperto.
Acredito em cada ser como único, dotado de sabedoria, por mais que falte conhecimento. As pessoas estão perdidas no conformismo, no modismo, e assim não veem como tomar a direção de seu destino. Qualquer claridade que veem acreditam ser a luz no caminho e correm para encontra la, mas era apenas um reflexo e elas novamente estão sem direção, sem foco, sem objetivo.
Sempre desejei alguém para me dar a mão, alguém que me aceitasse como sou, que ao invés de outorgar mudança me lapidasse diariamente. Sempre me fiz flexível e vulnerável, não por falta de opinião, mas por convicção de que não há verdades absolutas. No entanto hoje acredito que na verdade o desejar esse alguém era apenas anseio por encontrar a mim mesma, pois meu eu basta para transformar meu ser.
É tão bom sentir cada sentimento em seu devido lugar. Saber ponderar os riscos, permitir ou não a entrega, discernir o brando superficial do que de fato aquece a alma. Até permito que as borboletas cheguem embrulhando o estomago, mas a razão as domina quando decide opinar.
Sentimentos são alimentados por pensamentos, que por sua vez são gerados pela carência,  pela convivência, pela disposição... enfim, o todo é repleto de tudo, que nada é além do que cada um permite ser.
Cada um é definitivamente responsável por tudo que lhe acontece. Seja bom ou ruim apenas você é responsável pelo que ocorreu. Ao invés de procurar culpados e desculpas faça uma analise em seu eu e verá que muitos ‘se’ surgirão.
Seja você, viva seu melhor!

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