Sabe aquelas histórias que alguém diz
que ouviu dizer, ou que conhece alguém que passou, um vizinho, uma amiga,
qualquer pessoa, que não seja ela mesma, viveu?
Agora essas histórias ou estórias, não
sei, serão contadas aqui como Fatos & Boatos – A verdade de cada um. Qualquer
semelhança com outra é mera coincidência.
Espero que divirta se lendo e imaginação cada cena narrada.
Abraço carinhoso,
Panmella Janaina.
O primeiro texto de
Fatos &e Boatos conta a versão de uma adolescente quando começou a conhecer
o lado perigoso dos prazeres noturnos. Sem perceber estava sendo confundida com
o jeito ‘periguete’ de ser, ou talvez não chegasse a tanto, mas aconteceu mais
ou menos assim:
Uma jovem na casa dos 18 anos, foi evangélica praticante a
vida toda, começa a conhecer a adrenalina das baladas e os prazeres da independência.
Sempre muito simpática logo se torna popular. Faz muitas
amizades e curte azarações.
Frequenta sempre os mesmos lugares, pois gosta de rostos
conhecidos, ou talvez seja algum distúrbio psíquico não diagnosticado mesmo,
mas enfim, está sempre frequentando os mesmos lugares.
Um desses lugares é uma balada conhecida e renomada, frequentada
pela alta burguesia da cidade e ela se sente, pois é o tipo que dizem ‘vip’ no
lugar. Marcando presença de duas a três vezes por semana sempre conquistando
mais olhares admirados, pelo bom comportamento aliado a sedução ela se sente
uma atriz global.
Muitos homens procuravam um meio de se aproximar, mas ela
sempre convicta de sua moral nunca sedia. O discurso era que estava na balada
para curtir boa musica, dançar, conversar e se divertir com os amigos, mas
nunca para ‘pegação’.
Já havia três semanas que um homem de aproximadamente 1.90m,
corpo atlético, peitoral definido, pele morena clara, cabelos negros e bem
penteados, boca vermelha e carnuda desenhando um coração, olhar profundo e
desafiador a observava. Ela fingia não notar, mas sempre dava uma olhadinha de
leve, um sorrisinho que misturava charme e timidez, mas ao final da noite tudo
ficava apenas nisso, charme e troca de olhares.
Em uma noite de quarta feira algo foi diferente, ela e a
amiga de sempre estavam juntas e determinadas a dançar e se divertir. Como de
costume pediram os drinks favoritos. A guria em questão não gostava de misturar
bebida e sempre que começava em algo fazia questão de beber apenas aquilo à
noite toda e assim fez.
O tal homem bonitão e misterioso estava lá, de olho em cada
movimento. Até onde a guria contou ela havia tomado apenas seis margaritas e
saboreava deliciosos petiscos, quando resolveu ir ao banheiro.
Voltou e tudo estava normal, a amiga conversava com alguns
jovens que se aproximavam, mas sem dar muita ideia. A noite continuou em seu
curso normal, a guria terminou sua bebida e pediu mais uma.
A guria olhou para o
homem sedutor que lhe acenou positivamente como que confirmando algo. Sem entender ela apenas sorrio.
Quando o garçom veio entregar a bebida a ela, em um
movimento rápido percebeu que algo não estava normal, o resto de sua taça ao invés
de azul estava esverdeada, mas não questionou, terminou a taça e pegou a outra,
foi nesse momento que o bonitão criou coragem para se aproximar.
Ela acompanhava cada passo como que assistindo a um filme em
3D e em câmera lenta. O som ficou distante, bem distante, as vozes eram robóticas
e lentas, os gestos das pessoas estavam lentos, e o olhar do homem penetrante e
o sorriso intenso. Ela estava ansiosa para saber o que o homem diria e nervosa
por não entender o que estava acontecendo, acreditou que era pela emoção do
momento, mas quando o homem chegou bem perto e conversou tudo se transformou.
A voz grossa e imponente soou como rojão aos tímpanos sensibilizados
pelo momento e uma descarga elétrica percorreu seu corpo, algo incontrolável a
tomou e ao passo que ela sentiu um calafrio na espinha ela sentiu um liquido se
esvair por entre as pernas.
Sim, acredite, ela se mixou! Não bastasse isso o homem
continuou a falar e ao ouvir o timbre grave da voz seu estomago se revirou e
tudo que ela havia ingerido voltou em um jato que acertou de cheio o homem.
O lugar estava lotado e as pessoas mal acreditavam no que
estavam vendo, assim como a guria mal entendia o que estava acontecendo.
Sentindo um misto de vergonha e medo ela viu o chão sumir de
sob seus pés e quando estava perto de se espatifar no chão o segurança do lugar
a pegou nos braços a tirando de lá.
Tudo que sei é que com muita dificuldade a conduziram ao
hospital de urgências da cidade. Taxistas se negaram a leva la, pois diziam que
ela iria vomitar no carro, SAMU, corpo de bombeiros e afins diziam que por se
tratar de embriagues nada podiam fazer, até que uma boa alma que estava na
balada se disponibilizou para leva la e a amiga ao hospital.
Chegando lá uma médica plantonista às receberam com dureza e
agressividade, tomada por sermões moralistas. Após algumas doses de glicose na
veia e um longo período de observação a guria voltou a si, não em seu estado
normal, mas voltou de maneira suficiente para derrubar parte do quarto em que
estava e para cair dentro do lixo do hospital.
A médica estava quase chamando a policia quando a amiga da
guria, que também não estava muito sóbria resolveu chamar um taxi e leva la
para casa.
Conclusão: A
guria não sabe ao certo como chegou em casa, tão menos como subiu a escada que
dava acesso ao seu quarto. Tudo se passava como em fleches de memoria em sua
mente, onde não discernia ao certo o que de fato havia acontecido nem o que era
imaginação. Acordou 12 horas depois deitada em cima de seu próprio vomito com
os cabelos grossos de baba seca. Diante a situação não conseguiu ir trabalhar e
por se tratar de consumo excessivo de álcool não lhe deram atestado médico, ou
seja, ganhou uma falta injustificada e uma bela advertência. Segundo a médica
ela havia ingerido uma droga conhecida como boa noite cinderela. Por sorte a
amiga que a acompanhava era confiável e não a deixou em momento algum.
A guria estava com tanta vergonha que só sabia chorar no dia
seguinte, que era justamente quinta feira, a melhor noite na tal balada. Ela não
se deu por vencida nem mesmo pela ressaca e fez questão de ir para entender o
que havia acontecido.
Chegou tímida como que querendo se esconder, mas antes mesmo
de entrar um dos seguranças grita: - Você não é a moça de ontem? Está bem? Sem
graça ela confirma que sim e que está ótima, se desculpa pela confusão e escuta
os comentários atenta.
Segundo as informações quem não gostou nem um pouco da cena
foi o tal homem que foi embora todo sujo de vomito.
A situação foi motivo de piada a noite toda. Segundo o
gerente da casa, que era seu amigo também fora dali, a única possibilidade era
que alguém tivesse colocado algo no copo dela, sem que ninguém percebesse, enquanto
ela estava para o banheiro.
No fim apesar da vergonha ela enfrentou o vexame esclareceu o
que havia acontecido e continuou a se divertir, mas a partir de então nunca
mais deixou seu copo sair de seu ângulo de visão.
Moral da história:
Não importa quão grande e vergonhoso foi seu vexame sempre existirão outros
para supera lo.
Brincadeiras a partir, o assunto é serio e merece atenção. O
mundo está repleto de lobos em pelos de cordeiros, fingem ser bonzinhos só para
devorar. Por isso é preciso atenção em baladas e/ou qualquer tipo de festinhas
e reuniões. Evite ao máximo receber bebidas que sejam preparadas por outra
pessoa, dê preferencia as que veem lacradas, que você possa abrir ou veja
abrindo e nunca, jamais, em hipótese alguma se afaste do seu copo. Mantenha o
sempre nas mãos ou em um ângulo de visão favorável. Nunca se sabe quando um ser
desumano vai agir.
Curta consciente!
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.