quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu podia estar matando, roubando, mas só estou desabafando

Sabe aquela sensação de fracasso, a qual te leva a acreditar que nada vai dar certo, que não importa o quanto se empenhe a história continuará sempre igual?
Hoje está sendo assim...
“Era uma vez uma mulher, que por não ter muita ambição existencialista, nunca soube aproveitar as oportunidades e ainda pior que isso nunca soube identifica las. Sempre deixou a ciclo girar até onde acreditava suportar. Tentava ser a mais sincera e transparente possível, o que a deixava exposta em momentos de descontração e soava como grosseria no dia a dia. Os anos foram vorazes na vida dessa mulher e após muitas perdas e renuncias ela finalmente percebeu a necessidade de crescer, mas já era tarde, essa não mais uma opção. Pressa nas lembranças do passado, vivendo as dificuldades que colocam em duvida o presente, sem ver perspectiva de um futuro diferente, a tal mulher se vê refém do tempo e prisioneira de suas escolhas. Para onde quer que olhe não vê luz. Não importa a direção, tudo está obscuro...”
Feliz daquele que apenas existe. As futilidades da mocidade, o modismo social, os prazeres momentâneos, são suficientes para preencher as lacunas.
Triste daquele que desperta para a vida além da existência e oscila entre a razão e o insano. Que pondera cada situação se sentindo sempre culpado.
A discrepância entre o ‘eu’ e o ‘ser’ não só acusa como também condena.
Bom seria se minhas ações coincidissem com o desejo de meu coração. Levaria me direto ao meu fantástico mundo, onde as nuvens coloridas são feitas de algodão doce, as estrelas são balas, pirulitos, a lua um imenso sorvete em casquinha, o sol um imenso doce de ninho e o melhor de tudo, que nada tenha calorias nem grau significativo de glicose e que seja vitalício.  Assim as pessoas seriam mais calmas, mais felizes, mais cordiais, se amariam mais, sorririam mais.
Muitos perdem tempo dando demasia a assuntos insignificantes enquanto assuntos realmente importantes passam despercebidos.
Não existe ser humano perfeito em caráter, mas talvez o mais próximo disso seja o homem que suporta humilhações calado, mesmo estando certo, que não se incomode de depender da caridade do próximo, que prefira o silencio as incertezas, que valorize a ignorância ao conhecimento conflituoso e principalmente, que consiga dizer não sem presar na consciência.
O coração é puro, os pensamentos que o corrompe. Como silenciar a mente para que o pecado não predomine?
O que mais quero não visualizo, mas o que não faz diferença vem em bandeja de ouro.
... o amargo do doce é pior que fel. 

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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