Sabe aquela sensação de fracasso, a qual te leva a acreditar
que nada vai dar certo, que não importa o quanto se empenhe a história
continuará sempre igual?
Hoje está sendo assim...
“Era uma vez uma mulher, que por
não ter muita ambição existencialista, nunca soube aproveitar as oportunidades
e ainda pior que isso nunca soube identifica las. Sempre deixou a ciclo girar
até onde acreditava suportar. Tentava ser a mais sincera e transparente possível,
o que a deixava exposta em momentos de descontração e soava como grosseria no
dia a dia. Os anos foram vorazes na vida dessa mulher e após muitas perdas e
renuncias ela finalmente percebeu a necessidade de crescer, mas já era tarde,
essa não mais uma opção. Pressa nas lembranças do passado, vivendo as
dificuldades que colocam em duvida o presente, sem ver perspectiva de um futuro
diferente, a tal mulher se vê refém do tempo e prisioneira de suas escolhas. Para
onde quer que olhe não vê luz. Não importa a direção, tudo está obscuro...”
Feliz daquele que apenas existe.
As futilidades da mocidade, o modismo social, os prazeres momentâneos, são
suficientes para preencher as lacunas.
Triste daquele que desperta para a
vida além da existência e oscila entre a razão e o insano. Que pondera cada
situação se sentindo sempre culpado.
A discrepância entre o ‘eu’ e o ‘ser’
não só acusa como também condena.
Bom seria se minhas ações coincidissem
com o desejo de meu coração. Levaria me direto ao meu fantástico mundo, onde as
nuvens coloridas são feitas de algodão doce, as estrelas são balas, pirulitos,
a lua um imenso sorvete em casquinha, o sol um imenso doce de ninho e o melhor
de tudo, que nada tenha calorias nem grau significativo de glicose e que seja vitalício.
Assim as pessoas seriam mais calmas,
mais felizes, mais cordiais, se amariam mais, sorririam mais.
Muitos perdem tempo dando demasia a
assuntos insignificantes enquanto assuntos realmente importantes passam
despercebidos.
Não existe ser humano perfeito em caráter,
mas talvez o mais próximo disso seja o homem que suporta humilhações calado,
mesmo estando certo, que não se incomode de depender da caridade do próximo,
que prefira o silencio as incertezas, que valorize a ignorância ao conhecimento
conflituoso e principalmente, que consiga dizer não sem presar na consciência.
O coração é puro, os pensamentos que
o corrompe. Como silenciar a mente para que o pecado não predomine?
O que mais quero não visualizo,
mas o que não faz diferença vem em bandeja de ouro.
... o amargo do doce é pior que
fel.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.