segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lamentando hoje para agir diferente amanhã


Estou sofrendo antecipadamente a famosa crise dos 30.
Tenho uns 10 livros com esboço pronto para escrever e não consigo ter animo para desenvolver a estória. Talvez seja a preocupação com os traços de psicopatia assassina ou talvez seja a simples preocupação com a temporalidade dos fatos. Na verdade acredito que é ‘preguiça’ de reler o todo e organizar o raciocínio.
Tenho aprendido que deixar de sonhar é se declarar perdedora. Por mais que um sonho nunca se concretize a possibilidade de um dia vê lo acontecer é o que dá motivação. É a catapulta que motiva o dia a dia.
A sensação de tempo perdido tenta me sufocar, mas não olho para a temporalidade terrena, viso a eternidade do consciente, assim nada me assusta, nada me paralisa.
Posso não ser ideal, mas sou exatamente quem desejo ser!
Minha obra mais empolgante já perdeu seu valor antes mesmo de ser finalizada e isso não me apetece. Por hoje vou me permitir lamentar, mas espero ter forças amanhã para recomeçar!!! Segredos pela vida precisa surpreende até a mim mesma. Cansei de ser previsível, quero radicalizar. 

Meu relacionamento ideal


Tenho amigas que valorizam tanto a instituição do casamento que fazem desse o ideal de vida. Visam entrar de branco na igreja, carregando um lindo buquê. Todas querem uma grande festa, mas se as condições financeiras não estiverem favoráveis um casamento simples já vale, desde que seja tudo como sonhado.  Ainda não conheci um homem que tenha isso como um sonho, claro que é uma etapa natural do amadurecimento, mas com festa ou não, com uma noiva de branco ou não o que importa para o sexo masculino normalmente é a união em si.
O problema é que isso é um padrão social, mas como tudo na vida vem mudando. Antigamente os pais casavam as filhas virgens e por isso casavam ainda jovens e descobriam o que era o casamento realmente com a experiência do dia a dia, assim os casamentos duravam até que a morte os separasse, ao até além dela.
No ‘tempo moderno’ a verdade é outra, há a valorização da profissionalização, as mulheres e os homens já ocupam os mesmos cargos, já tem a mesma importância e isso se estende a terem o mesmo comportamento. Virgindade é coisa do passado. Cada vez menos casamentos são concretizados e se são duram cada vez menos. O normal hoje é dividir o mesmo teto, dividir as dividas, mas nem sempre dividem as preocupações. O mal dessa geração que vive esse tipo de relacionamento é que o sexo está tendo maior peso que o diálogo.
A meu ver não importa se o sim foi dito em uma igreja, em um salão de festas ou em um jantar, o importante mesmo é resgatar os valores ignorados.
Toda mulher quer um príncipe, mas ela não se faz princesa. Todo homem quer uma princesa, mas não passa de um lobo mal.
Homens e mulheres estão no mesmo patamar, idealizam o que desejam, mas não fazem por onde conquistar. Apenas vivem o que as noites oferecem. É a tal lei da oferta e da procura, que muda caráter e molda personalidades, mas mesmo com tudo isso ainda acredito no lado bom de cada ser.
Por muito tempo me fiz princesa, depois me permiti conhecer a futilidade de me sentir piriguete, depois me permitir ficar reclusa com meus conceitos, hoje apenas sou reciproca.
Cada um tem de mim o que cativa. Não por merecimento, mas por reciprocidade. Dentre meus defeitos se destaca a sinceridade aliada a racionalidade. Sou tão ‘de boa’, no sentido que tudo está bem, que isso assusta as pessoas.
Pergunto-me pra quê complicar? Só pelo prazer de sentir a adrenalina da insegurança, dos desabafos, dos devaneios? Tudo isso já vivi, hoje priorizo a paz do equilíbrio emocional e mesmo que esse me falte, a paz estando presente é o que importa.
Para ser quem hoje sou e estar onde estou precisei perder muita coisa, mas não lamento, pois ganhei o que mais valorizo experiência de vida.
Casada já fui. Filhos já tenho. Não tenho vocação para dar satisfação nem para dependência moral, logo quero um relacionamento diferente.
A diferença entre o relacionamento ideal e a pessoa ideal. Escuto muitas amigas falando que queria um homem bonito, alto, de olhos claros, outras que querem um namorado que tenha dinheiro para lhes bancar, outras que querem um homem que seja família... em fim, aparência alternando com personalidade aliada a status.
 O certo é que ninguém quer alguém problemático, que tenha o passado oscilando com o presente, que esteja em uma situação difícil...
Só que pessoas são humanos, não há ninguém sem problemas, não há ninguém sem defeitos, não há ninguém em passado.
Por pior que seja essa é a verdade. Ou você se relaciona com uma pessoa que ainda viu pouco da vida e suporta a imaturidade dela ou se relaciona com uma pessoa mais velha que já é experiente, mas que vem cheia de manias, cheia de conceitos e com todo um passado.
O que são as pessoas entenderem que relacionamento não está sempre aliado a possibilidade de casamento ou que casamento não carrega em si esse peso que as pessoas colocam.
A palavra casamento em si é pesada, é sinônimo de perca de liberdade, como se tudo fosse se acabar. O ser humano normalmente, nasce, cresce, tem filhos e morre. Esse é o novo ciclo, e casamento nem sempre está aliado a ele, mas ainda assim as pessoas tem mais medo de se casaram que de ter filhos.
Ter filhos sim deveria ser temeroso, e isso sim deveria ser indicador para que um casal fosse morar junto e dividir um mesmo guarda roupa, não pela divisão das despesas, mas pela divisão das responsabilidades, como a formação do caráter do individuo que está em formação por exemplo.
Já vi no casamento um apoio moral emocional, hoje vejo que só preciso me conhecer para estar bem emocionalmente, logo casar pra quê?
O problema com tudo isso é que acabo me vendo como uma pessoa fria. Tento me envolver, permito me relacionar, mas o amor não acontece.  
Aquela paixão que causa devaneio, que me faz suspirar ao lembrar, que faz o coração vibrar a cada olhar, que causa cala frios no toque...tudo isso é momentâneo. Está mais ligado ao desejo pela admiração visual que pelo sentimento liberado e/ou correspondido.
Disso sim sinto falta. De sentir ciúmes. De ficar preocupada com onde a outra pessoa estará. Com quem estará. Fazendo o quê. Sinto falta de sentir aquela vontade de ligar a qualquer hora e com voz de criança dizer que sinto saudades. De toda parte ridícula que torna uma relação inesquecível como assistir a um filme infantil e conseguir dar risadas, como praticar algum esporte desconhecido de ambos e tirarem onda um com o outro, como dançar cantando musicas bregas, beber sozinhos e falar bobeira a madrugada toda...
É talvez eu tenha amado, talvez eu tenha vivido a relação que hoje julgo ideal, mas abri mão porque precisei perder para aprender a dar valor. Claro que em muitos pontos faria diferente, mas tudo que vai abre uma porta para que novas coisas surjam.
Hoje o homem ideal a meu ver não precisa ser o mais bonito da turma, não precisa ser o mais rico e bem sucedido, não precisa ter um carrão e/ou uma mansão. Fenótipos, bens, nada disso dita valores, o homem só precisa ser de fato homem e entender a importância de um relacionamento.
Eu ainda acredito em fidelidade quando há cumplicidade. Acredito em sinceridade quando há amizade. Acredito em amor quando há respeito.
Não quero compromisso, não quero responsabilidade, não quero reconhecimento, quero apenas um homem que esteja disposto. Que goste das mesmas coisas que eu, que seja educado com as pessoas, que seja sociável, que saiba que entre um extremo e outro há sempre outras alternativas, que seja flexível, companheiro, que goste de sorrir e de se sentir feliz. Que cante, que grite, que chore se preciso for. Que corra, que pare, que me olhe nos olhos, que me responda no silencio, que me veja no escuro, que me sinta presente mesmo que eu não esteja junto. Um homem que seja seguro de si o suficiente para não me sufocar com ciúmes, mas que demonstre medo de me perder em atitudes, não em palavras. Que consiga admirar com sorrisos minhas qualidades e suportar abertamente meus defeitos. Que não tenha vergonha de andar de mãos dadas no parque, na praça nem na balada. Que me beije sem medo. Que quando longe deixe saudades e que perto arranque suspiros. Quero alguém que conquiste minha admiração pelas ações. Quero alguém que seja autossuficiente, que não dependa de minhas declarações para discernir o sentimento. Quero alguém como eu completo, para transbordar.
Tenho personalidade, mas sou eclética. Hoje posso precisar de um bom rock in roll para animar a alma, amanhã posso preferir um MPB para acalmar o coração. Escuto um psy para aquecer a mente, mas gosto de um reggae para desacelerar. Escuto funk para criticar o comportamento humano, mas também sambo quando o pagode toca. Não deixo de pular carnaval nem tão menos de dançar quadrilha. Pinto-me de palhaça se preciso for. Visto-me de E.T. Me faço irracional. Porque ter identidade não é ser inflexível, presa em dogmas e padrões e sim viver uma infinidade de possibilidades sem se perder nelas.
Dentre as pessoas que cruzaram meu caminho em fases distintas tenho certeza que jamais ouvirei as mesmas criticas, porque cada um tem de mim o que merece. Costumo dizer que quando sou boa sou boa, mas quando sou ruim sou ótima.
Contudo isso, acabei de perceber, que após a fase intolerante de ser entrei na fase da reciprocidade.
Sempre tentei tratar os outros como eu gostaria de ser tratada, mas muitas pessoas confundem isso com simplicidade, humildade e acabam agindo com ignorância, assim despertei para a fase da reciprocidade. É legal comigo? Serei com você! Não é legal comigo? Não fique perto, pois se ficar a coisa irá pegar.
Já percebi que quando personalidades são semelhantes normalmente há conflitos, por isso procuro aprender com cada pessoa que cruza meu caminho, seja por 1 dia ou 1 minuto.
Meus pensamentos são meus únicos bens, é tudo que tenho, é meu universo paralelo, é o mundo que reino e que não há guerra que o tome.
Em meus pensamentos posso ser quem quiser ser, viver o que sonhar viver e chegar onde ansiar estar.
Sou reciproca com meu ser ao dizer que nessa fase eu me basto para ser feliz.
O relacionamento ideal é aquele que mesmo conhecendo a verdade permanece junto, sem receio, sem vergonha, sem medo.

Fatos e/ou Boatos : Traumas da primeira vez


Minha vida sentimental desde sempre foi uma bagunça. Sempre fui muleka e enquanto minhas amigas já namoravam eu pensava em brincar de bonecas, até que um dia ou melhor em uma noite surge uma grande nuvem branca e dela sai um rapaz, um rapaz não ô rapaz mais lindo que meus olhos já haviam contemplado. Alto, robusto, cabelos alinhados embebidos em gel, olhos puxados, pele clara, lábios rosados e um sorriso lindo revelando a bela dentição. Ah, que visão, me vi na eternidade ao lado do anjo escolhido para mim! De repente o lapso de devaneio me trouxe pra realidade e ao ver a namorada do cidadão toda nuvem se retirou sem deixar vestígios. A meu ver aconteceu assim, mas na verdade foi à eternidade mais curta da história, pois na verdade foram segundos entre ele descer do carro e esperar ela dar a volta, para que entrassem para a festa. O bom é que nenhum dos dois me notou.
A festa correu como planejada, era um jantar na igreja, o qual eu estava ajudando na organização. Fazia questão de me colocar à disposição para o que fosse.
A nuvem branca retornou e fiquei sem visão, foi quando aquela voz forte, marcando presença, abriu espaço, era ele ali, a minha frente. Parecia um sonho, não tive reação, quando ele perguntou: - está me ouvindo? A nuvem se retirou novamente e voltei a mim. Ele precisava de uma cadeira para a amiga. Amiga?! E eu pensei que era namorada... algo estava diferente dentro de mim. Meu coração vibrava em uma frequência desconhecida. Surgiram borboletas, formigas, cigarras, tudo ao mesmo tempo no estomago. A timidez tão ignorada queimava-me a face. A preocupação com a aparência que nunca havia se manifestado de repente teve voz ativa.
Entre sorrisos e olhares muita conversa surgiu até que na despedida da noite um beijo aconteceu. Me senti como a Cinderela ao receber o sapatinho de cristal, ou a Branca de neve ao receber o beijo do príncipe que a desperta, ou a Rapunzel ao ser resgatada da torre, na verdade era muito melhor que qualquer conto, pois nesse eu era a princesa que estava sendo beijada pela primeira vez pelo príncipe como sempre sonhou. Ele não estava em um cavalo branco, mas voava como anjo em uma nuvem que só eu podia ver.
Foi nessa noite que meus conceitos mudaram. Meus dias nunca mais foram os mesmos. Continuei a brincar de boneca, mas já não era como antes. Já estava com 13 anos e ainda não tinha descido minhas ‘regras’, mas eu já havia beijado na boca e isso foi à experiência mais louca que havia vivido até ali.
A comida não tinha sabor, na escola me via perdida em meus pensamentos. Reservei um caderno só para minhas declarações, minhas ilusões. Recriava aquela noite dentro de mim mesma diversas vezes e de diversas maneiras diferentes.
A vibração da adrenalina do momento, aliada às lembranças, alimentadas pelos pensamentos, despertaram em mim um amor platônico. E o impossível aconteceu, em 1 mês perdi 12 kg, pois não queria me alimentar, a ilusão bastava.
Bem mais magra e mais confiante passei a me preocupar com o que antes não me preocupava, minha aparência.
Foram anos e anos de ilusão e esperança, os quais convivi com o dito príncipe e suas candidatas a princesas. Sempre nos bastidores, as vezes protagonizando o papel principal sonhando em receber de fato o posto, mas era só mais uma utopia. Até que após muita conversa, resolvi deixar de fato a infância de lado e entrar de fato na adolescência, e quem melhor para me ajudar nisso que o príncipe?
Foi a decisão mais difícil de tomar naquele momento, mas minhas amigas já não eram moças a tempos e só eu restava sem ter o que falar sobre assuntos que ainda não conhecia, então precisava conhecer.
Foi a pior experiência da minha vida.
Ali estávamos nós, sozinhos em uma casa enorme, depois de sair de uma festa agitadíssima. Fomos para o quarto e começamos a nos beijar. Ele sempre envolto na nuvem branca me tocava ardentemente e um misto de frio e calor percorria meu corpo. Não consigo descrever a sensação da paixão, mas a sentia arder dentro de mim. Ele retirou minha roupa, se despiu, e por fim tirou minhas peças intimas e a dele, e em movimentos de vai e vem tentava penetrar meu corpo.
Meus pensamentos estavam focados apenas em sentir o que todos diziam, algo que eu não conseguisse descrever, uma sensação que me fizesse ver estrelas, uma descarga elétrica que me deixasse sem sentido, no entanto o que eu senti foi muita dor, muito desconforto, muito medo e por fim muita vergonha. Além de desconfortável foi traumatizante, pois além de dolorido me fez sangrar, o que pedia um banho. Estava sob o chuveiro quando ele entrou no banheiro e não se fez de rogado entrando também. Começou a me beijar e iniciar todo um novo processo, senti um toque diferente descendo da minha barriga, meu quadril e quando estava na coxa olhei para saber exatamente o que era, pois a sensação era de cócegas, quando vi uma enorme barata caminhando em meu corpo.
Sapatiei e gritei como uma louca, devo ter acordado toda vizinhança, nem continuei o banho, nem quis lavar o caminho que a detestável praga havia percorrido. Só queria sair correndo daquele lugar horrível.

E assim foi minha primeira vez, em dose dupla, primeira noite 'de amor' e primeiro contato direto com uma barata do qual me lembro. Detalhe: Pessoas da família dizem que quando era criança costumava pegar a barata e colocar na boca, ficava só as patinhas balançando de fora.

Chegando em casa fui analisar o todo e ponderar os detalhes, sobre o sexo tinha apenas a certeza de que não queria repetir tão cedo, afinal isso era clara demonstração de sadomasoquismo, porque só mesmo gostando de sentir dor para praticar tal ato. Tanto que levei quase 3 anos para repetir a experiência. No geral apenas a barata me vinha a mente. Sempre tiver pavor a tal, mas depois daquela noite isso se multiplicou imensuravelmente e acredito que todas as baratas do mundo conversem por telepatia, pois não tenho duvidas que todas saibam disso. Muitas historias com as pequenas no tamanho mas gigantes maquiavélicas surgiram, não tenho dúvidas que uma das principais funções da vida de uma barata é provocar o pânico de pessoas especificas como eu, e assim elas marcam o território, pode ser na multidão que elas sempre me acham.



Ying Yang de forma superficial a meu ver


Analisar o comportamento humano me leva a ‘lugares’ desconhecidos.
Como ser desperto e consciente procuro observar diferentes pontos de vista em determinada situação, ao ponto de esquecer que também sou humana.
Durante muito tempo me vi intolerante com os outros, foi quando percebi que na verdade era intolerante comigo mesma.
Reconhecer uma falha faz parte do processo de aceitação, onde a certeza de não haver certo ou errado apenas pontos de vista, predomina.
Todo ser humano carrega em si o bem o mal. Posso tentar explicar isso de diferentes maneiras, usando a religião, onde diz que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, mas se contaminou com o pecado ainda no jardim do Éden, o que me permitiria gerar toda uma teoria em torno dessa analise. Ou posso dizer com o olhar cético que cada um é o que convêm ser de acordo com as adversidades vividas, ou seja, o meio é o maior influenciador, isso também dá abertura para uma longa tese. Posso supor tudo seja uma questão biológica, que está no gene ser mal ou ser bom, o que visaria parte do universalismo, entraria no misticismo das gerações, das vibrações que deixaram para o presente e ai sim o assunto se estenderia. A meu ver não é nada disso e tudo ao mesmo tempo.
Não posso negar a existência de um ser superior, mas também não nego o poder da mente, a influencia das energias, nem tão pouco a lei da ação e reação social.
Somos de fato frutos do meio, no entanto como seres pensantes podemos escolher qual meio conviver. E essa escolha será ditada pelas energias sentidas, mesmo que inconscientemente, onde se observar pode se sentir algo superior agindo, o que eu gosto de chamar de Deus.
Muitas pessoas criticam minhas atitudes, dizem que prego tanto a Cristo, que pareço santinha no dia a dia, mas quando vou pra balada me transformo. Na verdade o que gostaria que essas pessoas entendessem é que há lugar para tudo. Talvez eu realmente tenha personalidade forte, pois me conheço suficiente para discernir quem devo ser em cada situação. Não que eu use mascara, simplesmente sou quem sou, mas aprendi a me mover dentro do espaço que me cabe. Minha liberdade vai até onde a do próximo começa e nessa dança de me doar e receber o compasso muda de acordo com a situação.
Em minhas meditações, em minhas orações, sempre clamo por discernimento, foi assim que consegui despertar. O despertar é a libertação da alma, é o quebrar das correntes, é o desatar do nó, é tirar o entrave dos olhos, é o ouvir além de escutar, é o sentir além do saber, é o voar sem asas, é o crer sem ver, mas é benção da maldição.
Benção porque torna o ser livre, sem mácula, o torna capaz, motivado, persistente.
Maldição porque lança fora toda ilusão, toda auto piedade, toda lamentação, todo devaneio.
Despertar é acordar para a simplicidade da vida diante a magnitude da existência. É sentir cada célula do corpo se interagir permitindo os movimentos, os pensamentos, toda criação.
Diariamente me coloco em situações distintas as que de fato vivo, já estive na era das cavernas, já contemplei a lua, já falei com animais irracionais, já ouvi a natureza, já me fiz santa, já me vi assassina, já provei prazeres que jamais conhecerei, já recusei presentes que eram tudo que sonhei, já fui mais bem que mal, mas também já me sentir ruim quando desejava ser boa.
Todo bem tem um pouco de mal e todo mal tem um pouco de bem. Não há pureza na miscigenação. Não existe perfeição e o mais próximo dela não é a ausência de um ou de outro e sim o equilíbrio deles (bem e mal).
Falar em bem e mal lembra a ying yang que trata esse causa como polo feminino e masculino. É dizer que todo ser masculino tem uma parte feminina assim como todo ser feminino tem uma parte masculina, e em cada pessoa se manifesta de forma diferente, a proporção nunca é exata, é sempre relativa, o que justifica a relatividade do ser.
Aceitar esse fato é aceitar que cada ser é único em identidade, que envolve razão e emoção. Por isso a reação das pessoas diante um mesmo fato é tão discrepante. Cada um vê de uma forma, entende de outra e age de outra. Cada ser é único em sua porcentagem do ser, que alia existir (ying yang) e despertar.
Poderia dizer então que distúrbios sexuais são devido a porcentagens representativos do Yin Yang? Se sim, essas porcentagens então deduziriam que o homossexualismo é genético? Se não, essas porcentagens então oscilariam no desenvolvimento do individuo como ser? E quanto aos devaneios comportamentais, que muitas vezes levam a crimes bárbaros, quando visto pela razão. Há um perfil sexual (masculino ou feminino) que pondera mais a crueldade? Se sim, se trata da educação e do meio social? Se não, está ligado a herança genética?
Falar em despertar aliada a personalidade abre um leque de questões que devem ser tratadas individualmente e estudadas a fundo. Espero viver o suficiente para isso...
A maldição do despertar também envolve o fato que a pessoa desperta se torna alheia às sensações duvidosas, aos sentimentos conflitantes, não que eles não existam, a questão é que não tem o mesmo peso. Estou na fase onde me pergunto o que de fato tem importância? Muito vivi, muito sofri, muito me arrependi, muito aprendi, muito evolui, mas de muito em muito até o inédito parece ser ‘dejavu’.
Há momentos em que me vejo tão alienada que é como se eu pudesse atravessar paredes. Sinto cada molécula do meu corpo interagindo com as partículas do universo e são nesses momentos que mais me sinto eu. Uma personagem na vida, uma peça em um jogo de tabuleiro, um grão de areia movendo a direção do vento, um sonar exclusivo e único.
Uma camada invisível se forma, vejo o todo como que uma esfera solta na infinidade do tempo, vagando na imensidão. Efeito gravitacional, ar, vento, frio, calor, chuva, dia, noite...tudo parte de uma grande brincadeira do universo, que fica observando como quem admira um bibelô.
Bem e mal, certo e errado, positivo e negativo, masculino e feminino, tudo isso é parte do jogo, tudo isso são as regras da brincadeira, tudo isso faz parte do show.  No entanto o show nunca é igual, mesmo que toque as mesmas canções cada um é único...
Sou muito feliz pelo despertar, mas não sei se o desejo para os outros como desejava ‘ontem’. Despertar torna as pessoas mais conscientes de si mesma, mais conformadas, mais racionais, mas tudo isso tira a emoção do jogo ou da dança, como preferir. Percebo que estou cada dia me tornando mais fria diante a realidade. Não que esteja escassa de sentimentos e emoções, mas a maneira na qual lido com tudo é que está sensata em demasia.
Se antes a tentativa de controlar o medo, a dúvida, a dor, a insegurança, o nervosismo, se manifestava em forma de lágrimas ou fuga agora simplesmente é pauta para ponderação e analise de diferentes pontos de vista, de forma que a balança é quase tangível e as decisões são aceitas como as ideais no momento. Não há lamentações, não há porquês, não há justificativas. O todo dispensa explicações, é ou não é, simples assim. É o viver um dia de cada vez, fazendo valer o hoje.
A sensação que tenho é que passei toda minha existência buscando viver, o que foi possível após despertar, finalmente encontrei o equilíbrio entre o eu e o ser, encontrei a almejada paz interior e ainda assim falta algo. Vejo-me uma pessoa egoísta. Nunca fui capitalista, materialista, tão menos fútil, mas o egoísmo nesse caso é por valorizar meu ser, por conhecer meu eu e saber que sou capaz de ir muito além do que os olhos veem.
Minhas atitudes, minhas ações, não dizem exatamente quem sou, representam apenas quem a sociedade me permite ser. Posso ser melhor ou pior, ai depende do referencial, a única coisa que posso deixar clara é que meu ying yang gira de acordo com a rotação da terra, hora predominando a personalidade masculina, hora tendo voz ativa a feminina.  
Não importa o que se tem, não importa onde pretende chegar, o que realmente faz diferença é que você é hoje, aqui e agora. Passado pode ditar história, mas não escreve o presente. Aceite as mudanças que as circunstancias oferecem, aproveite a experiência para fazer acontecer hoje, viva seu ser, dê o seu melhor, tente, arrisque se, não tenha medo, não se envergonhe, faça valer, faça acontecer, viva seu melhor!


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu podia estar matando, roubando, mas só estou desabafando

Sabe aquela sensação de fracasso, a qual te leva a acreditar que nada vai dar certo, que não importa o quanto se empenhe a história continuará sempre igual?
Hoje está sendo assim...
“Era uma vez uma mulher, que por não ter muita ambição existencialista, nunca soube aproveitar as oportunidades e ainda pior que isso nunca soube identifica las. Sempre deixou a ciclo girar até onde acreditava suportar. Tentava ser a mais sincera e transparente possível, o que a deixava exposta em momentos de descontração e soava como grosseria no dia a dia. Os anos foram vorazes na vida dessa mulher e após muitas perdas e renuncias ela finalmente percebeu a necessidade de crescer, mas já era tarde, essa não mais uma opção. Pressa nas lembranças do passado, vivendo as dificuldades que colocam em duvida o presente, sem ver perspectiva de um futuro diferente, a tal mulher se vê refém do tempo e prisioneira de suas escolhas. Para onde quer que olhe não vê luz. Não importa a direção, tudo está obscuro...”
Feliz daquele que apenas existe. As futilidades da mocidade, o modismo social, os prazeres momentâneos, são suficientes para preencher as lacunas.
Triste daquele que desperta para a vida além da existência e oscila entre a razão e o insano. Que pondera cada situação se sentindo sempre culpado.
A discrepância entre o ‘eu’ e o ‘ser’ não só acusa como também condena.
Bom seria se minhas ações coincidissem com o desejo de meu coração. Levaria me direto ao meu fantástico mundo, onde as nuvens coloridas são feitas de algodão doce, as estrelas são balas, pirulitos, a lua um imenso sorvete em casquinha, o sol um imenso doce de ninho e o melhor de tudo, que nada tenha calorias nem grau significativo de glicose e que seja vitalício.  Assim as pessoas seriam mais calmas, mais felizes, mais cordiais, se amariam mais, sorririam mais.
Muitos perdem tempo dando demasia a assuntos insignificantes enquanto assuntos realmente importantes passam despercebidos.
Não existe ser humano perfeito em caráter, mas talvez o mais próximo disso seja o homem que suporta humilhações calado, mesmo estando certo, que não se incomode de depender da caridade do próximo, que prefira o silencio as incertezas, que valorize a ignorância ao conhecimento conflituoso e principalmente, que consiga dizer não sem presar na consciência.
O coração é puro, os pensamentos que o corrompe. Como silenciar a mente para que o pecado não predomine?
O que mais quero não visualizo, mas o que não faz diferença vem em bandeja de ouro.
... o amargo do doce é pior que fel. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vícios


Amante das questões psíquicas e do comportamento humano faço-me estudante na trajetória da existência tentando seguir o curso normal da vida.
Minha mente aceita que vícios sejam distúrbios psicológicos, mas meu ser nega esse fato.
Quando se fala em vício se lembra logo de drogas ilícitas, mas e as licitas que são vendidas livremente nas esquinas? Há também as compulsões, o toque, alucinações. Ao meu ver se se trata da mente está tudo ligado.
O ser humano com sua mania de querer levar vantagem sempre se fecha no seu mundo de certezas e acaba olhando os problemas alheios como escape dos próprios. Ontem um colega de trabalho me contou a seguinte historia:
“Certa vez uma mulher passava os dias a observar a vizinha, que diariamente lavava roupa. A vizinha colocava muitos lenções e camisas brancas no varal, mas ao ver da mulher as peças estavam amareladas, e todo dia ela observava a vizinha colocar as peças que ao invés de clarear pareciam mais e mais amareladas. A mulher ficava indignada se perguntando se não sabia a vizinha lavar roupa direito, se não percebia o quão encardido as roupas estavam, se não tinha vergonha de deixar as roupas assim. Um dia, enquanto a mulher observava à vizinha, a campainha tocou, ela abriu a porta e antes mesmo de cumprimentar a visita a chamou até a janela e disse: - Todo dia aquela vizinha lava roupa, mas ao invés das roupas clarearem todo dia fica mais amarelada. Será que ela não aprende nunca? Olhe que vergonha! A jovem que acabara de chegar então se coloca a observar e não leva mais de dois segundo para perceber e comentar: - Veja aqui. Passa a mão no vidro formando um circulo. Não é a roupa da mulher que está encardida, é sua janela que está suja.”
Infelizmente a maioria das pessoas são assim, preferem apontar erros nos outros a identificar e corrigir os próprios. Por isso sempre digo ‘A verdade de cada um’ depende do ângulo de visão. Cada é responsável por suas ações e por mais que seja difícil a situação há sempre mais de uma opção, a escolha é sempre pessoal.
Falando de drogas vejo os vícios por esse ângulo também, há sempre outra opção.
O vicio se apodera de pessoas fracas. Pessoas que preferem fugir a encarar a realidade. Pessoas que não tem objetivos.
Não nego que das drogas que experimentei muitas me agradaram, causam uma sensação única de liberdade, de onipotência. É o mesmo que felicidade em capsulas, amor em capsulas, mas quando o efeito passa a realidade volta mostrando sua face mais cruel, pois o que era festa se torna tristeza. É por isso que pessoas fracas querem sempre mais, precisam ficar alheias a realidade, procuram conforto na ilusão e cada vez mais se perdem no espaço tempo-razão.
Acredito que haja muitos fatores socioeconômicos e socioculturais que levam algumas pessoas a preferirem as drogas, as ruas, o crime, mas muitos são simplesmente por fraqueza emocional.
Recentemente observei de perto a historia de uma mulher muito honrada, líder de células, lidera os jovens de um determinado ministério ao lado do marido, revela sua luz por onde passa, deixando uma sensação de paz pelo caminho. Certa manhã ela chegou à empresa aflita, sua expressão ainda demonstrava fé, mas seus olhos marejados de lagrimas revelava o desespero. Logo entendi, seu irmão era usuário de drogas, dentre elas o crack e estava devendo para os traficantes, que cansados de esperar o pagamento pegaram o jovem e o espancaram, deixando o na porta de casa ainda na madrugada, momento no qual acordou toda a família e gritando disse que caso eles não pagassem a divida do rapaz eles seriam os próximos, um a um seria espancados, do homem aos filhos. Desesperada ela providenciou o dinheiro para sanar a divida do jovem. No momento pensei: ele vai continuar usando cada vez mais e causando maiores atritos, pois se cada vez que um traficante ameaçar eles pagarem a divida eles saberão que ali há uma fonte de renda, mas e se não pagarem? E se de fato os traficantes pegarem um a um da família e espancar? O jovem além de muito machucado quebrou uma costela e teve muitos ferimentos, e se pegassem uma das crianças?
De fato é uma dura escolha. Acredito que ela tenha sido sábia, pagou aos traficantes e mandou internar o jovem em uma clinica de desintoxicação. Ficarão 6 meses sem falar com ele, saberão noticias apenas pelo pessoal da clinica, assim uma nova questão surge:
O jovem foi levado por uma intervenção, ou seja, contra a vontade, quais as chances dele superar a fase da abstinência e se manter limpo depois?
O não usar entorpecentes pode até limpar o corpo físico, mas a mente está manchada, se a pessoa viciada não desejar se curar não haverá cura, na primeira oportunidade ela começará tudo outra vez. Por isso acredito que o tratamento tem que ser de dentro pra fora e não ao contrario.
Ao invés de impor o que a pessoa deve ou não fazer deveríamos incentivar o despertar a consciência.
A pessoa tem que desejar mudar, desejar viver a mudança, desejar fazer diferente, desejar ver a diferença. É como dizem nos alcoólicos anônimos ‘mais 24horas’.
A luta é diária, não existe ex viciado em alguma coisa, existe viciado em tratamento continuo, que se vacilar e ‘experimentar’ novamente acaba caindo de novo na armadilha da mente, na ilusão de fuga.
E analisar tudo isso me leva a analisar os compulsivos. A compulsão em si nada mais é que um vicio não tratado. Muitos veem como distúrbio psicológico, mas que diferente há de quem usa drogas? Usar drogas também se torna um distúrbio, pois muda o psicológico.
Há vários graus de compulsão, os acumuladores, os compradores, os estupradores, os estripadores, mas independente de qual é está ligado à mente. Mais uma vez afirmo que fatores socioeconômicos e socioculturais podem influenciar, mas a base está ligada a mente.
Algumas doenças são facilmente explicadas pela medicina, como a bipolaridade, a esquizofrenia, são elas degenerativas do cérebro, mas outras nunca foram claramente definidas, ao menos não que eu tenha aprendido ainda, como o caso de certos distúrbios desenvolvidos por fatores externos, os quais considero também fraqueza humana.
Quando analiso minhas experiências vividas peço ao sobrenatural proteção para meus filhos, pois cada um reage de maneira diferente nas situações e eu acredito que em cada uma agi consciente, pois além de temer a Deus sempre tive muito receio de ofender ou magoar minha mãe, então por mais que fizesse algo errado fazia analisando não só o presente momento, mas o futuro próximo. Assim me tornou egoísta e nunca me permiti ser dominada por vícios, sempre fui muito eu, sempre fiz questão de ter controle de mim e de minhas escolhas.
Em muitos momentos de dificuldades senti vontade me entregar, fugir da realidade. O mundo ilícito é tão mais prazeroso. Mas minha consciência me revela que não passa de ilusão, que nada tem a me acrescentar. Que é apenas perca de tempo. Então a velha ‘Verdade de cada um” retorna e analiso minha história como produtiva, pois por pior que tenha sido, por mais tenho que eu tenha perdido, cheguei onde estou consciente de cada erro, de cada dificuldade, do tempo perdido, mas cheguei com muita força e coragem para começar de novo.
Não me importa o passado, me importa manter a consciência tranquila no presente e fé no futuro.
Ainda não aprendi a extrair o meu melhor, talvez eu ainda esteja perdendo unção, mas tenho consciência do todo.
Se Cristo voltasse hoje para o arrebatamento talvez eu fosse direto para o inferno, viveria a eternidade agonizando dor, mas seria a alma mais consciente do lugar. Essa convicção me leva a outra questão: do que adianta a consciência? Mas isso é questão para outro texto, por hoje basta.
Reflexão geral: Vicio é uma questão de escolha, de determinação, de força de vontade, de coragem. Se curar do vicio não existe, existe se tratar. Como todo e qualquer tratamento esse também é para os fortes, para os que acreditam na vida além da existência, para os que não temem começar de novo. As tentações são diárias, cabe a cada um aprender a dizer não.
Seja mais você. Prefira seu ser.




Há sempre duas perspectivas de analise.



Há algum tempo li o livro Autoliderança e Gerente Minuto de Ken Blanchard, Susan Fowler e Laurence Hawkins. Apaixonei-me na escrita simples, porem repleta de alertas sobre o modo de analise do todo, logo desde então desejava o Gerente Minuto (Ken Blanchard), mas sem tempo para ir a uma livraria resolvi perguntar ao diretor da empresa que trabalho se ele conhecia o livro, prontamente disse que sim e se prontificou a me emprestar.
Fiquei feliz, pois economizaria e absorveria o máximo da leitura.
Menos de uma semana depois o cobro o livro e ele diz que irá trazer, esqueceu, mas no mesmo dia aparece com um livro na mão, então questiono: - Ué, foi buscar? E ele responde:- Não, comprei pra você.
Como sempre digo há sempre mais de um ângulo de visão a ser analisado.
1° O primeiro ângulo é sempre o positivo.
Olhei sem graça, com um sorriso surpreso agradeci emocionada e pedi uma dedicatória.
Ponto de observação: Quanta gentileza comprar o livro que desejo tanto ler e me presentear, esse ato demonstra sensibilidade e carinho.
2° O segundo ângulo é sempre o pessimista.
Por fora a expressão era de contentamento, mas por dentro a vergonha condenava o ato de ter cobrado o empréstimo que havia sido prometido, pois o fato dele ter comprado um livro podia significar, de forma sutil, que ele estava dizendo: - Garota não me peça mais nada emprestado, se quer algo compre.
Ponto de observação: Quanta sutileza comprar o livro que desejo tanto ler e me presentear, deixando a mensagem subliminar de que não gosta de emprestar seus livros.
Segundo ele preferiu comprar porque não fazia ideia de onde o dele estava. Desculpa clássica. O mesmo que declarar: - Não quero emprestar.
Vem-me a questão, será que líderes têm dificuldades de dizer não?
Houve um tempo em que também não emprestava meus livros, até porque nunca os via de novo e tenho uma relação afetiva com cada um. Uma vez uma amiga pegou um livro emprestado comigo e ficou com ele durante uns 8 anos, já nem tinha mais esperança de vê lo quando ela o outro. As folhinhas já estavam amarelinhas, mas as paginas estavam intactas. Ela pediu muitas desculpas e agradeceu muito, disse que a leitura havia sido engrandecedora, que ela havia lido e relido varias vezes. Nesse dia voltei a emprestar livros, pois se aquele havia retornado a mim depois de tantos anos poderia acontecer o mesmo com os outros.
Na verdade passei a ter uma visão diferente sobre os livros, passei a vê los como pessoas que passam em minha vida, aceitando o fato de que se absorver o conteúdo da leitura e praticar o que for produtivo aquele livro terá cumprido sua lição, assim ficará sempre em minhas lembranças ou seja, é melhor que o deixe ir edificar a vida de outra pessoa. Desde então o sonho de ter uma grande biblioteca se tornou utopia, visto que voltei a emprestar meus livros, mas desses ainda não vi nenhum novamente. Claro que lamento por não poder rele los quando tento recordar algo especifico, mas ao invés de me magoar prefiro acreditar que ele está transformando vidas por ai, porque o lado negativo me leva a imaginar que ele está simplesmente abandonado no fundo de um baú, o que sem duvida é perder oportunidades.
Livros são como pessoas, me “diz” o que quero ouvir, me surpreende, me encanta, me conquista,  me ensina, ajuda a transformar meu eu, ganha meu tempo e atenção, gera laços, ganha espaço na lembrança, me deixa a vontade, talvez os livros sejam a melhor companhia que tenho.
Talvez as pessoas tenham ciúmes de seus livros como tive um dia, seja como for entendi o recado, logico que fiquei muito feliz com o presente, mas jamais pedirei emprestado a ele outra vez!



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Oração é alimento da fé e vivificação para a alma.


Como é gostoso gozar da presença de Deus.
Hoje descobri mais um que não acredita nEle, o que significa mais uma obra a ser trabalhada...
A oração sempre me leva além do proposto, sempre me guia a pessoas que não era o alvo, mas por algum motivo meu coração se inquieta a clamar por aquela alma em vida e não consigo negar.
Hoje quando me preparava para “o clamor” da campanha Multiplicando resultados algo me levou a pensar na forma como alguns veem oração. Um novo e já querido amigo me questionou outro dia como eu fazia para orar, pois ele não entende quando digo que escuto a voz de Deus. Comecei a pensar nisso, como seria não ouvir a voz de Deus?
Minha vida sempre foi marcada pelo agir dEle. Claro que em muitos momentos ignorei, fingir não ouvi, mas Ele sempre esteve presente. Algumas vezes Seu silencio foi quem falou. Em outras Suas estratégias que se revelaram. De uma forma ou de outra Ele sempre falou. Com isso me recordei das vezes que longe da santidade procurava respostas, mas não direcionava a pergunta. Quantas vezes o silencio gritava e eu não discernia. Em quantos momentos o mover trabalhava e não percebia. Sim, sabia que algo acontecia, sentia a presença do Pai, mas não escutava Sua voz.
Que vida vazia não ouvir a voz de Deus. Que solidão não sentir Sua presença. Que depressão não identificar Suas estratégias.
Lembrei-me de quando o amor verdadeiro me tocou pela primeira vez. Após tantos flertes, após tantas diretas, após tantas tentativas, um dia não teve jeito. Foi nesse momento que descobri que meu ser não é voltado para ter e sim para viver. No momento que o amor me tocou não consegui racionalizar, não consegui pensar, não consegui me segurar. Tanto amor chegou causando impacto e abalando minhas estruturas, o choque foi tão voraz que atingiu corpo, mente e coração. Meu corpo físico não aguentou e caiu ao chão, minha mente deslumbrava a paz e meu coração apenas agradecia a Jesus por tanto amor.
Desde então temos tantas histórias juntos. E ainda há quem diga que não estando em santidade não há intimidade com o Pai, tolo engano.
Para ter intimidade não preciso estar em um ministério, não preciso mostrar para as pessoas que frequento alguma igreja e sim me fazer o templo de Cristo. Levantar altar para adoração e louvor. Ter o coração quebrantado. Falar dEle a cada oportunidade. Abençoar as vidas que se achegam.
Deus tem me dado uma oportunidade única de evolução. As pessoas com quem tenho convivido, as pessoas que tenho atendido, cada uma delas é peça fundamental para meu desenvolvimento e por isso louvo a Deus pela vida de cada uma.
Sei que sou apenas um grão de areia, mas quero ser o grão de areia de maior brilho. Não para ser diferente, não para ser melhor ou especial, mas para chamar a atenção do Pai. Sou apenas uma na multidão, mas quero ser uma diferente, nem que seja por ter a voz mais chata, por ser a mais dramática, mais sensível, mais confusa, mais problemática, seja como for, quero ser diferente. Comuns todos são!
Não há pecadinho e pecadão, tudo é pecado diante os olhos do Pai e duvido muito que outro humano consiga ser Santo como Cristo é, por isso não condeno, não critico, apenas aceito o que quer que seja, pois cada um tem um ponto de vista, o que torna verdade diante o ângulo de visão.
Quero apenas seguir convicta de levar luz por onde passar, seja com um abraço carinhoso e inesperado, seja com uma palavra de apoio, seja com um sacode desaforado. Quero levar as pessoas a repensarem suas vidas e suas ações, pois isso é despertar e despertar é evoluir.
Se não sabe orar tente apenas clamar:
“ Jesus, Jesus, Jesus
Revele se a mim Senhor
Escuta minha voz
Perceba a dúvida de meu coração
Jesus, Jesus, Jesus
Revele se a mim Senhor
Eu o convido
Revele Seu mover”
Chame, grite ou berre...
Ele ouvirá, Ele se revelará.
Não há droga que se compare ao êxtase de estar na presença do Pai.
Não há sensação que se compare a ouvir a voz do Pai.
Não há prazer maior que perceber a satisfação do Pai.
Glória à Deus pelo discernimento...venha sabedoria...

 "Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]."Mateus 19:16    

 "E tudo quanto pedirdes em oração, crendo recebereis." Mateus 21:22   

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Vivifica Senhor... quebranta corações...

Por tanto tempo andei perdido
Sozinho, vagando
Não percebia o perigo
Acreditei muito saber
O tempo se passou sem perceber
Só agora vim te conhecer
Melhor não há
Amor igual não há
Razão maior pra amar
Ah vida,
Vida encontrei em Ti
Um novo motivo pra sorrir
Felicidade aquecendo o coração
Equilíbrio ponderando emoção
És meu tudo
Contigo não existe nada
Até a solidão é repleta de paixão
És meu tudo
Não há nada
Ilusão é seguir sem Ti na jornada!

Primeiro clamor no Cedaspy. Campanha Multiplicando resultados. Derrubando Gigante! 
Que seja para honra e glória do nome de Jesus Cristo!!! 


Entender sentimentos é aceitar o processo do despertar!


Tento entender os sentimentos.
Emoções aliadas ao desejo, ansiedade gerando ilusões, empolgação definindo escolhas.
Tudo é tão complexo. É o sim ou o não delimitando espaço de tempo, ou o talvez protelando o.
Arriscar se é tentar. Nem sempre sinto segurança quando me arrisco, mas me permitir viver fatos inéditos traz adrenalina pelo desconhecido e mistério pelo inesperado.
Quanto mais evoluo, na missão de viver a existência, mais percebo que muitos conceitos que ainda tento nutrir são apenas utopia.
Ser humano é animal que precisa ser domesticado, mas quem deveria domesticar não tem feito isso e o que deveria ser racional est á dando lugar ao devaneio.
Após o meu despertar sempre afirmei que a vida é simples, nós como humanos que a complicamos. De fato acredito nisso como verdade, no entanto começo a acreditar que para os ‘despertos’ é ainda pior.
Quem despertou não vê o copo meio vazio e sim meio cheio. Não pontua as dificuldades da situação e sim os aprendizados que essa está trazendo. Não vê barreiras no objetivo e sim um longo caminho a ser percorrido, no qual pode haver curvas e quebra molas. Não vê o passado como peso e sim como escola da evolução que trouxe o louro do despertar.
As pessoas tem por sua natureza serem competitivas, desejam se destacar e vencer, mas não entendem a essência do todo. A competição não é contra tudo e todos,  é contra si mesmo. É preciso ser melhor a cada dia, a cada momento, mas para isso não é preciso ser melhor que ninguém, basta superar a si mesmo diariamente.
Um dia um professor me disse “A força deve aumentar em proporção da carga. (Cristiano Póvoa)” Na época ele era um professor muito diferente, era alto, gordo, usava cabelos longos e se vestia de preto, mas pouco depois conheceu uma jovem, se apaixonou e mudou não só o visual como também o guarda roupa. Ele tinha a teoria de que dormir era perca de tempo, dormia sentado 4 horas por noite e tentava diminuir essa marca para 2. Perdi o contato com ele e já não sei se após se casar manteve essa teoria, duvido muito.
O amor muda pessoas, muda conceitos, muda rotina, muda crenças e tudo isso por quê? Pelo simples fato de amar? Não, pelo simples fato de olhar por outro ângulo de visão e se permitir mudar de opinião. Ser flexível.
Nada na vida é imutável. Nem mesmo a humanidade vista com fé, independente da religião, todos creem que em algum momento a alma voltará a vida, no paraíso ou não, mas voltará. Grande maioria acredita porque foi condicionada a isso desde criança, outra parte crê porque sentia suas carências serem sanadas em algum ministério e inúmeras outras por inúmeros outros motivos, no meu caso acredito no que me é revelado e isso me traz de volta aos sentimentos.
Ainda na imaturidade juvenil me permiti percorrer caminhos distintos dos que almejava, precisei viver situações condenáveis e em muitos momentos cheguei a dizer que isso havia me feito perder tempo, mas talvez eu ainda estivesse despertando...
Sou exemplo vivo de que palavra tem poder, por isso tento policiar até mesmo meus pensamentos. Tudo que critico de certa forma acabo vivendo, por isso não critico nem mesmo em pensamento, tento olhar por outro ângulo e entender o que a pessoa pensou.
Hoje sei claramente que não preciso viver determinada situação para conhece la, mas não posso negar e faze la traz não só a convicção de como é, mas o sentimento da experiência. Sentir está acima do saber. Por mais que um médico diga saber como é cruel a dor de um câncer ele nunca conhecerá de fato a sensação se nunca tiver vivido, então ele apenas pressupõe, mas não sabe de fato, pois nunca sentiu. O sentir não é apenas físico, mas também emocional e é isso que leva ao despertar.
Ontem estava assistindo ao jornal quando começou a matéria sobre um jovem que ama esportes radicais, inclusive ganhava a vida fazendo rapel, lavando prédios gigantes em São Paulo. Ama esportes e adotou como meio de condução a bicicleta, na qual percorria mais de 50 km por dia. Em um desses dias um jovem estudante de psicologia o atropelou, acidente no qual arrancou seu braço direito na hora. Em choque ele desmaiou e o jovem fugiu com seu braço dentro do carro, poucos km dali jogou o braço em um rio. Deus já havia preparado o lugar e outro rapaz com experiência em primeiros socorros prestou os primeiros atendimentos até que os paramédicos chegaram. O que me emocionou na história foi ver que o jovem mesmo sem o braço direito não desistiu da vida. A família estava muito mais abalada que ele. O próprio médico que o atendeu disse que no dia seguinte ao acidente, ainda no hospital ele pegou um papel e um lápis e começou a escrever com a mão esquerda, curioso o médico perguntou o que ele estava fazendo, e ele respondeu: - a vida continua não é? Preciso praticar!
Quantas pessoas passam dificuldades muitos menores e pensam em desistir, se desesperam, se sentem mortas por dentro? Vejo diariamente amigos e amigas que rompem um namoro e dizem que a vida perdeu o sentido. Casais que se separam e entram em uma guerra sem fim. Pessoas que descobrem uma doença e entregam os pontos.
Deus trabalha de forma ímpar na vida de cada um, mas tudo tem uma razão de ser. As estratégias estão aliadas a personalidade. Muitos de nós somos cordeiros eleitos ao sacrifício. Assim como o jovem da historia acima, que sem dúvida é exemplo de força, coragem e determinação para sua geração. Ele poderia simplesmente se entregar a dor da perda, lamentar o que perdeu, mas ao invés disso ele preferiu se levantar e encontrar uma nova maneira de seguir.
Cada pessoa é reflexo de outra e espelho para outra, por isso o despertar é tão importante. Mudar o mundo não cabe a massa e sim a cada um individualmente. Se todo mundo fizer um pouquinho o mover se transforma em avalanche e a obra acontece.
Essa geração está precisando de um milagre, mas não um milagre do sobrenatural, está precisando de um milagre de humanização.
Tenho acompanhado de perto a evolução de uma pessoa muito próxima e querida, posso dizer que muito ainda precisa acontecer, mas assim também é comigo e com qualquer outra pessoa. O estagio da evolução nunca cessa, posso senti lo movendo meu ser, mas contempla lo em outra pessoa aquece meu coração e me faz ter esperanças em um futuro mais desperto.
Acredito em cada ser como único, dotado de sabedoria, por mais que falte conhecimento. As pessoas estão perdidas no conformismo, no modismo, e assim não veem como tomar a direção de seu destino. Qualquer claridade que veem acreditam ser a luz no caminho e correm para encontra la, mas era apenas um reflexo e elas novamente estão sem direção, sem foco, sem objetivo.
Sempre desejei alguém para me dar a mão, alguém que me aceitasse como sou, que ao invés de outorgar mudança me lapidasse diariamente. Sempre me fiz flexível e vulnerável, não por falta de opinião, mas por convicção de que não há verdades absolutas. No entanto hoje acredito que na verdade o desejar esse alguém era apenas anseio por encontrar a mim mesma, pois meu eu basta para transformar meu ser.
É tão bom sentir cada sentimento em seu devido lugar. Saber ponderar os riscos, permitir ou não a entrega, discernir o brando superficial do que de fato aquece a alma. Até permito que as borboletas cheguem embrulhando o estomago, mas a razão as domina quando decide opinar.
Sentimentos são alimentados por pensamentos, que por sua vez são gerados pela carência,  pela convivência, pela disposição... enfim, o todo é repleto de tudo, que nada é além do que cada um permite ser.
Cada um é definitivamente responsável por tudo que lhe acontece. Seja bom ou ruim apenas você é responsável pelo que ocorreu. Ao invés de procurar culpados e desculpas faça uma analise em seu eu e verá que muitos ‘se’ surgirão.
Seja você, viva seu melhor!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Gosto por leitura resulta no prazer da escrita


O gosto pela leitura me trouxe o prazer por escrever.
Seja como for, estórias, fatos, contos, narrativas, poemas, canções, tudo carrega a expressão de quem de fato escreve.
Não tenho preferencias, apenas deixo que minha mente expresse através de minhas mãos o que está sentindo meu coração e tocando minha alma.
Sejam lamentações ou felicitações, seja alertas ou desabafos, seja coerente ou em vão, tudo vem do coração.
Escrever é viver múltiplas faces, é poder protagonizar quem e o que eu quiser. É ir além do que minha imaginação pode chegar. É tocar o infinito. É conhecer o além. É ver o que não é tangível. É sentir o indescritível. É me transportar para o meu universo próprio, onde só entra quem eu convido, onde cada um tem seu papel especifico, sem mascaras, sem regras, sem conceitos.
Quando escrevo embarco na viagem ao subconsciente da imaginação, vou fundo, além e cada vez descubro novos horizontes em uma vasta opção de direção. Sinto meus pés toarem o céu.
Escrever é como encontrar a felicidade em pessoa e poder abraça la.

Tudo que Deus espera é obediência e nem isso consigo ofertar...


Tenho me sentido tão incapaz nos últimos dias. Uma vontade fazer mais por alguém tem me incomodado, mas me vejo tão impotente, como poderei eu fazer algo por alguém? Em muitos momentos eu quem adoraria ter ajuda...
Aí, me sinto egoísta e mesquinha, há quem tenha menos que eu e ajuda muito além...
Acredito na vida, mas há momentos que viver parece utopia.
É um processo infinito.
Talvez por isso pessoas que existem demonstram menos preocupações.
Existir é para o eu em reflexo ao social, apenas seguindo o ritmo e o dia a dia.
Viver é para o ser em reflexão ao social, é questionar, colocar em prova, descobrir novos caminhos, não se conformar, não se calar, não aceitar.
Nunca me sinto no todo humana, mas há dias em que a sensação de não fazer parte dessa espécie é ainda pior.
Bom seria poder viver com os irracionais. Chego a imaginar que eles sejam os estágios da evolução da alma.
O homem só tem de humano o racional porque a humanização está cada dia mais distante.
Enoja-me ver o comportamento de certas pessoas, o ar de superioridade, a petulância, o timbre abusado.
Todos estão aqui de passagem, todos são feitos da mesma matéria. É verdade que alguns aproveitam melhor as oportunidades que outros, mas cada qual é responsável por viver a descoberta do momento, e essa que leva ao despertar, que infelizmente muitos não conseguem perceber.
Minha simplicidade e falta de ambição às vezes irrita a mim mesma, mas o excesso de confiança e a prepotência dos outros me acalma e faz acreditar que melhor é a humildade trabalhada que a arrogância incontrolada.
Continuo valorizando e prezando pelo bom senso.

A voz de Deus me emociona na proporção que Suas estratégias me motivam


Há dias em que tudo acontece de uma forma tão única que me assusta.
Logo pela manhã a espécie humana tentou roubar-me o equilíbrio, mas a voz de Deus acalmou meu coração e aquietou minha alma, assim consegui seguir em paz sem grandes conflitos.
No trabalho a voz de Deus novamente vem suave emocionar-me. Sinto-me tão envergonhada porque mesmo com o despertar do meu ser para o viver ainda sou falha em humildade e às vezes penso em desistir, mas Ele vem e me chama. Coloca-me no colo, afaga meus cabelos e me abraça forte. Quando ainda assim lamento, Ele me revela lições sutis que me geram grandes ensinamentos.
Não me canso de admirar o quanto Ele é estratégico em minha vida. Sabe exatamente o momento de me dar animo e renovar minhas forças. Então percebo o quanto sou dependente, o quanto sou frágil, o quanto sou carente e um vazio ecoa em meu coração. Nesses momentos O vejo aqui, presente. Ele me aperta forte e me lembra de tudo que foi e gera em minha mente imagens de tudo que pode ser, assim não resisto e me derramo na Sua presença.
Em momentos como esse é como se o Deus que habita em mim se extravasasse de meu ser e proporcionasse conforto e atenção.
No balanço geral tudo vai bem, o ciclo natural da vida roda favoravelmente, mas ainda assim há fantasmas e sombras que cegam minha visão me impedindo de ver a luz, no entanto eu sei que ela existe em algum lugar...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Curta Consciente!


Sabe aquelas histórias que alguém diz que ouviu dizer, ou que conhece alguém que passou, um vizinho, uma amiga, qualquer pessoa, que não seja ela mesma, viveu?
Agora essas histórias ou estórias, não sei, serão contadas aqui como Fatos & Boatos – A verdade de cada um. Qualquer semelhança com outra é mera coincidência.
Espero que divirta se lendo e imaginação cada cena narrada.
Abraço carinhoso,
Panmella Janaina.

O primeiro texto de Fatos &e Boatos conta a versão de uma adolescente quando começou a conhecer o lado perigoso dos prazeres noturnos. Sem perceber estava sendo confundida com o jeito ‘periguete’ de ser, ou talvez não chegasse a tanto, mas aconteceu mais ou menos assim:
Uma jovem na casa dos 18 anos, foi evangélica praticante a vida toda, começa a conhecer a adrenalina das baladas e os prazeres da independência.
Sempre muito simpática logo se torna popular. Faz muitas amizades e curte azarações.
Frequenta sempre os mesmos lugares, pois gosta de rostos conhecidos, ou talvez seja algum distúrbio psíquico não diagnosticado mesmo, mas enfim, está sempre frequentando os mesmos lugares.
Um desses lugares é uma balada conhecida e renomada, frequentada pela alta burguesia da cidade e ela se sente, pois é o tipo que dizem ‘vip’ no lugar. Marcando presença de duas a três vezes por semana sempre conquistando mais olhares admirados, pelo bom comportamento aliado a sedução ela se sente uma atriz global.
Muitos homens procuravam um meio de se aproximar, mas ela sempre convicta de sua moral nunca sedia. O discurso era que estava na balada para curtir boa musica, dançar, conversar e se divertir com os amigos, mas nunca para ‘pegação’.
Já havia três semanas que um homem de aproximadamente 1.90m, corpo atlético, peitoral definido, pele morena clara, cabelos negros e bem penteados, boca vermelha e carnuda desenhando um coração, olhar profundo e desafiador a observava. Ela fingia não notar, mas sempre dava uma olhadinha de leve, um sorrisinho que misturava charme e timidez, mas ao final da noite tudo ficava apenas nisso, charme e troca de olhares.
Em uma noite de quarta feira algo foi diferente, ela e a amiga de sempre estavam juntas e determinadas a dançar e se divertir. Como de costume pediram os drinks favoritos. A guria em questão não gostava de misturar bebida e sempre que começava em algo fazia questão de beber apenas aquilo à noite toda e assim fez.
O tal homem bonitão e misterioso estava lá, de olho em cada movimento. Até onde a guria contou ela havia tomado apenas seis margaritas e saboreava deliciosos petiscos, quando resolveu ir ao banheiro.
Voltou e tudo estava normal, a amiga conversava com alguns jovens que se aproximavam, mas sem dar muita ideia. A noite continuou em seu curso normal, a guria terminou sua bebida e pediu mais uma.
 A guria olhou para o homem sedutor que lhe acenou positivamente como que confirmando algo.  Sem entender ela apenas sorrio.
Quando o garçom veio entregar a bebida a ela, em um movimento rápido percebeu que algo não estava normal, o resto de sua taça ao invés de azul estava esverdeada, mas não questionou, terminou a taça e pegou a outra, foi nesse momento que o bonitão criou coragem para se aproximar.
Ela acompanhava cada passo como que assistindo a um filme em 3D e em câmera lenta. O som ficou distante, bem distante, as vozes eram robóticas e lentas, os gestos das pessoas estavam lentos, e o olhar do homem penetrante e o sorriso intenso. Ela estava ansiosa para saber o que o homem diria e nervosa por não entender o que estava acontecendo, acreditou que era pela emoção do momento, mas quando o homem chegou bem perto e conversou tudo se transformou.
A voz grossa e imponente soou como rojão aos tímpanos sensibilizados pelo momento e uma descarga elétrica percorreu seu corpo, algo incontrolável a tomou e ao passo que ela sentiu um calafrio na espinha ela sentiu um liquido se esvair por entre as pernas.
Sim, acredite, ela se mixou! Não bastasse isso o homem continuou a falar e ao ouvir o timbre grave da voz seu estomago se revirou e tudo que ela havia ingerido voltou em um jato que acertou de cheio o homem.
O lugar estava lotado e as pessoas mal acreditavam no que estavam vendo, assim como a guria mal entendia o que estava acontecendo.
Sentindo um misto de vergonha e medo ela viu o chão sumir de sob seus pés e quando estava perto de se espatifar no chão o segurança do lugar a pegou nos braços a tirando de lá.
Tudo que sei é que com muita dificuldade a conduziram ao hospital de urgências da cidade. Taxistas se negaram a leva la, pois diziam que ela iria vomitar no carro, SAMU, corpo de bombeiros e afins diziam que por se tratar de embriagues nada podiam fazer, até que uma boa alma que estava na balada se disponibilizou para leva la e a amiga ao hospital.
Chegando lá uma médica plantonista às receberam com dureza e agressividade, tomada por sermões moralistas. Após algumas doses de glicose na veia e um longo período de observação a guria voltou a si, não em seu estado normal, mas voltou de maneira suficiente para derrubar parte do quarto em que estava e para cair dentro do lixo do hospital.
A médica estava quase chamando a policia quando a amiga da guria, que também não estava muito sóbria resolveu chamar um taxi e leva la para casa.
Conclusão: A guria não sabe ao certo como chegou em casa, tão menos como subiu a escada que dava acesso ao seu quarto. Tudo se passava como em fleches de memoria em sua mente, onde não discernia ao certo o que de fato havia acontecido nem o que era imaginação. Acordou 12 horas depois deitada em cima de seu próprio vomito com os cabelos grossos de baba seca. Diante a situação não conseguiu ir trabalhar e por se tratar de consumo excessivo de álcool não lhe deram atestado médico, ou seja, ganhou uma falta injustificada e uma bela advertência. Segundo a médica ela havia ingerido uma droga conhecida como boa noite cinderela. Por sorte a amiga que a acompanhava era confiável e não a deixou em momento algum.
A guria estava com tanta vergonha que só sabia chorar no dia seguinte, que era justamente quinta feira, a melhor noite na tal balada. Ela não se deu por vencida nem mesmo pela ressaca e fez questão de ir para entender o que havia acontecido.
Chegou tímida como que querendo se esconder, mas antes mesmo de entrar um dos seguranças grita: - Você não é a moça de ontem? Está bem? Sem graça ela confirma que sim e que está ótima, se desculpa pela confusão e escuta os comentários atenta.
Segundo as informações quem não gostou nem um pouco da cena foi o tal homem que foi embora todo sujo de vomito.
A situação foi motivo de piada a noite toda. Segundo o gerente da casa, que era seu amigo também fora dali, a única possibilidade era que alguém tivesse colocado algo no copo dela, sem que ninguém percebesse, enquanto ela estava para o banheiro.
No fim apesar da vergonha ela enfrentou o vexame esclareceu o que havia acontecido e continuou a se divertir, mas a partir de então nunca mais deixou seu copo sair de seu ângulo de visão.
Moral da história: Não importa quão grande e vergonhoso foi seu vexame sempre existirão outros para supera lo.
Brincadeiras a partir, o assunto é serio e merece atenção. O mundo está repleto de lobos em pelos de cordeiros, fingem ser bonzinhos só para devorar. Por isso é preciso atenção em baladas e/ou qualquer tipo de festinhas e reuniões. Evite ao máximo receber bebidas que sejam preparadas por outra pessoa, dê preferencia as que veem lacradas, que você possa abrir ou veja abrindo e nunca, jamais, em hipótese alguma se afaste do seu copo. Mantenha o sempre nas mãos ou em um ângulo de visão favorável. Nunca se sabe quando um ser desumano vai agir.
Curta consciente! 

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