Não entendo como há pessoas que dizem conhecer
verdadeiramente outra se demonstra não conhecer nem a si mesmo.
Não me canso de exaltar as vantagens do viver sobre o
existir.
Existir é uma dadiva divina, mas viver é uma escolha
consequente do despertar, por isso me fascina.
A disparidade, entre quem existe e quem vive, é tanta que
afeta além do físico o emocional.
De fato estamos vivendo na era da sustentabilidade, onde a
cultura do reciclável é ensinada, no entanto os valores estão tão distorcidos
que estão confundindo pessoas com objetos.
É a velha questão já narrada em outros textos sobre
relacionamentos instantâneos, mas a coisa está ainda pior, não há tempo
suficiente para ser chamado relacionamento é um “ocasionamento”, que acontece porque
duas pessoas se encontram sem ‘que’ nem ‘porque’ e decidem se satisfazer, matar
o desejo da carne. É como se a outra pessoa fosse um instrumento para saciar
sua carência e seus desejos físicos.
Acredito já ter narrado várias vezes sobre um filme que
assisti há muitos anos atrás, Alguém como você, o filme relata de forma
descontraída a realidade que antes era dita do mundo masculino, mas que muitas
mulheres adotaram para si, a teoria da vaca velha. O filme aborda um teste
aplicado com um boi de reprodução viril e dominador, onde colocado junto a uma
vaca que ele não conhecia ele fica todo pomposo e não perde tempo em ‘toma la’,
mas nos dias seguintes ele não se interessa mais por ela, pois ela deixou de ser
novidade. Certo da teoria de que o boi vai por instinto eles lambuzam a mesma
vaca com o cheiro de uma nova, mas o boi não é bobo, ele sabe que é a vaca
antiga camuflada e nada faz. Eles decidem colocar uma vaca nova que o boi não
conhecia e seu instinto dominador e viril novamente age até tomar a vaca nova,
que no dia seguinte não serve mais por estar velha. Assim é no mundo animal
racional, os homens tem se comportado da
mesma maneira e digo homens dizendo humano.
Tolice acreditar que o sexo masculino que é culpado pela
falta de comprometimento e fidelidade nos tempos atuais, eles até podem levar a
culpa por não serem discretos, afinal o instinto deles é se gabar da quantidade
e não valorizar a qualidade, porem o sexo feminino na louca busca por direitos
iguais acabou perdendo a direção e banalizou a situação.
Vejam bem, não estou defendendo que homem pode aprontar,
trair e está correto. Estou dizendo que se não tivesse mulher para se sujeitar
a ser a outra traição não existiria.
As mulheres há tempos desejam se igualar aos homens nos
direitos iguais que, sem perceber, ultrapassaram o limite da razão e perderam o
sentido do bom senso. Desde muito cedo as meninas não se valorizam e começam a
se relacionar de forma sexual cada vez mais cedo e isso ocasiona na nova geração
conhecida como piriguetes.
Moças e adolescentes em formação estão se tornando mães cada
vez mais cedo. São crianças gerando vidas, crianças trazendo ao mundo outras
crianças. Que futuro teremos? Em pouco tempo os pais não serão mais pais, e os
avós herdarão a responsabilidade de serem pais novamente, além do programado.
Falar disso é falar não só do devaneio da juventude atual,
que por fim acaba influenciando os mais velhos, nunca se viu tanto divorcio
como agora e não é só entre os jovens dessa geração não, casais com certa
idade, que jamais se separariam estão se separando, isso é bom para os asilos,
principalmente pagos, para as clinicas psiquiátricas e para as indústrias de
medicamento. É falar do futuro, como será a mente dessa geração que chega?
Quais valores terão? Onde será o limite? Sem falar da economia familiar.
As pessoas estão parecendo baratas tontas. Não procuram
discernimento, não tem direção, apenas segue ao curso do destino, apenas
existem. São marionetes da existência outorgada pelo Criador e já estão tão
distantes do todo que muitos nem acreditam que aja algo maior no universo. Preferem
acreditar que somos efeito de causa.
Contudo quem lucra são os grandes, a classe menor e mais
capitalizada, que também sofre com a discrepância dos tempos atuais, mas
preferem ignorar os fatos, pois o que de fato importa são os números que multiplicam
se. Quanto mais as pessoas estiverem perdidas mais elas tentarão se encontrar,
mesmo que inconscientemente, e sem despertar para a vida além da mera existência
fica difícil, porque não verão padrões, tudo que tem são exemplos fracassados
que se tornaram comum. Assim a moda passa a ditar caráter e fazer uma nova espécie
de cidadãos.
Quem ganha são os nobres que cada vez acumulam mais para si,
enquanto os menos favorecidos estão pagando para descobrir onde está o
problema. É a geração da depressão e do stress.
Volto a dar o exemplo de relacionamento, é mais fácil desistir
de uma relação que lutar por ela. Tomo mundo cedo ou tarde desisti, o que deixa
o mercado cheio de opção. É a famosa lei da oferta e da procura. Pra quê
insistir e lutar para fazer acontecer se desistir é mais fácil e comum? Todo
mundo desiste. Alguns até preferem, pois assim variam o cardápio e o mercado
está cheio de opção.
As pessoas querem conhecer umas as outras, querem ter intimidade,
dizem ser amigas, dizem conhecer, mas não veem mais do que desejam ver. Veem
apenas o que os olhos captam, não enxergam verdadeiramente. Olham apenas o rótulo,
a embalagem e muitas vezes ignoram o conteúdo. Grande maioria ignora até si
mesmo. Preferem acreditar no que lhe é imposto como sendo característica de
comportamento que se rebelar e agir para fazer diferente.
Algumas iniciaram o processo de despertar e tentam ir na
contra mão dessa massa, que nem mesmo se conhece, mas o processo é longo e
cansativo, em diversos momentos é preciso abrir mão de suas convicções e
aceitar que nada é o que parecia, que se está errado e recomeçar. E esse é o
problema para muitos, recomeçar.
As pessoas cultivam a ideia de que precisar sem melhores,
mas muitas não sabem melhores que quem ou o quê. Alguns querem ser melhores que
seus pais, que seus irmãos, que um amigo. Outras se espelham em pessoas
famosas, de grande sucesso, pessoas que nem mesmo sabe da rotina e do
cotidiano, conhece apenas a imagem projetada. É claro que ninguém conhece ninguém
verdadeiramente e essa é a questão. Essa geração está tão confusa que olha o
superficial e o vive sem se tocar que há muito além dessa mesmice.
É preciso ser melhor sim, mas não que a alguém ou algo, é
preciso ser melhor que você mesmo. Se superar sempre. Não faça se comparando há
alguém que fez e deu certo ou mesmo que falhou e você quer fazer diferente,
faça respeitando seus limites e desejando se superar cada vez mais.
Sabe por que isso hoje não acontece? Porque as pessoas
tropeçaram no bom senso e perderam seus valores, agora não sabe quem são nem do
que são capazes. Querem ganhar o mundo e conquistar o impossível, mas não conhecem
nem a si mesma além de um reflexo projetado no espelho ou dizeres das pessoas
que convive.
Cada ser é único e vai além de mera imagem ou rotulo que
recebe.
Eu por exemplo, nem sempre acreditei em magica, quando
criança ia aos shows e sempre imaginava o mistério por traz da ação humana, o
efeito do jogo de mãos, mas com o tempo e os acontecimentos percebi que quanto
mais eu crescia mais a magica acontecia e hoje tenho claro que ela é real e é
bem simples como eu via, mas não enxergava porque eu não acreditava. No entanto
a magica da infância é diferente da maturidade.
Quando criança achava graça em bolinhas que sumia de um
lugar e aparecia em outro, as adivinhações de cartas e afins, mas hoje admiro a
magica de uma família com quatro pessoas sobreviver com um salario mínimo, ser
feliz e ainda crer que há um Deus que provê. Admiro a mágica de uma mãe não ter
como dar um brinquedo para o filho e ainda conseguir receber dele um sorriso
carinhoso. Admiro a mãe que não tem condição de dar boa educação, que vive nas
favelas e periferias, cercadas pelo trafico, pela prostituição, pela
marginalidade e ainda assim consegue educar o filho com valores, no caminho
reto e formar um cidadão respeitado. Isso é magica.
Mágica é realmente um mistério para poucos e normalmente
quem a vê e a valoriza são os que despertaram para a vida.
Poucos me conhecem além de minha imagem, poucos sabem dos
poderes especiais que guardo, poucos contemplaram alguma magica minha, mas os
que tiveram essa oportunidade sei que de fato olharam além de meus olhos, posso
dizer que leram minha alma.
Não sou presunçosa nem tão pouco egocêntrica, a questão é
que de fato vivi meu despertar e não foi fácil. Ele veio lenta e dolorosamente.
Até que o percebesse precisei sofrer perdas irrecuperáveis, dores, lamentações e
tudo me causou feridas incuráveis que ainda sangram, mas notar a evolução do
despertar me faz aceita las e trata las diariamente.
O meu despertar realmente foi obra de um artesão. Eu era uma
joia bruta, cheia de razão, convicta de meus desejos, ciente do que queria,
acreditava que bastava eu e meus ideais. Como qualquer adolescente acreditava
que venceria por mim mesma, não precisava de ninguém por tanto não me importava
com o que dissessem, eu era eu e pronto, o resto não passava disso, resto. Foi
assim por muitos anos e os mais delicados, pois formariam minha personalidade e
ditariam minha imagem diante os outros, mas não foi.
Desde sempre fui diferente. Hoje entendo o que não entendia
na época e sei que ter a marca da promessa faz com que o chamado seja evidente
e mesmo que o coração entre em divergência com a mente o despertar faz a obra.
Fui sendo lapidada lentamente e a cada novo formato o olhar sobrenatural
analisava e visto que a obra não estava perfeita um novo corte surgia. A cada lapidação
eu acreditava que finalmente estava pronta, que finalmente me conhecia e podia
desbravar o mundo, no entanto não passou de mera ilusão.
Após muitos anos em processo de lapidação posso ver que esse
é um processo continuo que nunca para. Assim como o tempo o despertar é diário.
O saber, o conhecer, nunca é suficiente, e conhecer a si mesmo, saber seus
limites, seus ideais faz toda diferença.
Uma pessoa que ignora a vida além da existência segue um
caminho sem norte. É como se tivesse uma doença paliativa que cedo ou tarde irá
se complicar.
É chegado a hora da desvalorização do capitalismo e da valorização
humana. Me indigna ver por exemplo pessoas tratando animais de estimação como
filhos, dando amor e carinho como se fosse alguém da família. Claro que amo
animais e sei a importância de trata los bem, afinal são seres vivos, mas não aceito
a ideia de dedicação a eles e posso dizer claramente porque: porque mesmo que
inconscientemente há pessoas que preferem criar animais a ter filhos pura e simplesmente porque é mais conveniente.
Há pessoas que temem a responsabilidade com outra vida humana, temem o futuro pensando
em como anda o presente.
Já ouvi tantos amigos dizendo que é loucura ter filho no
mundo de hoje em dia, concordo pois a perca de valores é crescente, mas quem vê
assim está declarando sua incapacidade, está assinando o decreto de fracasso,
pois se você tem valores porque não conseguirá passar para uma criança? Tantas mães
paupérrimas na classe da pobreza conseguem o que dirá alguém de classe media.
É mais cômodo colocar a culpa nos problemas sociais, nos
devaneios do cotidiano, que assumir a derrota. Um cachorrinho, por exemplo, dá
menos trabalho. É carinhoso, pode ser educado, não responde, não dá tanta
despesa e pode se deixar sozinho em casa, pode se deixar com um vizinho ou
amigo quando for viajar.
É a facilidade que
dita às escolhas. Ninguém quer ter preocupação e cuidado. É o egocentrismo
gritando mudo no interior.
Enquanto isso, vamos acompanhando atônitos os crimes
perversos que cada vez se tornam mais comuns. Pai matando filhos, filhos matando
pais, babás matando e/ou espancando crianças, avos torturando netos, idosos
sendo espancados sem o menor remorso, médicos brincando de ser Deus, jovens
alienados assassinando pessoas por nada, assaltos acabando em assassinados e
uma lista sem fim.
Essa é a realidade que ao invés de caminhar rumo à evolução declina
cada vez mais. Os de maior idade que deveriam ser os conscientes ao invés de
dar o exemplo e cobrar moral estão se perdendo ao modernismo e achando tudo
normal, ao ponto de sucumbirem ao modismo.
Como está indo daqui a pouco nem mesmo relacionamentos instantâneos
existirão, serão apenas relações momentâneas, cujo nem mesmo o nome precisa ser
revelado.
E nessa condição a
crescente continua dos grandes, pois como seres abstratos o conflito de emoções
aumentará e a má administração acarretará em doenças psíquicas que precisarão ser
tratadas, mas antes da aceitação tem sempre o processo de negação e a louca
busca por algo que tape o vazio que se sente. Mas esse algo não é visível e nem
tangível, porque a pessoa não conhece a si mesma e o efeito dominó já estará em
fase avançava para parar. E não só as doenças psíquicas, mas também as paliativas.
Como narrado em outros textos o ser humano se diz dotado de inteligência,
no entanto não a aproveita para si, tudo que tenta é para mostrar aos outros do
que é capaz, é para satisfazer seu ego e receber reconhecimento.
Quanto mais convivo com pessoas que ainda não viram a luz do
despertar mais confirmo que não viverei suficiente para ver a diferença no
mundo.
Voltando a falar dos relacionamentos tudo está tão comum,
tão liberal, que um casal fazer troca entre eles é comum, o dito swing. Não é traição
porque não há mentira, o outro também participa, mas a promiscuidade é vista
como livre arbítrio e confundida com respeito. Não condeno essa ação e respeito
quem pratica. Até porque muito das pessoas que amo estão nesse meio, no entanto
me vejo barroca diante o fato.
E se for falar sobre isso entrarei em tantos outros fatos
que levam a outros e assim vai.
Estou escrevendo um livro que dentre os assuntos apontados
abordo o vírus HIV e até nesse tipo de projeto o Sobrenatural cria estratégias.
Tenho conhecido pessoas soro positivas, tenho escutado relatos sobre isso.
Percebo que a doença mesmo controlada afeta não só o corpo, mas principalmente
a mente e acima de tudo isso percebo que o contagio ocorreu por descuido.
Digo descuido para ser menos agressiva, porque na verdade o
contagio é consequência dessa era de promiscuidade, de prazeres momentâneos sem
consciência. Ainda há quem acredite que DST é coisa de poucos, mas não é. DST não
tem cara, não tem cor, não tem classe social. Ela está solta, caminhando,
dançando, brincando. Pode se esconder em um alto executivo ou em um marginal.
Pode estar na prisão ou na igreja. Pode acompanhar um idoso ou um bebê. Chega
em um hetero assim como em um homossexual.
Quando começo a analisar o padrão de hoje temo sim pelos
meus filhos, mas oro e ajo para que eles despertem o quanto antes para a vida além
da existência, pois só assim poderão seguir conscientes de que ser estar acima
de ter e que fazer acontecer só depende da vontade própria.
Todos nós somos responsáveis por tudo que nos acontece, seja
bom ou ruim, cabe a cada um fazer a escolha e assumir a direção.
Eu escolhi viver o processo de despertar que não cessa e
você? A escolha é sua, viver na sombra do modismo corrompido ou seguir contra a
massa sendo exceção.
Eu escolho nadar contra a maré, escolho seguir no social o
que me é imposto à sobrevivência, mas não abro mão de viver o despertar.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.