10 de dezembro de 2012 nesse momento 22:48hs, o fim de
semana foi daqueles que nada acrescentam.
Hoje, segunda feira, o dia alem de longo e cansativo, para quem
não sai de casa há exatos quatro dias, foi também de pura nostalgia.
Os velhos pensamentos voltaram.
O grito preso na garganta.
A lágrima seca queimando a face.
O peito ardendo os sonhos utópicos.
A mente alimentando a verdade cruel dos fatos.
Sabe aquele dia em que nem mesmo você se ama?
O espelho reflete uma imagem que em nada agrada.
No rosto espinhas insiste em lembrar, uma adolescência ha
muito tempo passada.
No corpo as cicatrizes marcar toda experiência vivida.
O excesso de peso confirma todo sedentarismo.
As mãos calejadas revelam o trabalho domestico.
As unhas quebradas sugerem a falta de tempo.
Os cabelos emaranhados evidenciam a total despreocupação.
Os pelos extras certificam a total depressão.
Desempregada.
Sem dinheiro.
Sem estudos.
Sem perspectivas.
Mãe sem filhos.
Totalmente dependente.
Os sonhos parecem tão
improváveis.
Os objetivos se vestem de
gigantes.
Os ideais se tornam utopia.
O crer vira mera ilusão.
É o saber falar, mas não
executar.
Viver contraria ao que desejo.
Como alguém ainda pode se
interessar por mim?
Nem eu mesma me interesso.
Comum.
Simples.
Mais uma entre tantas.
Questiono-me o que vale a mim? A
esse eu do momento.
Vejo as pessoas realizando o que
há tempos tentei.
Opinião, ofícios da experiência.
Aqueles velhos pensamentos me
rondam.
Há muito tempo haviam se
afastado.
Desde que aceitei a forma como o
sobrenatural se revelou a mim tudo mudou. Durante muito tempo não vi nada fora
do comum. Recebi muitos sinais, mas não consegui decodificar as mensagens.
Parece que a alienação volta a me
perturbar...
Não quero aceitar. Tem tanta
coisa boa acontecendo. De repente pode ser que o cupido tenha acertado o
coração de alguém usando a mesma flecha que acertou o meu, no entanto mesmo a
pessoa certa talvez o momento não seja propicio.
O que tenho eu a oferecer?
Nem mesmo minhas
responsabilidades consegui cumprir.
Oh fase cruel.
Ter que engolir o orgulho e
aceitar caridade.
Hospede de minha casa.
Inquilina devedora a ponto do
despejo.
Desespero, dor.
Angustia, lamento.
Os pensamentos não param...
Ouço vozes me dizendo para fazer.
Há tanto tempo luto tentando
mudar.
É uma doença paliativa.
Talvez seja hora de findar essa
historia.
Colocar um ponto final.
Mas como?
Remédios?
Seria lento e causaria muita dor.
Cortes arteriais?
Exigiria imensa coragem e faria
muita sujeira.
Uma forca?
Corre o risco da corda não
suportar o peso e ficar com o pescoço marcado, gerando vergonha.
Veneno?
Seria interessante, mas é difícil
conseguir.
Reagir a um assalto?
Seria uma possibilidade, mas
seria pior se sofresse abuso e não findassem a vida.
Overdose?
Faria-me carregar um titulo
errôneo.
Atropelamento?
Poderia causar traumas.
Pacto?
Seria como vender minha alma a
tudo que renego.
Contudo, o que resta é seguir um
dia de cada vez.
Sorrindo, chorando, motivando e
lamentando.
Por que existir é isso, é se
entregar ao marasmo do cotidiano e ser devorada pelas consequências do dia a
dia.
Talvez esse seja um fim.
Aceitar as coisas como elas são
sem muito racionalizar, apenas seguir.

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.