sábado, 23 de março de 2013

Desalento 10 de dezembro de 2012

Esse é um dos textos encontrados na formatação do pc. Escrevi dia 22 de dezembro de 2012, o que não é difícil de entender toda depressão que me rondava, visto que era época de Natal... o pior é que por mais que momentos assim não tenham nada haver com meu ser meu eu insiste em vive los, mas não me incomodo pois sei que eles quem me conscientizam da importância de ser.


10 de dezembro de 2012 nesse momento 22:48hs, o fim de semana foi daqueles que nada acrescentam.
Hoje, segunda feira, o dia alem de longo e cansativo, para quem não sai de casa há exatos quatro dias, foi também de pura nostalgia.
Os velhos pensamentos voltaram.
O grito preso na garganta.
A lágrima seca queimando a face.
O peito ardendo os sonhos utópicos.
A mente alimentando a verdade cruel dos fatos.
Sabe aquele dia em que nem mesmo você se ama?
O espelho reflete uma imagem que em nada agrada.
No rosto espinhas insiste em lembrar, uma adolescência ha muito tempo passada.
No corpo as cicatrizes marcar toda experiência vivida.
O excesso de peso confirma todo sedentarismo.
As mãos calejadas revelam o trabalho domestico.
As unhas quebradas sugerem a falta de tempo.
Os cabelos emaranhados evidenciam a total despreocupação.
Os pelos extras certificam a total depressão.
Desempregada.
Sem dinheiro.
Sem estudos.
Sem perspectivas.
Mãe sem filhos.
Totalmente dependente.       
Os sonhos parecem tão improváveis.
Os objetivos se vestem de gigantes.
Os ideais se tornam utopia.
O crer vira mera ilusão.
É o saber falar, mas não executar.
Viver contraria ao que desejo.
Como alguém ainda pode se interessar por mim?
Nem eu mesma me interesso.
Comum.
Simples.
Mais uma entre tantas.
Questiono-me o que vale a mim? A esse eu do momento.
Vejo as pessoas realizando o que há tempos tentei.
Opinião, ofícios da experiência.
Aqueles velhos pensamentos me rondam.
Há muito tempo haviam se afastado.
Desde que aceitei a forma como o sobrenatural se revelou a mim tudo mudou. Durante muito tempo não vi nada fora do comum. Recebi muitos sinais, mas não consegui decodificar as mensagens.
Parece que a alienação volta a me perturbar...
Não quero aceitar. Tem tanta coisa boa acontecendo. De repente pode ser que o cupido tenha acertado o coração de alguém usando a mesma flecha que acertou o meu, no entanto mesmo a pessoa certa talvez o momento não seja propicio.
O que tenho eu a oferecer?
Nem mesmo minhas responsabilidades consegui cumprir.
Oh fase cruel.
Ter que engolir o orgulho e aceitar caridade.
Hospede de minha casa.
Inquilina devedora a ponto do despejo.
Desespero, dor.
Angustia, lamento.
Os pensamentos não param...
Ouço vozes me dizendo para fazer.
Há tanto tempo luto tentando mudar.
É uma doença paliativa.
Talvez seja hora de findar essa historia.
Colocar um ponto final.
Mas como?
Remédios?
Seria lento e causaria muita dor.
Cortes arteriais?
Exigiria imensa coragem e faria muita sujeira.
Uma forca?
Corre o risco da corda não suportar o peso e ficar com o pescoço marcado, gerando vergonha.
Veneno?
Seria interessante, mas é difícil conseguir.
Reagir a um assalto?
Seria uma possibilidade, mas seria pior se sofresse abuso e não findassem a vida.
Overdose?
Faria-me carregar um titulo errôneo.
Atropelamento?
Poderia causar traumas.
Pacto?
Seria como vender minha alma a tudo que renego.
Contudo, o que resta é seguir um dia de cada vez.
Sorrindo, chorando, motivando e lamentando.
Por que existir é isso, é se entregar ao marasmo do cotidiano e ser devorada pelas consequências do dia a dia.

Talvez esse seja um fim.
Aceitar as coisas como elas são sem muito racionalizar, apenas seguir.






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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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