Ainda me surpreende como as
pessoas se fecham em suas certezas e se blindam sobre um novo ângulo de visão.
É a velha “Verdade de cada Um”.
Há momentos em minha vida que
parecem dejavú, cada detalhe me permite uma ação certeira, o que me causa
satisfação, mas há outros momentos que por mais que sejam familiares me deixam
sem reação, isso porque em outrora eu reagi de maneira que não considerei
produtiva e não desejo repeti La e assim me resta entender a situação como
possibilidade de evolução.
Tenho percebido que não é fácil
moldar a personalidade, não que seja impossível, mas cedo ou tarde ela acaba se
revelando, sendo assim tenho tentado separar o que de fato é da personalidade e
o que é comportamento. Personalidade é difícil trabalhar, já o comportamento há
facilidade.
No meu caso, por exemplo, não
consigo deixar de ser nervosa, me cobro a cada segundo, meus pensamentos vão
alem de meus anseios e de minha consciência e me acusam 24 horas do dia, nem
mesmo dormindo tenho paz, mas já consigo manter o equilíbrio em diversos
momentos, isso porque não quero mais o rotulo de estressada.
Stress é manter a mente pressa e
ativa no racional todo tempo enquanto ela quer mesmo é voar dando asas à
imaginação.
Aprendi que canalizar as energias
não se trata apenas de receber as informações e filtra las, muitas vezes é
preciso não permiti las entrar.
Mais do que nunca tenho aprendido
a importância de ser ouvinte. Nunca gostei de falar, talvez me falhe a
comunicação proferida, opto sempre pela escrita, mas admiro as pessoas que se
expressam em dizeres. São tão vorazes, tão determinadas, tão diretas.
Sempre valorizei o ouvir, veja
bem estou falando sobre ouvir. Alguns pessoas não conseguem ouvir, pode ser que
essas sejam as pessoas mais empreendedoras e criativas, pode ser que suas
mentes sejam tão ativas que elas não perdem tempo recebendo as informações,
essas pessoas apenas escutam o que foi dito.
Escutar é receber a informação
sem assimila La, é não deixar nem mesmo que ela chegue as peneiras para ser
filtradas, é apenas colocar um bloqueio quando elas são ditas. Na maioria dos
casos quem escuta tem o habito de interromper quem está falando, não permitindo
que o raciocínio seja concluído ou mudando completamente o foco de atenção dos
dizeres.
Escutar é um dos sentidos do ser
humano, perfeito aos olhos do homem, ou seja, que não sofre de deficiência
auditiva.
O fato de escutar não significa
que a pessoa está ouvindo. Quando alguém escuta o conteúdo não gera impacto
algum, não causa questionamentos nem propõe mudanças. É como saber que em um
país muito distante está tendo um festival que quem escuta nem mesmo se
interessa. Ele está escutando, mas aquilo ali é perca de tempo, pois não
causará nenhuma mudança de ser ou agir ou pensar para o receptor.
Ouvir é a habilidade do ser
humano de aperfeiçoar um dos sentidos vitais.
O ouvinte normalmente é capaz de
receber a informação e se colocar na situação. Ele sempre tem mais de um ângulo
de visão e não faz questão de estar certo ou errado, apenas observa os pontos
de vista diferente a fim de aprender e evoluir no que quer que seja. O ouvinte é capaz de acompanhar um raciocínio
até o fim e formular questionamentos pertinentes ao assunto. Ele nunca tenta
fugir ou desviar o foco, nem mesmo ganhar no grito e agressividade uma
discussão.
Os ouvintes são pessoas que já
foram ignorantes, mas que tiveram o bom senso de se autoanalisar e escolheu a
evolução a estagnação do egocentrismo.
A diferença básica entre escutar
e ouvir está em sair do papel de vitima e se colocar no papel de critico,
estando sempre ciente que não existe certo e errado e sim um ângulo de visão,
assim os prós e os contras acabam sendo citados e o peso é ponderado,
permitindo a oportunidade de melhoria.
Por um tempo tentei ser ouvida,
mas diante a ignorância mascarada em agressividade percebi que é em vão
continuar tentando. Algumas pessoas simplesmente não estão prontas, elas podem
estar com a situação no colo que são incapazes de perceber o peso que tem.
Ainda me resta o desabafo, mas saber que irão me escutar e na parte principal
podem me interromper ou desviar o foco me fez optar por silenciar. Talvez o
processo da evolução seja aprender a guardar os fatos para mim e fazer uso do
silencio propício, falando apenas quando questionada.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.