A existência nesse plano se torna tão confusa que os valores
se perdem na mesma proporção que o egocentrismo cresce silencioso e discreto.
Nós estamos vivendo uma falsa sensação de liberdade,
enquanto não passamos de reféns de nosso egoísmo.
Há muitos anos a terra vem vivendo marcos histórico, pontos
de mudanças e transformações, mas nós estamos sempre nos perdendo no caminho.
Como humano, seres pensantes dotados de razão, procuramos
evoluir na ciência, na física, em todos os campos sociais, até analisamos o
campo psicológico, mas esquecemos de procurar por nós mesmos as experiências.
Nos acomodamos em ter sempre as respostas prontas, em
aceitar que a pequena minoria encontre as respostas e as traga para nós, o que
é um grande equivoco, pois como dizia Napoleão Bonaparte “história é um monte
de mentiras juntas”.
A questão é que uma informação passada de uma pessoa a
outras 50 de uma vez atinge um ideal, agora uma informação passada a 50 pessoas
uma por vez pode ser distorcida no caminho e é ai que o todo se complica, pois
já precisa análise, discernimento e aceitação.
Talvez esses sejam os três pilares dessa existência.
Analisar o todo, discernir além do que ouve e vê. Aceitar como é, além de como gostaríamos
que fosse.
Infelizmente a religiosidade tem falado mais alto que afinidades
e até mesmo que laços sanguíneos. Entendo que haja diferentes culturas e
credos, mas por mais que os caminhos sejam distintos o lugar de encontro
deveria ser o mesmo: o Amor.
Não importa denominações, rituais, dogmas, o importante é o
foco no Bem Maior, o respeito ao Criador e a fé no sobrenatural.
Nós temos nos deixado levar por culturas enraizadas que
acreditam ser dotadas de razão, enquanto a Verdade é uma só e não cabe a mim ou
a você domina la.
Diversos caminhos levam a um mesmo lugar, não há um caminho
certo ou errado, o que há é a necessidade de se distinguir o bem do mal, pois
só assim pode se cultivar o respeito necessário à jornada.
Vivemos buscando mais, sabemos que podemos mais, desejamos
mais, mas não sabemos distinguir o momento de parar ou mudar o foco.
Alimentamos nossos pensamentos como verdades absolutas, acreditamos estar
sempre certos, nos vemos dotados de razão e sabedoria, assim nos resguardamos
no conforto de nossas casas, cercados por um seleto grupo, a quem chamamos
amigos. Seguimos nosso dia a dia sem grandes preocupações, mantendo a certeza
de estarmos vivendo nosso melhor.
Estamos perdidos em nós mesmos.
Enquanto perdemos tempo discutindo política, religião, pré-conceitos.
Enquanto tentamos ser melhores que todos. Enquanto desejamos mais conhecimento,
mais bens, mais títulos, mais poder, o tempo está passando.
Não há aquele que não olhe para traz e não tenha lembranças.
Isso é o tempo se esvaindo. E a grande maioria de nós até percebe isso, mas não
se dá conta de que algo deveria ser feito. A grande maioria de nós nunca se
questionou o porquê de sua fé, o porquê de sua determinação, o porquê de seu ‘ser’,
apenas seguem como robôs programados pelo sistema, fantoches na mão do destino,
brincando de fazer escolhas e renuncias. Com isso o tempo passa e quando o ‘despertar’
chega é tarde de mais.
Então se torna nítido que o dever a ser feito era tão
simples e ela estava presa no dia a dia, nos afazeres que aprendeu ser devidos,
que se esqueceu de questionar, de seguir seus instintos...
Fomos feito a imagem e semelhança do Pai, o mesmo que por
amor a nós mantem a lei do esquecimento, para que possamos seguir nosso caminho
sem imposição, ou seja, Ele nos deixa livres.
Saber disso me emociona, como um Pai pode amar seus filhos
de tal maneira a deixa los livres? Quantos filhos não vão para longe e se
esquecem de voltar? Quantos nem se lembram do Pai? Quantos não se perdem no
caminho? Há de fato aqueles que nunca se afastam dEle, mas ainda assim mantem
no dia a dia atos de desamor. Quantos não ouvem os ensinamentos do Pai e ainda
assim ignoram?
Mas o Pai, ahh o Pai. Ele sempre está lá, disposto, pronto
para receber um filho que retorna, que pede socorro, que clama por abraço, que
precisa de colo.
Esse é o maior preceito que devemos seguir e alimentar, o
Amor acima de qualquer circunstancia, de qualquer obstáculo, de qualquer
religião.
Somos, todos nós humanos, uma grande família errante em
busca de redenção.
Não há uns melhores que outros. Talvez alguns tenham ‘despertado’
enquanto outros dormem, talvez alguns escolheram caminhos mais curtos que se
revelam mais difíceis, talvez outros tenham escolhido o caminho mais longo que
se mostra mais confortável, talvez alguns tenham escolhido desbravar o próprio caminho.
Não importa, o importante é que todo e qualquer caminho leva ao mesmo lugar: ao
Amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.