10/08/2013
A vida existe para ser vivida!
É, justamente. Pode parecer obvio, mas em muitas fases nos
esquecemos disso, bem como em outras colocamos demasia e não analisamos o todo.
A infância talvez seja a fase onde vivemos a existência mais
plenamente. É quando se descobri os limites dos outros e os próprios, onde experiências
únicas moldarão o caráter e a personalidade. Fase onde não há vergonha de
arriscar, de errar, de recomeçar. Onde o amor é puro e simples prazer de amar,
é gratuito. Onde diferenças raciais, sociais, e de credos não influenciam. Onde
o feio soa engraçado e tudo não passa de uma grande brincadeira.
Já na adolescência o todo se complica. O obvio se torna
incerto, surgem duvidas, milhares de questionamentos começam a surgir. A inocência
dá espaço para convicção. Surgem as ilusões. É nessa fase que se descobre que
os heróis não são intocáveis, na verdade está dentro de cada um.
Afirmar que seja o descortinamento da veracidade dos contos
que sela o fim da inocência pode ser errôneo, talvez isso ao contrario do que
parece, não cessa a fase de descobertas e sim abre um leque de novas opções.
A adolescência se torna uma fase critica não pela variações
hormonais sentidas, mas pela turbulência de pensamentos que surgem. Alguns se
instalam, outros são transitórios...
Tendo vivido essas fases aproveitei o melhor que cada uma
podia me dar. Sorri, chorei, me joguei. Talvez o divisor de aguas entre essas
duas fases seja a intensidade.
A intensidade é aliada, pois permite momentos inesquecíveis.
Ela muitas vezes dita ações, decisões... Decisões! Como é difícil a certeza do
saber, mas a convicção de estarmos prontos gera as já citadas ilusões, que é
nova roupagem de herói.
Merecedores de aplausos são os que chegam a juventude sem
grandes erros na adolescência, revelam se centrados e coesos, mas até onde isso
traz satisfação?
Desde que surgiu a urbanização códigos morais, mesmo que mutáveis,
se perpetuam. Isso é sociedade e como ser social, o ser humano deve respeitar
regras, mas até onde essas podem interferir na vida de alguém?
Retornamos as fases... O despertar da juventude pode
confirmar o estilo de vida escolhido ou pode dizima lo completamente,
evidenciando assim que o recomeço é sempre possível.
Há quem diga que a juventude chega com a maturidade, talvez
sim talvez não, depende do ângulo de observação. Eu prefiro acreditar que a
maturidade é uma crescente em constante evolução.
Seja como for cada fase guarda em si seu peso e seu valor.
Seria fácil revive las com os conhecimentos adquiridos , pois a falta do saber
que alimenta os medos e a ansiedade, mas esse saber faz dos acontecimentos
apenas detalhes.
Uma observação é válida: cada fase deve ser aproveitada a
finco e independente de como se dê ou das oportunidades que se crie, tao menos
das decisões que se tome. A vida existe para ser vivida e nesse viver não há
espaço para lamentações nem para depressões. É preciso manter as lembranças de
criança e não ter medo de tentar, de se arriscar, de descobrir o novo, bem como
não ter vergonha de errar.
É preciso alimentar as lembranças da adolescência, onde
mesmo não acreditando em contos nos sentimos heróis.
Talvez na juventude a descoberta seja discernir que ‘ser’
nada tem a ver com ‘ter’ ou ‘estar’ e que cada um escolhe viver o que lhe
parece sensato, agrade os outros ou não.
Entre tudo que o humano pode aprender , nada melhor que
conhecer a si mesmo, pois só assim é possível saber que o viver é simples
questão de evolução e a vida está em constante mutação.
As metamorfoses são necessárias apeteçam ou não!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.