A palavra ignorância recebe uma conotação social grosseira,
no entanto expressa em tese nada mais que a falta de conhecimento diante algo.
Meu olhar referente a juventude talvez revele uma critica
amadora, porem me coloco não apenas como observadora e sim como alguém que
esteve no ângulo visto. Não foi fácil sair dele, precisou muita disposição, mas
finalmente consegui.
Sempre falei sobre as ‘fases’ da vida de forma isolada, não fazia
ideia que elas são na verdade os divisores de agua de uma existência.
O existir pode ser uma oportunidade comum aos seres humanos,
mas a maneira com qual cada um vive essa existência é que nos difere uns dos
outros.
Usei minha existência até aqui vivendo segundo minha
curiosidade, sem me desviar de princípios que valorizo. Dentre o que acredito
ser erro ou acerto mais errei que acertei, mais ainda me arrisquei que decidi
consciente.
Em vários momentos me iludi que estava no ápice de conhecer
a mim mesma, quando uma nova situação roubava me o chão. Nas primeiras vezes me
revoltei, sofri, chorei, mas após suscetíveis repetições descobri que o
aprender nunca cessa, pois o saber não pertence a alguém e desse modo ele é de
todos.
Foi assim que me vi uma eterna criança vivendo a existência e
como tal, escolhi me jogar sem medo e cheia de vontade de me aventurar...
Agora estou refém de minhas certezas. De certo modo o ‘refém’
não me aprisiona e sim me protege, não dos outros, mas de mim mesma.
Entre idas e vindas, no trajeto que percorri, não me alegrei
com minhas ações e isso não me envergonha, ao contrario me motiva. Hoje sei
quem sou, conheço meus limites e acima disso sei onde posso chegar, logo não vejo
viável a entrega vã às futilidades sociais. Prefiro a solidez de viver em equilíbrio.
Atemporalidade dos prazeres passageiros não se compara a sensação indescritível
de sentir a vida pulsando em paz.
Pode ser que eu tenha me tornado antissocial, mas se assim
for quem merecer me conhecer verá além de minhas ações, pois muitas dessas são
mascaras adotadas para encarar as imposições sociais que não condizem com minha
ideologia, mas que como humana preciso respeitar, mesmo que não aceite, para
seguir a jornada.
Pode ser egoísmo acreditar que sou a única responsável por
minha felicidade, por crer que eu me basto, mas de forma direta ou indireta a solidão
me faz companhia...
Quanto mais analiso mais percebo a futilidade dos jovens que
vivem na ignorância da vida, mas ao menos nesses momentos sinto me levemente
normal, pois já me permiti sentir na pele tal fase.
Alegro me por tudo que foi e me emociono ao pensar em tudo
que poderá vir!
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.