Há dias não vivia um dia tão produtivo. É fato que coisas boas se vão para que melhores possam surgir!
Pensamentos, dúvidas, escolhas. Há momentos em que o todo
parece obscuro, é como se estivesse dentro de um furacão que me impede de abrir
os olhos e encaixar as peças no imenso quebra cabeça da vida.
Oportunidades, decisões, projetos. O certo pode de repente
se tornar duvidoso. A lógica pode parecer irracional. O nada pode conter tudo.
A curiosidade pode sim ser a ausência da ignorância. A vida
pode sim ser redundante. Arriscar pode sim ser prazeroso.
A estabilidade da racionalidade duela com a sensibilidade do
sentimentalismo.
Começar de novo, confiar, acreditar, apostar, fazer
acontecer. Cada etapa carrega em si inúmeras possibilidades.
Na reciprocidade a certeza da melhor escolha. Na pior das hipóteses
grandes lembranças. Mas se for uma via de mão única se torna uma coleção de decepções.
Culpados? Eles não existem, tudo é livre arbítrio!
Promessas são infundadas, mas podem ser necessárias ao
sentimentalismo. Não se trata de sonhos, não se trata de destino, se trata de
escolhas.
Projetos, planos, tudo parece tão pequeno diante as sensações
que surgem. Talvez não tão inédito, mas único.
Batimentos acelerados, respiração fumegante, pulsação sem conexão,
pensamentos geridos pela imaginação, mera ilusão? A razão volta a questionar!
E se não for? É possível manter a intensidade das sensações no
cotidiano?
Voar sem asas! Cair, me ferir são possibilidades, mas se a trajetória
deixar sempre boas lembranças valerá a queda. Assim como o começo o fim também
é opcional, e é escolha manter viva as recordações ou vivificar as decepções.
Meu lado humana me leva a acreditar que pode valer, me faz
usar a imaginação e me iludir nas inúmeras possibilidades positivas, mas meu
lado racional e consciente me leva a analisar de uma forma fria e calculista,
me dita que o fim será como sempre entre lamentações e traumas. Mas e se for, e
daí? Eu supero! Já superei antes e superarei quantas vezes forem precisas.
Ainda não havia analisado o quanto a solidão tem me feito
companhia. De fato ela se agarrou a mim de uma forma que me desarmou, me deixou
vulnerável, trouxe a tona uma fragilidade adormecida, evidenciou uma
sensibilidade esquecida.
Recorrer a alguém especial nesses momentos alivia e ser
surpreendida com tamanha reciprocidade assusta.
No balanço geral digo que quanto mais analiso menos percebo.
Quanto mais aprendo menos do todo sei. Quanto mais nego mais desejo. Quanto mais
penso menos quero analisar.
Uma frase de Paulo Coelho me assola a mente “Ainda me lembro
daquele momento mágico onde um SIM ou um Não pode mudar toda existência”
(Livro: As Margens do Rio Pietra sentei e chorei. Recomendo). Tudo que gostaria
era de um SIM ou um Não, apenas uma palavra é suficiente. Mais que metáforas,
mais que imaginação, uma palavra convicta para ajudar na decisão.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.