terça-feira, 4 de setembro de 2012

Blá blá blá ? Depende de quem lerá!


Meu eu tenta entender onde tudo começou. Revejo minha infância, refaço na mente toda adolescência, analiso a juventude, tudo tão novo, tão ideal e tão diferente. Em cada etapa fui uma, em cada fase sofri, chorei, sorri e aprendi. Sempre oscilei entre o céu e o inferno, sempre errei tentando acertar. Do todo tiro a experiência e de tudo lamentações. Em diversos momentos me faltou maturidade, mas esses foram os que mais me agregaram valores. Tantas palavras mal ditas, tantos diálogos imprudentes, tantas conversas desnecessárias, tantos silêncios frios, tantos papos vazios, e tudo tão ‘tão’ que se fez ‘vão’.

Até bem pouco tempo atrás a vida era apenas seguir, deixar o vento levar, dançar conforme a canção, mas em um momento mágico, daqueles que agente não só sente, fui agraciada com a dádiva de entender que a vida é diária, logo cada dia é único, intransferível e irrevogável. O hoje jamais se repetirá. Duvida? Faça o teste! Faça amanha tudo exatamente igual fizer hoje e verá que nada se repetirá. Pode ser os mesmos gestos, as mesmas ações, os mesmos fatos, mas a emoção será outra, a adrenalina será diferente. Mais intenso ou não, não é a questão, o fato é que nada é igual.

Diante essa situação me vi totalmente a mercê de uma mesmice, como uma marionete nas mãos do cotidiano, encarando as pessoas como robôs sociais e os padrões como ditadores de costumes. Então me revoltei e passei a viver por mim, respeitando leis humanas sem desprezar meus ideais, logo buscando me libertar do cárcere de existir, me livrando de ser refém da louca globalização. Aceitar o capitalismo selvagem é preciso à sobrevivência, mas me corromper com a massa já me torna prisioneira dele, sendo assim prefiro o isolamento, a solitária do caminhar alheia aos padrões pré-estabelecidos, que ser consumida dia após dia pelo bombardeio de corrupção e enganação da sociedade voraz e frustrada que se arrasta em um ciclo hostil e vicioso.

Quanto mais tento ser clara mais percebo que meus ideais são obscuros para a realidade atual. Evito falar sobre a vida, é mais fácil falar sobre a aceitação da existência, sobre possíveis formas da criação da terra e humana, sobre motivos para tal existência, sobre questões racionais e explicáveis cientificamente do que tentar explicar a intensidade das experiências sobrenaturais. Há fatos que só são compreendidos por aqueles que têm a voracidade de acreditar. Posso falar para uma multidão, todos me ouvir e ninguém entender, como posso falar para um pequeno grupo, todos me ouvir e ninguém entender, como posso falar para uma pessoa, ela me ouvir e não entender, mas se eu falar em qualquer dessas situações e todos me ouvirem e ao menos 1 entender confirmarei que estou na direção certa, porque muitos são chamados mas poucos escolhidos. As parábolas são para todos, mas o discernimento é apenas para os que têm a marca da promessa.

Minha luta tem sido dura, e não é contra principados nem contra homens, minha luta têm sido contra meu eu. A dualidade em meu ser atualmente se faz avassaladora, por vezes me sinto fraca e sem reação, é como se entrasse em um transe psíquico, fechada em minhas emoções, revivendo o passado com o temores do presente, vendo distante os objetivos e ideais, mas olho pra mim e me vejo ali, sentada, jogada em um canto qualquer esperando o desfecho com um fracasso certo, esperando apenas o momento de declarar a derrota, assumir a fraqueza e aceitar a humilhação, mas nesse momento eu estou ali atônita vendo tudo aquilo e tendo que aceitar, mas não, não quero aceitar. Essa não precisa ser a verdade, sou mais que um ser vagando pela existência, sou mais que uma entre a multidão, para a sociedade estando bem ou mal sou apenas uma estatística, para a família e amigos sou apenas uma frustrada ou realizada dependendo da situação, mas e para mim mesma? E meu eu? Sei que posso mais, sei que sou mais!

Desde que despertei para a vida além da existência, desde que assumi a presente situação como consequência de minhas escolhas passadas, desde que descobri que sou a única criadora de minha historia, que apenas eu posso decidir o que me faz bem ou mal, o que é certo ou errado, o que convém ou não. Desde que optei por assumir minhas falhas orgulhosamente por ter aprendido a fim de não repeti las, desde que aceitei o fato de conviver com o espinho da carne doendo diariamente, mas ainda assim sorrir e acreditar na felicidade, desde que aceitei que a ferida aberta que sangra diariamente em meu peito nunca será curada, mas poderá ser tratada com boas vibrações e pensamentos positivos, pude sentir a resposta a minhas orações.

Infelizmente não tenho poder de criação, mas sinto o poder da recriação, poder começar do zero hoje, de fazer o velho virar novo, o triste ter contentamento, o que era nada ter zelo, o que assustava ser benção.

Nada é real, tudo é faz de conta, tudo é ilusório, tudo é passageiro. Viver acreditando na eternidade torna essa realidade cruel e dolorosa, negar prazeres, controlar impulsos, frear desejos, mas não acreditar me torna insana, inconsequente, alienada. Tudo tem duas versões, tudo tem dois lados, tudo é dualidade.

Fazer escolhas! No que crer? Como viver? O que ser? Até onde ir? Como chegar? Quanto esperar? Devo buscar? Pós e contras! Certo ou errado? Você prefere um copo meio vazio ou um copo meio cheio?

Tudo é questão de visão! Tudo depende do referencial!

 

Quanto mais busco viver meus sonhos, quanto mais sinto a possibilidade de torna lós reais, mais me vejo anormal diante a normalidade humana. Mais me vejo alheia a essa realidade que segue cega de princípios e cheia de anseios vagos. A era que vejo aqui já superou o capitalismo, mais que juntar o que manda agora é competir. Não é preciso ter, basta fingir bem, a aparência é que determina. A alusão é maior que a veracidade.

Sou maior que qualquer bem que possa conseguir, vou alem de qualquer sentimento que eu possa despertar, sinto mais que qualquer dor que eu possa causar, estou além de qualquer sensação que venha me incomodar.

Vivo meu eu, sinto meu ser, sigo o coração mesmo ouvindo a razão. Me permito errar sem me envergonhar, me arrependo sem lamentar, peço perdão sem me culpar, pois sei que aceitar essa realidade é conviver com tudo que ela me proporciona, e estar feliz é ainda assim conseguir acreditar no amanhã.

Na trajetória do meu viver sempre surgem anjos que me fazem lembrar que já deixei de existir a tempos. Matei a existência quando decidi dar vida a ela. Muitos desses anjos tentam roubar meu sorriso, tentam ofuscar meu brilho, tentam tirar minha concentração do foco, mas esses são os que mais me trazem revelações, são com eles que mais aprendo e mais me fortalece. Podem ser anjos caídos, ou talvez sejam anjos em resgate, não me é nítido o saber, mas entendo que de todo modo agrega em meu ser.

Procuro rever na adolescência toda revolta, toda ignorância, toda futilidade, toda incerteza, e consigo ver, mas não posso sentir...tudo é tão intenso e hoje se faz ridículo. Como é cruel a escola da vida. Como é doloroso matar a existência para que a vida nasça. Como é tenso saber a verdade mas ver a realidade oculta La. Mas talvez essa seja a maior questão da vida, que cada um descubra por si só os mistérios que lhe convém conforme o sobrenatural se apresenta.

Não espero encontrar pessoas que compartilhem do mesmo ponto de vista que o meu, não espero que haja no mundo alguém que pense como eu, que creia no que eu creio ou que busque o que desejo, espero apenas que na trajetória da evolução, pessoas em suas existências ou mesmo certas de vivencia apenas me tragam indagações e novas questões, que me despertem a ir alem, que nos permita troca de experiências.

Para conviver bem não é preciso concordar sempre, ter as mesmas opiniões, só é preciso ter maturidade suficiente para aceitar que cada ser é único e como ser é dotado de erros e defeitos, permitindo assim que as qualidades sejam evidenciadas, logo a questão é identificar o que convém e aceitar o que devera ser suportado.

Viver é evoluir diariamente, mesmo que em uma fração de segundo. Tempo cronológico não é para marcar o quanto se viveu, mas para analisar o quanto aprendeu!

Vivendo o melhor de mim a cada escolha, a cada dúvida, a cada lamento.

Meu olhar vê hoje, mas meu foco olha o amanhã, não tenho tempo para olhar o passado, meus objetivos me tomam tempo de mais projetando o futuro enquanto meus ideais praticam hoje o esboço da conquista.

O universo cada dia aumenta sua infinidade e o abismo das possibilidades se torna ainda mais profundo. Posso cair sentindo o medo durante a queda, ou posso me lançar de olhos fechados fazendo uso da imaginação.

Saltar de esfera em esfera é como passar de fase em um vídeo game, hora satisfaz, hora torna ainda mais difícil, mas o anseio é por chegar logo ao fim e o fim é nunca desistir.

Sou louca, mas só machuco a mim mesma, os de mais podem sofrem, mas é por opção... Cada um é responsável por suas escolhas, por mais que essas mudem o curso da vida de outras pessoas...

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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