quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Clamor do dia: discernimento!


A convicção de que o Bem Maior é minha escolha já não me abandona.

O amor de Deus me constrange me traz paz, me permite ser quem de fato sou. Incrível a sensação de quando me entrego aos carinhos do Senhor.

O Espírito Santo se achega devagar, mas a cada encontro traz inúmeros aprendizados e grande motivação.

Em tantos momentos me vi no colo do Mestre, momentos em que Ele me carregou nos braços, pude sentir seu toque afetuoso. Pai de amor, protetor, mesmo me vendo errando não me condena, apenas me chama atenção e me mostra a direção. Me permite escolher que caminho seguir, respeita minha escolha. Eu, como filha rebelde, mesmo conhecendo a Verdade escolho me arriscar, escolho tentar de acordo com meus desejos, escolho agir por mim mesma, e quando tudo parece perdido corro para o colo... Tenho me sentido tão egoísta. Só vou ao encontro de meu Pai quando estou carente, quando preciso de apoio, quando preciso de “milagre”. No dia a dia sigo de acordo com meus anseios. Até falo com Ele, mas de forma superficial, sei que Ele me ouve.

Ah mulher de pouca fé que sou. Mesmo estando certa dos desígnios de meu coração clamo por respostas compartilhadas, que servos santificados me trazem... e Ele me escuta e envia recado, mas a falta de discernimento me perturba ainda mais.

É imensurável e indescritível a sensação do mover do Espírito em mim, falar em língua dos anjos lava minha alma, mas meu maior desejo era entender, logo ter o discernimento.

Descobri que de fato não temo a morte, tão menos a vida, aceito guerrear com demônios caso necessário, porque agora os entendo, aceito encarar os desafios que surjam, aceito tomar o leme e remar ao meu destino, mas ainda não estou preparada para a guerra maior: espiritual. Lutar contra homens e contra demônios é fácil, difícil é lutar contra os sentimentos, é aceitar que não posso ser meu próprio Deus.

Ser meu próprio Deus! A vida toda venho sendo meu próprio deus, reconheço Cristo como Salvador, recorro a Ele em todo momento, me derramo em Sua presença, clamo mais e mais Dele em meu ser, mas no dia a dia eu quem me governo, minhas vontades que prevalecem, todo as decisões de acordo com minhas próprias escolhas.

Preciso me decidir logo, é o momento crucial, preciso escolher entre seguir oscilando como sempre foi ou me tornar de vez uma assassina, de uma vez para todas, para eternidade...

Ser assassina! Para que seja verdadeiro morrer não basta, já morri algumas vezes e sempre que começo a caminhar algo muda meu destino, me fazendo desviar o foco e perdendo a direção. É preciso que eu mate meu eu, que mate o deus que grita em meu peito. É preciso sentir a dor da morte, é preciso ver meu corpo padecer, é preciso curtir o luto e assim nascer em Cristo. Será? Já passei por todo esse processo antes e mesmo sendo a melhor fase da minha vida teve fim. Como manter a presença do Espírito Santo fluindo mesmo quando as falhas da liderança se torna evidente? Como congregar, como fazer parte de um corpo quando os erros me parecem absurdos? Sinto a necessidade de apoio, sinto me carente de incentivos aos olhos humanos, sinto a necessidade de estar na mesa do Pai, de sentar ao Teu lado, de beber no Teu copo, de calçar Tuas sandálias.

Bom seria viver o sonho maior. Viver apenas as vontades do Pai. Não questionar, não duvidar, apenas obedecer. Poder viver eternamente a criança que se recusa em crescer, podendo cantar ao Mestre canções de adoração, de louvor, podendo contemplar Sua presença. Ser isca viva, ser espelho, viver o reflexo de Deus, em santidade como Cristo viveu. Sentir apenas o amor maior, sentir diária e continuamente a Paz do toque do Mestre. Utopia... apenas anseios desconexos.

“O passado? Lave o com sangue! Ontem, hoje... ontem passado, hoje o presente... o futuro? Presente, seu presente... caia na sua terra”  “...”
Até para mim alguns detalhes parecem loucura, mas eu os recebo bem porque afinal eu não pertenço a esse mundo, sou do sobrenatural...
 

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