quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Carência é simplesmente falta do que fazer


Há dias em que tudo que preciso é de um abraço, de colo, de um ouvinte. Alguém que fale do nada e tire o foco de tudo. Alguém que me distraia e me faça sorrir. Alguém que não se assuste ao me ouvir. Alguém que não deixe a lagrima cair. Que seja meu palhaço pessoal sem medo de parecer irracional. Alguém que não me entenda mal, apenas tente olhar meu referencial. Alguém que não me condene com criticas, que não me iluda com falsidades, que não me falte com a verdade. Alguém que tolere meu mau humor e nele extraia meu amor. Alguém que me fascine na diferença. Alguém que me motive na presença e que apoie na ausência. Alguém que me escute sem eu precisar falar. Alguém que veja além de meu olhar. Alguém que me envolva sem me abraçar. Alguém que me aqueça sem me sufocar. Alguém que faça meu coração vibrar sem disparar. Alguém que esteja disposto a se entregar. Alguém que no mínimo queira tentar.

Continuo a acreditar que ainda maior que o amor é a verdadeira amizade, que se faz pequena e singela, mas quando verdadeira é voraz e avassaladora. Talvez eu não conheça o amor, talvez tudo tenha sido apenas paixões, devaneios, aventuras, descobertas. Dizem que o amor verdadeiro é chama que não se apaga, mas até o fogo do inferno se não alimentado deixa de existir, por isso o diabo está solto recrutando seguidores para si.

Ainda acredito que tudo vem da amizade. Confiança, lealdade, carinho, atenção, dedicação, respeito, companheirismo, cumplicidade, tudo está ligado a amizade. É uma construção diária e continua... é relendo tudo isso talvez o amor e a amizade sejam irmãos gêmeos e as vezes siameses...  Vendo assim o complexo de Cinderela dá lugar a síndrome de ‘Beth a feia’, onde aquela amizade que não abandonar, que junto nas dores ficar, é de fato a que se deve amar. Na saúde na doença, na alegria na tristeza, na riqueza e na pobreza, na sociedade ou na detenção, na balada ou em qualquer outra ocasião...  

Relacionamento é tão simples, mas se vividos se fazem tão complexos. Um dia de cada vez. Como uma construção, terraplanagem, construção, acabamento, finalização. Até onde ir é a questão!

Ninguém é de ninguém, se é de quem convém. Domínio próprio, satisfação. Jogo de interesses e proteção. Defesa própria, opinião. Disparidade; vão. Um ciclo alucinante de busca e decepção.

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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