domingo, 27 de janeiro de 2013

Dado sem números, eu no universo


E eis que tento despertar, mas abrir os olhos está praticamente impossível. Uma claridade os ofusca, fazendo os arderem.
 É mais claro que o sol.
Não tem a cor do dia. É branco, muito branco, extremamente branco.  
Que lugar é esse?
Ai, minha cabeça dói.
Como cheguei aqui?
Minhas retinas se acostumaram com a claridade, mas nada vejo além do clarão.
Chão, teto, paredes, tudo branquíssimo.
Talvez seja uma grande caixa.
 O quadrado é formado por pequenos outros quadrados, e cada qual é formado por quadrados ainda menores.
Tudo branco, tudo extremamente branco que incomoda olhar.
Por quanto tempo estarei aqui?
Por quanto tempo ainda ficarei?
Já não consigo organizar meus pensamentos...
 Tenho que ser racional.
Não posso perder o equilíbrio.
Preciso sentir paz... Paz? Que paz?
Tudo isso é alienável.
Que lugar é esse?
Preciso sair.
Como?
Tem que haver uma passagem.
Como vim parar aqui?
Como entrei?
 Oi.
 Tem alguém ai?
 Um grande silencio.
Um espaço repleto de nada.
Quando isso irá parar?
Essa claridade está me cegando, está me enlouquecendo.
Socorro.
Alguem?

Não me esquecer : Cobras


E eu continuo tentando entender o que se passa em meu subconsciente.

Essa noite mal dormi, já amanheci cansada, os pesadelos não envolveram demônios ou rituais,  mas estavam repletos de pessoas desconhecidas e crimes absurdos, como o abuso de uma adolescente pelo proprio padrinho. No sonho eu conseguia ajudar a jovem psicologicamente e ela me contava os detalhes do que havia acontecido, fato que ajudaria no processo. Enquanto conversavamos iamos matando as cobras bebês, vinham de todo lugar, tinham ninhos emm todo canto, era como uma praga.

Quantas cobras de diferentes espécies, eu não as temi, mas não consegui chegar ao meu destino pois eram milhares delas. Todas ouriçadas indo e vindo de todo lugar, invadindo casas, hotéis, hospitais... e por falar em hospital estava eu passando na porta de um quando vi algumas pessoas jogadas na calçada, na rua um Fiat uno branco passava lentamente e pude ver 2 homens dentro, mas quando olhei o barulho de um tiro estridente me incomodou os ouvidos e só então percebi que as pessoas estavam deitadas para se proteger das balas. Me joguei no chão também e os tiros continuaram, pude ver uma bala, saindo de um portão branco da casa ao lado do hospital, atingir um rapaz que estava jogado na calçada, como resposta os rapazes do carro atiraram novamente e saíram, foi quando vi que havia um terceiro rapaz, que era o atirador. Ele usava uma camiseta verde água, era careca, magro e de olhar ameaçador, foi tudo que vi. Eles saíram, eu percebendo que havia dois feridos gritei a ambulância do lado, nesse momento um outro tiro me despertou.

Será que estou assistindo muito jornal? Mas era o mesmo lugar da noite passada. O mesmo hospital, mas o lado da frente.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Ciclo das borboletas (tão buzú)







O conjunto das transformações que ocorrem durante o ciclo de vida das Borboletas, é chamado de Metamorfose.

1) ovo / fase pré-larval
2) lagarta
3) pupa / que se desenvolve dentro da crisálida
4) imago / fase adulta

Os ovos eclodem depois de alguns dias e deles saem as lagartas, que após se alimentarem da casca do ovo, começam a comer as folhas da planta onde se encontram.
A lagarta muda de pele algumas vezes na medida que cresce.O período entre duas mudanças é chamado de instar.
A lagarta deixa de se alimentar no último instar, ela fixa-se e sofre a última mudança, na qual surge a pupa.
Durante a fase da pupa, a lagarta é lentamente transformada em borboleta.
Quando a transformação está completa, a crisálida se abre e a Borboleta sai de seu interior.


Comigo ocorre bem assim, estou na fase pupa e posso sentir a transformação. Quando a crisálida se abrir quero estar bela e forte para voar.

Voar é importante, mas é preciso ter os pés no chão...

Não quero mais dormir... (ciclistas)


Os sonhos não cessam... Talvez eu esteja dormindo de mais!

Sai para comprar algo e a rua estava lotada de gente, em um sobrado haviam algumas máquinas caça níqueis, e o vento as balançava, de repente uma caiu na rua, não atingiu nem feriu ninguém, mas eu fiquei muito irritada pois podia ter machucado uma criança ou um animal e gritei: Se vocês não tirarem isso daí vou denunciar a policia federal. Os homens me olharam com raiva e começaram a responder, mas um policial militar prendeu as maquinas com uma corrente e me ameaçou. Eu fotografei ele ajudando a arrumar as maquinas e divulguei em rede social, logo quando estava indo comprar algo que não sei o que era estava tendo um evento com ciclistas, eram centenas dele e eu que estava a pé de repente já tinha uma bicicleta. Eu pedalava contra o pelotão, a dificuldade era não ser atropelada por eles, mas de repente senti o perigo e passei a ir a favor, mas querendo9 ultrapassa lós, até que um dos ciclistas me seguiu e atirou em mim, quando cai vi que era o policial militar que havia fotografado ajudando os homens a organizar as maquinas proibidas. Ele me olhava furioso e dizia que aquilo era por eu ter fotografado ele e divulgado. E u dizia que havia feito pouco, pois devia era ter denunciado. Ele então me olhava com ódio e descarregava a arma em mim, mas em meio à dor do ferimento não morri e ele ainda me olhava com ódio, assim acordei. Loucura, loucura, loucura.

Vai entender os mistérios da mente humana, ainda mais sendo da própria mente....

Pássaro sem ninho na tempestade


Lá fora o timbre autoritário do vento uiva sorrateiro e voraz.

Me vejo um pássaro sem ninho, perdida na tempestade. Tenho asas, mas não consigo voar. Sei cantar, mas o som não sai. Acuada, amedrontada.

O som da sociedade se torna distante diante a ferocidade do vento. Um tambor ao fundo é batido ritmado, os cachorros acompanham com os latidos, é como uma grande festa.

Carros vem e vão, mas o vento não cessa.

Sinto fome, sinto sede, sinto frio, mas tudo é insignificante diante o medo.

Pássaro saudável que não pode voar, canto suave que não pode se revelar.

Fatores externos ditando momentos.

Tempestades, ventos, tormentas.

Estou no leu, ao céu aberto, jogada, largada, mas com fé de ser intocável.

Há medo sim, mas a fé predomina.

A tempestade pode perdurar, pode insistir em ficar, mas eu creio que a bonança virá.

Aguardo calma e pacientemente.

Sem vergonha, sem receio, sem lamento, apenas usando a imaginação em meio à esperança.

Bebidas, dinheiro e perfumes


Mais uma noite em que os sonhos são tão reais que me assustam.

Bom seria conseguir descrever os detalhes...

Tudo começou na casa da minha mãe, na verdade na esquina da casa. Bem, a verdade é que as roupas estavam novamente lá.

Estava em casa a procura de um chinelo do meu filho, mas não encontrei, então no caminho da casa de minha tia que mora ao lado percebi que um par de sandálias estava na calçada em meio a um monte de areia, me abaixei para pegar a sandália e vi que havia um cano colocado reto dentro da calçada, de forma que ficava profundo. Vi dentro dele um par de tênis branco do meu filho, não entendi porque ele teria colocado ali, os vizinhos me olhavam e comentavam que ele sempre trazia as coisas e colocava ali e quando alguém perguntava porque ele não respondia. Quando retirei o tênis percebi que haviam outros calçados e quando mais eu tirava mais calçados apareciam, todos os calçados dele, os meus, os da minha mãe, tudo estava ali. Uma visinha me disse para olhar em um espaço quadrado e fundo que estava a direita, era uma espécie de contêiner mas enterrado, quando olhei percebi que minhas roupas estava lá. Entrei para retirar as peças, me assustei quando peguei uma blusa preta que havia usado no dia anterior. O que aquilo significava? Porque meu filho iria pegar as coisas em casa e joga las lá? Enquanto eu retirava as roupas lá de dentro os vizinhos comentavam que meu pequeno devia estar louco, o que morava em frente a onde estava tudo saio e ao me ver disse que não tinha deixado o lixeiro levar porque não sabia ao certo se era arte do meu filho ou se de fato tudo aquilo devia ser jogado fora, mas como ele viu que as roupas eram novas preferiu esperar. Quando terminei de retirar as roupas vi que no fundo havia várias caixas com documentos, mas quando as retirei eram documentos de trabalho da minha irmã, mas esses ela realmente havia jogado fora, mas então um homem, que não consegui ver seu rosto surgiu, olhando esses papeis ele disse: - Não foi seu filho quem trouxe tudo isso pra cá. Eu não estava entendendo mais nada e questionei quem havia sido. Nesse momento começou a chover e a água que caia no papel formava letras. Então no papel apareceu escrito ‘Fui eu, Gabriel’. Eu não sabia de que Gabriel se tratava, não conheço nenhum Gabriel, ainda mais que tenha morrido, porque era fato que aquele era um espírito tentando se comunicar. Assim o homem ia virando as paginas e a chuva continuava a molhar o papel, onde apareciam frases que o Gabriel estaria escrevendo. Eu não o vi, mas pude senti ló, era como se ouvisse a sua voz. Após várias folhas escritas com chuva (no sonho eu vi folha por folha, cada frase, cada palavra, tudo claro) entendi que seria um homem que eu havia conhecido em uma festa, mas que não dei moral algum e ele havia se apaixonado e por isso havia morrido, não sei se de depressão, não sei se havia se matado e nem fiquei para descobrir, peguei o que consegui e voltei para casa de minha mãe.

Cheguei e tudo que fiz foi me arrumar para ir a igreja. Como sempre me produzi como que dando meu melhor, porque para mim Deus merece o meu melhor. Estava usando uma blusa branca com detalhes preto e com um grande zíper que fazia um V na frente e uma saia preta, a mesma do pesadelo com minha amiga (http://panmellajanaina.blogspot.com.br/2013/01/macumba-deus-desfaz.html). Sai correndo, pois queria chegar logo na igreja, no entanto não estava mais na cidade da minha mãe, a igreja era um templo enorme rodeado por grama verde e um lago, só havia uma entrada e na frente uma fila imensa aguardava para entrar, aflita furei a fila, mas fui barrada por um segurança que disse que eu devia esperar no fim da fila, tentei dizer que estava aflita, que precisava conversar com um pastor, mas não teve jeito. Vi na fila alguns rostos conhecidos, que não tenho contato, que nunca fui amiga, mas que conheço por conhecer alguém que conhece, essas pessoas são da cidade da minha mãe e cidade pequena todo mundo já se cruzou na rua.

Sai para tentar dar a volta e entrar pelos fundos, foi ai que percebi que a igreja era cercada como que por fazendas, muita grama e um lago impediam me de passar. Não desisti, diante a multidão que tentava entrar era mais fácil enfrentar a distancia que esperar o povo. Quando fui dar a volta já havia muito comercio, passei por algumas igrejas que não conhecia de nomes diferentes IBTZEL, HERCALUZ, entre outras. Não parei, corria muito rápido, queria entender o que estava acontecendo, no caminho pessoas indo e vindo em seus afazeres cotidianos, carros passando nas ruas, do lado esquerdo alguns galpões com funcionários na porta conversando, fumando e sorrindo. Do lado direito havia uma longa calçada, mas não havia casas, só mato. Estava correndo muito, queria chegar logo a igreja,precisava falar com um pastor, mas minha pressa diminuiu quando passei por uma moeda e brilhante de 5 centavos.

Eu nunca tive o habito de pegar dinheiro quando encontro, independente da quantia sempre acreditei que quem perdeu voltaria pelo caminho que fez para tentar encontrar ou Deus guiaria quem estivesse precisando mais, mas um dia quando ainda caminhava em santidade estava passando por dificuldades financeiras e o Senhor me chamou a atenção para isso, dizendo que as vezes a ajuda podia ser para mim e eu ignorava, que independente do valor eu deveria pegar e receber como benção visto que não havia ofendido ninguém para ganhar. Na época não entendi, mas obedeci, isso já faz muito tempo e desde então sempre encontro moedas de 5 centavos, que em menos de um mês rendeu para meu cofre cerca de uns 90 reais. Quando Deus manda não procuro entender, apenas obedeço e chega o dia em que a revelação vem. No entanto pouco depois desse fato estava trabalhando muito e o dinheiro começou a multiplicar, mas com ele o desejo por conhecer as futilidades da vida e assim embarquei em uma fase de descobertas do inútil, um mundo de glamour que só tem fachada, a essência se perde em devaneios e os princípios são engavetados. Uma noite um rapaz, que havia conhecido na balada, ao me deixar retira algo da carteira e coloca na minha mão, ele a segura fechada e diz: - Minha avó fez isso para mim em uma fase difícil que estava precisando de dinheiro, me ajudou e agora quero que fique com ele, coloque em sua carteira e nunca lhe faltará dinheiro. Era um paninho costurado formando um quadrado. Devia ser branco, mas já estava encardido pelo tempo, dentro havia algo que faço ideia do que era, mas nitidamente devia ser algum tipo de amuleto ou algo semelhante. Aceitei de bom grado, não pelo significado, mas pela ação dele ao me entregar. Foram poucos e intensos os meses em que vivi como a massa, gozando da futilidade sem me importar com a Verdade, mas logo meu ser não conseguiu mais se calar e gritou ao meu eu não mais suportar aquela situação. Do que adianta toda noite em baladas está cercada de companhia se na hora da dor, da doença, não há um para lhe oferecer um sorriso ou uma palavra de consolo? Bem o resumo é que o jovem que me dei o ‘mimo’ logo perdeu o emprego e passou por uma crise financeira, comigo não demorou muito para acontecer o mesmo...

Assim como acredito no bem creio no mal, já vi os dois lados e por isso me entreguei a luz Verdadeira e plena de Jesus Cristo, a tal luz da manhã não passa de distorção da Verdade, mas respeito quem crê, seja no bem ou no mal o importante é ter fé.

Voltando ao sonho, ia passando pela moeda de 5 centavos que parecia nova, mas senti que devia pega La. Voltei, quando abaixei para pega La percebi que ao lado havia 2 santinhos como que de ouro, não sei dizer que santos apareciam na imagem, pensei em pegar também os santinhos (para que não sei pois tenho pavor de imagens) só que percebi que aquilo ali estava marcando o lugar que três pessoas haviam morrido ou sido enterradas não sei ao certo. Me assustei e não quis pegar a moeda, pois estava oferecida aquela alma, então olhei para frente e ao longo da calçada haviam muitas outras coisas pelo chão. Não peguei a moeda e fui devagar observando tudo, havia varias fotografias como que pequenas tumbas espelhadas e em frente a elas havia moedas de ouro, moedas de real, varias medalhas de santos, olhei e percebi que talvez ali fosse um cemitério, continuei caminhando quando me deparei com vários litros de wisques espalhados pela calçada, diferentes marcas, mas tudo nobre. Não entendi o que aquilo fazia ali, até passar por alguns perfumes importados, fiquei tentada a pegar tudo aquilo, afinal não tinha dono, estava tudo lacrado e largado ali. Conseguia ver a frente cerca de uns 1000metros o fundo da igreja, assim voltei ao meu foco principal entender o que o tal Gabriel queria comigo, mas de repente vi um perfume que gosto muito 212sexy, não resisti e o abri para sentir o aroma e definir se era original, nesse momento, quando abri e senti a fragrância desejei leva ló para mim, se estivesse ali de presente a alguma alma que havia partido eu oraria e abençoaria, neutralizando assim o que quer que fosse, mas quando senti o perfume línguas estranhas começaram a sair da minha boca, e não era língua dos anjos, era como se não fosse oferecido a uma alma e sim a um demônio, e esse, a quem aquele perfume havia sido oferecido estivesse tentando se apoderar de meu corpo. Foi ai que entendi que as bebidas, o dinheiro novo e belo, os diferentes perfumes, tudo era dedicado ao diabo, deixado ali como oferenda ou agradecimento a algo. Então tentei orar, mas não conseguia, estava sufocada como que possuída pelo demônio, só conseguia dizer:' misericórdia Senhor.'

Sai correndo e parei em um lugar que depois identifiquei como sendo o fundo de um hospital, tentei trocar de roupa, mas acabei mantendo a mesma. Havia ali 3 homens, depois surgiram 2 moças, não reconheci nenhum dos rostos. Eu estava aflita e agoniada, mas falava de Deus o tempo todo. De repente uma das moças, caiu no chão e possessa começou a falar palavras desconhecidas e fazer barulhos estranhos, percebi que ela estava possuída pelo mesmo demônio que tentou se apoderar de mim, começei a orar e repreender para expulsa ló e ele resistia. Repeti as palavras: “Eu reconheço meus erros, tenho ciência das minhas falhas, mas creio que Deus como homem santo que foi Jesus Cristo me perdoou e lavou meus pecados com seu próprio sangue. Se fez cordeiro em sacrifício para me libertar, logo sobre mim nenhuma condenação há e Seu Espírito Santo ficou para me guiar e cuidar e é Ele que move em mim. Assim pelo Santo nome de Jesus Cristo que morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia e está sentado a direita de Deus Pai, pela autoridade e poder que me foram outorgadas eu ordeno saia dessa mulher.” Assim o espírito imundo se foi e ela chorava muito sem conseguir orar, eu disse a ela apenas para dizer Jesus, chamar Jesus, repetir o nome Jesus, ela tentava e quando dizia ela completava dizendo obrigada. Como que um feche eu me vi deitada ali sem conseguir orar e apenas agradecendo dizendo obrigada Jesus, como aconteceu de fato a unas 9 anos atrás, no entanto foi uma lembrança, a moça ainda estava lá. Eu dizia a ela para apenas dizer Jesus e dar glória, glória, glória, e assim ela de repente recebeu o batismo pelo Espírito Santo e as línguas estranhas voltaram, mas agora era língua dos anjos e de alguma forma eu podia entender cada palavra. Ela se levantou, enxugou as lagrimas e foi saindo com a amiga, elas  me chamaram para ir até a igreja delas que era a Luz para os povos, pois elas queria contar tudo que havia se passado ali, eu disse que qualquer hora iria, mas agora iria para a minha, que de alguma forma eu acreditava ser a Bola de Neve. Só que o templo era muito maior que as que eu havia conhecido. Eu ainda falei com elas sobre o risco da caminhada, disse que elas ficariam tentadas ao longo do trajeto, mas que deviam seguir sem parar ou olhar para trás e assim chegariam ao destino imune. (Nem mesmo eu sei ao certo o que quis dizer, sei que estava falando sobre as bebidas, o dinheiro e os perfumes no caminho.)

Os 3 homens que estavam lá assistiram a tudo de forma natural, como se aquilo fizesse parte do cotidiano deles, estavam fumando e sorrindo e assim continuaram, mas um deles que apresentava ter na faixa de uns quase 40 anos não fumava, nem gargalhava como os outros. Ele observava tudo calado e discreto. Quando fui saindo ele disse algo que não me recordo ao certo o que foi, mas sei que tentou me convencer a não continuar, nesse momento senti que aquele era o tal Gabriel, a voz era dele, o olhar profundo, autoritário, confiante, mas eu nunca o havia visto antes, e quando o escutei ele era apenas um espírito que usava das gotas de chuva como que fossem tintas para escrever a mim. Mais do que rápido corri, cheguei até a grama verde que ficava ao fundo da igreja e saltava grandes espaços como em desenhos animados com super poderes, dava saltos longos, mas quanto mais saltava mais distante ficava o templo. Via a multidão na frente entrando e quanto mais pessoas entravam mais a fila crescia, não diferente quanto mais eu chegava perto mais distante o templo estava, e quando estava saltando sobre o riacho, após ele já estava a igreja, acordei cansada e assustada.

Ainda tonta e sem entender bem o sonho abri o guarda roupa e dobrada logo à frente estavam varias das roupas com as quais havia sonhado, as quais por algum motivo haviam sido separadas. É verdade que há dias venho dizendo que quero separar umas roupas para doação, ainda não o fiz, mas as roupas que apareceram no sonho não estão no planejamento de doação, são roupas que gosto e ainda uso.

O que de fato está martelando em minha mente é:

1° Porque novamente a tal saia preta?

2° Porque bebidas, dinheiro e perfumes?

3° Se não consegui abençoar o que teria sido oferecido ao diabo porque consegui expulsa ló?

4° Porque tanta gente querendo entrar na igreja?

5° Porque não consegui entrar na igreja?

São tantas perguntas, tantos porque, tenho medo de buscar as respostas. Ao contrario da vida real dessa vez não tive medo do diabo, o enfrentei confiante e corajosamente, estava certa de que ele nada podia fazer contra mim visto que eu havia sido forte no desejo de pegar o que era dele, mas consegui negar, assim ele não podia me acusar de nada, eu respeitava seu espaço desde que ele respeitasse o meu.

Levantei, tomei um banho e organizei algumas coisas dos meus filhos, pois a avó paterna e o pai passariam aqui para buscar... o problema é que ao ir rumo o corredor para descer com as coisas uma mulher surgiu. Não pude ver seu rosto, mas sei que vestia vários panos enrolados no corpo, sem nexo, não formava vestido, saia, ou coisa alguma, eram apenas panos despontados e caídos, ela estava descabelada, como se os cabelos estivessem molhados, estavam grudados uns nos outros e soltos em frente ao rosto, o que me impediu de ver sua face. Ela simplesmente me olhou, não diretamente, estava de cabeça baixa e precisou olhar para cima para me ver, mas quando me olhou cruzou os braços e sumiu. Confesso que meu coração acelerou e minha respiração ficou ofegante. Temo o que verei ao longo do dia, pois quando começa assim sei que algo se revelará. Não quero temer, mas rogo a Deus que me revele em sonhos, pois ouvir essas vozes já me deixa alienada, ver é como sentenciar minha insanidade. Ficar sozinha já não me dá o mesmo prazer de ontem, mas eu creio que Deus é mais que qualquer outro ser.

Os pesadelos se tornam cíclicos, é como se fossem continuações, há sempre detalhes do anterior, pessoas, roupas, objetos, palavras proferidas... ainda não me aconselhei com ninguém sobre isso, até porque tenho medo de ser tachada como louca, mas seja como for será. Meu destino está entregue nas mãos de Deus que me move e não tenho nada a temer, afinal de uma forma ou de outra todo mundo tem que morrer um dia, seja na vida humana ou no sobrenatural.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Poesia sem nexo


O sentimento arde em meu peito queimando em desejo de ser declarado.

A imagem tatuada na retina revê cada detalhe da face, os traços, o brilho do olhar, o sorriso...

A saudade sentencia a cumplicidade.

Inspiração, romantismo.

Bem estar, querer estar.

Futuro insano, presente cauteloso.

Desejo e medo.

Certezas e sonhos.

Você e eu.

Aqui, assim.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vivo o presente como sendo meu melhor porque ele é tudo que tenho


Preciso de respostas, mas desconheço as perguntas.

Há tanto que gostaria de dizer, mas minhas verdades podem ser alucinações para os normais.

Tento viver a existência como a racionalidade humana impõe, mas há momentos em que preferiria ser irracional.

Procuro não pensar no amanhã, mas a temporalidade terrestre me amedronta.

Tanto tempo foi necessário para formular meu ser, que se aperfeiçoa a cada dia mais, mas tanto tempo é perdido para ter convicções...

Saber o necessário nem sempre é suficiente.

Há sentimentos inevitáveis bem como há lembranças inesquecíveis.

Não há nada tão certo, tão menos errado.

Nem sempre os fatos são como deveriam ser, simplesmente são como acontecem.

A socialização torna as pessoas dependentes de um padrão, seja como for é...

A individualidade humana só está perfeitamente intocável na companhia da solidão, no entanto a consciência é uma presença inquestionável.

É possível que em mim haja mais que eu e ser, pois cada um em seus momentos se vê acompanhado.

É estranho o gozo de sentir que alcancei o tão sonhado objetivo de estar em paz acima do todo.

O céu pode desabar que minha fé não irá esmorecer.

Não se trata de salvação, mas de paz de espírito, por ter a certeza de zelar pelo Bem Maior ao invés de buscar os prazeres maiores.

Não me basta parecer, não me basta estar, é preciso ser!

O que antes pareciam detalhes tão pequenos tem sido minhas maiores riquezas.

É simples a vantagem do equilíbrio e mágico a certeza de ser acima de poder.

Não me interessa títulos e bens, prefiro a satisfação de conseguir dormir tranquila a cada anoitecer, bem como a alegria de seguir em paz ao amanhecer.

Tantas pessoas foram, não sei se muitas ainda virão, mas seja como for creio que só permanecerão as que forem da vontade do Senhor, pois Ele é meu protetor e sempre escuta quando digo: “livra me de todo mal”.

Percebi que o segredo da superação é ignorar as magoas e alimentar as lembranças dos bons momentos, assim quando as lembranças negativas chegarem as positivas estarão em festa e não terão tempo de dar atenção ao que passou.

Por mais que algo tenha sido intenso se torna insignificante diante o presente.

O momento é agora, o instante é já.

Meu hoje faz festa com meu ser.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Declaração


Por tanto tempo procurei  e na louca busca muito errei, mas o tempo se cumpriu...

Há certo tempo escolho a felicidade diariamente, não tenho medo de começar quantas vezes forem preciso, com as dificuldades descobri a necessidade de manter o equilíbrio a fim de manter a paz e nessa busca encontrei meu ‘eu’. De fato me conheço, no entanto estou certa que amanhã não serei a mesma de hoje, a vida é evolução diária.

Me conhecendo me tornei muito exigente e intolerante, assim cheguei a acreditar que a solidao seria minha melhor companhia, mas o destino me mostrou que Deus tinha novos planos...

Sem esperar, sem planejar, algo aconteceu.

O hoje me mostra que é possível amar sem alienação. Querer estar junto todo o tempo.

 

Matar o tempo, sorrir do nada, falar de tudo, sorrir juntos, sonhar planejando, imaginar desejando, programar esperando.

Coincidências ou acaso?

Não sei explicar como aconteceu. Você simplesmente surgiu confirmando meus desejos mais íntimos, despertando meus sonhos adormecidos, me motivando a ser melhor.

Do passado experiência, para o futuro esperança, no presente você.

Os erros permitiram que eu me conhecesse, assim me tornei um ser completo, sempre desejei alguém que me transbordasse só não sabia que seria assim, tão especial...

Apesar de todo conteúdo e conhecimento é como se tudo fosse novidade. Nunca ouve tanto equilíbrio, tanta certeza, tanta vontade. O medo é silenciado pela confiança, as duvidas são sufocadas pelo desejo.

Você desperta meu melhor, me motiva a evoluir.

Que a lapidação seja vivida e que a relação seja a obra prima mais bela e formosa para ambos.

Amigo, amante, conselheiro, companheiro, namorado - VOCÊ.

Mais que desejar é o sentir.

Você me faz muito bem, o que me deixa muito feliz!!!

Obrigada por existir e ser assim tão você.

 

 

Mulher


“Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Do que ter aquela velha opinião formada sobre. Sobre o que é o amor...” Raul Seixas

Assistir o show da vida é fantástico, pois ela sempre me surpreende com algo novo.

Há momentos em que me encanta e me leva a um mundo de mistérios e fantasias. Em outros há medo, angustia e duvidas. Há ainda os que são neutros e pouco influenciam.

O bom é saber que seja como for tudo irá mudar. ‘ Nada é tão bom que não possa melhorar, bem como nada é não ruim que não possa piorar’.

Viver é ir alem de existir, é sentir prazer nas alegrias e saber gozar da tristeza.

É sorrir quando se quer chorar, e deixar as lagrimas cair quando a felicidade tocar.

É se emocionar com tudo, é zoar com o todo.

De tantas que fui hoje sei bem que sou.

Talvez venham outras.

A espera é prospera.

O acontecer é pacifico.

Aceitar a evolução como o processo devido do viver é ter forças para não temer.

Fatos inéditos com a segurança de um veterano.

Novidades como sendo dejavú.

Cada dia é como uma apresentação.

Em cada noite a analise do dia vem me assolar.

Acertos e erros.

Verdades e mentiras.

Fatos e ilusões.

Escolhas e riscos.

Coescritora da historia.

Mera telespectadora das múltiplas faces.

A cada manha um novo começo.

Fantasia e real.

Exato e prudente.

Ideal e contrario.

Sucinto e avassalador.

De repente: palavras escritas em um local qualquer.

Sem nexo

Eixo aleatório

Conteúdo vão, mas dotado de razão.

Ainda espectadora do desenrolar.

Nenhuma palavra precisa ser dita quando se tem o olhar.

Emoções perdendo a direção.

Sentimentos se entregando a paixão.

Castigo dos fracos que não se controlam.

Entrega mútua quando chegar a hora.

Assim é e sempre será.

Redundância na vida de quem não quer esperar.

Como foi jamais será.

O novo se faz velho pra quem aprendeu.

O velho foi lição pra quem entendeu.

Experiência sortida.

Convicções adquiridas.

Tudo é nada.

No vão contem.

Tudo é relativo à linha do ‘trem’.

De repente o agora.

É chagada a hora.

Já.

Ficção real.

Sem brincadeira banal.

Simples e complexo.

Elementar e confuso.

Personagem principal.

Olhar analítico  fundamental.

O expoente multiplica.

O sentir complica.

O todo em tudo.

Tragédia se faz benção.

Tempo se cumpre.

Mais e mais exigindo...

Fantasia real.

Loucura racional.

Sou várias.

Sou uma.

Errante.

Com fé.

Humana.

Mulher.

 

Alienação até acordada


13 de dezembro de 2012 11:11hs

Hj eu gostaria que o diário fosse de papel, para queimar as palavras após escritas...

Tenho tido sonhos estranhos, essa noite um homem já acima dos 30 anos, de estatura baixa, moreno, de cavanhaque se enforcou. Tenho sonhado muito com uma amiga de infância que não vejo a muito tempo (Miria), ela estava no sonho. Na verdade a Paloma Tabem estava, o Caua e mais um monte de gente. Estava em uma casa grande, não sei onde, mas estávamos passando a semana lá. Cheguei com a Miria e as crianças da rua e quando entramos na cozinha vi esse homem, estava pendurado na corda. Disse para a Miria não se desesperar para não assustar as crianças, e entao o homem que estava sustentado apenas pela corda no pescoço virou e olhou nos meus olhos, mas eu não sustentei o olhar, e subimos as escadas indo para uma sala onde estava a Paloma e outras pessoas que não sei dizer. Todos choravam pela cena do homem na corda, questionei se haviam chamado os bombeiros, mas me disseram que havia chamado a policia mas já havia umas 4 hs e nada. Entao falei que devíamos  chamar os bombeiros, pois ele ainda estava vivo, havia me olhado, e todos confirmaram que quando alguém entrava La ele olhava. Entao desejei tira ló de lá antes que ele morrese, mas temi porque poderia ser acusada de tentar mata ló...agonia de saber q ele estava vivo e não poder fazer nada.

Ontem sonhei com minha tia (que está com o lado esquerdo do corpo paralisado por um derrame) deitada no sofá da casa dela chorando, ainda estava com a boca torta... sai de lá e fui visitar o filho dela que estava em uma espécie de clinica de repouso para loucos, minha mãe foi me encontrar lá, mas antes dela chegar eu vi ele fugir. E nós não o achamos mais. Minha mãe foi atrás e eu fui embora, mas um carro ficava me cercando e tentando me atropelar.

Do dia 11 para o dia 12 por volta das 01:20 hs meu pai levantou foi ao banheiro, deu descarga e saiu. Entao o ouvi abrindo a porta da área, e andar de um lado para o outro La fora. Depois de uns 20 minutos assim, os cachorros latiam como q brincando com ele, e os passos ficavam mais fortes e mais lentos, entao resolvi levantar e ver o q estava fazendo, mas qd cheguei na cozinha a porta estava fechada.

Já volto a ouvir vozes... Agora não é só de noite, de dia também. Não quero mais me alienar. Não aceito mais. Talvez todo conhecimento não seja suficiente para me livrar das imagens e das vozes, mas o que devo fazer?

Ficar parada me torna alvo fácil, talvez eu deva aceitar q a melhor defesa é o ataque, mas como me sentir preparada?

Não quero mais... a velha depressão volta a me chamar, o desejo de sumir volta a queimar no meu peito!

Solidao! Vazio!

Não aceito mais. Quero paz...

E os pesadelos não cessam...


Dormir está se tornando uma viagem ao desconhecido que se faz redundante. Mesmo contexto, no entanto diferente e com personagens distintos. O mais estranho é que surgem pessoas conhecidas que não vejo há muito tempo e outras que nunca vi, mas que se tivesse o dom de desenhar de memória às faces sairiam perfeitas. Outro detalhe que me assusta é cruzar com alguém na rua que eu sei bem que nunca vi, mas esse alguém me saudar com um sorriso ou cumprimento como se me conhecesse e após o arrepio inexplicável me lembrar que o rosto esteve em meus sonhos. Será esse o inicio da tão temida alienação? Será o inicio de uma síndrome de perseguição? Porque os sonhos não cessam? Porque é contínuo noite após noite? Terá alguma revelação oculta? O que o sobrenatural quer me dizer? Escuto vozes, mas não consigo discerni o que dizem...

Nessa noite estava em uma sala que parecia mística. Os tecidos estavam lá por toda parte. Não sei se era uma loja, ou uma sala de cursos. Além de mim haviam mais umas 15 pessoas. Estávamos sentados em circulo ouvindo uma senhora falar. Não consigo dizer como era o rosto dela, mas vi claro que ela era gorda e usava saia longa, com bata larga, tudo em tom avermelhado com bege.

Dentre as pessoas que estavam a minha volta conversei muito com uma moça magra e de pele negra. Havia outra que chamava atenção pelo jeito extravagante de se mover e falar. Era branca de longos cabelos negros, magra, trajava uma calça jeans skiny de cintura baixa e blusinha frente única branca. Ela não precisava falar nada que só sua presença chamava atenção. Não era linda, mas havia algo que a tornava diferente, assim todos os olhares eram dela.

Comentei com a morena sobre o fato dessa jovem ser tão chamativa, afirmando ainda que eu era o oposto, não gostava de chamar atenção,  no entanto ao olhar para a senhora que explicava não sei o que, e me virar para o lado novamente(lado esquerdo) era como se fosse outro dia, as pessoas já estavam sentadas em lugares diferentes e usando outras roupas, só eu continuava no mesmo lugar e com as mesmas roupas.

Ao observar que era um novo dia pude também ver a bela jovem magra de pele clara falar algo sobre mim, não sei exatamente o que era, mas me recordo que fiquei furiosa e parti para cima dela na frente de todos. Eu esbravejava questionando qual era o problema dela comigo, visto que eu nunca havia conversado com ela, nem nos conhecíamos e ela não dizia coisa com coisa, mas a cada palavra eu me enfurecia mais. Todos assistiam a cena sem nada dizer e a ‘professora’ não parou as explicações, continuou como se nada estivesse ocorrendo, e eu a essa altura já segurava a garota pelos braços, sacudindo a e questionando qual era o problema. Foi então que a morena disse que eu havia dito que ela era extravagante e gostava de chamar atenção. Confirmei a história, porque de fato era verídica, essas palavras haviam saído de minha boca, mas sem maldade, apenas comentários vazios, porem a morena destilava um veneno ao narrar o que eu havia dito que de repente já estava esbravejando contra ela, dizendo que isso tudo era por ser negra...começou então uma discussão sobre racismo, onde custei deixar claro minha opinião sobre isso.

Na cena seguinte eu já estava em um banheiro, que tem a porta atrás de uma cortina de miçangas e apetrechos alternativos. Já estava saindo quando a jovem que chamava atenção por onde passava entrou. Nesse momento começamos novamente a discutir e eu dizia que nem nos conhecíamos porque de toda aquela amargura? E então dizia a ela o quanto a achava bela, uma beleza diferente que ia além da aparência que era normal e comum, mas ela tinha algo que incitada sedução, algo que fazia com que as pessoas ficassem hipnotizadas. Eu dizia que não sabia ao certo o que era, mas sentia que era algo muito diferente, e que podia sentir também que além desse poder que ela possuía de sedução eu podia ver em seus olhos muito potencial de ‘ser’. Podia ver que ela era uma guerreira e que iria vencer, iria conseguir alcançar algo que não me era possível discernir. Nesse momento ela me olha com os olhos repletos de lagrimas e me pede desculpas, diz que não me conhece e por isso não tinha o direito de falar de mim e de me provocar. Então percebi que o brilho que sempre existiu em seus olhos ficou fosco, e ela me chamou para sair daquele lugar.

Passamos juntas pela turma rumo à porta de saída do que parecia ser uma loja de tecidos indianos. Pude notar muitos lenços, cangas, belas estampas e pedrarias. As pessoas cochichavam sobre estarmos saindo juntas, e a senhora que ensinava, não sei o que, veio ao nosso encontro e disse palavra que não consigo me lembrar, mas me recordo que senti um grande arrepio e então saímos. As ruas eram de paralelepípedos, as construções eram coladas uma nas outras, não havia muros, apenas paredes as separavam, as paredes na calçada já eram das salas ou afins. Como se fosse arcaico, mas me parecia bem normal. Na calçada pude ver que onde estávamos tinha uma longa extensão, como se não houvesse esquina, mas a frente havia uma esquina que formava um triangulo, ali havia um mercado. A rua a frente era o inicio de uma grande ladeira, e ali muitas pessoas caminhavam para lá e para cá, como que normalmente em suas rotinas. Algumas crianças passavam em suas bicicletas, modelos antigos e cheio de ferrugem.

A jovem então me puxa pelo braço e cochichando me pede para não parar. Vamos pela esquerda, mas então ela avista um homem negro, alto e forte, que usava algo preto na cabeça que me impedia de ver seu rosto, ela me puxa para o sentido contrario dizendo que aquele era o Aiporé. Sem entender questiono porque estamos correndo dele e ela chorando começa a me contar, enquanto caminhávamos, que aquele homem havia oferecido a ela uma chance de ser vista como bela por onde passasse. Eu pergunto, como? E ela me diz que ele se dizia um anjo que dava as pessoas o que elas queriam, e que ele havia pego um pintinho e um filhote de gato rasgado lhes o peito, e derramado todo o sangue em sua bunda, mas o sangue que escorria ele aparava em um copo branco o qual a mandou beber na sequencia. Segundo ela era como se ela estivesse em transe e fez tudo conforme ele ordenou. E desde então ela era notada por onde passava como sendo sedutora e linda. Dizia que até estava gostando porque ninguém nunca havia questionado nada sobre ela, mas que quando eu a olhava havia duvida no meu olhar, era como se eu soubesse o que ela havia feito e a estivesse acusando.

Dizia a ela que eu não acusava ninguém, que cada um faz a escolha que julga correta, que meu ser era muito diferente de tudo isso e que eu jamais faria algo semelhante...enquanto dizia sobre coisas existencialistas do ser e do eu ela chorava incessantemente, mas não parava de caminhar. De repente estávamos de frente a uma casa simples, essa já possuía muro baixo e um portãozinho, na frente um alpendre de chão vermelho, em torno da casa quintal de terra, e foi pelo quintal à direita que entramos.

No fundo da casa havia uma grande mesa de madeira com muitos ingredientes sobre ela. Não sei ao certo o que era, mas a mulher era a mesma que ensinava algo anteriormente, agora usava uma saia longa branca e uma bata estilo de saco, com cordas amarradas ao que seria a cintura, não fosse por toda gordura. A mulher mexia um grande caldeirão insistentemente e não parou nem para nos saudar, na verdade ela já nos aguardava.

A jovem entrou para a casa, onde haviam outras muitas pessoas, pelo que me pareceu ser as mesmas que estavam na ‘aula’. Haviam muitos gatos espalhados pela casa, indo e vindo todo o tempo. Tinham a pelagem de todas as cores, brancos, bege, marrom, pretos. A senhora amava seus gatinhos, mas eles eram mais que animais de estimação, eram partes dos ingredientes da receita.

Eu ficava alheia observando tudo como se não estivesse ali, mas eu sabia que estava. Sentia que a jovem precisava de mim, que me pedia socorro, mas eu não conseguia entrar na casa. Cheguei na porta e vi dois gatos comendo ração, mas eles me olhavam furiosos e ‘rosnando’ para que eu não entrasse, então peguei um pedaço de carne que vi e joguei para eles, mas um deles abriu a boca e engoliu inteiro, assim engasgou e eu chamei a senhora que veio correndo e começou a apertar a barriga do gato, que cuspiu a carne e saiu tonto do lugar. A senhora me olhou dentro dos olhos como que me advertindo, mas eu não me dizia nada, podia ver ódio em seus olhos por eu estar ali, mas ela não tinha permissão para me dizer nada.

Eu não conseguia entrar naquele lugar, ouvia a jovem me chamar, não como os ouvidos, mas sentia que ela me pedia socorro, mas não conseguia me mover. Então a senhora anuncia que a comida está pronta e todos vem para fora, nesse momento vejo uma pessoa que já foi intima a mim falar sobre meus filhos e discutir o futuro deles como se eu não estivesse ali(o pai deles), enquanto se servem de uma espécie de sopa, um liquido condensado marrom com pedaços de carne que sabia eu ser dos gatos. Tento responder, mas eles não me escutam. A senhora então começa a me defender, e no meio dessa discução a bela jovem sai da casa e vem em minha direção. Era como se só ela pudesse me ver ali, ela então me puxa pelo braço novamente e saímos da casa rumo à rua. Agora já era um lugar diferente, ainda com ruas de paralelepípedo e com grandes declínios, mas haviam muitas casas de muros baixos cercadas de quintal.

A jovem estava muito agitada e nervosa, dizia que era tarde de mais e que nada podia ser feito, que ela precisava encontrar o tal Aiporé e fazer algo para mudar aquilo. Eu tentava dizer a ela que ele era um ceifador do diabo, que nada podia fazer para ajuda La, mas ela estava alienada e não me escutava. Eu tentava falar de Deus e ao ouvir ela caminhava ainda mais rápido pelas ruas, como que barata tonta que não sabe para onde vai ao avistar perigo. Então percebi que falar não adiantava, foi quando chegamos em um terreno vazio. Por onde eu olhava só via terra com umas poucas gramas, eu avistei uma poça de sangue e ela então ela me disse que ali havia tomado o banho no sangue e o bebido depois, mas se o tal Aiporé (que não era nome mas uma profissão) não estava ali ele estaria onde tudo começou. E voltando para em um cruzamento onde percebo ser de frente para minha casa, então ela me diz que aquele havia sido o lugar determinado pelo Aiporé para o sacrifício dos animais. Então vejo como que em uma cena de filme os dois de madrugada no meio da rua, enquanto ela segurava o gato ele com um punhal furava o peito do pintinho deixando as primeiras gotas cair no chão e o restante reservando em um copo branco. Então ela entrega a ele o gato e ele faz o mesmo, colocando fogo em ambos após retirar lhes o sangue. Então os dois seguem para o lugar deserto para o banho de sangue e a ingestão do mesmo.

Enquanto essas cenas me são reveladas ela chora por não encontrar o tal Aiporé, pois acredita que ele poderá fazer algo para tirar dela a culpa que estava sentindo. Nesse momento percebo que não há o que eu possa dizer para mostrar a ela que o que quer que faça irá complicar mais a situação, e ciente de que com o sobrenatural não se brinca começo a orar palavras sem nexo, ela escutando me pergunta: você não acredita no diabo? Ao que respondo: Acredito de uma maneira diferente, a mim ele é apenas escoria, não creio que tenha poder indestrutível. Ela continua: então você acha que ainda há salvação para mim? Respondo: Desde que você reconheça Cristo como seu Senhor e Salvador. Ela: Mas como? Eu: Acima de aprender sobre Ele procure senti Lo.

Nesse momento começo a orar, me são nítidas as palavras: “Eu reconheço Deus Pai como Senhor e Criador do universo,que se fez humano como filho, vivendo em santidade para nos deixar o exemplo a seguir, assim reconheço Jesus Cristo como Salvador, que como cordeiro entregue a sacrifício derramou seu Santo sangue para me livrar do pecado. Reconheço ser falha e em tudo pecadora, mas creio que fui lavada pelo sangue de Cristo e sobre mim nenhuma acusação há, pois o que é capaz de me livrar e salvar também é bom para esquecer e apagar minhas transgressões. E ainda que eu tenha andado no vale da morte, e tenha brincado com a vida e ignorado a existência, acredito que Ele é capaz de mudar minha história e me permitir um novo destino. Só Jesus que como homem foi crucificado e morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia e está sentado a direita de Deus Pai Todo Poderoso pode me libertar. Eu posso sentir o mover de Seu Santo Espírito que me deixou para manter a intimidade de Sua presença.”

Essa foi a ultima palavra que disse, pois nesse momento me vi em um lugar desconhecido, era muito escuro, a penumbra quase não me permitia enxergar, e havia goteiras caindo não podia ver de onde, não via nem mesmo o chão, mas sentia muita umidade, um vapor quente subia no ar, mas entrava em choque com o frio que descia, e assim formava muita fumaça no ambiente. Não podia ver ninguém, mas sentia muita gente precisando de socorro e as ouvia me chamar, mas de certa forma não ouvia com os ouvidos, era como se sentisse com o coração. Então percebi que estava em um barquinho de madeira, não havia remo, mas ele ia não sei em que sentido sempre à frente, se movia devagar, mas a cada centímetro que avançava ouvia novas vozes gritar por socorro. Então na fumaça surgiram diferentes faces de demônios, como cães raivosos que rosnando tentavam me atacar. Eu me sentia muito assustada e com medo, mas não recuava, nem me movia, olhava dentro de seus olhos sem estremecer e ao passo que o barquinho seguia novos demônios surgiam. Sentia dentro de mim a fúria que estava contra mim, assim sentia muito medo, mas estava segura que nenhum mal me aconteceria. Então vi a jovem no meio do cruzamento, sentada e chorando sem cessar, eu estava em outro plano, via tudo como que um filme, mas podia sentir que ela estava recebendo o melhor do Senhor naquele momento, que ela estava tendo um encontro, o primeiro amor, e senti que ela estava livre de todo laço maligno que havia feito anteriormente. Me senti feliz por ela, mas então me lembrei que não sabia como voltar, como sair daquele lugar e na agonia de tentar descobrir, passando por entre demônios que tentavam me atacar e pessoas que não via mas as ouvia pedir socorro, acordei.

Estranhamente não acordei assustada, mas sentindo um certo alivio. Talvez já esteja acostumada com esses sonhos estranhos, isso porque tenho evitado filmes de terror, a fim de que não alimentem minha imaginação, mas ainda assim os sonhos são tão reais,é como se minha alma de fato estivesse em todos aqueles lugares, com aquelas pessoas.

Que Deus tenha piedade de minha alma. Que Sua misericórdia me socorra na terra e Sua graça me conduza a Vida. Evito pensar no oculto, mas tudo me lembra ele. Monumentos históricos na cidade, acontecimentos bizarros, as agressões assistidas nos jornais, os crimes inexplicáveis, os desaparecimentos... O Apocalipse está acontecendo, não consigo discernir as mensagens codificadas, mas sei que algo está preste a ser revelado, no tempo do Senhor que muito difere do humano, mas algo está ocorrendo.

Penso muito em Jó. Perder tudo, família, bens, saúde, mas ainda assim ter paciência. Aceito os fatos como são, porque aprendi na trajetória da vida que nada é como gostaria, mas tudo ocorre como tem que ocorrer. Todas as escolhas que fiz foi pensando que eram certas, foi arriscando conseguir, mas muitas me fizeram andar em círculos e me deixaram consequências que mudaram meu destino, mas ainda assim acredito que tudo é estratégia de Deus.

O diabo até pode brincar comigo, Deus até pode permitir que ele me tente, me confunda, me provoque, mas Deus nunca permitirá que os planos de roubar minha vida se conclua. Deus conhece os desígnios de meu coração, porque são despertados pela voz dEle. Se meu desejo não for o que Deus planejou rogo para que Seus planos prevaleça, pois nessa vida terrena já perdi tudo que tinha pra perder, já provei todas as dores que me foram permitidas, mas tudo isso só aumentou minha fé em dias melhores. Sei que por pior que seja ou esteja Deus está comigo. Sei que quando Ele não caminha ao meu lado é porque me pega no colo.

Nos piores momentos posso sentir o mover do Espírito acalmando meu ser, é como se Seu toque me completasse de paz, então percebo o equilíbrio voltando. Vejo o alvo, tenho foco, mas vejo varias estradas e não consigo discernir o caminho. Já estou cansada de errar, estou farta de arriscar, não quero mais perder tempo...

Seja como for seja para honra e glória do nome de Jesus.

Mais que ser instrumento e isca, desperta em meu peito uma vontade ser luz. Sem forma, sem cor especifica, sem face, sem beleza, mas um raio de luz que emana paz por onde passa, que tenha a presença notada não por ser vista, mas por ser sentida, por deixar no ar a sensação de leveza. Viver meu ser acima de meu eu, matar o lado humano e caminhar no sobrenatural, me tornar assassina de mim mesma e viver a vida de Deus, devolver a Ele o que é dEle. Mas em meio às futilidades e superficialidades do dia a dia conseguirei manter a essência acima da aparência? Conseguirei prezar a santidade a popularidade? Conseguirei ressaltar o positivo em meio à tempestade negativa? Conseguirei calar as palavras autoritárias enquanto escuto esbravejar a mentira e a discórdia?  Conseguirei superar as fofocas das bocas malditas que tudo tentam destruir? Conseguirei me entregar a Vida enquanto vejo tudo caminhando para a morte?

A salvação é pessoal e intransferível então porque guerrear pela massa? Se me é outorgado pregar o faço de bom grado, sei que aquele que me criou me capacita. Me faço isca. Levanto louvores. Sirvo aos irmãos. Nego o pecado. Encaro as dores. Zelo pelo ser. Busco despertar. Aceito a guerra contra meu eu, mas ainda assim preciso guerrear face a face contra o oculto?

Noite anterior sonhei que caminhava na rua e uma jovem ao me ver ficou possessa e me atacou, eu orava reconhecendo meus pecados, declarando os e pedindo perdão, ciente de que sobre mim nenhuma acusação havia e que no poder do nome de Jesus Cristo eu ordenava que aquele espírito imundo se retirasse daquela jovem, mas ele mesmo sem conseguir me atingir zombava de mim, dizendo que aquela oração estava pronta havia séculos, que eu sempre a repetia e expulsava os da face da terra, mas ele lançava sobre mim a duvida, questionando se eu de fato acreditava no que estava dizendo. E quanto mais ele falava mais meu coração se enchia de duvidas e ele sorria e zombava de mim, como que se deliciando com meu lamento. Então acordei assustada e ofegante, e assim houve varias outras noites que pessoas que nunca vi ficavam possessas e me atacavam, mas que ao tentar ordenar que o espírito imundo se afastasse ele colocava duvida no meu coração e eu sem força para continuar acordava assustada sem nem mesmo conseguir orar. Então me questiono: qual a direção?

Semana passada vivi um pesadelo onde descobri que todas as revelações me foram permitidas, pois havia sido criada de fato para servir, para ser pescadora de homens, para liderar uma grande nação, mas não de Deus como anseio e sim do diabo. Vi o homem que em outros momentos se apresentou a mim, com o mesmo terno preto e camisa azulada me dizer que toda guerra espiritual era para me mostrar que de fato ambos os lados tem poder, porem comigo o oculto seria ainda mais poderoso, que eu era a peça chave para fortalecer as tropas de satanás, que eu era a líder que eles estavam preparando para vencer a luz. E a cada revelação o resumo de meus dias passava como filme, cada momento de conflito que vivi, cada fase, sempre havia um demônio me guiando. Eu já estava acreditando que aquilo era verdade, que eu era filha de lúcifer e deveria servi ló, mas meu coração não aceitava e como não me importa o que vejo ou escuto e sim o que sinto não autorizava o me manter ali, dizia a ele que se assim fosse muito mais me seria revelado na terra, ele docemente sorria tentando expressar tranquilidade e paz, mas eu sentia muita agonia e desespero, e assim nessa loucura acordei.

O medo da infância volta a me atormentar, será que estou ficando humanamente louca? Não aceito a depressão, não aceito a alienação, mas porque os sonhos me perturbam tanto? Porque não consigo fazer o que desejo e tenho tanta facilidade de atrair o que quero evitar? Qual é o propósito de tudo isso afinal? Qual é o dom que tanto me dizem? Como perceber esse tal talento e o desenvolver?

Direção já Senhor, estou contigo e sei que és comigo, mas rogo, tire a trava de meus olhos, me permita ver além de enxergar, destrave meus ouvidos para ouvir alem de escutar. Me dê discernimento acima de revelação. Amém

 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Aos amigos escritores


...
 O que pode parecer erro pode ser ideal!

Certo ou errado depende do observador, o protagonista não assiste, sente.

Não quero formulas prontas, quero arriscar e criar um novo sabor, sabor de vida, saber de ser, sabor de amar.

Não quero imagens conhecidas, quero o inimaginável criando assim o inacreditável.

Além da lógica e da razão, fugindo a emoção, calando a ilusão, atingindo o coração.

Não quero aplausos nem gritos, não preciso de sorrisos de aprovação, quero o olhar misterioso que fala no silencio da expressão.

Nada comum nem tão pouco diferente.

Tenacidade maleável.

Essência notável.

Tudo isso e mais um pouco.

Uns loucos

Que se conhecem, se reconhecem, se leem, se identificam, se entendem.

 Expressar em letras acima de palavras.

Gritar na escrita os pensamentos preso na garganta.

Ver arte onde muitos veem alfabeto.

Assim você eu e outros.

Aqui, ali, lá.

Perdidos na temporalidade terrestre.

Escravos da socialização desumana.

Escassos da venda da futilidade.

Desprovido dos prazeres da vaidade.

Sensitivos a essência da Verdade.

Contempladores da simplicidade.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Detalhe


Engraçado, acabei de me lembrar: há dias quero separar algumas roupas que não utilizo para doar, já faz um tempo que não faço um limpa no meu guarda roupa, mas sempre que penso em começar algo ocorre e ocupa meu tempo, me fazendo esquecer.

Nesse momento me dispus a fazer isso, mas quando me vi sentada em frente ao guarda roupa me vi novamente no sonho que me assolou, onde uma jovem mulher envelhecida amaldiçoava as roupas que no fim eram as minhas.

Loucura, será o que tudo isso quer dizer?

O sonho terá influencia sobre as peças que irei doar?

Sempre que ganho presentes recebe de coração aberto e sempre que dou é de bom grato. Creio que algo que tenha sido meu possa cair nas mãos de pessoas maquiavélicas, mas se assim for nada que façam terá influencia na minha vida, pois Deus que se fez humano e morto ressuscitou, voltando para os céus me deixou seu Espírito Santo.

Eu creio que maior é o que habita em mim.

“Eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8.”


Hoje em especial o desejo de direção arde em peito.

Há tanto que gostaria de fazer. Vejo tantas maneiras de ajudar quem precisa, mas me sinto de mãos e pés atados. Há sempre uma desculpa que predomina, uma razão que prevalece. O depois vai dominando enquanto o tempo vai indo, indo, e então percebo que o tempo passou e nada foi feito, nada mudou.

O que a mim é nítido e claro a outros pode ser confuso e obscuro.

O corpo físico é o habitat do Criador, obra prima feita a imagem e semelhança de Deus. É nele que está contida toda força, pois essa provém do Senhor que habita ali. É a ação. É instrumento. É isca. É barro fresco a ser lapidado. É essência. É o ser.

Um templo (igreja) é um grande hospital, que trata o espírito, meche na alma. É o altar aonde nos derramar, onde nos arrepender. É a pedra no monte de sacrifícios. É o lugar de ouvir testemunhos, estudar a palavra e aprofundar o conhecimento. É necessário para fortalecer o eu.

Uma pessoa precisa da igreja para ter direção e desenvolver a vida espiritual, o problema é que hoje em dia alguns ministérios se venderam ao consumismo, se renderam ao capitalismo, se corromperam com as ilusões da futilidade disfarçada. Alimentam lobos vestidos de cordeiro, que diante os homens se dizem santos, mas contradizem os ensinamentos de Cristo.

Muitas igrejas não querem ensinar os fieis a pensar, porque isso pode abrir os horizontes dos fieis, podem fazer com que surjam perguntas que os líderes não saberiam responder e assim, dispostos a encontrar verdadeiramente Cristo, esses procurariam quem de fato tem as respostas. Aqueles poucos que lutam diariamente para manter a santidade, que negam os prazeres do dia a dia com muita vigília e oração. Com isso perderiam mais um a dar dizimo e ofertas.

Muitos líderes hoje aprendem a persuadir, aprendem a falar com convicção sobre um Deus tremendo e maravilhoso. Pregam em seu nome, fazem maravilhas, expulsam demônios, mas no intimo não tem fé. Muitos aprendem como fazer, aceitam que assim deve ser e seguem ensinando, sem nunca ter sentido de fato o mover do Espírito Santo.

Então um ignorante das cousas sobrenaturais me pergunta: como quem nunca foi tocado pelo espírito Santo consegue expulsar demônios, falar em línguas, ou fazer curas? Eu digo apenas que não se sabe as estratégias que Deus usa, mas sei que até mesmo o diabo obedece quando ele manda.

Pode ser que o sobrenatural seja um grande jogador, assim nós humanos somos peões no tabuleiro do grande jogo que é a vida. Ele faz a jogada nós revidamos. Muitas vezes seguimos o curso do jogo, em outras precisamos voltar algumas casas.

O que falta nessa geração é sentir o mover. É entender que Deus não está apenas no templo da igreja, restrito aquelas paredes, aquelas palavras proferidas por um homem dito líder. Deus está dentro de cada um, movendo, dançando, cantando.

Mais que aprender de Deus, mais que ouvir de Deus, eu quero sentir Deus, quero ouvir Deus, quero sentar em Seu colo, calçar Suas sandálias, tocar Suas vestes e contemplar Sua face. Mais que saber que está comigo, quero sentir Sua presença. Mais que falar quero ouvi Lo. Mais que ouvir quero obedecer, quero discernir o que queres de mim.

Muitos criticam ceitas, rituais, mas isso é crer. A diferença está em quem se está adorando. Uma vigília por exemplo, um grupo de pessoas se reuni em um templo na madrugada, onde todos oram ao sobrenatural ardentemente. Alguns falam em línguas estranhas, outros dançam mesmo sem som, alguns sorriem do nada, outros choram dores adormecidas. Quem vê não sabe o que se passa, só quem sente consegue imaginar. Para quem nunca viu, não sabe o que é, não crê em Cristo isso é um ritual.

Vendo assim que sempre digo, não importa no que você crê o importante é ter fé. Não aponto mais quem vive no ocultismo, sei que esse caminha na morte, sei que muitos foram cegados pelas ilusões obscuras, mas ainda assim eles creem, o que é melhor que ser vazio. É preciso tentar, seja como for é preciso estar aberto as descobertas do sobrenatural.

O plano físico é tão singelo diante as grandezas infinitas do eterno.

Aos que se dispõem por pior que seja a trajetória um dia serão resgatados. Deus tem um plano lindo para cada um, e é fato que muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Dos escolhidos muitos viverão historias aos olhos humanos inacreditáveis e surpreendentes, mas que serão estratégias para a salvação de muitas almas que vagam perdidas e sem direção.

Não basta o arrependimento e lagrimas, é preciso sacrifício e dedicação. É mentira se alguém disser que caminhar com Cristo é fácil. Sem Ele não percebemos os detalhes e seguimos na luta, mas com Ele cada acontecimento é lição e pode ser sentida como evolução e não como perca de tempo.

É o velho clichê de que tudo que vem fácil vai fácil. Com Cristo pode ser difícil, mas a vitoria é garantida.

Não há presentes e sim conquistas. Não há acaso e sim estratégia. Não há vazio e sim reflexão.

Deus estar comigo não basta, preciso estar com Ele.

Quando há fusão entre o sobrenatural e o real terreno o equilíbrio se pondera e a paz reina, talvez isso seja o mais próximo da perfeição.

Meu coração se alegra por tudo que foi e anseia pacientemente tudo que virá.

Meu eu se abre para novas descobertas e lapidações.

Meu ser se permite transbordar a essência e os princípios.

Minha alma canta alegremente uma canção que emana vida e luz.

Juntos, coração, eu, ser e alma mantém a estabilidade da balança, que por vezes pende, mas nunca sobre sai.

Maior é o que habita em mim.

Isca viva. Pescadora de almas. Serva nas missões. Profeta das nações.

Seja como for: “Eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8.”

Aleluia!!!

 

Macumba? Deus desfaz!


Mesmo com a consciência tranquila o fato de não estar caminhando em santidade às vezes me assola.

Essa noite tive um daqueles sonhos que não sei dizer ao certo se foi apenas reflexo do cansaço ou se foi uma revelação.

Ví nítidas ruas nas quais nunca estive, mas me eram familiar. Estava indo ao encontro de uma amiga que há tempos não vejo. Essa estava na casa de um casal de amigos, a qual a esposa estava dentro da casa separando algumas peças de roupas e o marido no quintal brincando com o filho, enquanto minha amiga estava sentada em uma cadeira no quintal, olhando o pai brincar com o filho e aguardando a esposa descer as roupas.

O mundo dos sonhos é como um filme 3D em tecnologia avançada, ao mesmo tempo em que se está em uma cena se é transportado para outra, e foi isso que aconteceu. Paralelo ao que acontecia dentro da casa, na rua, mais precisamente na calçada ao lado da casa, havia uma mulher, quase uma senhora na aparência visto a expressão sofrida, porem estava bem arrumada e maquiada, o que confirmava ser jovem. Essa olhava fixamente para a casa e repetia “rezas”, fazia danças estranhas. Não podia me ver, mas eu estava observando tudo, onde percebi que se tratava de um tipo de macumba. Não consegui ouvir o que ela dizia, mas estava oferecendo as peças de roupas e lenços ao diabo. Vejo nítido em minhas lembranças cada peça, eram lindas, as quais eu usaria sem receio. No entanto essa mulher deixa as peças ali, quando observo estão sobre as galhas de uma arvore.

De repente sou levada novamente para a casa, mas agora minha amiga já está no quarto vestindo as roupas que a outra havia separado. Uma blusa dourada de mangas e colo rendada e uma saia preta com zíper na frente e nos bolsos dourados. Cós alto deixando a blusa como que um top. Então vem a peça final, um belo lenço verde com desenhos geométricos, como que fossem chineses. Nesse momento percebo que as peças foram as que a mulher havia amaldiçoado. De alguma maneira me vejo novamente na calçada, a arvore está lá, mas as peças sumiram, volto ao quarto e minha amiga já está com o lenço em volta do pescoço e só então vejo que a amiga dela, esposa, mãe da criança, dona da casa, que estava lhe emprestando as peças era eu.

Eu me vi nitidamente. Agia naturalmente e de bom grado, não sabia o que estava acontecendo. Tentei então repreender, quebrar o que quer que tivessem colocado naquelas peças. Não queria que minha amiga sofresse o que quer que fosse por usar aquelas roupas, mas eu não conseguia orar. Estava atônita pela situação. Pedia a ela que orasse comigo. Dizia que Deus é maior para quebrar qualquer maldição, desfazer qualquer macumba, mas ela não me ouvia. Estava sorridente e amando o look. E quanto mais ela sorria e se admirava em frente ao espelho, a mulher que havia lançado o feitiço mais se felicitava do lado de fora. Pude ver o brilho negro no olhar da mulher, a satisfação por conseguir que minha amiga usasse a roupa, mas que na verdade era minha, mas a satisfação não era por usar as peças e sim porque eu não conseguia quebrar a maldição que continha nelas.

Eu orava, pedia, mas eram palavras vindas da mente, não do coração. Como se eu soubesse exatamente o fazer, desejasse fazer, tivesse fé para fazer, mas não tivesse força suficiente. A surpresa de me ver como a dona da casa que fazia o empréstimo das peças amaldiçoadas me deixou tão perplexa que não conseguia quebrar a maldição.

Tudo estava tão perfeito, tão bem, mas eu pressentia que algo iria acontecer. Não sei dizer que seria com minha família ou com minha amiga, mas algo ruim aconteceria, porque não conseguimos determinar a libertação naquela situação.

Acordei assustada, com o coração acelerado, como se tivesse de fato vivido tudo isso. Demorei para conseguir orar e repreender, e na verdade ainda não consegui discernir. Mas creio que Deus é poderoso para livrar nos de todo mal.

Pode ser que haja pessoas tentando contra nós, mas Deus é nosso protetor e nenhum mal nos atingirá. Assim como nos livra das garras do leão que ruge ao derredor e nos livra do saqueador também bloqueia qualquer obra de macumbaria, magia negra, oferenda.

Reconheço meus pecados e os assumo diante Cristo, que é meu salvador. Me arrependo verdadeiramente, clamando ao cordeiro Santo perdão. Sei que sei sangue me lavou, me purificou e sobre mim nenhuma acusação há. Estou certa de que para toda ação há uma reação, por isso me faço humilde. Maior é o que habita em mim que o que está no mundo.

Podem amaldiçoar minha vida com palavras, podem costurar boca de sapo, podem matar galinha preta, podem ir para encruzilhada, podem invocar todos os demônios que nunca vi, podem prometer oferendas, podem me presentear com ofertas roubadas de satanás, que creio que nada disso terá efeito sobre mim. Meu ser foi selado. Eu tenho a marca da promessa. Minha história é de revelações. Quando estou fraca Cristo me faz forte. Quando caiu Ele me segura nos braços. Quando canso Ele me carrega no colo. Quando choro Ele enxuga minhas lágrimas. Nada nem ninguém, nem desse mundo ou de qualquer outro plano espiritual e/ou material, pode atentar contra minha vida e meu ser, pois Ele é comigo. Podem tentar me confundir, podem tentar me alienar, mas tudo é permitido para me aproximar da Verdade, o que me faz exaltar e engrandecer o nome de Jesus Cristo. Cada experiência sobrenatural com a luz ou com o oculto faz parte de um projeto perfeito de Deus. Cada loucura aos olhos humanos é insanidade Santa vinda de Deus.

Prefiro a loucura dos que se santificam as entregas vãs do que vivem cegos pela futilidade cotidiana. A essência de meu ser é quem de fato sou, simples e fiel.

Um bebê diante o Pai, mas guerreira a frente da batalha do Senhor diante os inimigos.

Um duelo invisível há tempos guerreia em meu interior, mas é chegado o fim da batalha. Sinto que o tempo se vinda. Não há mais como fugir ou esconder. As armas se tornaram inúteis, ainda funcionam, mas perderam a potencia. O eu está fraco e cansado e o ser que tanto esperou calmamente o momento certo pede licença para ficar.

Na mente lembranças do eu fazem sorrir a saudade, mas as possibilidades do ser acalmam o coração. O eu é externo, é reação diante as situações. O ser é intimo, é a identidade, é o desejo real.

Escuto o chamado, sei a direção, conheço o caminho, mas a estrada ainda está fosca, no entanto algo está mudando. Não sei exatamente o que ou como, mas em breve tudo será diferente.

Vejo um belo jardim, imenso que perde de vista. Com grama verde, altas arvores que fazem grandes sobras, algumas frutíferas, com frutos que nunca vi ou sequer provei. Canteiros de diversas espécies de flores causam tumulto entre as borboletas, joaninhas e beija-flores.  Um riacho que desemboca de uma bela cachoeira, posso ouvir o som da água, posso sentir a brisa suave e fresca. Um belo cavalo branco descansa sobre as patas, alguns coelhos brancos pulam alegremente. Esquilos cavam a grama. Formigas fazem festa. O céu azul recebe um sol forte porem de calor suave, um belo arco ires o colore. Sinto falta de pássaros, até os escuto cantando, mas não consigo vê lós. No riacho não há peixes ou outras vidas, ele é apenas o cursor das águas. É tudo belo, vejo tudo nitidamente, mas não estou ali. De alguma forma sei que há muito mais que tudo isso, sei que isso é apenas esboço das maravilhas que estão atrás das altas montanhas. Desejo ultrapassa las, sei que conseguirei, algo me diz que além de tudo aquilo é meu lugar. Um lugar ainda mais lindo, que nem mesmo minha imaginação consegue alcançar. Sei que chegarei lá, pois esse é meu destino, mas não me apresso em ir, pois é brando admirar esse lugar. Tanta calmaria, é agradável, mesmo sabendo que não posso estagnar aqui, que preciso ir além me alegra esse jardim.

Por agora me basta o conforto do som suave das águas, o canto fino dos pássaros, a luz do dia, o colorido dos detalhes, a beleza do conjunto. Mesmo não me vendo ali saber que algo melhor está por vir me motiva a seguir.

Deus é o foco e a santidade a direção.

Que seja para honra e glória!

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