segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um anjo sem igual

Quinze anos se passaram
Tantas novidades
Tudo tão diferente
Não sou a mesma
Planos insanos
Projetos frustrados
No passado você sempre esteve presente
Foi meu mundo de sonhos
Meu primeiro amor
Um mundo de sentimentos e sensações me apresentou
As escolhas nos afastou
Mas nossa alma nunca se desligou
Tanta coisa mudou
Não vejo nada em mim daquela época
Mas de tudo que foi o melhor ainda está presente
Todo esse carinho que há entre a gente
Uma amizade sem barreiras
Olha pra você e vejo o mesmo que na adolescência conheci
Hoje um homem formado
A maturidade chegou
Mas a essência em seu ser nunca mudou
Um coração valente, temente
Um servo de Deus certamente
Parte de quem sou devo a você
Me ensinou muito do viver
Um anjo vestido de homem que tive o prazer de conhecer
Deus abençoe você
Obrigada por sempre me ouvir e aconselhar
Obrigada por nunca criticar ou condenar
Obrigada por me amar mesmo vendo o quanto insisto em errar

Obrigada por tanta amizade a me dedicar. 

(Cristal)

Faiou... Começo quantas vezes for preciso

Me pego tentando entender comportamentos e pessoas e percebo que não importa o quanto eu tente jamais entenderei.
As palavras irão sempre contradizer as ações e isso não apenas pelo fato de todo ser humano viver um duelo invisível, e sim porque cada dia requer uma nova escolha.
Somos moldados diariamente pela vida. Decisões, renuncias, tudo isso nos guia por caminhos inéditos por mais que tragamos na bagagem toda uma experiência.
Nada é exatamente igual, bem como não existe perfeição. Um fato sempre assumirá nova forma sob um novo olhar. O que antes parecia estranho pode de repente se tornar obvio, o que era incerto pode se tornar ideal.
Questiono a vida e suas emoções. O bom da existência é a intensidade, os anseios, as conquistas, mas até que ponto tudo isso é agradável ou torturante?
Talvez fosse melhor viver uma vida louca, alheia a preocupações sociais. Desse modo conseguiria viver o que prego e negar o capitalismo, excluir o fútil, dizer não ao convencional, no entanto como ser abstrato há uma necessidade inconsciente por companhia, o que requer aceitação dos padrões impostos.
Não nego que é uma delicia desfrutar dos prazeres e gozar das emoções, mas tudo isso seria ainda mais formidável não fosse o sentimento que insiste em crescer e acaba tomando proporções que fogem a razão, criando assim situações não premeditadas e guiando a caminhos não planejados, o que causa confusão e muitas vezes frustração.
Uma pessoa nunca é exatamente quem e como diz ser. Cada um mostra de si o que acredita que a outra pessoa merece ver e receber. Cada um tem em si faces ocultas, bem como segredos íntimos. O que é revelado é apenas uma pequena porção, que ditará a conquista ou não.
Com a aproximação da virada de ano me veio uma nostalgia voraz. Não que eu deseje voltar ao passado, não exatamente, mas revendo o todo  sinto saudades de quem fui.
Acredito que hoje estou vivendo meu melhor, me conheço, sei de meus limites, assumo ser capaz de ir muito além, me faço moldável, falta muito para ser quem almejo, mas a cada dia estou mais perto disso, no entanto para chegar até aqui precisei abrir mão de detalhes que olhando agora me fazem falta.
Toda audácia de antes cedeu lugar a um bom senso exagerado, que muitas vezes me priva de viver bons momentos. A timidez muitas vezes me emudece. O medo me paralisa. Os traumas fizeram de mim carcereira de meu eu. O prazer pela companhia da solidão sabota meus relacionamentos.
Tento me arriscar. Tento me entregar. Mas as comparações me fazem escolher por meu eu. Me vejo sempre melhor sozinha. A malicia não permite que confie nas pessoas. Até me abro, mas até um ponto onde a verdade não me incomoda.
Grandes muralhas se fizeram diante mim e não importa o quanto eu tente, não consigo ultrapassa-las.
Me cobro, me acuso, me condeno, me torturo e desse modo me perco no espaço tempo sem conseguir evoluir.
Olho meu alvo, mas não vejo como alcança-lo.
Tenho ciência de ser apenas viajante dessa passagem terrestre, sei bem que tudo isso é atemporal e que logo estarei no “meu lugar”, mas a viagem as vezes se faz cansativa, me sinto exausta, como se não acreditasse no fim...
Meus sonhos parecem tão utópicos que não consigo visualiza los, assim o objetivo nunca se torna uma meta e nunca deixa de ser sonho.
Dias vem outros vão, continuo perdida no vagão que liga a existência a vida. Parte de mim quer saltar, trilhar outros caminhos, outra parte quer permanecer imóvel.
Intercalando lagrimas e sorrisos sigo, vivendo momentos de tristezas e alegrias, sempre buscando a felicidade.
A condição espiritual é opcional e ela acaba por determinar todo o resto, por isso escolho saber mais de mim, me conhecer e assim percebo que falta muito a saber...
Quanto mais me procuro mais me perco. Quando penso me encontrar vejo o quanto enganada estou só de pensar.
A vida é uma grande metamorfose continua, não importa o quanto você saiba há sempre mais por saber.
O dilema é aceitar as condições impostas e curtir a indignação ou se revoltar e ir na contramão da sociedade.
As vezes confirmo que não sou desse planeta e se o sou nasci no século errado.
Não que as coisas estejam ruins, tão menos se trata de certo e errado, a insatisfação é com a moral e os costumes que estão sendo compartilhados e ensinados de geração em geração. Costumes esses do qual fiz, faço e continuarei fazendo parte, caso não consiga encontrar um meio de mudar.  
Por hoje o equilíbrio de meu ‘ser’ com meu ‘eu’ lamenta tudo que deixou de ser... sinto saudades da fase onde a popularidade era consequência de certezas vividas, onde as amizades não eram em supra sinceras e confiáveis, mas estavam sempre presentes, onde os amores causavam emoção sem ditar dor, onde os pensamentos e orações tinham um foco certo, onde o futuro era escolha... de tudo isso as lembranças se tornaram saudade, a popularidade se tornou responsabilidade, as amizades se tornaram grandes desafios, os amores se fizeram impossíveis, os pensamentos e orações se tornaram carência e o futuro se tornou consequência.
Espero um dia olhar o hoje e ver tudo diferente. Poder me orgulhar. Poder sorrir no lugar de chorar...
Hoje eu choro, não de tristeza ou dor, mas por tanto desamor. As pessoas estão perdidas em suas vidas vazias e não consegue se entregar ao Bem Maior que a vida procura oferecer. Estão penduradas num precipício e não confiam em segurar a mão que lhe está estendida, então ouvem a voz dizer para se jogar, mas o medo não permite e assim o sofrimento e a agonia do medo vai torturando, sendo que seus pés estão a 5 cm do chão.
Adoraria ajudar os outros, adoraria me doar mais, mas de repente percebo que quem tem precisado de ajuda sou eu. Na tentativa de ‘despertar’ o melhor dos outros me perdi em mim mesma. Me perdi no trajeto. Perdi a direção do caminho certo e agora não sei como voltar... preciso escolher uma nova direção e recomeçar a caminhar.
Nesse momento percebo que em tantos momentos imaginei ser o fim, e uma força sobrenatural me abraçou e me motivou a começar de novo... dessa vez não será diferente. Quero me vestir de determinação e começar, mesmo que seja do zero.
Podem me tirar o chão de sob os pés, o céu pode desabar sobre minha cabeça, mas eu creio que maior é a coragem que move meu ser. Eu não nasci para me entregar e perder. Resistir já é uma forma de vencer.
Eu começo quantas vezes for preciso. Sei que sou capaz. Sei que posso ir além. Não me importa se tentam matar meus sonhos e roubar minha paz. Minha escolha é ser hoje muito melhor que fui ontem.
Ciclos se fecham para que outros sejam abertos...


(Faiado / Cristal)

sábado, 28 de dezembro de 2013

Me permitindo curtir nostalgia

Há momentos em que preciso me colocar diante meu ‘eu’ e avaliar o todo.
Revejo momentos, revivo cenas, conversas, instantes...
Não me sinto realizada pelo trajeto nem completa por onde estou, mas me alegro por quem sou.
De todas que fui ou das muitas que sei poder ser, escolho em cada momento o ‘viver’.
Não tenho vergonha de me entregar, não tenho medo de amar, não permito que os traumas me paralisem, não vejo as criticas como ofensa, não nego meus erros nem fujo de minhas dores.
Vivo cada momento intensamente, curtindo o que o instante pede.
Sinto, choro, sofro, me alegro, lamento... não fico presa a convenções ou moralismo. Não nego o que quero mesmo quando não me convém. Me jogo nas oportunidades, abraço o que surge, muitas vezes não consigo administrar as situações, não por falta de maturidade e sim por excesso de paixão.
Me vejo demasiadamente forte para a vida na contramão que me faço demasiadamente sensível quando o assunto é sentimento.
Questiono o porque do ser humano ser abstrato. Me sinto tão bem na cia da solidão. Me conheço. Sei de meus limites, por mais que viva os ultrapassando. Sei de minha capacidade e ainda assim há uma necessidade de compartilhar momentos, de escrever histórias.
Minha vida se resumo em uma grande revista em quadrinhos, onde cada pagina é um episodio novo. Muitos são cômicos, outros trágicos, há os de terror, mas também os de grande alegria!!!


Como dizer adeus?


Sabe aquele momento onde tudo que você deseja é ser mais forte que seus desejos? É ter de volta o controle dos seus pensamentos?
Me pego tentando te esquecer, mas isso me faz lembrar ainda mais você...
Quantas vezes escrevi e não enviei.
Quantas vezes disquei e não liguei.
Quantas vezes fui chamar alguém e foi seu nome que pronunciei.
Quero evitar, aceitar, me conformar... mas meu coração se nega.
Os dias são longos distante de você
A imaginação te busca e não pode te ver
Meu corpo te deseja sem entender porque
Tento entender quando tudo mudou
Quando o sentimento me dominou?
Não vejo respostas
Perguntas retóricas
Questões óbvias que se fazem insanas
Coerência na solidão
Saudade ditando direção
Sentimento torturando o coração
Só quero te fazer feliz
 Porque insisti no ‘não’?
Vem sem medo
Se entrega a paixão
Viva a emoção

É amor o que alimenta a situação!

(Faiado)

Sonhei com você

Essa noite sonhei com você
No sonho pude de ter
Sem medo, sem receio, por inteiro
Foi magico, desejei não mais acordar
O calor do sol me despertou
Fiquei a te admirar
Revi seus olhos a me dizer
“te quero mas não pode ser”
Luta entre mente e coração
Porque tanta confusão?
É tão simples amar
Basta se entregar
Porque tanto pensar?
O que passou já foi
Nada será igual
Um novo tempo
Uma nova história
Essa é a nossa hora
Queria te fazer entender
É amor sincero o que sinto por você
Meu coração assumiu uma nova vibração
É sua sintonia causando emoção
Lentamente te vejo despertar
Como um anjo a me olhar
“Bom dia” me coloco a falar
Com um beijo me cala
E não consigo controlar
Nos amamos sem questionar
Não importa como será
Só quero o momento aproveitar
Me basta com você estar

Por hoje eu só quero te amar!

(Faiado)

Roubou meu coração

Seu jeito estupido de me conquistar me leva a sonhar
Tão distante do ideal e ainda roubou meu coração
Levou sem dó, e não se importou
Agora vem me devolver
Dizendo que não quer sofrer
Não pode me dar o que acredito merecer
Só não sabe que tudo que quero é você
Não me importa passado, condições
Os problemas existem para que encontremos soluções
Por pior que parece são apenas simples questões
Um dia veremos o quanto superamos
Nos pegaremos fazendo planos
Recordando o hoje e imaginando

“Pensei que era feliz, mas era um engano”
(Faiado)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Eu assumo: Te amo

Me pego pensando em você
Em cada situação seu nome surge sem eu ver
Tão distante e tão presente
Confusão entre coração e mente
Te sinto mesmo ausente
Te desejo ardentemente
Sua presença me deixa contente
Faz mudar tudo que tinha em mente
Me faz sonhar, desejar, ansiar
Não quero pensar
Me basta te amar
Não importa quanto durará
Quero sonhar, me entregar, não temer o magoar
Sei que nada posso mudar
Eu tentei evitar
Mas meu coração acabou por se apaixonar
E agora não consigo deixar de te amar!


(Faiado)

Revendo seus últimos 2 anos

É engraçado o quanto o coração contradiz a mente.
Seria fácil apenas deixar passar, olhar adiante e caminhar, mas o coração me pede pra esperar.
Relembro as cenas, as palavras...tanta contradição, mas quando olho com o coração vejo toda intenção.
Respeito a condição, sei sobre toda confusão, mas ai o coração que entra em oposição.
Exclui redes sociais, cancelei qualquer contato visual, neguei qualquer informação pessoal, mas nada adiantou, uma vez ou outra me pego procurando segredos, revendo o passado, tentando encontrar qualquer detalhe que justifique o presente...ai me lembro que nada é permanente, a evolução é crescente.
Te amo sem te querer.
Não aceito não entender.
Espero o tempo que for...
Se tiver que ser que seja você.
Não quero nem saber...
Eu escolho você, mesmo que não possa te ter.

Me faz bem amar você!

(Faiado) 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Acordei em oração

Difícil entender quando a mente e o coração estão em contradição.
Quando estou em companhia da solidão aproveito para analisar meus atos e na grande maioria das vezes não me felicito com o que vejo. Percebo inúmeras oportunidades de ser melhor que deixei escapar.
Essa noite dormi mal, não sei exatamente porque, talvez minha mente estivesse brigando com meu coração, mas o detalhe que me chamou atenção foi despertar em oração.
Estava ainda sonolenta quando percebi que meu coração orava e minha mente concordava... me veio uma emoção que fez vibrar todo meu corpo. Não é possível descrever em palavras o que sinto quando encontro meu ponto de equilíbrio.
Sei apenas que por hoje quero deixar meu ser ir além de meu eu...

“Senhor agradeço por permitir que me coloque em Sua presença. Reconheço minha pequenez diante Ti, mas sei que ao Teu lado nada preciso temer. Meu coração cobra por aproximação, quero reencontra-Lo, quero deitar em Teu colo, afagar Teus cabelos, beber no Teu copo, calçar Tuas sandálias, vestir Teu manto, quero de volta a liberdade que perdi, quero intimidade. Papai sinto falta de ouvi-Lo, sinto falta de senti-Lo me abraçar forte, sinto falta de Sua voz, de Teu olhar, de Tua luz a me guiar. Sei que está presente, ao meu lado, me carregando no colo quando preciso, sei que fala no silêncio, mas preciso ouvir o som da Tua voz. Continuo a mesma menina, talvez mesmo crendo continue com pouca fé, talvez mesmo conhecendo continuo ignorante, talvez mesmo tendo encontrado-o continue perdida. Papai olha pra mim. Estou carente de Ti. Me abraça forte. Deixe Teu amor transbordar em meu ser. Há tanto pra agradecer, tanto a pedir, mas por hoje só quero estar Contigo, assim como sempre está comigo.”

Saudade restou (GM)

Jeito peculiar a me cativar
Talvez seja o olhar
Mar de mistérios a me encantar
Pode ser a presença que não pede imponência
Talvez seja contradição...
Pura tentação
Pede sedução
Abre a porta evidenciando o “não”
Utopia ao coração
A cada lembrança uma nova vibração
A voz, o sorriso, o jeito perdido

Tornando o conjunto lindo.

Regar e cultivar pro amor germinar

Duelo invisível se faz declarado
Anjos e demônios caminhando lado a lado
O sol e a lua se encontrando no fim
O doce e o amargo em equilíbrio por mim
Do céu ao inferno em milésimos de segundos
Um homem maduro por traz de um “vagabundo”
Mente e coração brigando para ter razão
Tempo e sentimento indo na contra mão
Verdadeira confusão em meio à organização
Duvida na certeza ditando a direção
Discrepância entre o querer e ação
Palavras desconexas soltas
Anseios declarados sutilmente
Sentimento presente

É o amor crescendo dentro da gente!

(Faiado)

Quero você

Agora já sei o que tanto neguei...
Fiz de tudo pra evitar
Apaguei seu celular
Te bloqueei nas redes sociais
Mas agora não me importa mais
Ficou difícil evitar
Posso até negar
Mas a verdade é que meu coração quer se entregar
 Não sei o que vai acontecer
E nem quero saber
O amanhã pode nem existir
E se vier me basta seguir
Me preocupa o agora
Por isso não posso perder a hora
Por favor não demora
Já não posso esconder

Por hoje tudo que quero é estar com você!

(Faiado)

Mais hoje

Por hoje eu me permiti
Fiquei aqui, assim, parada, pensando...
Lembrei seu sorriso
Revi seu olhar
Meu olfato buscou seu cheiro no ar
Senti suas mãos me tocar
Tão real
Amor incondicional
Felicidade presente

Sentimento bagunçando a vida da gente!

(Faiado)

Natal.


Durante muito tempo essa data me causou grandes alegrias. Dia de reunir a família, muitas vezes os amigos. Noite de muitos sorrisos, comida farta. Dia do amor e da amizade.
Durante muitos anos não entendia bem o que essa data significava. Sabia a história sobre Jesus, mas isso acabava sendo apenas um detalhe. O importante sempre foi à árvore cercada de presentes, as luzes, todas as decorações, a comilança...
Passei anos acreditando na história de um bom velhinho conhecido como Papai Noel, um senhor bondoso com seu pijama vermelho... Até que um dia, em outra cultura conheci a história original e estudando o conceito histórico do Brasil percebi o poder da publicidade sobre uma nação.

Para quem não conhece a verdadeira história de São Nicolau aconselho que pesquise sobre ele. O bom velhinho viveu no século III e tem uma longa história até ser o lendário Papai Noel. Cada detalhe sobre o Natal tem um motivo específico, as meias na janela, a lareira, o trenó, as renas...

É engraçado que muitos criticam o espirito natalino por ter perdido o sentido real e se tornado uma festa comercial e isso sem saberem que o problema é ainda pior... Poucos sabem que a roupa de São Nicolau na verdade era verde escuro e que uma marca famosa de refrigerante que “em uma jogada de mestre” vestiu o bom velhinho com a cor de sua marca e assim, devido ao alto investimento em publicidade conseguiu mudar todo conceito natalino no Brasil.

Admiro o poder da publicidade, mas assumo que de certo modo me revolto, pois todo o capitalismo selvagem me tortura. As pessoas se endividam, gastam em uma noite o que evitam em todo ano, confraternizam, comem, bebem, trocam presentes...ou seja, o comercio lucra imensamente, mas o verdadeiro sentido de caridade, paz, amor ao próximo e união não passa das 24 horas do dia dito de natal.

Natal é mais que troca de presentes. É mais que lembranças distribuídas.


Natal é reflexão sobre a existência, sobre o sentido da vida, sobre os princípios e valores. 

Nesse Natal procure tirar 10 minutos do seu dia para elevar os pensamentos ao sobrenatural e agradecer. Procure sentir o ponto de equilíbrio. Procure sentir a paz percorrer a corrente sanguínea com a pulsação. Emane amor. Irradie luz. Seja o benfeitor...

Feliz Natal do menino Jesus!!! Feliz Natal do São Nicolau (vestido de verde rsrs). 

Que Jesus abençoe e ilumine sua vida... minha benção está sobre ti!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Minhas dores

Pensar a existência me traz direto a consciência.
Sei quem sou, conheço meus limites, mas me sinto perdida no caminho.
De repente penso em tudo que rejeito e esse tudo me parece tão familiar. O não lutar para impor meus ideais acaba criando uma imagem distorcida de quem de fato sou.
Preciso anos de luta para moldar meu ser, hoje respeito os limites e as escolhas alheias sem criticar, mesmo não concordando, mas isso contribui para que as pessoas me vejam de uma maneira muito discrepante da que realmente sou.
Estou em um daqueles momentos decisivos, onde se escolhe matar ou morrer, mas nenhuma das opções convém...
Porque as pessoas escolhem sempre complicar tudo? Como ser pensante deveríamos facilitar, mas nem sempre o fácil é lícito...
Me pergunto se chegará um tempo onde me sentirei grande, não no sentido de superioridade, mas no sentido de me sentir adulta de fato.
Quanto mais vejo os erros alheios mais distante do universo me vejo.
Tenho aprendido que o saber pode ser para todos, mas poucos conseguirão aprender. Cada um  escolho o momento em que quer viver, o despertar existe, mas nem todos o percebem.
Sempre me senti de outro planeta, de outro mundo, nada na terra parece exatamente como devia ser, com exceção das vezes em que estou em meio a natureza me sinto uma extraterrestre a procura do caminho de volta para casa. É como se estivesse perdida em um mundo de ilusões e as lembranças fosse flash de realidade.
Sinto falta da cumplicidade entre os seres, do respeito mútuo, do olhar fraterno, da ajuda desinteressada, da simplicidade, da vibração da paz, da luz do equilíbrio, do calor do amor. Em contradição tudo que vejo é futilidade, é competitividade, é superficialidade. Um mundo onde o que predomina é a troca de interesses, o que sobressai é o ter, onde as aparências dizem mais que palavras, onde as ações são atos egoístas, onde ser mesquinho é sinônimo de luta, onde a hipocrisia é normal, onde a marginalidade é um detalhe social.
Que nação é essa? Que planeta é esse? Como entender essa humanidade?
As vezes creio que a insanidade que tanto me foi profetizada não seja alienação e sim fuga ao meu interior...
Me vejo refugiada em mim mesma, deixando de ser vitima ou soldado ferido e me tornando um pássaro enjaulado em minha imaginação. Ainda assim, me vejo melhor...
Talvez minha real liberdade esteja em me prender ao meu mundo de fantasias, onde a simplicidade dita personalidade, onde o caráter valha como principio, onde boas ações não recebem êxito por serem simples obrigação, onde não haja bajulação nem badalação, onde todos convivam como irmão. Meu mundo não é isento de problemas e dificuldades, a diferença é que esses ficam no passado, pois no presente só cabe as coisas boas que a experiência deixou.
Felicidade não é um estado permanente, é uma escolha diária, talvez seja uma conquista...
Não espero ser feliz, desejo apenas ter o direito de ser quem eu sou.
Entre a alegria e a paz eu escolho a paz, pois na calmaria contém grande alegria.
Gosto do sabor da empolgação e de toda vibração, mas prefiro o tempero do equilíbrio.
Estou cansada de mudar as escolhas e viver as mesmas ações. Estou cansada de mudar os personagens e viver as mesmas histórias. Estou cansada de mudar o cenário e viver a mesma peça. Estou cansada de moldar meu ser e continuar a viver como se nada tivesse evoluído.
Me falta direção ao passo que me sobra motivação.
Talvez meu dom nessa passagem terrestre seja mesmo de curar feridas e incentivar vidas...
E as minhas, como curar? Como me incentivar?
Falta me o chão de sob os pés... 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Pensando nos aprendizados de 2013

De repente me pego analisando anos de conceitos e maleabilidade, nos quais testei meus limites, me doei, sangrei, e a conclusão é de que sempre vivo tudo que critico.
Vai ver o poder das palavras proferidas de fato gera o lei da atração...
Revi meus conceitos, agora preciso ser incisiva em minhas atitudes. Não adianta assumir a culpa pelos erros se continuar fazendo sempre as mesmas escolhas. A situação só mudará quando minhas atitudes condizerem com minhas palavras.
Pode ser que eu de fata seja a única no mundo a ver a vida sob um angulo de visão que foge as futilidades e condena as superficialidades, mas ainda assim não consigo permanecer continuamente imutável. Até me permite algumas extravagancias, mas nada que consiga roubar-me de meu estado "normal".
Adoraria não imaginar o amanhã e viver o hoje inconsequentemente, mas está além de mim...
Começo a acreditar que muito do que a vida oferece não é para todos, talvez apenas uma pequena minoria mereça se valer de algumas vantagens, bem como de alguns sentimentos...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Redescobrindo o amor próprio (balanço de 2013)

O ano de 2013 foi um ano muito diferente, em resumo me aproximou de meus pais, de meus filhos e de minha irmã, no entanto me afastou de tudo que me faz bem, como a independência e a falsa liberdade.
Após muito avaliar percebi que se eles estiverem felizes isso basta. Afinal de contas eu já me acostumei a conviver com a dor, com as criticas, com a depressão.
As duas ultimas semanas me conduziram a uma viagem pra dentro de mim mesma, e por mais que eu tente enxergar algo positivo só vejo destruição.
É incrível como consigo admirar qualquer pessoa diferente de mim. Me peguei enaltecendo um morador de rua, afinal ele tem coragem suficiente para encarar o olhar social e ainda seguir adiante, já eu...
Sempre soube que há várias em mim, minha luta nunca foi contra a sociedade ou contra pessoas. Vivi 28 anos acreditando que minha maior guerra era espiritual e hoje, neste exato instante entendi que estive errada todo esse tempo.
Minha guerra é contra mim mesma, é contra a personalidade que luto para não ser, é contra a depressão que luto para não viver, é contra o medo que tenta me dominar, é contra as vozes que tentam me calar...olho pra tudo isso e vejo que se resume em mim.
Reconheço meus erros, assumo minhas falhas e ainda assim não consigo acertar.
Percebo que, por mais que eu tente agir diferente, não importa o quanto minha maneira de pensar mude, as reações continuam iguais.
É como se dentro de mim existisse uma garotinha que vive presa em seus traumas, que chora compulsivamente, que não quer sair por medo. Mas ao lado tem uma mulher guerreira, que desconhece o impossível, que acredita que lutar é a saída. Essa mulher busca encontrar essa garotinha e resgata-la, mas ela está tão encolhida de pavor que ninguém a vê, as pessoas passam por ela e não a percebem. Esse é o ponto fraco da guerreira, sem a garotinha ela se sente sozinha, é como se não fosse possível continuar a jornada, pois a força da garotinha depende da coragem da mulher, e a atitude da mulher depende da companhia da garotinha.
A mulher grita, chama, mas a garotinha está apavorada de mais pra responder. Por vezes a mulher tenta encontrar em outras pessoas a motivação que a garotinha deveria dar, mas nada passa de empolgação e logo surge tanta inquietação que a faz desistir e voltar novamente para dentro de si. Então ela vê sinais de que a garotinha ainda está lá, amedrontada, aterrorizada, desejando se libertar, ser livre, mas ela procura e não a encontra. Analisa toda história, refaz cada cena do passado e tudo que consegue é retornar a dores já superadas. As feridas voltam a sangrar, a dor volta como no primeiro instante... A presença da garotinha fica mais nítida, mas ela não está em lugar algum, é como se estivesse em corrente com o rio de sangue que sangra. A mulher entra em devaneio, não sabe como se orientar, em que direção olhar. Pensamentos surgem e a conduzem a lugares sombrios, fétidos. Ela vê as piores possibilidades, tragédias, catástrofes e chora um choro doloroso, como quem sente a morte lenta roubar o ar dos pulmões.
A mulher olha para todos os lados desejando socorro, mas ela continua sozinha. Nesse momento ela sabe exatamente como sente a garotinha. É como se finalmente elas estivessem juntas... como se houvesse uma luz.
No entanto quando o equilíbrio retorna tudo novamente perde a forma, a garotinha é sugada como se fosse pó diante um tornado, e novamente as duas estão separadas, recomeça toda jornada.
Quanto mais analiso a vida mais me decepciono com a espécie humana. Não entende essa selvageria social. Não entendo tanta diferença social. E principalmente não entende como as pessoas ainda conseguem mentir, trapacear, enganar...
Já não basta a loucura consciente de quem governa? Já não basta a indiferença dos desconhecidos?
A primeira semana de dezembro 2013 me marcou de duas maneiras, a primeira foi quando tive a oportunidade de reencontrar uma pessoa que apesar dos pesares sempre me surpreende. Não positiva ou negativamente, até porque nunca gero expectativas referentes a ela, mas sempre consegue me encantar e fazer analisar o todo de outra maneira. Depois de esperar por mais de duas horas, já desistindo de sair de casa, a pessoa chega. Estava tão à vontade, tão disposto, tão aberto que relaxei. As surpresas começaram pelo passeio, que foi inédito, duvido que a situação se repita um dia, mas o que realmente fez diferença foi perceber que por traz de tanta marra, de tanta pose, de tanta “sinceridade declarada”, há um colecionador de decepções. Todo egocentrismo se revelou apenas uma forma de defesa, toda hostilidade se revelou uma mascara. Posso estar enganada, afinal meu coração nos últimos meses me provou errar com frequência, mas por algum motivo vi o que meus olhos nunca haviam visto, vi com o coração. Horas de conversa, compartilhando conhecimento, duvidas anseios... Breve momento onde percebi que de repente a garotinha às vezes tocava na mulher e ela nem se quer notava.  Instante mágico registrado na memoria...
A segunda maneira aconteceu de forma curiosa. Aprendi da pior maneira que dores da alma de fato se manifestam no corpo físico. Não importa quão boa saúde você tenha se os pensamentos negativos tiverem voz ativa cedo ou tarde eles irão te atingir, ainda mais se o céu resolver desabar na sua cabeça quando o chão sob seus pés não estiver solido. Cansada, com o corpo dolorido, estado febril, a cabeça parecendo um balão de ar prestes a estourar, depois de dias ido e vindo de hospitais, sem que os médicos conseguissem diagnosticar exatamente o que tinha, dizendo apenas “é possível que seja uma virose”. Virose pra mim define tudo que eles não conseguem definir, mas tudo bem, já me acostumei com essas enfermidades inexplicáveis que às vezes me abraçam, de certo modo acredito que elas manifestam no físico para que minha mente se ocupe com a dor e dê um descanso para a alma. Na situação já se passava das 22 horas de uma noite de sexta feira, voltava da faculdade. Como de costume no primeiro ônibus pude desfrutar da companhia de um amigo que gentilmente sempre me acompanha, já no segundo a companhia era uma multidão difícil de contabilizar, visto que o ônibus é biarticulado e sempre anda acima da sua capacidade de lotação. Nessa noite tive sorte, nem estava tão lotado assim e logo que entrei uma jovem se levantou, aproveitei para sentar, apesar de que não demoraria a descer, mas a dor no corpo era tamanha que qualquer minuto de pé parecia uma eternidade. No banco de traz uma pessoa começa a gritar palavras de felicitações à outra, em tom alto, mas não vibrante e sim de deboche. Pelo contexto da fala imaginei se tratar de um travesti que acabará de sofrer algum tipo de preconceito ou algo do tipo, mas isso até o homem que estava ao meu lado começar a indagar a “mulher” sobre um rapaz que estava um pouco mais a frente. A “mulher” dizia que não estava com raiva, que ele teria o que merecia, que era muito homem na frente das pessoas, mas que em casa ele teria o que merecia, porque lá quem mandava era ela e sem dúvida iria acertar as contas com ele. Dizia tudo isso aos berros, mas ainda assim pude escutar os bochichos dos outros. Alguns pareciam sorrir da situação, outros estavam tão perdidos quanto eu, alguns pareciam indignados. Fiquei pensando na discrepância entre os seres humanos, em tese são todos seres pensantes, mas em nada se assemelham uns aos outros.
Eu por exemplo, faço de tudo para passar despercebida onde quer que seja. Odeio chamar atenção. Mesmo com raiva ou furiosa evito escândalos, sou incapaz de ofender alguém intencionalmente, tento dosar minha sinceridade, e principalmente, vejo uma via pública como uma via coletiva, onde meu espaço vai até onde começa o do próximo, sendo assim o quanto mais quietinha ficar melhor, afinal pessoas desconhecidas não precisam saber da minha vida, muito menos de meus problemas.
Mergulhada nessas observações meus pensamentos foram silenciados por outra mulher que gritava ainda mais alto ao fundo do ônibus. Um homem tossia sem parar, alternando a tosse com ânsia de vômitos e a mulher gritava “Isso mesmo meu filho. Tosse. Coloca pra fora.” Repetia isso sem parar e aos gritos. Não vou mentir, no primeiro momento senti muito nojo. Questionei a mim mesma onde perdera as rédeas de meu destino para precisar viver tal situação. E tentando encontrar os erros que me conduziram a realidade atual me coloquei a pensar, não com pesar, não com lamento, mas de forma curiosa, até porque naquele momento eu estava melhor que muitos, apesar de me sentindo mal e com dores físicas eu estava sentada no ônibus.  
Faltava apenas um ponto para chegar até meu destino e a tosse foi ficando mais perto, se chocando com a da “mulher” que reclamava dos preconceitos da vida, eu ainda estava perdida em meus pensamentos quando o desespero da mãe me despertou. Ela gritou “meu filho está doido? Não segura ai não. Quer contaminar todo mundo?” Nesse momento olhei para traz e vi a uma distância de um metro um homem de aparência cansada, não devia ter mais de 30 anos. Usava calças largas, camiseta, um jaleco por cima, segura uma bolsa higiênica e uma mascara no queijo. A mulher trajava uma legue florida, uma blusinha com estampa diferente, uma bolsa de lado, na mão direita um vidro de álcool líquido e na esquerda um rolo de papel.
Olhei a cena como quem não acreditava no que via. O ônibus parou, a “mulher” desceu, o homem que carregava uma mochila de quem ela parecia estar falando, que possivelmente era seu caso indefinido ficou olhando sem acreditar no que ela havia feito. Ele olhou para confirmar se ela havia descido e ela caminhou do lado de fora para que ele pudesse ver, olhando como que o convidando a descer, mas ele balançava a cabeça como que dizendo não e ao menos tempo se negando a acreditar. Ela então sapateou como pode e começou a chorar no instante que o ônibus saiu. Ele virou pra frente e se fechou em seus pensamentos. Ele já não era mais o centro das atenções, o homem que tossia e sua mãe agora assumiam o palco principal.
A mãe continuava a gritar “meu filho não encosta ai. Sai, sai. Deixa a mamãe passar álcool. Depois vem alguém e segura ai. Você está louco? Quer contaminar alguém? Não segura não, vem pra cá.” Convidando-o a se equilibrar no meio do ônibus, como se esse oferecesse alguma estabilidade. O jovem continuava a tossir e mãe gritava “meu filho coloca essa mascara. Não pode ficar sem ela não. Oh meu filho, o que você está pensando?” E ele respondia “é muito ruim pra conversar. Me sufoca. Não aguento mais isso.” E ela “ eu sei meu filho, mas precisa. Não pode andar sem ela.”
Engraçado como nessas situações o tempo parece parar. Milésimos de segundos são suficientes para nos conduzir a diferentes contextos. Meu pensamento se elevou a Deus, como se Ele pudesse me recolher dali e me tele transportar para um lugar seguro, mas ai me dei conta de que não estava segura nem sozinha comigo mesma. Nessa altura o ponto onde iria descer já estava perto. As pessoas corriam rumo à porta empurrando umas as outras, feito loucas, como se uma bomba fosse explodir a qualquer momento.
Me levantei pacientemente, afinal não importava a velocidade com que eu saísse dali, já havia respirado o mesmo ar que aquele homem, o que quer que eu tivesse que pegar já estaria nos meus pulmões. Enquanto caminhei até a porta novamente pensei em Deus, pedi perdão por ser incapaz de oferecer ajuda, por não ter condição de fazer algo por alguém que precisava. Senti vergonha, pois quando entrei no ônibus cheguei a pensar que fosse algum teatro que estivesse acontecendo, esperei que a qualquer momento aquelas pessoas começasse a falar que estava ali demonstrando algo ou coisa do tipo, mas confirmei que não quando a “mulher” desceu chorando e deixando o homem visivelmente perdido, e quando olhei para o homem que tossia sem parar e vi em sua fisionomia a expressão de dor contracenando com o desespero de sua mãe.
Estava anestesiada em meus pensamentos, o ônibus mal parou, a porta ainda nem havia se aberto completamente quando fui grosseiramente empurrada para fora. As pessoas estavam desesperadas para sair de perto daquele homem.
Comecei a questionar não apenas a humanidade das pessoas, mas a fé. Não fiz nada para ajudar aquelas pessoas, até porque estava me sentindo tão debilitada, mas de alguma forma senti que Deus falava comigo. A intensidade do desespero das pessoas foi o tom das minhas orações. Estava ali reclamando da minha situação, das minhas dores e de repente me coloquei no lugar daquele homem que estava visivelmente mais debilitado do que eu, me coloquei no lugar daquela mãe que estava desesperada tentando cuidar do filho ao mesmo tempo que tentava proteger as pessoas. Todos os olhavam com nojo, com medo, viam a doença, mas não viam o ser humano por traz dela.
Não posso dizer que não senti medo, mas no lugar de correr, de apontar, de condenar, apenas orei, pedindo a Deus que fortalecesse a fé deles, que os desse a exata carga que seus ombros pudessem carregar. Enfrentei um breve duelo entre oferecer ajuda ou deixar de respirar. Não fazia ideia do que aquele homem tinha que podia ser assim tao contagiante como sua mãe fazia questão de evidenciar, mas sabia que o que quer que fosse eu não me contagiaria se não fosse da vontade de Deus, pois eu estava ali não por vontade, mas por necessidade, bem como aqueles dois.
Desci tentando entender o que havia acontecido naquele trajeto. E enquanto caminhava até o ponto onde deveria aguardar o terceiro e ultimo ônibus que me conduziria pra casa me lembrei de quando tinha por volta dos 9 anos de idade e me vi em uma situação similar. Havia contraído catapora e precisei faltar alguns dias de aula, mas quando elas começaram a secar fui autorizada a ir novamente. Lembro-me que todos meus amigos (a) corriam de mim, gritavam pra eu ficar longe, que não queriam pegar catapora, até minhas melhores amigas que me acompanham até hoje se afastaram, com exceção de uma que não apenas me fez companhia, mas também dividiu o lanche comigo sem medo. Lembro-me de ouvi-la dizer as outras “que bobeira se tiver que pegar vai pegar de qualquer jeito, não adianta, mas se não for da vontade de Deus você não pega”.
“Se não for da vontade de Deus”... essa minha amiga não faz parte do meu cotidiano, na verdade ainda na adolescência nos afastamos, nossas vidas tomaram rumos diferentes, mas ainda assim sou grata a muito que ela me ensinou. A base Cristã que alimentei durante minha infância, devo a ela, que pacientemente me esperava e me motivava. Sei que ela está muito bem, com uma família linda e muito feliz, bem como sei que ela merece tudo que Deus pode ofertar.
Voltando aquela curiosa sexta feira o ônibus não demorou a passar, pouco depois já estava em casa. Egoistamente me despi ainda na sala e já levei minhas roupas e meu sapato para a área de serviço, afinal não fazia ideia do que aquele homem tinha, não que eu me importasse com que o pudesse acontecer comigo, mas não queria arriscar contaminar as pessoas da minha família.
Desde então tenho pensado sobre a vida. Não a existência, a espiritualidade, mas a vida em si. O corpo humano, o pulsar do coração, o sangue. E quanto mais penso mais perdida me vejo.
As pessoas passam a vida inteira buscando ter, buscando acumular, buscando um conforto, uma estabilidade. Durante o percurso fazem amizades, se divertem, se apaixonam, algumas formam famílias, outras simplesmente têm filhos. Algumas estudam, outras trabalham. Algumas nascem em berço de ouro, outras precisam roubar pra sobreviver. Algumas roubam por se sentirem mais expertos, outras omitem por se sentirem poderosos.
Valores discrepantes. Anseios alucinantes.
De repente percebo que por mais que eu evolua nunca será o suficiente. Não importa quantas vezes eu desça a terra, jamais conhecerei a essência do homem.
Costumo dizer que fomos feito por amor e para o amor, mas até onde isso é verdade? Não será essa apenas uma utopia que me ajuda a ter esperanças?
Se o mundo é tão desigual, se há tanta diferença social, porque insistir?
Sinto como se estivesse me afogando em um mar de mentiras criados por mim mesma. Que na verdade não existe esse lado bom da vida que escolhi acreditar e que essa personalidade que eu optei por alimentar na verdade é uma marionete que hora está nas mãos da garotinha amedrontada e hora está nas mãos da mulher corajosa. Assim não importa o quanto eu corra, não importa a direção em que eu caminhe, nunca encontrarei o que de fato procuro, puro e simplesmente porque só existe na minha imaginação.
Talvez acreditar no amanhã seja mesmo desejar um céu cor de rosa e estrelas em formato de coração.
Talvez acreditar que as pessoas possam ser melhor seja mesmo tentar transformar fel em mel.
Talvez acreditar que fazendo minha parte posso conquistar a “salvação” seja o mesmo que tentar prender a respiração até a chegada da morte.
Talvez a vida seja de fato não pensar e apenas viver, sem me preocupar com o amanhã, nem com o próximo. Já fui assim, já vivi assim e talvez tenha sido o período que me senti feliz...mesmo que entorpecida por drogas químicas, mas pelo menos os pensamentos não me incomodavam, a realidade não doía.
Mas hoje sou tão diferente da que fui. Será que se voltasse aqueles instantes conseguiria ter as mesmas sensações?
Minha consciência hoje é outra.
Quero a liberdade que anseio. Quero a verdade que busco. Quero o equilíbrio ditado pela paz.
Como calar a inquietação? Como abrandar a revolta? Como acreditar na vida e nas pessoas? Como me conformar? Como me aceitar?
2013 chega ao fim sem que eu pudesse concretizar nada do que planejei, mais um ano se vai sem produtividade. As sementes não germinaram. No balanço geral não há lucros, o saldo é demasiadamente negativo.
Não sei que verdade alimentar.
Não sei quem apoiar, a garotinha amedrontada ou a mulher corajosa?
Demorei 28 anos para entender que a guerra não é espiritual e sim pessoal. Demorei 28 anos para aprender que não importa os outros só importa meu ‘ser’. Demorei 28 anos para aceitar que eu me basto e que cabe a mim as emoções que vou sentir, os sonhos que vou gerar, os desejos que vou alimentar, os planos que vou administrar, as ilusões que vou calar, e tudo mais que possa ou não incomodar.
No entanto quanto mais analiso mais percebo que esse ‘eu’ é nada, que tudo é vazio, é estranho, é frio. E sou conduzida de uma forma inexplicável ao gozo da fé. Vejo que o que me conduz é a esperança, não em dias melhores, não em uma dita salvação, mas em mim mesma. E essa voz interior que grita silenciosa, me leva a ver que a garotinha não pode viver sem a mulher e a mulher não pode viver sem a garotinha, mas pode ser que elas nunca se encontrem, que nunca olhem nos olhos uma da outra, mas ainda assim elas precisam estar juntas, em sintonia.

Há dias em que tudo que gostaria era de ter um colo pra deitar, um ombro pra chorar, alguém com quem pudesse de fato conversar, mas isso pede laços de alma que nem mesmo meus pais ou filhos conseguem me ofertar. São nesses momentos que me vejo de outro mundo. Só mesmo escrever me faz aliviar. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

O corpo físico reflete as dores da alma

As vezes me pego inventando desculpas para mim mesma. Logo eu que sempre achei tão errado a omissão, que nunca aprendi a mentir. Do que adianta querer enganar o mundo se para isso minto para mim mesma? Talvez o doce da ilusão de quem se fecha em um mundo de fantasia seja mais agradável, mas quando a verdade se revela o doce vira fel. Do que adianta viver de estórias e momentos, se contos não passam de lendas? Quero escrever fatos, narrar histórias, deixar minha marca. 

E de repente percebo que é fácil falar sobre o que foi superado, difícil é admitir pra mim mesma o que causou as feridas que ainda sangram...
Impossível mensurar o que é maior a vergonha ou a culpa...
Como evoluir se o passado é um câncer impregnado em mim?
Talvez o tratamento paliativo seja apenas sintomático...
Vezes ou outra o corpo físico manifesta as dores da alma e as lembranças voltam a reclamar!
Por que não consigo simplesmente me vestir de quem hoje sou e esquecer quem um dia fui? Se o presente é meu melhor momento por que não olhar apenas em frente? Por que sou prisioneira de mim mesma e ainda me faço de carcereira? Sendo eu vítima porque me faço vilã?
Há dias em que o anseio por insanidade é voraz e avassalador, dilacera minh’alma e sufoca minhas entranhas, rasga-me o peito e atinge de cheio o coração, deixando me embriagada de tudo que evito.
Paro de respirar o máximo que consigo, o primeiro minuto me sinto inútil, pequena diante a existência, diante as pessoas, diante o mundo, mas no minuto seguinte a falta de ar já começa a inquietar... e assim, pelos milésimos de segundos seguintes, onde a agonia por ar pede vida, eu me sinto fortalecida, dona do poder de escolha,  pois nesse instante tenho a ilusão de poder negociar com a morte.
Tenho vivido uma fase que ainda não identifiquei, não sei discernir se de aprendizagem ou livramento, mas estou despertando para a necessidade de não mais me sabotar.
É tão difícil acreditar que coisas boas podem acontecer comigo que se acontecem eu logo desconfio, e por muito questionar coloco tudo a perder.
Como aprender a ser escritora de meu próprio destino? Como me olhar fora de mim mesma? Como tirar a vestimenta de derrotada e me vestir de guerreira? Como sair da zona de conforto e ir pra frente da batalha?
Sempre acreditei que em cada estrada alguém me acompanharia na jornada, agora percebo que fui mais confiante quando caminhei sozinha. Ter companhia torna a trajetória mais animada, mas também pode torna la mais lenta!
Tenho me sentido perdida em meu mundo...perdida em mim mesma. Por hoje permitirei que a lua me leve a ponderar e analisar, mas que com o nascer do sol minhas energias sejam renovadas e grandes decisões tomadas.

Que assim seja...

Eu ou meu 'eu'?

Infortúnio tentar me conformar
O marasmo procuro evitar
É inquietante o reverberar
Alienada me prostro
Lembro que não posso...
Me chamo
Reclamo
Sagaz me faço voraz
Avassaladora ou não tanto faz
O importante é sentir paz
Tenho medo
Alento devaneio
Doce obsessão
Fel ao coração
Demasiadamente me emputeço
Fatos e atos
Momentos sem fim
Delibero ordinariamente
Me apetece a calma
Tranquiliza minh’alma
Paradoxo ao coração
Mente silenciando a intenção
Alquimia da emoção
Alusão à ilusão
Irradia sugestão
Oculta a direção
Alheio a confusão
Simples emanar de contradição

A luz que faltava, ou não?

Minha doce utopia de lugar nessa passagem terrestre

Tanto corri que me cansei no caminho
Cheguei até aqui, onde nem mesmo era meu destino
Correndo me perdi
Caí, mas me reergui
Não reconheci o lugar
Fui obrigado a continuar a caminhar
Não posso parar
Ou a vida vem me atropelar
Sei onde quero chegar
Mesmo que tudo tente meus sonhos frustrar
Sei que um dia irei desfrutar
Do paraíso que vivo a imaginar
Meu mundo de sonhos que vivo a narrar
Um lugarzinho simples a beira mar
Um rancho de palha sob o luar
Meu sono o barulho das ondas vem embalar
O cantar dos pássaros vindo avisar
Que o sol raiou e é hora de acordar
Abrir os olhos e poder contemplar
Toda natureza que alegremente vem me saldar
Com sabor de vida e alegria logo cedo começar a cantar
Agradecer por mais um dia de vida desfrutar
Com fé no coração seguindo a missão
Ajudando a cada irmão que pelo caminho precise de uma “mão”
Sendo selada a paz da comunhão
Essa é minha ilusão

Utopia para qualquer ser vivente dessa urbanização

A independência nos tornou dependentes de nós mesmos

Selva de pedra
Batalha negligenciada
Cidadãos civilizados são insanos disfarçados
Leis defendendo ditos marginais
Inocentes sem ter paz
Transito é metralhadora
Bandidos nas ruas
Inocentes encarcerados nas grades de casa
Religião como fuga
Maquiagem social
Palavras contradizendo ações
Medos ditando situações
Privilégios ocultando ladroes
Novas teorias ditando padrões
Valores perdidos em meio às multidões
Silencio comprado
Democracia controlada
Gado adestrado
Fantoches do palco central
Bonecos de cera internacional
Digito no gráfico populacional
Somando alto na conta bancaria do plenário geral
Cegos com vista saudável
Surdos com boa audição
Culpa das diferentes mídias então?
Preguiçosos declarados
Têm medo de pensar
De repente pode algum neurônio queimar
Escravo da civilização
Se conforme com a situação
Ou aprenda a dizer NÃO.
A esperança é vazia
É preciso uma guerra interna
Onde não exista policia nem marginal
Onde o direito do povo seja a prioridade nacional
Não há guerra sem sangue
Não há heróis sem mortes
Não há honra sem batalha




Criança de rua

Ando pelas ruas vagando sem destino
No caminho vejo um menino
Tão pequeno, tão frágil, tão marginalizado
Me pergunto sobre sua história
Qual terá sido sua trajetória?
Foi por escolha, acreditar na sorte do destino
Ou o infortúnio o escolheu ainda mais menino?
Fruto de que árvore terá saído?
Terá ainda raiz em algum sentindo?
Possibilidades, suspeitas
Nada que seja ou que não se entenda
Exclusão ou fuga?
Tentativa ou culpa?
Aprendiz de marginal ou vitima social?
Como entender o currículo sem o histórico geral?
Quais sonhos tem um menino desses afinal?

A diferença entre o remédio e o veneno está na dosagem

Pelos becos da vida sempre cruzo com um marginal
De arma em punho ou não depende do referencial
Cada um carrega o bem e o mal
Depende a quem está relacionando e tal!


A arma do viciado é a droga que o consome enquanto ele se ilude que a está consumindo.

Senhor aquieta meu coração

Há dias tão estranhos
Fica um vazio frustrando os planos
Tanto por fazer parece insignificante
Um misto de tudo
Se tornando um nada constante
Nostalgia confundindo
Sonhos esvaindo
Anseios inquietantes
Paixões alucinantes
Mente delirante
O sol se vai
A lua vem
Continuo aqui
Sem ninguém
Desligo o celular
Ninguém quero encontrar
O desejo verdadeiro é de amar
Um amor sem fim
Como um Querubim
Assim é você
Um anjo pra mim
Sem avisar
Você vem me encontrar
Imagino que tudo irá se transformar
O tempo passa
É divertido
Até me animo
Leve impressão
Nada muda no meu coração
Preciso de mais
Não sei explicar
Algo que faça meu ‘eu’ me bastar
Me coloco a pensar
A quem estou tentando enganar?
Não adianta negar

Só mesmo Deus pode me acalmar! 

Anseio a intimidade

Entrego minha vida pela Tua
Durmo na rua pra Te ver na lua
Conto as estrelas pra ver o brilho do Teu olhar
Viro o que for preciso por esse dom de amar
Só pensar em Você é suficiente para sonhar
Imaginação que me faz caminhar
Anseio da eternidade conquistar
Te encontrar no Nosso Lar
Tua face poder contemplar
Do êxtase finalmente desfrutar

Tendo a certeza de merecer a vida voltar! 

Te amo! (Papai)

Mesmo sabendo é difícil me conter...
Sou grata
Fico emocionada
Mas tudo parece nada diante Você
Como posso agradecer?
Sou tão errante
Pequena, insignificante
Mas Seu amor me preenche
Faz com que eu me sinta excelente
Voraz, capaz

Não sei se é possível Te amar mais!

Sei que está comigo mesmo quando não consigo Vê-Lo

É tanto falar pra pouco agir
Minha vida se resume em histórias sem fim
Gotas do saber
Oceano a aprender
Curiosidades surgem sempre que me encontro com Você
Como iniciar um novo viver?
Não há do que me desfazer
Sonhos perdidos
Objetivos frustrados
Anseios mal interpretados
Visão não condiz com a ação
Sensação enganosa ao coração
Resumo de grande confusão
Vida sem direção
Só resta seguir o curso do destino então
Só que não...
É preciso conscientização
Vejo ao lado Seus passos
Sempre me acompanhando calado
Me sinto tola por não perceber
Quando tudo parecia certo era Seu mover
Cansado de me ver sofrer

No momento certo vinha me socorrer!

Ouço Seu chamado e nem sempre respondo...

Tento negar
Evito pensar
Procuro me ocupar
Mas ouço Sua voz me chamar
Não consigo controlar
Tamanha emoção vem me abraçar
Sou Sua menina
Sua pequenina
Em Seu colo desejo novamente estar
Não há caminhar sem Suas mãos pra me apoiar
Sozinha fico perdida
Vagando confusa
Todos me usam
Não evoluo
Não vejo saída

Preciso de Sua presença pra dar rumo na minha vida!

Saudades do Pai (do meu Amado Pai)

Difícil conhecer
É infinito o saber
Tudo parece melhor
Quando estou com Você!
Longe de Ti tudo flui
De forma fria e vazia
Nem mesmo a felicidade contém alegria
Meu coração reclama
Minha mente Te chama
A emoção não engana
Minha vida por Tua presença clama.
Quero Teu colo
Sentir Teu abraço

Me reconfortar em Teus braços!

Quem sou não é quem quero ser

Perdida
Sem saída
Tantas fui
Sem premeditar
Pensei me conhecer
Foi mais um enganar
Preciso me encontrar

Alguém poderá me ajudar?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O que alguns chamam de carma eu vejo como missão.

Existirá alguma alma vagante dessa vida alucinante que nunca se questionou sobre o amor? Se existir será real ou intencional?
Certeza de que é surreal, talvez irracional...
Me questiono, quando foi que o mundo mudou?
Mas no fundo imagino que ele esteja exatamente igual, as pessoas que se modificaram dia após dia.
A história nos repede a impressão de que outrora fosse há tanto tempo, como se uma década fosse historicamente um fato apenas memorizado, cabendo apenas à narração, mas de repente percebo que sou capaz de lembrar tempos anteriores à década e então me vejo vagando no espaço-tempo, onde sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem.
Uns turbilhões de pensamentos surgem. Objetivos contradizendo a realidade. Consequências silenciando sonhos. Devaneios concretizando o real.
Vivo diariamente o duelo entre o que quero acreditar e o que escolho acreditar.
Todos os dias acordo e me desponho a vida. Escolho ser melhor que fui. Me doar mais. Me entregar a existência. Procuro compreender as pessoas e suas escolhas. Tratar a todos como gostaria de ser tratada. Faço isso não por ter o coração grato ou ter uma alma boa, faço isso porque as dores da vida me guiaram a essa conduta. Muitas vezes tenho vontade voltar à época onde a palavra maturidade representava apenas a responsabilidade de manter minhas contas em dia... então o desejo de viver perigosamente me chama...vontade ligar o foda-se de forma a não me importar com o que a sociedade pensa, não ter medo de me arriscar, não ter vergonha de errar,  ser eu acima de tudo e de todos, não me retrair diante a possibilidade de ferir alguém, não pensar no amanhã, não imaginar as consequências de minhas escolhas, apenas viver um dia por sua vez. Nesses momentos é como se um filme passasse em minha mente, e revejo cada cena, cada fala, cada passo, e é nítido que nessa brincadeira de viver como gostaria, de ser quem gostaria, de fazer como queria, me perdi. Me perdi em meus sonhos, em meus valores, em meus princípios morais, e pouco a pouco fui me confundindo, me enganando, perdendo-me de mim mesma, até que quando tudo parecia perdido algo mudou...
Me pergunto se todo ser vivente e pensante nessa passagem terrestre já viveu um momento decisivo, onde sua alma ansiou por uma decisão tão dolorosa ao ponto de quase ser tangível, mas que se fez o grande marco, o divisor de aguas? Se sim, talvez esse esteja mais perto de seu ‘ser’, talvez se conheça e saiba onde quer chegar. Se não, sem dúvida esse ainda viverá esse momento e quando acontecer ele ficará perdido e sentirá a ferida aberta em seu peito. Nesse instante que cabe a decisão de se manter firme e permitir que a maturidade chegue ou se entregar a dor e entrar em uma cúpula de arrependimentos, quando mesmo que não haja culpados se é vitima.
Quanto mais penso na vida mais vejo o amor. Quanto mais tento entender a vida mais me chama o amor. Quanto mais desejo viver mais o amor me parece amar. Quanto mais busco a essência da vida mais o aroma do amor parece me agradar. Concluo então que viver é amar. O que mais poderia ser? É esse amor incondicional que nos guia ao egocentrismo. É o amor fraternal. É o amor casual. É o amor profissional. É o amor consensual. É o amor eventual. Tudo é amor, mesmo que não seja igual.
Analiso minhas experiências e tudo parece tão vazio diante tudo que acredito, mas me coloco novamente na que era na época de cada uma delas e vejo que tudo parecia tão ideal. De alguns momentos sinto vergonha, de outros saudades... mas independente da sensação que me trazem, as lembranças são nítidas e vorazes, confirmo que apesar que estar longe de ser quem almejo houve uma grande evolução.
Da que fui pouco resta, talvez quase nada. Não que fosse de toda ruim, mas muito não me agradava. Engraçado que na trajetória percebo que não fui capaz de mudar por ninguém, o que talvez confirme um orgulho desnecessário, mas sempre mudei por mim mesma, procurei me moldar aos poucos, silenciosamente.
Nunca fui do tipo radical que grita aos ventos suas decisões e que dita escolhas. Sempre me senti mais dos bastidores, apesar de vez ou outra mesmo que indiretamente me colocarem nos palcos. A timidez é algo que me acompanha desde sempre, no entanto não em forma de constrangimento, mas vestida de bom senso.
Ouve um tempo em que não me importava minha imagem perante a sociedade, não me importava o que pensavam de mim, o que importava é que eu era capaz de pagar minhas próprias contas e pronto. Desse modo ninguém era suficientemente bom ou viável a mim. Apenas a insanidade era atributo de destaque, pois significava liberdade de expressão, de movimento, o que representava vida, no entanto a linha tênue entre o certo e o coerente se rompeu, foi nesse instante que o chão me faltou de sob os pés e coincidentemente o céu desabou sobre mim...
No exterior tudo se transformou, mas a mudança principal aconteceu dentro de mim... meus sonhos foram assassinados, meus objetivos roubados, o plano de vida se tornou um labirinto em forma de quebra cabeça, o que era obvio estava em uma língua extinta, o sabor perdeu o gosto, as cores não tinham vida, o tempo parou... estava eu e mim mesma diante uma existência já não mais desejava, já não mais querida...só me restava a vida.
Levei tempo para entender que perder não significa fracassar, muitas vezes para vencer é preciso começar e quando o caminho está errado não adianta fazer uma curva, é preciso voltar ao ponto de origem.
Me vejo tantas!!!
Há um duelo dentro de mim, ” quem sou X quem desejo ser”, diariamente mata-me, alguns dias lentamente, outros de forma fria e calculada, mas dia após dia me faço assassina e me faço suicida, não necessariamente nessa ordem, mas sempre sou uma ou outra.
Tento entender porque as pessoas me veem tão diferente de como de fato sou. Percebo que talvez meu pior defeito seja não saber me expressar. Não sou boa com palavras ditas, nem com palavras escritas, menos ainda com  gestos e expressões. Até mesmo meu silencio às vezes passa uma mensagem diferente da intenção e mesmo quando falo em declaração sou alvo de suspeitas.
Talvez o comunicar seja uma arte que não aprendi a dominar, por isso permito que meu olhar fale por mim, ele nunca falha, nunca erra, nunca engana.
Essa semana pude viver momentos que marcaram minha história. É incrível como a vida em determinados momentos me surpreende positivamente. Pessoas que imaginei tão vazias se revelam tão completas, e toda marra se torna apenas uma mascara, a mesma que utilizei em outros tempos, mas com um formato diferente. Vejo tanto conhecimento, uma vasta cultura represada em meio a um egocentrismo absurdamente admirável. O melhor é que sou a favor do egocídio, em outros tempos essa tal marra até me parecia ofensiva, mas após conhecer o mínimo pude perceber que por traz de tudo há muita humanidade, mesmo que de uma maneira diferente da que julgo correta, mas quem sou eu pra julgar? (DD)
E após uma semana desgastante, de descoberta de meus limites, viver momentos inéditos que sem dúvidas jamais se repetirão trouxe certo animo. As pessoas muitas vezes agem como podem em determinados momentos sem se dar conta do quanto à simplicidade do instante pode ser reveladora.
Pude confirmar que palavras ditam muito mais que intenções quando são espontâneas e do coração. Muitas vezes uma boa conversa é o melhor dos remédios para uma alma aflita.
E de repente me vejo aquela velha e antiga duvida sobre o amor... porque há tanta desilusão? Porquê as pessoas estão tão frias e vazias? E então percebo que refaço as mesmas perguntas há muito tempo, e é que talvez elas precisem mudar para que alguma resposta chegue... no entanto chego a conclusão que não. Não importa como eu pergunte, o fato será sempre igual, mesmo que de maneira diferente.
As pessoas são feitas por amor, pelo amor e para o amor, no entanto o desamor as traumatiza ao ponto de as fazerem desacreditar em sua própria essência “amor”, e assim elas se fecham, mas mesmo fechadas o amor chama. Muitos ignoram, fingem não perceber, mas o amor não desiste e sempre vem na porta bater.
Alguns desafiam, dizem gostar de personalidade, esses esperam ser conquistados, esperam descobrir que o amor é de verdade.
No entanto é tudo isso e nada... pode ser que tudo seja apenas fachada...
O amor não é conquista é disposição. Não é devoção é atenção. Não é consequência é escolha. Ao contrario do que pensam não é emoção é razão. É preciso ter sanidade para amar.
Em um mundo tomado de pessoas porque com uma especifica se escolher ficar? Porque se casar? Porque uma família formar? Porque se enraizar?
Por que isso é amar!!!
Nos últimos conversei com diferentes pessoas, de diferentes classes sociais, de diferentes idades, com contextos diferente de vida e as questionei se acreditavam no amor. Após diferentes modos de analise e reflexão a resposta foi unanime: “sim”. Cheguei a escutar que se não acreditar no amor não há porque viver.  Isso de uma pessoa que jamais imaginei que acreditava em amor, na verdade de uma pessoa que via alheia de sentimentos. (DD) Então pude concluir que de fato todos estamos nessa passagem pelo mesmo motivo e talvez tenhamos todos o mesmo objetivo, mesmo que os caminhos sejam diferentes o alvo é o mesmo.
Parei então para analisar esse alvo, afinal a vida se faz uma grande e incoerente interrogação. Pude definir que o mais complexo e difícil é manter a ordem entre o que é dito e o que é vivido. As palavras contradizem as ações. Por isso muitas vezes o que vemos não é o que de fato existe. O olhar pode enganar, confundir, mas muitas palavras também o fazem. Então mais vale confiar nas ações, mas como se há pessoas que são atores da vida real? Realmente fica difícil definir o que certo do que convém, mas uma certeza eu tenho, quando a maturidade chega não há mascara que perdure.
O tempo se torna nosso amigo intimo, o equilíbrio se faz nosso psicólogo e a paz nossa conselheira, assim só perdura o que é sincero.
Sou grata por poder dizer que de fato estou na tal ‘maturidade’, longe de estar como gostaria, mas perto de ser quem de fato almejo.
Na minha vida sempre me fiz aberta, sempre fui do tipo que retribuo de acordo com o que me ofertam. Nunca fui de buscar o impossível, de querer fazer acontecer, de conquistar... acredito que o que está reservado a mim cedo ou tarde aparecerá, afinal se estou seguindo meu caminho como devo o universo conspirará a meu favor. Talvez esse pensamento tenha me feito errar em demasia, pois me arrisquei, me doei, muito me magoei, mas aprendi e isso me basta.
Minha vida é feito em ciclos, faço de tudo para que sejam ciclos completos, que não tenham assuntos mal resolvidos, pois assim sou capaz de deixar o passado onde ele de fato deve ficar e iniciar uma nova história. No entanto cada ciclo que inicia vem repleto de determinada característica, algumas perceptíveis de imediato, já outras demoro a identificar...
Saí da fase da intolerância e entrei na fase do equilíbrio, julguei que seria o auge do meu autoconhecimento, no entanto em muito pouco tempo vivi fatos inéditos onde me perdi de mim mesma, fui obrigada a me reencontrar, a me rever, a me refazer. (k0.20; GN; DD ; Faiado)
Contudo o que de fato tem valor é perceber o lado negativo e o positivo. Negativo por ver que ainda me emociono, ainda me engano, ainda me dedico demais, me arrisco. Positivo por ver que tudo vai até onde eu permito, que a empolgação pode ditar a situação, mas não determina uma direção.
No balanço geral, o melhor das lições é saber que eu posso me refazer quantas vezes forem convenientes e apenas deixar passar o que não convir.
Não nego que ainda acredito no tal amor, talvez de uma forma diferente da que todos veem, talvez meu olhar seja utópico e não passe de ilusão, mas ainda assim me faz bem acreditar e prefiro sonhar que um dia, em algum lugar, esse amor irá me encontrar. Esse que eu desejo, que eu almejo, que eu recrio diariamente. Que foge a perfeição, que não é ideal nem certo, mas que é incondicional e sincero. Que não nasce do olhar nem é conquistado por palavras, mas que desperta nas atitudes e floresce na convivência. Não esse amor que acontece por acaso, mas um que é escolhido. Não um que seja livre de dificuldades e brigas, mas um que estenda a mão e receba a minha quando necessário, que saiba ouvir mesmo quando a vontade for de falar. Não o amor que a tudo renuncia, mas aquele que tudo pondera. Não um amor que exalta, mas o que desenvolve junto. Não o amor que enaltece, mas o que admira. Não o amor que compete, mas o que agrega. Não o amor que critica, mas o que ensina. Não o amor que tudo sabe, mas o que se abre para um novo olhar. Não o amor que completa, mas o que compartilha. Não o amor que cega, mas o que traz luz.
É, talvez o amor que eu deseje exista apenas em mim e por mim... talvez a utopia maior seja acreditar que um dia ele possa chegar... mas talvez me basta sonhar...me basta imaginar... me basta arriscar.
Um momento de cada vez...sorrisos...alegrias...momentos...histórias!
Não consigo calar a voz que age em mim. Talvez o querer esteja além do poder, mas me agrada assim viver, acreditando no Bem Maior, na essência, no ‘ser’.
Que venham os desafios... que o Sobrenatural me dote de sabedoria para soluciona-los e que mesmo em falta dela eu não me engane. Que quando as palavras me faltarem os anjos soprem em meus ouvidos...
Sou grata a existência, a vida, ao universo, aos seres celestiais, aos cosmos, aos planetas e a tudo que neles há. Sou grata à energia vital, a lei da reação, a todo Bem Maior, ao Sobrenatural. Sou grata a Deus.
Que me falte o que pedir, o que receber, mas que eu jamais me esqueça dos motivos de agradecer... meu coração levanta preces ao céu. As palavras conhecidas humanamente são insuficientes... “...eis me aqui, envia-me a mim...”

domingo, 1 de dezembro de 2013

Momentos escrevendo história


Você tem o dom de me conduzir do céu ao inferno em milésimos de segundos
Mas só você tem o dom de me fazer sorrir quando tudo parece confuso
Faz lagrimas cair de emoção
Quando tanto bem querer demonstra ao meu coração.

União de tudo que admiro
Maturidade, determinação, força e ambição

Os traumas ofuscam sua visão
E te vejo perdido, vagando sem direção.

Adoraria gritar
Te ditar uma saída
Quem sabe de algum modo ser útil na sua vida...

Me sinto pequena, incapaz
Nada posso fazer a não ser enviar pensamentos de paz.

Não me importa a temporalidade
Nem mesmo me importa a verdade
Te vejo com os olhos do coração
Que inquieta minha razão, mas confirma cada sensação...

Um homem que brinca de ser menino
Um duelo insano e previsível
Um jeito bruto de ser
Ocultando o gentlerman que há em você

As vezes te vejo além do que meus olhos querem ver
Mas meu coração me faz crer
Que o lado humano é que determina o ser

Não importa o que pensem ou venham me dizer
Torço por você, por mais clichê que isso pode parecer
Juntos ou não, não quero saber
Esterei sempre no camarote da vida admirando você

É sincero todo bem querer
E mesmo que o amor não escolha em nós viver
Já valeu cada momento com você! 

(Faiado)


O passado se faz presente, até que o hoje o torne ausente

Meu coração pede pra insistir
Minha razão diz que é mais fácil fugir

Pra que ficar se cedo ou tarde tudo irá acabar?

Algo dentro de mim quer acreditar
É o conto que veio pra ficar
Me ensinar a amar

Tudo que passou foi preparação
Cuidar ao coração
Para tamanha emoção

Os erros foram lição
Treinamento, persuasão

Agora tudo novo se faz
Sinto que finalmente sou capaz
Mas o medo me retrai...

Como confiar?
Como acreditar?
Como me entregar?

As dores da alma relembram o trauma
Lembranças adormecidas que se fazem vivas
Recordações esquecidas, despertam ativas

Estou pronta
Posso sentir
Só não sei como agir...

Quero acreditar
Fazer acontecer
Mas não sei como devo ser...

Você me inspira
Dita certa rima
Mas se desvia e me alucina.

Se não for pra ser
Vá de uma vez
Nem adeus precisa me dizer

Mas se sua escolha é ficar
Decida-se logo e assuma me amar

Vamos juntos as lutas enfrentar
Compartilhar alegrias
Nossa história desenhar

Ao seu lado quero da vida gozar
Só a felicidade irá prosperar
Porque entre nós o amor irá reinar! 

Se é pra ficar
Fique sem medo de se entregar
Deixe o equilíbrio te abraçar
Porque eu quero a paz contemplar.

(Faiado)

Você

Um só ser
Em meio a multidão que parece haver

Ser comum, alucinante
Inquietante, ser pensante

Insiste no não, mas anseio a sim

Foge querendo ficar
Fica querendo negar

Bagunça e reorganiza
Confunde e estabiliza

Meu bem
Meu mau
Meu doce do mel
Suave sabor

Me ensinando o que é amor!

(Faiado)

O amor é real?

Sempre sonhei
Muito duvidei
Jamais imaginei...

Ouvi dizer que era real
Me falaram algumas vezes e tal...

Presenciei
Visualizei
Mas nunca acreditei...

Conhecia os contos
Ouvia alguns refrões
Até admirei alguns poemas de Camões...

Tentei escrever
Imaginar como seria conhecer
Mas nunca consegui saber...

De repente tudo novo se fez
Um universo surgiu de uma vez

Nova cor
Novo brilho
Algo preenchendo o vazio.


Batimentos descompassados
O timbre do silêncio
O ressoar do coração

Você se instalou então
Bagunçando toda minha razão
Confirmando o foco
Mudando toda direção

Talvez seja hora de acreditar
O sonho realidade tornar...

Será que esse amor verdadeiro existe e pode me abraçar?

(Faiado)

Lutas precedem vitórias

Essa noite tive um sonho...

Eu e você
Juntos enfim.

Um sonho real a mim:
Você comigo até o fim.

Guerras e lutas
São meras disputas

Mas só assim
Pra perceber o que é ruim.

Em tempos de calmaria e paz
O amor reina sagaz.

(Faiado)

Você reclama, mas sinto que me ama

Você diz querer
Mas age o contrário
Se declara
Mas em seguida se enche de marra
Diz brincar, fala do quanto está cansado de lutar

Se é um jogo me ensina a jogar
Não sei mais o que pensar...

Você é um
Finge ser outro
Eu percebo seu jogo...

Não quero opinar
Evito o sonhar
Te deixo livre pra pensar

Você reclama
Diz que não me importo
Analisa como me comporto

Mas não quero me impor
Quero sim ter o seu amor

(Por conquista não pressão)

Se tiver que ser será seu meu coração

Agente brinca que briga
Finge não querer saber
Mas no fundo agente se ama
Isso não dá pra esconder

No momento certo tudo irá se resolver
Eu não tenho dúvida de querer você
Mas escrever é mais fácil que dizer!!!

(Faiado)







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