Não compreendo certos comportamentos humanos...
O maior dilema do ser é o relacionar e não importa quanto
tempo se viva ou o quanto de experiência tenha dependendo da situação a reação
é tão infantil que faz recordar a inocência.
Me pergunto como casais que viveram juntos por um
determinado tempo, seja um mês, um ano, dez anos... conseguem dizer que acabou
porque não deu certo. Deu certo pelo tempo que durou.
Pior ainda é ver casais que fizeram parte do livro da vida
do outro alimentando magoas e rancor. Por isso a conclusão de que o ódio é o
sentimento mais próximo do amor.
Como pode existir inimizade onde o amor dominou?
Tudo fica ainda pior quando há filhos envolvidos. Casais que
tem maturidade emocional, espiritual e sentimental saberão que não importa o
que aconteça a criança deve ser poupada, mas quando o sentimento ainda não se
definiu e a dor prevalece os pais se tornam as crianças da casa e uma grande confusão
se forma. Um quer sempre ter razão sobre o outro. Quer parecer melhor, mais
feliz... uma competição inicia e muitos se esquecem de perguntar o que as
crianças pensam sobre isso.
Não importa o tamanho da decepção, a frustração sempre vem
de qualquer maneira, mas as crianças precisam ser poupadas porque ainda estão
tendo a personalidade formada.
Pode parecer fácil falar e isso porque é fácil praticar.
Comigo funcionou.
Digo que se não fui uma boa esposa para meu primeiro marido
vou ser a melhor ex mulher que existir.
Não complico, não implico.
Se houve amor porque não pode ter respeito?
Mas só é possível a aceitação quando o sentimento for
tratado. Antes de dividir bens, de decidir guarda do filhos, etc é preciso
curar as feridas que sangram abertas, é preciso equilibrar o emocional com o
racional, só assim os dias seguirão seu curso.
Não se pode viver o presente olhando para o passado, cedo ou
tarde a dor virá, o pescoço cansará... Até mesmo o automóvel foi projetado com
essa realidade, o para-brisa é maior que o retrovisor por isso...
Se algo deu errado hoje não condene toda a historia. Os capítulos
podem mudar o curso do destino, mas o que passou foi a base para que se tem no
presente e esse permite o que será escrito amanhã.
A vida é uma sequencia de fatos. Precisamos aprender a nos
equilibrar entre escolhas e consequências.
A importância do amor próprio está em lamentar sem sofrer.
Arriscar sem se anular. Respeitar sem se desmoralizar.
Uma pessoa só estará pronta para amar outra quando conseguir
amar a si mesma de forma que se transborde.
(Faiado)
Que Deus dê discernimento e sabedoria...
Verdade seja dita!
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