quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Carta de despedida? (k0.20)

Por mais que eu tente não consigo entender as oscilações que vibram do coração a mente. Meus pensamentos são como descargas elétricas e a todo momento entram em curto.
Tão pouco tempo e tantas possibilidades, tantos pontos de vista...
Por mais que pareça insano ainda prefiro acreditar no meu coração, no que diz minha intuição, mas essa é falha, ela vê o ‘ser’ que muitas vezes não é que predomina no viver.
Sou uma confusão ambulante. Dentro de mim o duelo invisível em muitos momentos me cega, me sufoca, que me agride, como negar que em momentos de incoerência, onde não sinto me segura,não me faço complicada?
Desde o primeiro momento, antes mesmo de pretensões, cada dia foi único, porque esteve repleto de anseios e conclusões.
Era tudo brincadeira, apenas momentos passageiros, mas o destino brincou comigo e o acaso não se fez amigo.
Tudo fora do normal.
Se me coloco alheia me assusto. Pré-conceitos incontáveis. Diferenças gritantes. Traumas sufocantes.
Se me coloco dentro, com a mente, fico intrigada. Tudo tão óbvio. Tão claro. Tão límpido. Momentos vãos. Apenas curando feridas, cobrindo lacunas.
Se me coloco dentro, com o coração, fico eufórica. Tão inédito as sensações. Tão intensas as emoções. Tanto querer bem.. Tanto carinho cultivado. Tanto desejo compartilhado. Tanto anseio pelo inesperado.
Nos momentos altos vi o céu, nos baixos senti o inferno, mas ainda assim a fé me guiava rumo ao equilíbrio, no entanto momentos diferentes ditam reações diferentes.
Não acredito em perfeição. Como seres humanos somos dotados de pontos de melhorias, talvez seja defeitos para alguns, mas pode soar como qualidades para outros. Tudo depende da forma que se dá e do quanto se está aberto para receber.
Eu até tento viver constantemente meu melhor, mas há fases que minhas emoções me pregam peças, então preciso me fazer de forte, me vestir do que quer que seja para não demonstrar os sentimentos e no fim percebo que essa defesa é que me priva de experimentar o que de melhor o momento pode me oferecer. No entanto, analiso se agisse diferente e percebo que o estrago poderia ser maior, pois me entregaria por inteiro, de verdade, e então além da frustração teria a decepção, o lamento, a dor...
Cada pessoa que passa deixa um pouquinho de si e leva um pouquinho de mim, mas as vezes sinto que a parte que dediquei não foi de fato a que gostaria de doar e isso me incomoda.
Seria bom se pudéssemos colocar uma pessoa dentro de nós, de nossos pensamentos, emoções, sentimentos, mesmo que por apenas alguns segundos, para que ela pudesse saber de fato o que sentimos, desejamos, almejamos.
Quem sabe assim, o sentir sobressaindo ao que se ouve, ao que se imagina sobre, ao que se acha, a convicção do bem querer não abriria um novo leque de opções mais seguras, centradas na confiança não pela personalidade, mas no desejo do coração.
Nos momentos de ilusão quero acreditar que tudo é culpa do medo!
Que todo receio é pura covardia.
Mas nos momentos de lucidez sei que está muito além, que é de fato incompatibilidade de gênios. Ou talvez seja tudo culpa da tal fase...
Me vejo insana. Inconsequente.
Tento resgatar o amor, que deveria estar sempre vivo em mim, mas quando se trata de sentimentos não vejo razão.
Não tenho vergonha de desejar ser feliz, de me declarar, de tentar conquistar. Não tenho vergonha de chorar, de me entregar, de perdoar.
Mais vale ter o que lembrar que colecionar futilidades que em nada me acrescentam.
É difícil aceitar o fim quando o coração ainda deseja uma chance, mas é digno entender que há limites a serem respeitados.
Na pior das hipóteses restam as boas lembranças, porque as más faço questão de descartar.
Guardo comigo apenas o que me faz bem, pois é isso que quero emanar!
Por hoje mais uma vez lamentei, mais uma vez chorei. Dessa vez um choro diferente, sem tristeza, sem dor da alma, sem drama ao coração. Apenas lágrimas de purificação, lavando me, tirando tudo de negativo que podia me influenciar.
Que o amanhã venha repleto de luz. Que o sol me aqueça com seu calor e purifique me por completo.
Que o novo dia me traga a convicção de um novo começo, me permitindo determinação,
ânimo, disposição.
Que o sobrenatural me envolva em um abraço fraternal, no qual eu me sinta segura ao ponto de sentir o saber da realização.
Que eu tenha tantos problemas quanto hoje, mas que eu me abale menos, me importe menos, me agonie menos.
Que eu consiga manter meu equilíbrio ao ponto de sentir o toque da paz.

‘Onde quer que esteja que Deus o proteja, o abençoe, o aqueça.’

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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