quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Hoje (k0.20)

Vejo a vida de forma tão simples que alguns me veem de forma complicada, até assumo que as vezes me sinto complexa, mas nada que fuja o racional.
Sempre afirmo que a vida além da existência torna a trajetória leve, no entanto há fases que o emocional desequilibra todo o resto e tudo parece duvidoso.
Me analisar abre um leque de visões. Ora me motiva a crer em mim mesma, ora me inspira a desistência, ora surge o desejo de apenas seguir, ora o anseio de fazer acontecer.
O tempo parece tão insignificante quando no presente, no entanto quando analisamos o passado percebemos o quanto ele é voraz.
Seria bom descobrir uma porção magica e voltar no tempo em que me sentia feliz, no entanto as fases felizes não edificam, elas simplesmente marcam. O que muda a direção do destino e dita a história são os momentos de crises.
A dor e o sofrimento ensina muito mais que a facilidade e a alegria.
Conquistar está além de conseguir.
Sempre aleguei que minha vida é feita de fases, ainda não consegui nomear a que estou vivendo, sei apenas que é diferente de tudo que já vivi. Não me alegra as situações que tenho vivido, mas também não me desespera. Acredito na força do universo em resposta aos pensamentos e ações.
Cada um recebe exatamente o que merece. E não existe acaso. Tudo é estrategicamente programado pelas forças maiores em concordância com o sobrenatural, com o consentimento de cada alma vagante, nesse planeta de temporalidades.
Seria bom ver o descortinamento se revelando, mas a lei do esquecimento não me permite tal conhecimento, mas ainda assim creio na pequena porção que me é revelada durante o descanso do corpo físico.
Minha alma tem clamado por consolo na mesma proporção que meus sentimentos clamam por afago.
Não é fácil o confiar, mas pior ainda é o não acreditar...
Me assusta ver a variedade de personalidade existente nessa passagem. Não costumo me enganar com alguém, procuro sempre olhar além do que as imagens e as palavras dizem, procuro analisar o interior, a alma.
Comigo também funciona assim. Alguns conhecem de fato meu ser, o que vai além de minhas ações cotidianas, o que vai além do que pode ser visto a olho nú. Outros não conseguem se quer ver meu eu.
Essa semana li que pareço uma pessoa superior, que não se abala, que está sempre no domínio de tudo, que direciona a vida com rédeas firmes, que se impõe, que tem sempre uma saída pra tudo.
Adoro ouvir como as pessoas me veem. Sempre descubro traços que não sabia que alimentava.
Sempre, inevitavelmente, as pessoas me descrevem com uma força imensurável, com garra e determinação.
Nesses momentos vejo que toda luta da adolescência valeu, pois consegui adaptar a armadura pra vida, mas as vezes, só as vezes gostaria que as pessoas soubesse que por traz de toda essa personalidade, aparentemente forte, há uma mulher que muitas vezes ainda se vê uma adolescente, perdida em meio a sentimentos e emoções.
Tanto já foi vivido. Tanto já foi superado. Tanto já foi esquecido. Tanto já foi trabalhado. E ainda assim consigo viver situações inéditas.
Quando as situações são semelhantes é fácil vivencia las, mas quando todo contexto é desconhecido além da insegurança há o medo.
Tudo está errado. Fora do desejado. Diferente do que considero ideal. No entanto por hora é o que tenho, e por mais que eu não me conforme aceito. Seja como for será.
Há uma razão para o todo, por mais que eu não consiga discernir.
A vida me ensinou que não adianta ir contra o que a vida espera de mim, muitas vezes eu preciso deixar o tempo apenas passar para o todo se desenrolar.

O passado ainda incomoda e me cobra, mas não dita minhas escolhas. O futuro me motiva e faz acreditar que o melhor ainda virá. O presente... quanto ao presente não sei pontuar... prefiro deixar virar passado para poder narrar. 

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