Vejo a vida de forma tão simples que alguns me veem de forma
complicada, até assumo que as vezes me sinto complexa, mas nada que fuja o
racional.
Sempre afirmo que a vida além da existência torna a trajetória
leve, no entanto há fases que o emocional desequilibra todo o resto e tudo parece
duvidoso.
Me analisar abre um leque de visões. Ora me motiva a crer em
mim mesma, ora me inspira a desistência, ora surge o desejo de apenas seguir,
ora o anseio de fazer acontecer.
O tempo parece tão insignificante quando no presente, no
entanto quando analisamos o passado percebemos o quanto ele é voraz.
Seria bom descobrir uma porção magica e voltar no tempo em
que me sentia feliz, no entanto as fases felizes não edificam, elas
simplesmente marcam. O que muda a direção do destino e dita a história são os
momentos de crises.
A dor e o sofrimento ensina muito mais que a facilidade e a
alegria.
Conquistar está além de conseguir.
Sempre aleguei que minha vida é feita de fases, ainda não consegui
nomear a que estou vivendo, sei apenas que é diferente de tudo que já vivi. Não
me alegra as situações que tenho vivido, mas também não me desespera. Acredito
na força do universo em resposta aos pensamentos e ações.
Cada um recebe exatamente o que merece. E não existe acaso. Tudo
é estrategicamente programado pelas forças maiores em concordância com o
sobrenatural, com o consentimento de cada alma vagante, nesse planeta de
temporalidades.
Seria bom ver o descortinamento se revelando, mas a lei do
esquecimento não me permite tal conhecimento, mas ainda assim creio na pequena
porção que me é revelada durante o descanso do corpo físico.
Minha alma tem clamado por consolo na mesma proporção que
meus sentimentos clamam por afago.
Não é fácil o confiar, mas pior ainda é o não acreditar...
Me assusta ver a variedade de personalidade existente nessa
passagem. Não costumo me enganar com alguém, procuro sempre olhar além do que
as imagens e as palavras dizem, procuro analisar o interior, a alma.
Comigo também funciona assim. Alguns conhecem de fato meu
ser, o que vai além de minhas ações cotidianas, o que vai além do que pode ser
visto a olho nú. Outros não conseguem se quer ver meu eu.
Essa semana li que pareço uma pessoa superior, que não se
abala, que está sempre no domínio de tudo, que direciona a vida com rédeas
firmes, que se impõe, que tem sempre uma saída pra tudo.
Adoro ouvir como as pessoas me veem. Sempre descubro traços
que não sabia que alimentava.
Sempre, inevitavelmente, as pessoas me descrevem com uma
força imensurável, com garra e determinação.
Nesses momentos vejo que toda luta da adolescência valeu,
pois consegui adaptar a armadura pra vida, mas as vezes, só as vezes gostaria
que as pessoas soubesse que por traz de toda essa personalidade, aparentemente
forte, há uma mulher que muitas vezes ainda se vê uma adolescente, perdida em
meio a sentimentos e emoções.
Tanto já foi vivido. Tanto já foi superado. Tanto já foi
esquecido. Tanto já foi trabalhado. E ainda assim consigo viver situações
inéditas.
Quando as situações são semelhantes é fácil vivencia las,
mas quando todo contexto é desconhecido além da insegurança há o medo.
Tudo está errado. Fora do desejado. Diferente do que
considero ideal. No entanto por hora é o que tenho, e por mais que eu não me
conforme aceito. Seja como for será.
Há uma razão para o todo, por mais que eu não consiga
discernir.
A vida me ensinou que não adianta ir contra o que a vida
espera de mim, muitas vezes eu preciso deixar o tempo apenas passar para o todo
se desenrolar.
O passado ainda incomoda e me cobra, mas não dita minhas
escolhas. O futuro me motiva e faz acreditar que o melhor ainda virá. O
presente... quanto ao presente não sei pontuar... prefiro deixar virar passado
para poder narrar.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.