sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Menos de um mês, a nostalgia já começa a gritar...

Todo ano é a mesma coisa... A proximidade de mais uma primavera me conduz a uma nostalgia densa.
Me coloco alheia de mim mesma e revejo cada cena, cada instante, cada fase, cada escolha...
Não vejo porque falar de certo ou errado, nada é provido de razão, muitas vezes o todo é ditado pela situação.
No hoje nada está como eu gostaria, as percas do passado deixaram uma ferida aberta que por mais que a alegria predomine nada irá curar, mas a convicção de viver um dia de cada vez não permite que isso roube minha paz.
Olhar meu passado me conduz a uma viagem por terras exploradas que em nada me agradam.
Vivi fases tão intensas e em cada uma eu alimentei uma personagem que não condizia com meu ser. Era sempre o eu quem ditava as situações, sempre agindo por impulso ou empolgação.
Percebi isso cedo, e desde sempre declarei guerra, meu ser e meu eu duelam desde então...
Por muito tempo senti vergonha da minha própria história. Tao diferente de tudo que sonhei, tão distante de tudo que almejei, tão contrario a tudo que busquei. Assim os anos foram passando e sem que eu percebesse me atropelando...
Finalmente sei que nada está como gostaria, mas tudo está como deveria. A vida é como um jogo de cartas, a ação do outro determina a próxima jogada. Infelizmente não se pode ter o controle sempre, estar a frente sempre, muitas vezes é preciso esperar a próxima rodada, muitas vezes é preciso analisar antes de decidir a jogada...
São quase 3 décadas de idas e vindas, de lágrimas e sorrisos, de dores e alegrias, de guerra e de paz, e nessa constante dualidade vou aprendendo, vou me descobrindo.
De tudo que sei o que mais vale é saber que o nada sim é favorável. Bem dizia o filósofo quando afirmou: “tudo que sei é que nada sei”. Assim sigo, quando mais tento entender as pessoas mais me perco nesse mundo inconstante repleto de incógnitas.
Evito criticar ou avaliar os outros, sei que até eu me confundo às vezes e ajo contrario ao que de fato gostaria.
Evito esperar o que quer que seja de alguém, sou uma eterna colecionadora de decepções e a bagagem já está demasiadamente pesada. Aproveito de cada momento o melhor que ele pode me oferecer. Se há algo que o tempo me ensinou é que tudo é temporal, e por melhor ou pior que seja vai passar.
A intensidade não está nos fatos em si, mas na importância que damos a eles.
Aceitar que essa existência é uma passagem em busca de evolução foi o passo que me impulsionou a tirar a viseira e aceitar as diferenças. Hoje sigo convicta de que toda essa temporalidade se dá em prol de mim mesma, pois eu determino o que será importante e o que deverei deixar ir.
Não sou uma pessoa fácil, não tenho muitos amigos, sinto que muitos não me suportam, mas sou quem de fato escolhi ser. Respeito os limites de cada um porque faço questão que respeitem os meus. Não sei ser fácil, não sei mentir, posso te ofender com a verdade, mas não espere que eu te iluda com uma mentira. Fica próximo a mim quem deseja, não me imponho, não peço, mas também não conquisto, não agrado. As energias trabalham pela interação daqueles que se aproximam por empatia ou afinidades, desse modo não preciso buscar, o universo coloca pessoas especiais diante mim.
Me apegou muito fácil, assim como também me apaixono, mas toda essa intensidade é valida para o desencanto e o desapego. Não alimento pensamentos negativos, porque acredito que eles são doses homeopáticas de veneno. Não me importa o tamanho da decepção, não me importa o motivo da frustração, procuro sempre observar o livramento por traz do todo. Muitas vezes é difícil, tudo parece estar perdido, me sinto mal, sem chão, mas esses são breves momentos que nem chegam ao coração, logo me refaço e retorno a razão.
Não sei dizer como sou, não sei falar de mim, só sei dizer que sou assim, simples e persistente. Acredito no melhor das pessoas, duvida da origem mal. Tenho fé nas metamorfoses. Sei que personalidade não se muda, mas sei que ela pode sim ser moldada, porque eu sou exemplo vivo disso.
Dentre todas que fui nenhuma me alegra mais que ser quem hoje sou. Desprovida de medo, de lamento, ainda com dúvidas, mas repleta de sonhos e de vontade.
Descobri que o tempo é mera colocação, idade cronológica é uma sequencia ditada pela globalização em concordância com o social. Nunca é tarde buscar o que se deseja, nem cedo para se arriscar.
A vida é esse vai e vem, é esse perde e ganha, é esse bate e apanha.
Sigo assim, não mais refém de mim, mas dona de meu destino, motorista de meus sonhos.
Já são quase 3 décadas, mas até lá muito ainda irei mudar, muito irei narrar, muito irei aprender, muito irei desenvolver, ver e viver.
As circunstancias ditam que esse não é meu melhor momento, mas minha consciência contradiz e afirma que estou na minha melhor fase.
Eu creio no amanhã, mas me dedico ao hoje.
Por hoje me basta ser grata por tudo que foi, planejar o que virá e curtir cada segundinho que tenho agora.
 Uma felicidade inédita tem tomado conta de mim. Não quê nem porquê, é uma simples satisfação no viver.
Acordar me inspira vida, alegria, energia.
Com os últimos acontecimentos percebi que felicidade pra eu é manter o coração livre e leve, sem pretensões, sem paixões, sem anseios, apenas seguindo, pois assim consigo ser eu, me mantenho  em equilíbrio e posso sentir a paz.

Nada mais satisfatório que ter o controle total de minhas ações e emoções, podendo ser quem de fato sou e me guiando a que quero ser. 

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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