sábado, 24 de novembro de 2012

Minha utopia


Caminhando pela orla conheci uma mulher que muito me ensinou.

 

Bela e grandiosa era motivo de admiração.

Seu falar, seu caminhar, tudo chamava a atenção.

Vestes simples, sem apetrechos.

Cabelos soltos ao vento.

Olhar profundo e intimidador.

Gesto confiante e motivador.

Nada possuía de valor.

Papel e caneta a mão e tudo parecia bom.

Uma ilha isolada e pouco explorada.

Uma cabana de palha era sua morada.

A luz da noite revelando o dia.

Nada de mordomia, mas grande alegria.

Dias de verão, lua como inspiração.

Silencio e solidao ditando contos ao coração.

Milhares em uma, era bem assim.

Sorrisos desconexos, choro sem fim.

Lagrimas reais sem dor do pesar.

Felicidade extrema por “estar”.

Volta ao mundo em seu criar.

Onde se voa sem asas e o que mais se desejar.

 O infinito é agora, onde a felicidade está.

Olhar diferente do mundo global.

A comercialização perde a razão.

Ser acima de possuir.

Estar acima de ser.

Viver além de existir.

Realizar além de sonhar.

Na simplicidade a tenacidade das cores.

Na ambição a soberba frustração.

Uma casinha na ilha ou quem sabe até no sertão?

Desejo ardente de um coração!

2 comentários:

  1. Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas idéias...
    O que realmente faz valer a pena estar vivo,
    não há filmadora ou máquina fotográfica que registre...
    Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim,
    o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos,
    ou melhor, além deles...

    ResponderExcluir

Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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