sexta-feira, 10 de abril de 2015

Aprendendo com meus anjos (filhos)

Observo a coragem dos meus filhos e não entendo minhas inseguranças.
Tão pequenos, frágeis e sempre testando seus limites, indo além.
Lógico que muitas vezes se machucam, mas antes da ferida cicatrizar já estão sorrindo e brincando novamente.
Me pergunto o que acontece com a coragem quando crescemos?
Ano após ano nos empenhamos em tornar sonhos reais. Muitas vezes eles se realizam, outras vezes não. E o lado que acaba por marcar é sempre o negativo.
Como humanos nos esquecemos logo das conquistas, até porque essas são substituídas por novos anseios. Tendemos a recordar o que não deu certo, como se as falhas fossem uma vacina. No entanto uma vacina que deu errado, pois nesse caso as lembranças não apenas nos alerta, mas causa medo de arriscar.
É assim em todas as areas da vida. Quando um projeto é frustrado uma ferida imensa se abre no peito e por mais que tenhamos força para superar , por mais que se feche haverá sempre a cicatriz nos fazendo lembrar. Em alguns casos a ferida nunca para de sangrar, ela apenas é tratada paleativamente.
Durante muito tempo perdi o presente presa no passado. Preocupada, aflita, me acusando, lamentando...mas chegou o tempo que o passado ficou no lugar devido, lá atras, de forma que o observo hoje não com lamento, mas como experiência que me conduzio até aqui.
Houve um tempo em que eu tinha vergonha de mim. Vergonha de meus erros, de minhas falhas. Hoje não me orgulho, mas sou grata por tudo que vivi.
Fui capaz de aprender e moldar minha personalidade.
Sou exatamente quem gostaria. Claro que há muito a melhorar, mas no quesito sabedoria sou uma eterna aprendiz, criança na existência.
Pode ser que eu nunca cresça. Estou sempre testando meus limites, tentando me superar. Sinto medo, mas não deixo que ele me paralise. Tento confiar nas pessoas e me dedicar a elas. Não vivo de fantasias ou ilusões. Não me escondo em metades e futilidades. Certa ou errada sou sempre eu. Não escondo minha fragilidade, mas minha força sempre predomina.
Ainda não consegui enxergar no eu o que as pessoas formadoras de opinião enxergam, mas assumo que tanta positividade massageia meu ego.
Me vejo tão simples, tão pequena, para a complexidade e a grandeza que me agragam.
Vai ver o que veem de fato não seja o eu e sim o ser.
É impossível saber o que estar para acontecer, mas o que tem acontecido me basta.

Me sinto grata e com o coração sempre em prece e agradecimento.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

Postagens populares

Páginas

Postagens populares