Mais uma vez sinto a dor da perda por reviver o que chamam
de erros, mas eu não considero assim e me pergunto o que de fato é certo.
Até onde momentos de descontração precisam ser mesurados?
Esse final de semana aprendi que a empolgação pode ser
demasiadamente corrosiva. Oxida temporariamente princípios e moral.
O pior é que quando isso acontece não importa os motivos que
te conduziram aos fatos, não importa o tempo que levou construindo uma
reputação, o foco é nos erros, a voz que acusa é a do medo e o que determina as
escolhas é a vergonha.
Já são praticamente 28 anos e nesses muito errei, muito
lamentei, de muito me arrependi, mas também tenho boas lembranças a recordar,
muitas histórias positivas para contar, muito do que me orgulhar.
O tempo me ensinou a ser paciente, foi quando descobri que
paciência sufoca. O bom senso me ensinou a ouvir mais que falar, foi quando
descobri que ser racional me priva de grandes momentos. O equilíbrio me mostrou
o valor da paz, foi quando finalmente entendi que na terra nada é eterno...
Hoje sei que ações dizem mais que palavras, mas acima disso
sei que há uma grande distância entre o que é dito e o que é vivido.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes, buscam cada vez
mais afinidades, não há disposição para moldar, para conhecer, a primeira
decepção e tudo se desfaz, se perde, como álcool a evaporar no tempo e assim surge
uma multidão de colecionadores de decepções, que não confiam, não acreditam,
não investem.
A pergunta que grita silenciosa em minha mente nesse momento
é sobre o limite do insano e do real. Sobre a ilusão e o ideal. Sobre o
arriscar e o afastar. Sobre o procurar e o silenciar.
A vida é feita de dualidades. A guerra invisível entre o ‘ser’
e o ‘eu’ nunca cessa. Chego a acreditar que os loucos talvez sejam mais
felizes... o que justifica tanta gente inconsequente, que vive o presente como
se fosse o ultimo instante, sem se preocupar com imagem. Mas diante isso me vem
a pergunta sobre como quero ser lembrada.
Nunca fui politicamente correta. Já cometi erros que prefiro
evitar lembrar, pois minha consciência me acusa. Sou falha e erro diariamente.
Mas ainda assim me preocupo com a imagem que tenho gerado. Tenho ciência que jamais
agradarei a todos, bem como sei que muitos conhecem apenas a futilidade do dia
a dia, ou a aparência que direta ou indiretamente revelo, poucos sabem de minha
luta do passado, muitos menos conhecem minha visão de vida.
Na verdade o que é a realidade diante tanta oscilação?
Por hoje tento entender o que dói mais, a vergonha ou a
indiferença.
É difícil entender muito do que acontece, cada pessoa
analisa pontos específicos e discrepantes, mas não dá pra simplesmente colocar
uma máscara e seguir. Continuo preferindo a sinceridade, mesmo que errante.
Talvez o que dita à maturidade seja justamente saber
valorizar o tempo sem deixa lo o alienar.
Começar a caminhada é fácil, mas no caminho muitas pedras
surgem, os obstáculos não cessam, no entanto com disposição e força de vontade
se vai longe. Pode ser que não chegue ao destino almejado, mas o importante é
aproveitar cada passo do trajeto, sorrir, se emocionar, aprender se errar,
cair, levantar...
Hoje mais do que nunca sei o valor da comunicação, por isso
me faço aberta ao diálogo em qualquer situação, seja ela agradável ou não.
(Faiado)
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.