Eu não me canso de comparar o ser
humano a animais ou objetos.
Há pessoas com comportamentos que
me levam a pensar ainda mais na diferença entre a vida e a existência.
Há pessoas que são talentos
televisivos perdendo mídia na telinha, mas que encenam uma vida na existência
como se estivessem na telona.
Há pessoas que são meros
figurantes na existência e se imaginam coadjuvantes, como se não bastasse se
sentem protagonista da vida.
É o famoso comprar gato por
lebre.
Todo mundo tem
em si segredos ocultos, pensamentos devassos, desejos insanos, mas nem todos os
alimentam. Alguns simplesmente ignoram, outros evitam, há ainda os que temem,
mas a mente sempre está em guerra com as situações.
Se uma pessoa
diz não ter nada que a faça temer, não ter nada a se preocupar, estar 100%
satisfeita, essa pessoa sem duvida corre grandes riscos de desenvolver um
distúrbio psicológico no futuro, se é que já não tem.
É humano viver
em conflito consigo mesmo. É o carnal duelando com o espiritual, por mais que
se seja cético ou ateu.
A vida é feita
de relacionamentos. O ato de se relacionar está ligado à escolha de viver além
de existir. Você se relaciona com sua família, com o pessoal do trabalho, com
amigos, com vizinhos, com funcionários de empresas, com clientes, tudo é
relacionamento, seja ele agradável ou não.
O relacionar é
sempre valoroso, por vezes traz alegria e em outras frustrações. O decepcionar
está ligado às expectativas, mas nem sempre as coisas são como parece, ou as
pessoas são como tentam e/ou demonstram ser.
Se imagine na
seguinte situação: você está com muita fome e vai até a padaria, chegando lá vê
um bolo decorado lindo, apetitoso, do jeito que você gosta. Sua fome parece aumentar
você seria capaz de comer o bolo inteiro, então compra um pedaço enorme e volta
para casa para devora ló, afinal se comer na padaria poderá assustar as
pessoas, pois pretende devorar todo o pedaço do bolo de uma só vez. Chegando em
casa mal pode esperar para abrir a embalagem e já abocanha um enorme pedaço,
mas ai percebe que o sabor não era o que você esperava. Que apesar da beleza,
da apresentação, da fome, o sabor deixa a desejar a tal ponto que você perde
todo o entusiasmo e nem sente mais fome, o desejo passa e você fica lamentando
a escolha que fez e começa a pensar “ podia ter pego um bolo simples ou
salgadinhos... “ e o pior é que você não tem coragem de jogar o bolo fora de
imediato e ele fica lá no armário ou na geladeira, te lembrando sempre da
péssima escolha que fez por dias, até que fica velho e você finalmente se livre
dele sem culpa.
Agora imagine a
mesma situação, você está faminto, vai até a padaria, mas é um domingo à tarde,
eles já estão pra fechar e não tem opção, apenas um bolo amassado e que parece
ser amanhecido. Não está bonito de se ver e nem de longe parece apetitoso, mas
é a única opção e a fome é tamanha que poderia comer pedra. Então chega em casa
sem muito animo, pois esperava encontrar varias opções na padaria e tudo que
encontrou foi um bolo dormido, mas tudo bem, por hora servirá. Abre a embalagem
amassada do bolo, tira um pequeno pedaço e come. Se sente incrédula e come
outro e outro, mal pode acreditar, mas aquele bolo todo quebrado e amassado
esta uma delicia, você se surpreende em como é possível um bolo tão feio estar
tão saboroso. Então o bolo mal dura até a noite e você mal consegue esperar
amanhecer para voltar à padaria e ver se fizeram mais daquele delicioso bolo.
Nem tudo que
parece é. O todo depende de fatores externos. Um bolo depende do padeiro, do
confeiteiro, dos ingredientes, e até mesmo do forno para ser bom ou ruim, nem
sempre a fome é quem dita o sabor.
Como nos
produtos nas pessoas as embalagens contam, mas o problema é que muitas pessoas estão
envoltas em belas embalagens, mas não tem conteúdo valido.
Há ainda um tipo
especifico de pessoas egocêntricas que tem como hobby rotular outras e nem com
o passar do tempo permite que esse rótulo seja renovado. Não pondera as
experiências vividas nem os aprendizados adquiridos e ignoram as mudanças, de
modo que o produto novo continua a ser visto em embalagem antiga, mesmo que
essa já não o comporte.
Um bom exemplo
desse tipo de pessoa que rotula outra é o empresário que usa viseira, tem uma
boa empresa, em um ramo promissor, tem tudo para crescer, expandir,
multiplicar, mas não deseja sofrer nenhuma mudança, permanecer como sempre
esteve basta, é uma pessoa sem visão de futuro, sem anseio de evolução, de
mente pequena...
Diante tudo isso
chego a conclusão que, de fato, os mecanismo da existência são: corpo, mente e
coração. Nem sempre os três estão em equilíbrio. Nem sempre os três concordam
entre si.
Um bom exemplo é
minha amada tia que sofreu um derrame há dois meses. Ela sempre foi uma mulher
muito ativa, na família é aquela que ajuda a todos em tudo que precisam. Não
tem preguiça, não tem tempo ruim, simplesmente faz acontecer. Gosta de reunir
amigos e parentes. Gosta de grandes jantares, de festa de confraternização. É
muito querida por onde passa e nunca deixa de ser notada por ser sempre
extravagante ao mesmo tempo que elegante. Durante todo esse período ela está
com o lado esquerdo paralisado. Ela é muito fiel a Cristo e crê que irá logo
andar, mas narra que a mente não se lembra de que ela tem um braço, uma mão, uma
perna ou um pé esquerdo.
Quando ela saiu
da UTI ainda no hospital ficou nervosa com as enfermeiras, pois acreditava que
estavam transportando um corpo na mesma maca que a levava. Ela não sentia seu
braço e ao vê ló pensou que era de um defunto.
Sempre sou
levada a orar por ela e já tive por duas vezes revelação de que ela voltaria a
andar, mas ficaria com o pé torto, logo mancaria. Não vi seu braço normal e sua
boca ainda sofria de uma leve falta de angulo, mas ainda assim me felicitei e
louvei ao Criador.
Recentemente
estive com ela e durante nossa conversa me felicitei ao vê La animada com a
recuperação. Disse-me sobre temer ficar com sequela e mancar, então me recordei
sobre a revelação que tive e narrei, dizendo a ela que o importante era ser
novamente independente, mancar ou não cabia ao Senhor decidir, o que ela não
devia aceitar era a situação de dependência. Após muito conversar ela entendeu
o que eu quis dizer, até porque também me foi revelado à situação como exemplo.
‘Deus fez dela o cordeiro ao sacrifício, pois não só ela como muitos em volta
repensaram suas vidas e suas atitudes por vê La daquele jeito.’
O fato é que como Deus permitiu Ele pode
mudar. Ele pode cura La milagrosamente ou pode deixar sequela, pode ser hoje ou
pode demorar. É no tempo dEle. Ela entendeu que estar presa em uma cama e/ou em
uma cadeira de rodas temendo ficar com sequelas era até pecado, era a vaidade
falando acima da fé. Independente de como Deus faça será perfeito.
Citei o caso, de
minha tia, para comentar sobre os duelos da mente, do corpo e do coração.
Estive com ela no feriado de carnaval, ela reclamou que já estava sem
fisioterapia a três dias e que ainda ficaria mais dois. Disse-me que o
fisioterapeuta colocava algumas agulhas sobre o braço e a perna e que ela
sentia os choques, doía muito e ela não gostava, mas ciente de que é para sua
recuperação não gostava de falhar ao tratamento diário. Então concordei com
ela: glória a Deus pelas dores. Se está doendo é porque está sentindo, logo em breve
voltarão os movimentos.
Peguei sua mão e
movimentei seus dedos, os quais ela reclamou de dor ao sentir o movimento. Não
parei, diminui o movimento, preocupada em não fazer nada errado que a
prejudicasse mais, mas ciente de que a estava motivando a ela mesma com sua mão
sadia movimentar a enferma. No pé ela estava usando uma botinha ortopédica
fixada a um apoio de madeira, na tentativa do pé não entortar, então retirei
essa botinha e comecei a movimentar a perna dela, dobrando a e levando até o
colo. Não imagina tamanha foi minha surpresa ao vê La empurrando com força a
perna de volta. Pedi a ela que fizesse novamente e ela repetiu o ato. Ela
conseguia empurrar a perna mesmo dizendo não senti La, como isso é possível?
Não sou
estudada, não tenho se quer curso superior, mas sou curiosa da medicina, ainda
mais quando se trata da mente. Ao meu interpretar o corpo humano pode ser
comparado a diversos mecanismos, gosto de narrar o automóvel.
Assim como o
corpo humano um carro depende de corpo, mente e coração. A lataria, os bancos,
o volante e os itens que compõe a funcionalidade estética e necessária do
veiculo é o corpo. Pode ter defeitos, pode estar velho, gasto, sujo, feio, não
importa, o importante é estar funcionando, mesmo que com um farol queimado, com
um retrovisor a menos, sem estepe. Assim como uma pessoa, não importa a idade,
a classe social, a aparência física, o importante é conseguir se virar no dia a
dia, é não depender da ajuda de outra pessoa para viver, no entanto o corpo não
funciona sozinho, senão inúmeras pessoas com doenças mentais conseguiria viver
sem supervisão de outra.
O motor do carro
é o que dá potencia, força, é o que o move. Se o motor falha grandes problemas
podem surgir, se ele funde significa que é o fim, o carro não sai do lugar,
mesmo que seja novo, mesmo que esteja com o tanque cheio. Para faze ló andar só
mesmo um motor novo. Assim é o coração humano, ele é o responsável pelo
funcionamento do corpo, pode até dar problemas e continuar seguindo, mas dependendo só um novo para manter o corpo
funcionando.
E finalmente a
parte que mais gosto, os combustíveis e afins. O combustível, assim como óleo,
água, é o alimento do veiculo. Sem eles o carro pode estar em perfeitas
condições, com um motor novinho, mas não irá a lugar algum. Eles são
indispensáveis ao carro, pois através deles que o motor pode cumprir seu papel
e outorgar a cada parte sua função. Assim é a mente humana. A mente é o
alimento do corpo, pois é nela que estão presentes nossos pensamentos, que
vivificam nossas emoções, bem como coordenam nossas funções motoras.
Se uma pessoa
sofre um acidente e perde um braço, uma perna, ou os dois, essa pessoa
continuará a viver. Ela terá sofrido estragos no corpo, mas ainda haverá vida.
Se uma pessoa sofre de um problema cardíaco serio ela poderá viver, com certas
restrições, necessitando de uma maior atenção, mas ainda assim viverá, agora se
uma pessoa tem morte cerebral por mais que o corpo esteja perfeito, por mais
que o coração esteja intacto essa pessoa jamais voltará à vida. Ela existirá,
mas não gozará o prazer de viver a existência, e isso é inevitável independente
do tempo.
De acordo com
essa visão o combustível não poderia ser outro senão a mente, pois seja um
carro perfeito como for, sem combustível ele não anda, seja um corpo humano
como for sem o que move a mente o resto não responde.
A mente é o
interruptor que liga qualquer eletroeletrônico. É a chave que destranca portas.
Mesmo uma pessoa
que não tenha discernimento mental, que sofra de algum tipo de distúrbio tem a
mente funcionando bem. Pode ser que de uma maneira diferente, mas funciona.
Em vista de tudo
isso me pergunto sobre os casos como os da minha tia, que sofreram um derrame
de sangue no cérebro, atingindo áreas especificas que as fazem esquecer de
zonas especificas do corpo. Qual a função dos exercícios de fisioterapia então?
Eles ajudam a mente lembrar que tem algo alem do que o corpo pode sentir? Minha
tia não se lembra dos membros do lado esquerdo, no entanto sente dores nos
nervos, tem força na perna, o problema é que a mente não dá comando a esses
membros por não senti lós, por mais que saiba que eles estão lá não consegue
ordena lós. O corpo está bem, o coração está bem, mas há uma falha na mente.
Esperar um milagre
seria desejar que ela voltasse a sentir os membros? Se sim, volto à velha
questão que muito discuto sobre sentir além de ver ou conhecer. Ela conhece
muitas situações similares, é enfermeira, acompanhou minha avó acamada por
quase 11 anos com o mesmo problema, logo ela conhece bem a situação, mas agora
ela quem está assim. Ela vê seus membros, sabe que eles estão lá, sabe que
precisa tentar movimenta lós, mas ela não os sente. Eis a importância do
sentir.
Sempre que
critico vícios o faço por experiência própria, assim como inúmeros outros
fatos. Acredito que parte da ignorância da jovem adolescente que se vestia de
grosseria para se defender ainda não passou, pois não aceito vícios e não se
trata simplesmente de não entender é puramente não aceitar.
Ainda com 15
anos de idade desejava ser independente e livre, não me importava com a
sociedade, tão menos o que diriam ou iriam pensar. Minha imaturidade me iludia
que eu não precisava dos outros para viver, que podia ser quem queria ser. E
tudo que queria era ir contra padrões e imposições sociais. Sempre me vi
diferente, sempre me senti diferente e precisava encontrar meu rumo. Durante
quase 10 anos vivi tentando me encontrar, mas desses os cinco primeiros foram
importantíssimos para me revelar meus limites e me mostrar onde queria chegar.
Foi o período no qual pertenci a grupos seletos, alguns me convidavam e faziam
questão de minha presença, outros fecharam a porta dizendo que eu tinha muita
personalidade.
Rock, psy, reggae,
hip hop, wica, cardecismo, evangelho, catolicismo, umbanda, satanismo,
islamismo, rastafári, budismo, etc. Varias tribos, varias culturas, várias
religiões, varias visões e filosofias de vida. O quer que fosse diferente do momento lá
estava eu, tentando encontrar meus ideais, tentando me encontrar. E por esse
período inicial muito vi e vivi sempre momentos e situações regados a muitas,
em proporção e variedade, drogas.
Sempre detestei
nicotina, tenho alergia a cigarros, mas imaginava que fumar era sinônimo de
maioridade, por isso sempre que me sentava em algum barsinho ou ia a alguma
boate fazia questão de fumar a noite toda. Sentia-me independente, livre, mas
logo o cigarro e as diferentes bebidas alcoólicas perderam a graça, então
descobri o maravilhoso mundo proibido.
Comecei com a maconha,
que traz consigo o racha, a selvia, o pó para mesclar, a merla para batizar . Mas
tudo isso é o básico. Tinha medo de químicas fortes, então me iniciaram com o
que era “legal” um medicamento para dor de cabeça comprado facilmente em
qualquer farmácia (muito barato e de fácil acesso prefiro não citar o nome),
ele dava uma onda legal comecei com 20 comprimidos, na primeira noite mal vi o
que se passou, minha turma foi para um barsinho que era ponto de encontro e me
lembro de sentar na cadeira e apoiar meu corpo em uma pilastra, eu mal
conseguia manter minha coluna ereta, literalmente babei colorido.
A partir daí
tudo foi comum, êxtase, acido, MD, MA, gota, chás, qualquer coisa desde que eu
não tivesse que injetar. Tenho pavor de agulhas e nem para ter a melhor onda da
minha vida faria algo que precisasse delas.
Foram rápidos e
hoje vejo como longos anos de descoberta das drogas e busca do meu eu. Houve
dias em que tive tanta alucinação que imaginava que estava fora de mim, me
recordo de tudo que vi e então volto ao assunto principal à mente.
As drogas não
afetam o corpo ou o coração diretamente, elas afetam a mente. Tanto que o
efeito varia de acordo com o estado emocional que está diretamente ligado ao
mental. Uma mesma droga, uma mesma pessoa, pode ter reações diferentes
dependendo das situações que estiver vivendo.
A meu ver o
viciado usa a droga como um tratamento paliativo, ele quer curar dores
emocionais e psíquicas, assim desconta no vicio toda sua aflição, seu medo, e
com o efeito relaxante e/ou alucinógeno ele é transportado para uma esfera
diferente da real. Onde tudo que incomoda parece não ter significado, os
problemas parecem menores, o tempo fica mais lento. A droga é o meio de alivio
encontrado pela pessoa que não consegue dominar a mente. Por isso digo que não
aceito o vicio. Pode ser que seja a ignorância falando mais alto, pode ser que
eu seja tão arrogante ao ponto de não me conseguir ver sendo dominada por nada
nem ninguém, mas o fato é que tudo está na mente.
É obvio que um
usuário terá dificuldade de se livrar do vicio, seja ele qual for, citei
drogas, mas há viciados em compras, jogos, sexo, furto, seja qual for à
compulsão é um tipo de vicio e vejo ligada a mente, por isso basta aceitar o
fato de que a verdade nem sempre agrada mas é o real, que tudo fica mais fácil.
O ser humano
independente de credo, idade ou classe social precisa despertar para a vida.
Precisa aceitar o fato de que existir é uma coisa e viver é outra. Porque
dinheiro não traz felicidade, é fato que pode comprar artifícios para que ela
venha, mas ela não é plena. Porque as pessoas confundem existir com viver.
Há alguns fatos
que nunca esqueço. No interior que nasci todo mundo conhece todo mundo, e a
perda de duas pessoas com as quais convivi muito me marcou. Uma amiga de
colégio deixou a existência terrestre aos 15 anos de idade, perdendo uma
insistente luta contra leucemia. O jovem irmão de outra amiga encontrou a morte
ao mergulhar de uma lancha de encontro com uma pedra, em um lago bastante
conhecido e frequentado. Ambos filhos de comerciantes, famílias assíduas na
maçonaria, que posso dizer viviam muito bem. O segundo, por exemplo, estava
passando o final de semana em um lugar paradisíaco, devia estar muito feliz,
mas precisou de álcool (que foi comprovado) e sabe se La de que outras drogas
mais para se sentir feliz. Felicidade essa que findou sua existência e trouxe
muita dor aos familiares e amigos. Sim, pode ser uma tragédia que acontece com
qualquer um e é justamente isso que quero dizer.
O despertar se baseia
justamente na visão de aceitar o fato de que todos somos humanos independente
da situação que vivemos, independente do carro em que andamos, independente das
roupas que usamos, dos lugares que frequentamos ou do que comemos. Falo de
seres humanos que fazem uso da sanidade mental, que mesmo sem prezar o bom
senso tem discernimento do obvio.
Meu momento
ideal é estar na natureza, contemplando o por do sol, sentindo a leve brisa
tocar minha face, tendo a certeza de que meus filhos estão felizes e bem assim como
meus pais. Esse é um dos meus momentos de gozo. Outro momento que transbordo de
felicidade é quando estou de encontro com o Pai, quando sinto o poder de Sua
presença, quando Ele me transporta para o sobrenatural, quando mesmo sem
entender deixo fluir de mim a linguagem dos anjos.
Para algumas
pessoas a natureza pode parecer pesadelo, gostam mesmo é de tecnologia e
conforto, para mim conforto é luz natural e água do rio. Para algumas pessoas
Deus é um mito e qualquer manifestação é apenas o poder da mente. A identidade
de cada um.
O que torna cada
pessoa única são as experiências de vida aliadas as escolhas diante as
situações. Cada um vê de acordo com o que sente e independente do que digam ou
façam é uma escolha pessoal como agir.
Muitos viciados
sabem que estão prestes a morrer, sabem que não tem mais saúde, sabem que sua
vida virou de ponta cabeça (digo vida porque o vicio é uma escolha, mesmo que inconsciente, logo vai alem da existência),
querem deixar o vicio, querer mudar, mas ainda assim não conseguem.
Conheço casos de
pessoas, dependentes de químicos, que não suportaram a abstinência, também conheço
outros em que a pessoa se desintoxicou, chegou a ficar meses, até anos sem usar
drogas e depois voltou igual e/ou ainda pior. Isso, ao meu ver, é fraqueza,
falta de vontade para não dizer falta de vergonha...
Escrevendo sobre
isso recebi uma revelação sobre mim mesma, talvez eu viva o que tanto critico.
Talvez seja viciada nos prazeres carnais, em momentos de descontração em
barzinhos, em showsinhos de diferentes estilos musicais, em algumas bebidas que
degusto esporadicamente... Talvez eu seja usuária de substancias que alimentam
a carne e me impedem de viver em santidade caminhando com o Espírito, pois por
vezes me rendo, passo anos sentindo a glória, certa de minha salvação, com o
foco no sobrenatural, caminhando pela fé, rompendo barreiras, me santificando,
tendo revelações, recebendo discernimento, mas então algo sempre entra em meu
caminho e me dispersa.
O período da
dispersão é o período de dor e lamento é quando o Criador aproveita para me
ensinar testificando. Vai ser! Tudo que sei é que nada é absolutamente correto,
perfeito apenas Jesus Cristo foi e ainda assim não conseguiu agradar a todos,
ainda nos dias de hoje há quem duvide dEle, mesmo dizendo crer em Deus, mas
essa é apenas mais uma questão dentre tantas que não entendo na mente do ser
humano.
Posso garantir
apenas que a mim cada experiência valeu. Claro que lamento toda perca de tempo,
lamento muitas consequências, mas sou grata por tudo que vivi. Precisei sentir
para testemunhar. Sou isca viva, exemplo não por ouvir falar e aceitar, mas por
viver e sentir.
Descobri quem
sou e me aceitei. Posso não ser perfeita nem estar onde gostaria, mas agora de
fato sei quem sou e até onde desejo ir. Posso ultrapassar meus limites, pois
agora os conheço de fato. A linha é tênue e tem dois lados, cabe a mim decidir
qual lado seguir e onde quero estar, e essa decisão já foi tomada.
Pode haver
desespero e devaneio diante uma situação, mas a mente é quem controla o todo.
“Se eu quero eu
posso eu consigo. “
Acredito na
força dos cosmos, no poder das vibrações, nas energias dos ambientes. Não uso
velas, mantras, amuletos, nem nada do tipo para me equilibrar, procuro apenas
manter a mente em harmonia, assim o corpo responde bem e o coração agradece.
Felicidade é
equilibrar mente, corpo e coração, mesmo que algum deles tenham problema.
Paz é não
permitir que nada abale esse equilíbrio.
Lembrei-me da
passagem bíblica onde alguns escolhidos estavam em alto mar com Cristo e uma
grande tempestade se formou, os carnais e falhos temeram, mas o Santo estava
sereno, isso porque Ele estava em paz, logo em equilíbrio.
Como me apetece
pensar no presente imaginando a era de Cristo e ainda comparando os momentos, é
o famoso : ‘o que Jesus faria?’.
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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.