segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mensageira dos extremos do universo sobrenatural


De repente eu estava ali, sentada em uma sala, com diversas outras pessoas. A luz estava baixa, uma mulher estava à frente ensinando sobre o Criador.

Recordo-me de que em um momento todos começamos a orar, mas ao tempo em que eu orava algo me aconteceu: fechei os olhos e sem ver ou pensar comecei a escrever em um grande caderno que estava comigo.

Me vi ali sentada como se não fosse eu, com os olhos fechados, porem escrevendo sem parar e dizendo palavras que ninguém, nem mesmo eu, compreendia. Me aproximei para olhar o que eu estava escrevendo e nesse momento já estava novamente sentada com o caderno no colo.

Vários dizeres incitando adoração e louvor, abaixo as escritas três quadros com desenhos que não identifiquei, visto que por um longo período senti como se minha visão faltasse. Levantei-me e mostrei o papel para a mulher que estava liderando o grupo, ela quem me alertou que as imagens formavam espécie de desenhos macabros com imagens de anjos se fundindo com demônios.

Senti muito medo quando meus olhos visualizaram o desenho, no primeiro quadro um pentagrama dentro do que parecia uma flor e chamas altas pareciam atingir as nuvens, no segundo havia uma espécie de oráculo e no centro dois anjos e dois demônios que pareciam fundir-se entre si, sendo que um de cada expressava dor e os outros satisfação, por fim no terceiro quadro um grande olho com os anjos ao centro de ponta cabeça como que amarrado pelos pés com cordas, os olhos estavam fechados, os braços e asas caídos, tudo expressava morte e os demônios de pé, um de cada lado, com uma perna erguida, as asas abertas como em voo o braço direito esticado ao anjo e o outro segurando uma espécie de punhal.

Senti meu corpo tremer e mesmo vendo não conseguia entender o que aquelas imagens significavam. Segundo a mulher que nos orientava eu não devia mostrar aquilo a mais ninguém, pois aquelas imagens era parte de um livro muito antigo e poderoso. Segundo ela estava fazendo o papel de mensageira e havia sido escolhida para narrar à verdade, que ainda segundo ela era as provisões de Deus para o fim do universo, porem quanto mais ela falava mais eu sentia um grande arrepio como que negando tudo que ela dizia.

De algum modo eu sentia que aquilo ali não estava ligado de fato ao Deus que eu sirvo, que desceu a terra como filho e se fez humano, para sofrer como homem as tentações e deixar o exemplo de santificação. Não, nem de longe sentia que ela falava de Cristo, para mim ela dizia sobre o anjo caído, que tanto tenta enganar e corromper os fracos de espírito.

Eu não queria mais ficar ali, me levantei para correr, mas as pessoas me cercaram para ver o que havia escrito de olhos fechados, na verdade eu também me via, em nenhum momento eu escrevi ou desenhei o que quer que fosse, mas meu corpo o fazia. A tal mulher então pegou um grande pôster e pediu a todos que pegassem, olhassem e dissessem o que via, uma a uma as pessoas foram pegando e narrando ver o desenho de uma grande arvore e um pássaro, chegou a minha vez e de fato vi a arvore e o pássaro, mas ao movimentar o pôster formavam se frases de adoração. Cada vez que movimentava a frase mudava, comecei a anotar as frases, algumas acabei perdendo por movimentar e não conseguir anotar era como se cada folha da arvore se abrisse formando uma frase, como se cada pena do pássaro formasse uma frase, mas essas eu de fato sentia que eram do Criador.

Ninguém mais conseguia ver as frases apenas eu e assim todos me olhavam como que maravilhados pelas frases que eu estava escrevendo. Eram frases de impacto.

Nesse momento entraram várias pessoas na sala, parecia um grupo de anciões, diziam q eu era mensageira dos universos paralelos, sem distinção de bem e mal.

Eu não queria aceitar aquele fato, ser mensageira dos universos? Eles tentavam me fazer aceitar o fato, diziam que eu não podia negar ou rejeitar, que eles esperavam pelo mensageiro há anos e nunca imaginaram que seria uma mulher, mas visto todos os sinais, tudo que eu havia escrito, os desenhos, não Havaí duvida, eu tinha imunidade no céu e no inferno.

Como queria, saí daquele lugar correndo e acabei parando em uma espécie de loja de conveniência em um posto. Tentava esconder de todos e até de mim mesma, mas era em vão, todos que passavam me saudavam como que se me conhece e respeitasse. Corri para fora e uma grande camionete parou, de dentro delas desceu um senhor, que era o líder do grupo de anciões e veio em minha direção, foi ele parou em minha frente e começou a falar línguas estranhas, ao ouvi las eu desmaiei. Vi que saíram outros dois do carro e colocaram meu corpo no interior do veiculo, então na sequencia despertei.

A cada noite os sonhos me perturbam mais. Em diversos dele sei se tratar de um sonho, tento acordar, mas é em vão. Há noites em que a insônia vence o sono, o que me agrada visto que quando consigo adormecer estou tão cansada que recordo o sonhar, no entanto dormir tem se tornado lastimável.

Acredito que por trás de cada sonho tenho um significado, ao menos que de fato você sonhe com reflexos do seu dia a dia... Pensando bem talvez anjos e demônios sejam reflexos do meu cotidiano, é meu ser duelando com meu eu, é o bem que quero e não faço guerreando com o mal que não quero e pratico. De fato desejo que o bem vença, mas há momentos que o mal acaba por se destacar.

Em oração peço ao Criador que tome a direção  de meu caminho, me coloco a disposição de ser usada, de fazer a obra, no entanto minhas ações em nada condizem. Fico parada enumerando as impossibilidades, descrevendo os ‘se’ e nada é feito. Nesses momentos, os quais vejo claro que não faço meu melhor pra Cristo entendo porque o mal tanto me tenta e me envergonho por ter o que todos chamam de dom.

Na verdade não se trata de merecimento, a questão é não importa o que eu faça nunca estarei pronta. Desenvolver esse dom requer mais que vontade, necessita de uma coragem que eu não tenho e principalmente de uma santidade que eu estou longe de alcançar.

Seja como for, eis me aqui Senhor.

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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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