segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ser escritor (a)


Ser escritor faz de um humano deus, não em santidade, em imaginação. Podemos comparar um livro ao corpo humano sendo formado, onde escrever é montar o corpo.  Eu por exemplo, começo pelo esqueleto depois leio e vou completando as lacunas com os órgãos e por fim releio fazendo as correções e as modificações necessárias, o que dá forma a obra, só estão está pronto. Publicar é depositar amor e confiança no trabalho concluído, agora ver a obra ganhando vida, fazendo sucesso e sendo bem quista, só mesmo pelas mãos de Deus como Santo para operar milagres.  Panmella Janaina

Psicanálise sob meu olhar amador


Eu não me canso de comparar o ser humano a animais ou objetos.

Há pessoas com comportamentos que me levam a pensar ainda mais na diferença entre a vida e a existência.

Há pessoas que são talentos televisivos perdendo mídia na telinha, mas que encenam uma vida na existência como se estivessem na telona.

Há pessoas que são meros figurantes na existência e se imaginam coadjuvantes, como se não bastasse se sentem protagonista da vida.

É o famoso comprar gato por lebre.

Todo mundo tem em si segredos ocultos, pensamentos devassos, desejos insanos, mas nem todos os alimentam. Alguns simplesmente ignoram, outros evitam, há ainda os que temem, mas a mente sempre está em guerra com as situações.

Se uma pessoa diz não ter nada que a faça temer, não ter nada a se preocupar, estar 100% satisfeita, essa pessoa sem duvida corre grandes riscos de desenvolver um distúrbio psicológico no futuro, se é que já não tem.

É humano viver em conflito consigo mesmo. É o carnal duelando com o espiritual, por mais que se seja cético ou ateu.

A vida é feita de relacionamentos. O ato de se relacionar está ligado à escolha de viver além de existir. Você se relaciona com sua família, com o pessoal do trabalho, com amigos, com vizinhos, com funcionários de empresas, com clientes, tudo é relacionamento, seja ele agradável ou não.

O relacionar é sempre valoroso, por vezes traz alegria e em outras frustrações. O decepcionar está ligado às expectativas, mas nem sempre as coisas são como parece, ou as pessoas são como tentam e/ou demonstram ser. 

Se imagine na seguinte situação: você está com muita fome e vai até a padaria, chegando lá vê um bolo decorado lindo, apetitoso, do jeito que você gosta. Sua fome parece aumentar você seria capaz de comer o bolo inteiro, então compra um pedaço enorme e volta para casa para devora ló, afinal se comer na padaria poderá assustar as pessoas, pois pretende devorar todo o pedaço do bolo de uma só vez. Chegando em casa mal pode esperar para abrir a embalagem e já abocanha um enorme pedaço, mas ai percebe que o sabor não era o que você esperava. Que apesar da beleza, da apresentação, da fome, o sabor deixa a desejar a tal ponto que você perde todo o entusiasmo e nem sente mais fome, o desejo passa e você fica lamentando a escolha que fez e começa a pensar “ podia ter pego um bolo simples ou salgadinhos... “ e o pior é que você não tem coragem de jogar o bolo fora de imediato e ele fica lá no armário ou na geladeira, te lembrando sempre da péssima escolha que fez por dias, até que fica velho e você finalmente se livre dele sem culpa.

Agora imagine a mesma situação, você está faminto, vai até a padaria, mas é um domingo à tarde, eles já estão pra fechar e não tem opção, apenas um bolo amassado e que parece ser amanhecido. Não está bonito de se ver e nem de longe parece apetitoso, mas é a única opção e a fome é tamanha que poderia comer pedra. Então chega em casa sem muito animo, pois esperava encontrar varias opções na padaria e tudo que encontrou foi um bolo dormido, mas tudo bem, por hora servirá. Abre a embalagem amassada do bolo, tira um pequeno pedaço e come. Se sente incrédula e come outro e outro, mal pode acreditar, mas aquele bolo todo quebrado e amassado esta uma delicia, você se surpreende em como é possível um bolo tão feio estar tão saboroso. Então o bolo mal dura até a noite e você mal consegue esperar amanhecer para voltar à padaria e ver se fizeram mais daquele delicioso bolo.

Nem tudo que parece é. O todo depende de fatores externos. Um bolo depende do padeiro, do confeiteiro, dos ingredientes, e até mesmo do forno para ser bom ou ruim, nem sempre a fome é quem dita o sabor.

Como nos produtos nas pessoas as embalagens contam, mas o problema é que muitas pessoas estão envoltas em belas embalagens, mas não tem conteúdo valido.

Há ainda um tipo especifico de pessoas egocêntricas que tem como hobby rotular outras e nem com o passar do tempo permite que esse rótulo seja renovado. Não pondera as experiências vividas nem os aprendizados adquiridos e ignoram as mudanças, de modo que o produto novo continua a ser visto em embalagem antiga, mesmo que essa já não o comporte.

Um bom exemplo desse tipo de pessoa que rotula outra é o empresário que usa viseira, tem uma boa empresa, em um ramo promissor, tem tudo para crescer, expandir, multiplicar, mas não deseja sofrer nenhuma mudança, permanecer como sempre esteve basta, é uma pessoa sem visão de futuro, sem anseio de evolução, de mente pequena...

Diante tudo isso chego a conclusão que, de fato, os mecanismo da existência são: corpo, mente e coração. Nem sempre os três estão em equilíbrio. Nem sempre os três concordam entre si.

Um bom exemplo é minha amada tia que sofreu um derrame há dois meses. Ela sempre foi uma mulher muito ativa, na família é aquela que ajuda a todos em tudo que precisam. Não tem preguiça, não tem tempo ruim, simplesmente faz acontecer. Gosta de reunir amigos e parentes. Gosta de grandes jantares, de festa de confraternização. É muito querida por onde passa e nunca deixa de ser notada por ser sempre extravagante ao mesmo tempo que elegante. Durante todo esse período ela está com o lado esquerdo paralisado. Ela é muito fiel a Cristo e crê que irá logo andar, mas narra que a mente não se lembra de que ela tem um braço, uma mão, uma perna ou um pé esquerdo.

Quando ela saiu da UTI ainda no hospital ficou nervosa com as enfermeiras, pois acreditava que estavam transportando um corpo na mesma maca que a levava. Ela não sentia seu braço e ao vê ló pensou que era de um defunto.

Sempre sou levada a orar por ela e já tive por duas vezes revelação de que ela voltaria a andar, mas ficaria com o pé torto, logo mancaria. Não vi seu braço normal e sua boca ainda sofria de uma leve falta de angulo, mas ainda assim me felicitei e louvei ao Criador.

Recentemente estive com ela e durante nossa conversa me felicitei ao vê La animada com a recuperação. Disse-me sobre temer ficar com sequela e mancar, então me recordei sobre a revelação que tive e narrei, dizendo a ela que o importante era ser novamente independente, mancar ou não cabia ao Senhor decidir, o que ela não devia aceitar era a situação de dependência. Após muito conversar ela entendeu o que eu quis dizer, até porque também me foi revelado à situação como exemplo. ‘Deus fez dela o cordeiro ao sacrifício, pois não só ela como muitos em volta repensaram suas vidas e suas atitudes por vê La daquele jeito.’

 O fato é que como Deus permitiu Ele pode mudar. Ele pode cura La milagrosamente ou pode deixar sequela, pode ser hoje ou pode demorar. É no tempo dEle. Ela entendeu que estar presa em uma cama e/ou em uma cadeira de rodas temendo ficar com sequelas era até pecado, era a vaidade falando acima da fé. Independente de como Deus faça será perfeito.

Citei o caso, de minha tia, para comentar sobre os duelos da mente, do corpo e do coração. Estive com ela no feriado de carnaval, ela reclamou que já estava sem fisioterapia a três dias e que ainda ficaria mais dois. Disse-me que o fisioterapeuta colocava algumas agulhas sobre o braço e a perna e que ela sentia os choques, doía muito e ela não gostava, mas ciente de que é para sua recuperação não gostava de falhar ao tratamento diário. Então concordei com ela: glória a Deus pelas dores. Se está doendo é porque está sentindo, logo em breve voltarão os movimentos.

Peguei sua mão e movimentei seus dedos, os quais ela reclamou de dor ao sentir o movimento. Não parei, diminui o movimento, preocupada em não fazer nada errado que a prejudicasse mais, mas ciente de que a estava motivando a ela mesma com sua mão sadia movimentar a enferma. No pé ela estava usando uma botinha ortopédica fixada a um apoio de madeira, na tentativa do pé não entortar, então retirei essa botinha e comecei a movimentar a perna dela, dobrando a e levando até o colo. Não imagina tamanha foi minha surpresa ao vê La empurrando com força a perna de volta. Pedi a ela que fizesse novamente e ela repetiu o ato. Ela conseguia empurrar a perna mesmo dizendo não senti La, como isso é possível?

Não sou estudada, não tenho se quer curso superior, mas sou curiosa da medicina, ainda mais quando se trata da mente. Ao meu interpretar o corpo humano pode ser comparado a diversos mecanismos, gosto de narrar o automóvel.

Assim como o corpo humano um carro depende de corpo, mente e coração. A lataria, os bancos, o volante e os itens que compõe a funcionalidade estética e necessária do veiculo é o corpo. Pode ter defeitos, pode estar velho, gasto, sujo, feio, não importa, o importante é estar funcionando, mesmo que com um farol queimado, com um retrovisor a menos, sem estepe. Assim como uma pessoa, não importa a idade, a classe social, a aparência física, o importante é conseguir se virar no dia a dia, é não depender da ajuda de outra pessoa para viver, no entanto o corpo não funciona sozinho, senão inúmeras pessoas com doenças mentais conseguiria viver sem supervisão de outra.

O motor do carro é o que dá potencia, força, é o que o move. Se o motor falha grandes problemas podem surgir, se ele funde significa que é o fim, o carro não sai do lugar, mesmo que seja novo, mesmo que esteja com o tanque cheio. Para faze ló andar só mesmo um motor novo. Assim é o coração humano, ele é o responsável pelo funcionamento do corpo, pode até dar problemas e continuar seguindo, mas  dependendo só um novo para manter o corpo funcionando.

E finalmente a parte que mais gosto, os combustíveis e afins. O combustível, assim como óleo, água, é o alimento do veiculo. Sem eles o carro pode estar em perfeitas condições, com um motor novinho, mas não irá a lugar algum. Eles são indispensáveis ao carro, pois através deles que o motor pode cumprir seu papel e outorgar a cada parte sua função. Assim é a mente humana. A mente é o alimento do corpo, pois é nela que estão presentes nossos pensamentos, que vivificam nossas emoções, bem como coordenam nossas funções motoras.

Se uma pessoa sofre um acidente e perde um braço, uma perna, ou os dois, essa pessoa continuará a viver. Ela terá sofrido estragos no corpo, mas ainda haverá vida. Se uma pessoa sofre de um problema cardíaco serio ela poderá viver, com certas restrições, necessitando de uma maior atenção, mas ainda assim viverá, agora se uma pessoa tem morte cerebral por mais que o corpo esteja perfeito, por mais que o coração esteja intacto essa pessoa jamais voltará à vida. Ela existirá, mas não gozará o prazer de viver a existência, e isso é inevitável independente do tempo.

De acordo com essa visão o combustível não poderia ser outro senão a mente, pois seja um carro perfeito como for, sem combustível ele não anda, seja um corpo humano como for sem o que move a mente o resto não responde.

A mente é o interruptor que liga qualquer eletroeletrônico. É a chave que destranca portas.

Mesmo uma pessoa que não tenha discernimento mental, que sofra de algum tipo de distúrbio tem a mente funcionando bem. Pode ser que de uma maneira diferente, mas funciona.

Em vista de tudo isso me pergunto sobre os casos como os da minha tia, que sofreram um derrame de sangue no cérebro, atingindo áreas especificas que as fazem esquecer de zonas especificas do corpo. Qual a função dos exercícios de fisioterapia então? Eles ajudam a mente lembrar que tem algo alem do que o corpo pode sentir? Minha tia não se lembra dos membros do lado esquerdo, no entanto sente dores nos nervos, tem força na perna, o problema é que a mente não dá comando a esses membros por não senti lós, por mais que saiba que eles estão lá não consegue ordena lós. O corpo está bem, o coração está bem, mas há uma falha na mente.

Esperar um milagre seria desejar que ela voltasse a sentir os membros? Se sim, volto à velha questão que muito discuto sobre sentir além de ver ou conhecer. Ela conhece muitas situações similares, é enfermeira, acompanhou minha avó acamada por quase 11 anos com o mesmo problema, logo ela conhece bem a situação, mas agora ela quem está assim. Ela vê seus membros, sabe que eles estão lá, sabe que precisa tentar movimenta lós, mas ela não os sente. Eis a importância do sentir.

Sempre que critico vícios o faço por experiência própria, assim como inúmeros outros fatos. Acredito que parte da ignorância da jovem adolescente que se vestia de grosseria para se defender ainda não passou, pois não aceito vícios e não se trata simplesmente de não entender é puramente não aceitar.

Ainda com 15 anos de idade desejava ser independente e livre, não me importava com a sociedade, tão menos o que diriam ou iriam pensar. Minha imaturidade me iludia que eu não precisava dos outros para viver, que podia ser quem queria ser. E tudo que queria era ir contra padrões e imposições sociais. Sempre me vi diferente, sempre me senti diferente e precisava encontrar meu rumo. Durante quase 10 anos vivi tentando me encontrar, mas desses os cinco primeiros foram importantíssimos para me revelar meus limites e me mostrar onde queria chegar. Foi o período no qual pertenci a grupos seletos, alguns me convidavam e faziam questão de minha presença, outros fecharam a porta dizendo que eu tinha muita personalidade.

Rock, psy, reggae, hip hop, wica, cardecismo, evangelho, catolicismo, umbanda, satanismo, islamismo, rastafári, budismo, etc. Varias tribos, varias culturas, várias religiões, varias visões e filosofias de vida.  O quer que fosse diferente do momento lá estava eu, tentando encontrar meus ideais, tentando me encontrar. E por esse período inicial muito vi e vivi sempre momentos e situações regados a muitas, em proporção e variedade, drogas.

Sempre detestei nicotina, tenho alergia a cigarros, mas imaginava que fumar era sinônimo de maioridade, por isso sempre que me sentava em algum barsinho ou ia a alguma boate fazia questão de fumar a noite toda. Sentia-me independente, livre, mas logo o cigarro e as diferentes bebidas alcoólicas perderam a graça, então descobri o maravilhoso mundo proibido.

Comecei com a maconha, que traz consigo o racha, a selvia, o pó para mesclar, a merla para batizar . Mas tudo isso é o básico. Tinha medo de químicas fortes, então me iniciaram com o que era “legal” um medicamento para dor de cabeça comprado facilmente em qualquer farmácia (muito barato e de fácil acesso prefiro não citar o nome), ele dava uma onda legal comecei com 20 comprimidos, na primeira noite mal vi o que se passou, minha turma foi para um barsinho que era ponto de encontro e me lembro de sentar na cadeira e apoiar meu corpo em uma pilastra, eu mal conseguia manter minha coluna ereta, literalmente babei colorido.

A partir daí tudo foi comum, êxtase, acido, MD, MA, gota, chás, qualquer coisa desde que eu não tivesse que injetar. Tenho pavor de agulhas e nem para ter a melhor onda da minha vida faria algo que precisasse delas.

Foram rápidos e hoje vejo como longos anos de descoberta das drogas e busca do meu eu. Houve dias em que tive tanta alucinação que imaginava que estava fora de mim, me recordo de tudo que vi e então volto ao assunto principal à mente.

As drogas não afetam o corpo ou o coração diretamente, elas afetam a mente. Tanto que o efeito varia de acordo com o estado emocional que está diretamente ligado ao mental. Uma mesma droga, uma mesma pessoa, pode ter reações diferentes dependendo das situações que estiver vivendo.

A meu ver o viciado usa a droga como um tratamento paliativo, ele quer curar dores emocionais e psíquicas, assim desconta no vicio toda sua aflição, seu medo, e com o efeito relaxante e/ou alucinógeno ele é transportado para uma esfera diferente da real. Onde tudo que incomoda parece não ter significado, os problemas parecem menores, o tempo fica mais lento. A droga é o meio de alivio encontrado pela pessoa que não consegue dominar a mente. Por isso digo que não aceito o vicio. Pode ser que seja a ignorância falando mais alto, pode ser que eu seja tão arrogante ao ponto de não me conseguir ver sendo dominada por nada nem ninguém, mas o fato é que tudo está na mente.

É obvio que um usuário terá dificuldade de se livrar do vicio, seja ele qual for, citei drogas, mas há viciados em compras, jogos, sexo, furto, seja qual for à compulsão é um tipo de vicio e vejo ligada a mente, por isso basta aceitar o fato de que a verdade nem sempre agrada mas é o real, que tudo fica mais fácil.

O ser humano independente de credo, idade ou classe social precisa despertar para a vida. Precisa aceitar o fato de que existir é uma coisa e viver é outra. Porque dinheiro não traz felicidade, é fato que pode comprar artifícios para que ela venha, mas ela não é plena. Porque as pessoas confundem existir com viver.

Há alguns fatos que nunca esqueço. No interior que nasci todo mundo conhece todo mundo, e a perda de duas pessoas com as quais convivi muito me marcou. Uma amiga de colégio deixou a existência terrestre aos 15 anos de idade, perdendo uma insistente luta contra leucemia. O jovem irmão de outra amiga encontrou a morte ao mergulhar de uma lancha de encontro com uma pedra, em um lago bastante conhecido e frequentado. Ambos filhos de comerciantes, famílias assíduas na maçonaria, que posso dizer viviam muito bem. O segundo, por exemplo, estava passando o final de semana em um lugar paradisíaco, devia estar muito feliz, mas precisou de álcool (que foi comprovado) e sabe se La de que outras drogas mais para se sentir feliz. Felicidade essa que findou sua existência e trouxe muita dor aos familiares e amigos. Sim, pode ser uma tragédia que acontece com qualquer um e é justamente isso que quero dizer.

O despertar se baseia justamente na visão de aceitar o fato de que todos somos humanos independente da situação que vivemos, independente do carro em que andamos, independente das roupas que usamos, dos lugares que frequentamos ou do que comemos. Falo de seres humanos que fazem uso da sanidade mental, que mesmo sem prezar o bom senso tem discernimento do obvio.

Meu momento ideal é estar na natureza, contemplando o por do sol, sentindo a leve brisa tocar minha face, tendo a certeza de que meus filhos estão felizes e bem assim como meus pais. Esse é um dos meus momentos de gozo. Outro momento que transbordo de felicidade é quando estou de encontro com o Pai, quando sinto o poder de Sua presença, quando Ele me transporta para o sobrenatural, quando mesmo sem entender deixo fluir de mim a linguagem dos anjos.

Para algumas pessoas a natureza pode parecer pesadelo, gostam mesmo é de tecnologia e conforto, para mim conforto é luz natural e água do rio. Para algumas pessoas Deus é um mito e qualquer manifestação é apenas o poder da mente. A identidade de cada um.

O que torna cada pessoa única são as experiências de vida aliadas as escolhas diante as situações. Cada um vê de acordo com o que sente e independente do que digam ou façam é uma escolha pessoal como agir.

Muitos viciados sabem que estão prestes a morrer, sabem que não tem mais saúde, sabem que sua vida virou de ponta cabeça (digo vida porque o vicio é uma escolha,  mesmo que inconsciente, logo vai alem da existência), querem deixar o vicio, querer mudar, mas ainda assim não conseguem.

Conheço casos de pessoas, dependentes de químicos, que não suportaram a abstinência, também conheço outros em que a pessoa se desintoxicou, chegou a ficar meses, até anos sem usar drogas e depois voltou igual e/ou ainda pior. Isso, ao meu ver, é fraqueza, falta de vontade para não dizer falta de vergonha...

Escrevendo sobre isso recebi uma revelação sobre mim mesma, talvez eu viva o que tanto critico. Talvez seja viciada nos prazeres carnais, em momentos de descontração em barzinhos, em showsinhos de diferentes estilos musicais, em algumas bebidas que degusto esporadicamente... Talvez eu seja usuária de substancias que alimentam a carne e me impedem de viver em santidade caminhando com o Espírito, pois por vezes me rendo, passo anos sentindo a glória, certa de minha salvação, com o foco no sobrenatural, caminhando pela fé, rompendo barreiras, me santificando, tendo revelações, recebendo discernimento, mas então algo sempre entra em meu caminho e me dispersa.

O período da dispersão é o período de dor e lamento é quando o Criador aproveita para me ensinar testificando. Vai ser! Tudo que sei é que nada é absolutamente correto, perfeito apenas Jesus Cristo foi e ainda assim não conseguiu agradar a todos, ainda nos dias de hoje há quem duvide dEle, mesmo dizendo crer em Deus, mas essa é apenas mais uma questão dentre tantas que não entendo na mente do ser humano.

Posso garantir apenas que a mim cada experiência valeu. Claro que lamento toda perca de tempo, lamento muitas consequências, mas sou grata por tudo que vivi. Precisei sentir para testemunhar. Sou isca viva, exemplo não por ouvir falar e aceitar, mas por viver e sentir.

Descobri quem sou e me aceitei. Posso não ser perfeita nem estar onde gostaria, mas agora de fato sei quem sou e até onde desejo ir. Posso ultrapassar meus limites, pois agora os conheço de fato. A linha é tênue e tem dois lados, cabe a mim decidir qual lado seguir e onde quero estar, e essa decisão já foi tomada.

Pode haver desespero e devaneio diante uma situação, mas a mente é quem controla o todo.

“Se eu quero eu posso eu consigo. “

Acredito na força dos cosmos, no poder das vibrações, nas energias dos ambientes. Não uso velas, mantras, amuletos, nem nada do tipo para me equilibrar, procuro apenas manter a mente em harmonia, assim o corpo responde bem e o coração agradece.

Felicidade é equilibrar mente, corpo e coração, mesmo que algum deles tenham problema.

Paz é não permitir que nada abale esse equilíbrio.

Lembrei-me da passagem bíblica onde alguns escolhidos estavam em alto mar com Cristo e uma grande tempestade se formou, os carnais e falhos temeram, mas o Santo estava sereno, isso porque Ele estava em paz, logo em equilíbrio.

Como me apetece pensar no presente imaginando a era de Cristo e ainda comparando os momentos, é o famoso : ‘o que Jesus faria?’.

Mensageira dos extremos do universo sobrenatural


De repente eu estava ali, sentada em uma sala, com diversas outras pessoas. A luz estava baixa, uma mulher estava à frente ensinando sobre o Criador.

Recordo-me de que em um momento todos começamos a orar, mas ao tempo em que eu orava algo me aconteceu: fechei os olhos e sem ver ou pensar comecei a escrever em um grande caderno que estava comigo.

Me vi ali sentada como se não fosse eu, com os olhos fechados, porem escrevendo sem parar e dizendo palavras que ninguém, nem mesmo eu, compreendia. Me aproximei para olhar o que eu estava escrevendo e nesse momento já estava novamente sentada com o caderno no colo.

Vários dizeres incitando adoração e louvor, abaixo as escritas três quadros com desenhos que não identifiquei, visto que por um longo período senti como se minha visão faltasse. Levantei-me e mostrei o papel para a mulher que estava liderando o grupo, ela quem me alertou que as imagens formavam espécie de desenhos macabros com imagens de anjos se fundindo com demônios.

Senti muito medo quando meus olhos visualizaram o desenho, no primeiro quadro um pentagrama dentro do que parecia uma flor e chamas altas pareciam atingir as nuvens, no segundo havia uma espécie de oráculo e no centro dois anjos e dois demônios que pareciam fundir-se entre si, sendo que um de cada expressava dor e os outros satisfação, por fim no terceiro quadro um grande olho com os anjos ao centro de ponta cabeça como que amarrado pelos pés com cordas, os olhos estavam fechados, os braços e asas caídos, tudo expressava morte e os demônios de pé, um de cada lado, com uma perna erguida, as asas abertas como em voo o braço direito esticado ao anjo e o outro segurando uma espécie de punhal.

Senti meu corpo tremer e mesmo vendo não conseguia entender o que aquelas imagens significavam. Segundo a mulher que nos orientava eu não devia mostrar aquilo a mais ninguém, pois aquelas imagens era parte de um livro muito antigo e poderoso. Segundo ela estava fazendo o papel de mensageira e havia sido escolhida para narrar à verdade, que ainda segundo ela era as provisões de Deus para o fim do universo, porem quanto mais ela falava mais eu sentia um grande arrepio como que negando tudo que ela dizia.

De algum modo eu sentia que aquilo ali não estava ligado de fato ao Deus que eu sirvo, que desceu a terra como filho e se fez humano, para sofrer como homem as tentações e deixar o exemplo de santificação. Não, nem de longe sentia que ela falava de Cristo, para mim ela dizia sobre o anjo caído, que tanto tenta enganar e corromper os fracos de espírito.

Eu não queria mais ficar ali, me levantei para correr, mas as pessoas me cercaram para ver o que havia escrito de olhos fechados, na verdade eu também me via, em nenhum momento eu escrevi ou desenhei o que quer que fosse, mas meu corpo o fazia. A tal mulher então pegou um grande pôster e pediu a todos que pegassem, olhassem e dissessem o que via, uma a uma as pessoas foram pegando e narrando ver o desenho de uma grande arvore e um pássaro, chegou a minha vez e de fato vi a arvore e o pássaro, mas ao movimentar o pôster formavam se frases de adoração. Cada vez que movimentava a frase mudava, comecei a anotar as frases, algumas acabei perdendo por movimentar e não conseguir anotar era como se cada folha da arvore se abrisse formando uma frase, como se cada pena do pássaro formasse uma frase, mas essas eu de fato sentia que eram do Criador.

Ninguém mais conseguia ver as frases apenas eu e assim todos me olhavam como que maravilhados pelas frases que eu estava escrevendo. Eram frases de impacto.

Nesse momento entraram várias pessoas na sala, parecia um grupo de anciões, diziam q eu era mensageira dos universos paralelos, sem distinção de bem e mal.

Eu não queria aceitar aquele fato, ser mensageira dos universos? Eles tentavam me fazer aceitar o fato, diziam que eu não podia negar ou rejeitar, que eles esperavam pelo mensageiro há anos e nunca imaginaram que seria uma mulher, mas visto todos os sinais, tudo que eu havia escrito, os desenhos, não Havaí duvida, eu tinha imunidade no céu e no inferno.

Como queria, saí daquele lugar correndo e acabei parando em uma espécie de loja de conveniência em um posto. Tentava esconder de todos e até de mim mesma, mas era em vão, todos que passavam me saudavam como que se me conhece e respeitasse. Corri para fora e uma grande camionete parou, de dentro delas desceu um senhor, que era o líder do grupo de anciões e veio em minha direção, foi ele parou em minha frente e começou a falar línguas estranhas, ao ouvi las eu desmaiei. Vi que saíram outros dois do carro e colocaram meu corpo no interior do veiculo, então na sequencia despertei.

A cada noite os sonhos me perturbam mais. Em diversos dele sei se tratar de um sonho, tento acordar, mas é em vão. Há noites em que a insônia vence o sono, o que me agrada visto que quando consigo adormecer estou tão cansada que recordo o sonhar, no entanto dormir tem se tornado lastimável.

Acredito que por trás de cada sonho tenho um significado, ao menos que de fato você sonhe com reflexos do seu dia a dia... Pensando bem talvez anjos e demônios sejam reflexos do meu cotidiano, é meu ser duelando com meu eu, é o bem que quero e não faço guerreando com o mal que não quero e pratico. De fato desejo que o bem vença, mas há momentos que o mal acaba por se destacar.

Em oração peço ao Criador que tome a direção  de meu caminho, me coloco a disposição de ser usada, de fazer a obra, no entanto minhas ações em nada condizem. Fico parada enumerando as impossibilidades, descrevendo os ‘se’ e nada é feito. Nesses momentos, os quais vejo claro que não faço meu melhor pra Cristo entendo porque o mal tanto me tenta e me envergonho por ter o que todos chamam de dom.

Na verdade não se trata de merecimento, a questão é não importa o que eu faça nunca estarei pronta. Desenvolver esse dom requer mais que vontade, necessita de uma coragem que eu não tenho e principalmente de uma santidade que eu estou longe de alcançar.

Seja como for, eis me aqui Senhor.

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