quinta-feira, 5 de março de 2015

Percepção do dia:


Felicidade difere de motivação.
Por muito tempo me vi apatica diante os dias. Deixando a existência se cumprir de acordo com o vento vindo do horizonte. Me fazia forte e inabalável diante as adversidades, mas fraca para agir e dar rumo ao destino.
Nunca me faltou contentamento, mas nunca conheci a vibração.
Era receptível a lei natrual do universo, a lei da ação e reação. Não me via merecedora de nada além do meu próprio jugo.
No entanto sempre procurei uma felicidade desconhecida.
Não sabia exatamento onde encontrar, pelo que procurar, e assim sempre me perdi no caminho.
Como diz o ditado “só encontra o caminho quem sabe onde quer chegar”.
Eu queria chegar até a felicidade, mas estava dificil defini-la. Era mais comodo ficar parada esperando que cedo ou tarde ela aparecesse. E em diversos momentos ela surgia e me sorria, mas eram breves instantes. Era como se eu fosse uma viciada e felicidade fosse a droga que eu precisava consumir. Quando a sentia era magico, mas como toda magia passava. Quando eu não ficava irritada, nervosa, ficava deprimida, carente, queria mais, precisava de mais. Por isso fazia loucuras, me empenhando em sentir novamente, e quem sabe manter, a tal felicidade.
Santa ingenuidade! Mau sabia eu que a felicidade nada tem a ver com a euforia momentanea da alegria.
Em momentos de descontração e alegria eu sentia a tal felicidade me impulsinar, como se me motivasse a viver. De certo modo motivava sim, mas não a felicidade...
Percebi o que me move e foi assim que descobri a felicidade.
Minha motivação não vem de status, retorno financeiro, grau de instrução, elogios, bens ou afins. Minha motivação é vivificada a cada momento que confirmo minha posição interior diante o universo e o humano.
Sempre que me pego diante um desafio e me vejo sem saída tenho a opção de agir como sempre, me tornar telespectadora do existencia e deixar o tempo passar, ou agir como tenho feito nos ultimos meses, me tornado o agente da ação que muda o presente e transforma o futuro.
Aprendi que agir diferente me motiva. Essa capacidade de mutação. Ser flexivel, maleavel, adaptavel. Tudo isso me fascina. Me encanta.
Nunca gostei de rotinas,mesmo tendo dificuldade com mudanças. Depois que descobri que o medo do novo é pelo desconhecido parei de temer, afinal meu conhecimento é uma pequena fração de uma proporção até desconhecida diante a significancia da vida e de seus misterios. O desconhecido está presente nos meus poros, na minha mente, no meu ser, no mundo físico, no espirtiual. Caminho com o desconhecido e ao lado de pessoas desconhecidas. Tudo gira em torno do fazer-se saber. E eis que agora me sinto motivada para os desfios da jornada da existencia. E foi assim que descobri a vida.
Viver, além de existir, me trouxe uma paz antes encontrada em raros momentos, mas de uma forma continua e equilibrada. Essa paz me revelou um bem estar e com ele um bem querer inenarrável e foi assim que descobri o que tanto busquei... A FELICIDADE.
A felicidade a mim se resume em degustar a felicidade alheia. Meu coração vibra com a alegria do próximo. Gozo de contentamento quando sinto a energia e a vibraçao de algum por algum merito. A felicidade me abraça quando vejo lágrimas se convertendo em sorriso, desespero em reflexão, dor em experiência, saudade em recordação. A felicidade me envolve quando acordo aerea, alheia as emoções e algo sai do planejado, logo penso que algo muito bom irá acontecer, porque se algo não está dando certo agora é porque algo muito bom virá. Eu creio na lei do universo, porque seria diferente?
Hoje estava eu, vindo trabalhar, em um ônibus lotado. Não tive dificuldades para embarcar porque quando cheguei ele jáestava saindo, caso contrário teria encarado empurroẽs e ponta-pés, chateada por não ter outro meio de locomoção, mas satisfeita por ter educação e bom senso, ao não me comportar como a grande maioria das pessoas. Em um trecho do caminho vi um senhor, aparentemente com a idade elevada, talvez uns 60 anos ou mais. Não sei dizer se a aparencia quem ditava essa idade ou se de fato ele a possuia. Um senhor maltrapilho, como que andarilho na jornada da vida, fazendo uso da natureza de pedra como fonte de sobrevivencia. Sempre que vejo pessoas em situação de rua me questiono o que há por traz dessa condição. Contexto familiar, oportunidades , exclusão social, etc. Mas hoje não tive tempo de questionar as diferenças causadas pela globalização aliada aos politicos corruptos que temos. O senhor puxava uma corda gasta em tom azul, a qual estava amarrada no pescoço de um cachoro. O cão era híbrido, notavelmente um filhote, porém de grande porte. Talvez labrador com pastor alemão, ou algo do tipo. Meu coração sorriu... Uma calçada residencial, sem comercio proximo, ninguem na rua, apenas o senhor puxando seu animal. Ele parou, olhou o filhote e sorriu. Ensaiou uns passos de dança, como se alguma música estivesse tocando, e o filhote abanando o rabo lhe acompanhava no descompasso, pulando em suas pernas e se movendo de um lado a outro.
Foi um instante mágico onde a felicidade em sua forma mais plena me envolveu. Aquele senhor estava desprovido de pré-conceitos, de criticas, de armagura. Estava apenas apreciando a cia do seu amigo, e com ele dançando, brincando, vibrando.
Quantas pessoas não levam uma vida bem contraria a daquele senhor, nao tem cães de raça, gastam uma fortuna com pet's shop e nem se quer param para olhar nos olhos do seu animal de estimação? Esse senhor não tinha naquele cãozinho um animal de estimação, tinha nele seu amigo e companheiro de jornada.
Analizando agora se fosse a antiga eu estaria deprimida e carente, lamentando não ter ninguem pra compartilhar momentos assim, simples e de ternura, mas essa nova eu, essa que eu escolho ser e cultivar pensa e age o contrario. Fico feliz e grata ao universo por me permitir ver tal cena, pois hoje a felicidade alheia me basta para seguir crendo que a minha felicidade se baseia nesses instantes.
A simplicidade a qual sempre me atribuí na verdade era simplicidade existencial e nao vivencial... seja como for que seja sincero e sereno.
Só quero a paz da felicidade e o despertar de um dia sempre melhor e mais produtivo que o outro.






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Me pergunto se sou mesmo maluca ou há mais alguem que pensa como eu? Critícas são sempre construtivas, deixe seu comentário.

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